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Opala — um arco-íris em suas mãosDespertai! — 1978 | 8 de setembro
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. Depois de cinco cansativas horas em cima duma mula, plenamente cônscia da incompetência do seu montador, não encontrei precisamente nada. Na verdade, as montanhas enevoadas ainda ocultam muitas opalas cintilantes. Mas acham-se vedadas por duro basalto encimado por majestosos pinheiros ou selva bochornal. Todavia, não me permita desanimá-lo. Descubra uma, se puder!
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Devem os cristãos da atualidade “falar em línguas”?Despertai! — 1978 | 8 de setembro
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O Conceito da Bíblia
Devem os cristãos da atualidade “falar em línguas”?
O COSTUME de “falar em línguas” é crescente fenômeno religioso. Grupos religiosos “pentecostais” há muito oram num tartamudeio que outros não conseguem entender. Hoje em dia, clérigos luteranos, episcopais e presbiterianos, e até mesmo sacerdotes católicos romanos, assumiram tal costume e o incentivam.
O movimento “católico pentecostal” surgiu no centro-oeste estadunidense há alguns anos. Em 1967, um punhado de “católicos pentecostais” reuniu-se na Universidade de Notre Dame, dos EUA. Em 1973, cerca de 20.000 pessoas se juntaram para um conclave anual “pentecostal” ali. Semanas depois, “católicos pentecostais”, jovens e idosos, sacerdotes e freiras, dirigiram-se à Universidade de Loyola, de Los Angeles, EUA, para similar conferência.
Por que tal interesse em línguas? Jeffrey Schiffmayer, reitor em exercício da Igreja Episcopal do Redentor, de Houston, Texas, disse, segundo veiculado em Newsweek, de 25 de junho de 1973, que uma razão é que “os episcopais chegaram agora ao ponto em que têm fome absoluta de algum cristianismo público”. Tal revista sugeriu que, para muitos católicos, as línguas se tornaram substituto das “medalhas milagrosas”, das novenas e de outras devoções a Maria que, antes da realização do Concílio Vaticano II, da Igreja, eram aspectos principais do catolicismo popular. Similar interesse em “línguas” e em outros “dons” é demonstrado na Coréia, Indonésia, Filipinas, Japão, Malásia, e em outras partes do mundo.
Entre os grupos protestantes “pentecostais”, a linguagem excitada do pastor talvez seja ecoada por brados de acordo da assistência. Tocam-se pianos segundo esse ritmo forte. Tambores e palmas rítmicas aumentam o estrépito. Os assistentes se agitam, se balançam e gemem, ao passo que uma criancinha nos fundos talvez toque um pandeiro. A oração é um gemido ininteligível, que a revista Time chamou de “forte blá-blá-blá de gemidos, grunhidos e gritos”. Em tais reuniões, os conversos são convocados a “aceitar Jesus” e a orar para receberem espírito santo, que crêem lhes permitirá orar “em línguas” que lhes são desconhecidas.
O Dia de Pentecostes
Isto é chamado de “pentecostalismo”, porque as pessoas são levadas erroneamente a crer que foi isso que aconteceu no dia de Pentecostes do ano 33 E.C. Nesse dia, cerca de 120 seguidores fiéis de Cristo ficaram cheios de espírito santo, como Jesus prometera. (João 14:26) Receberam a capacidade miraculosa de ensinar estrangeiros em suas próprias línguas. Este dom de “línguas” lhes permitiu ser entendidos por gente de pelo menos 15 terras diferentes, que tinham vindo a Jerusalém para a festa. Havia gente de três continentes — de tão longe quanto a Mesopotâmia, a leste, de Roma, a oeste, e da Líbia e do Egito ao sul. Cada um conseguiu ouvir, em sua própria língua, “as coisas magnificas de Deus”. Ao ouvir e aceitar tais coisas, muitos levaram, mais tarde, a emocionante mensagem para suas casas, espalhando-a rápido por uma área muito ampla. — Atos 2:5-11.
Esses cristãos primitivos não falavam em “línguas desconhecidas”, nem em “línguas dos anjos”, nem usavam linguagem ininteligível como forma de oração a Deus, como fazem hoje os “pentecostais”. Antes, falavam em línguas estrangeiras. Assim, o famoso Dictionnaire de la Bible, francês, de Vigouroux, afirma corretamente a respeito do que aconteceu no dia de Pentecostes: “Não era uma questão de línguas fabricadas, nem de gritos inarticulados, nem de exclamações arrebatadas, nem de expressões figurativas e entusiásticas, mas de línguas conhecidas e faladas por outros homens, cujo uso o Espírito Santo temporariamente comunicou a certos fiéis.” — Volume IV, coluna 80.
“Línguas” Cessariam
É falar em “línguas” parte do cristianismo atual? A resposta é importante, quer encaremos as “línguas” como sendo línguas estrangeiras, como foram no dia de Pentecostes, quer como ajuda para a oração, como fazem os “pentecostais” modernos. Os que imaginam que os cristãos deveriam falar em “línguas” talvez fiquem surpresos de ler nas Bíblias, que muitos carregam, que o apóstolo Paulo, especificamente, disse que nem sempre continuaria o falar milagrosamente em línguas. Escreveu ele: “Quer haja línguas, cessarão.” — 1 Cor. 13:8.
Também poderia surpreender a muitos “pentecostais” saber que nem todos os cristãos primitivos falavam em “línguas”. Paulo escreveu à congregação cristã em Corinto: “Será que todos falam em línguas?” — 1 Cor. 12:30.
Com efeito, parece que a congregação de Corinto estava, realmente, atribuindo importância demais à questão das línguas. Paulo lhes escreveu para não fazerem isso. Indagou: “Irmãos, se eu fosse ter convosco falando em línguas, que bem vos faria eu . . . ?” a menos que explicasse o que dizia, em línguas, numa linguagem que eles pudessem entender. Disse que, como os instrumentos musicais, a voz não devia dar sons ‘incertos’. Não devíamos falar “ao ar”. A linguagem devia ser ‘facilmente entendida’, disse ele, de modo que os presentes pudessem saber “o que se fala”. — 1 Cor. 14:6-9.
No início da congregação cristã, tais dons miraculosos eram necessários para confirmar, de forma espetacular, que o favor de Deus fora transferido da nação judaica, e que agora repousava sobre esta nova congregação cristã. (Heb. 2:2-4) Haviam ocorrido milagres no monte Sinai, mais de 1.500 anos antes, para provar que Deus realmente teve que ver com o estabelecimento do pacto da Lei, judaico, por meio de Moisés. Uma vez que tal fato fora estabelecido, tais milagres cessaram. (Êxo. 19:16-19) Então, milagres similares assinalavam a transferência do favor de Deus para o novo sistema cristão. E, uma vez confirmado tal fato, esses milagres também cessariam.
Após o dia de Pentecostes, não há registro nas Escrituras de alguém receber tal dom, exceto quando estavam presentes um ou mais dos apóstolos diretamente escolhidos por Jesus. Assim, quando morreu a última pessoa que recebera os dons milagrosos do espírito através dos apóstolos,
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