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Quem não precisa de consolo?A Sentinela — 1979 | 15 de abril
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andando na terra como se fossem servos.” — Ecl. 9:11; 10:7.
Naturalmente, nem todos os homens e mulheres mencionados na Bíblia lutaram com os mesmos problemas. Entretanto, a partir do tempo em que a vida de Abel foi tirada violentamente pelo seu irmão Caim, os homens têm conhecido o que significa perder um ente querido na morte. Abraão lamentou a morte de sua amada esposa Sara. (Gên. 23:2) Quando Jacó faleceu, “José lançou-se sobre seu pai, chorando e beijando-lhe a face.” (Gên. 50:1, Today’s English Version) Davi lamentou a morte de seu amigo Jonatã com as palavras: “Estou aflito por ti, meu irmão Jonatã, tu me eras muito agradável. Teu amor a mim era mais maravilhoso do que o amor das mulheres.” — 2 Sam. 1:26.
Apesar de amargas experiências e dificuldades, Davi, Noemi, Ana, Abraão, José e muitos outros mencionados na Bíblia não se deixaram vencer pelo sentimento de tristeza. Foram sustentados pela sua confiança em Deus.
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Consolo numa hora de pesarA Sentinela — 1979 | 15 de abril
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Consolo numa hora de pesar
O FALECIMENTO dum ente querido deveras pode ser o acontecimento mais perturbador da vida. Uma jovem senhora, do sul do Texas, nos Estados Unidos, relatou: “Enquanto eu estava grávida de meu segundo filho, meu marido foi morto. Este acontecimento trágico levou a uma grande depressão. Para aumentar meu trauma, meu bebê nasceu e morreu. Perdi a comunicação com todos, inclusive com meu filho jovem. O que me perturbava também era que, embora meu filho já tivesse idade bastante para falar, nunca proferiu nenhuma palavra. Naquele tempo eu estava introvertida demais para dar-me conta de que, se eu não falasse, ele nunca ia aprender a se expressar.” Quão desesperadamente esta senhora precisava de consolo! Felizmente, ela recebeu encorajamento quando uma colega de trabalho começou a falar-lhe sobre as Escrituras Sagradas.
Qual é a esperança que a Bíblia oferece àqueles que sentem o pesar causado pela morte? As Escrituras esclarecem que não temos nenhum motivo para nos preocupar com os mortos, nem para ficar acabrunhados por causa do luto. Isto se dá porque, no tempo devido de Deus, os entes queridos que faleceram serão trazidos de volta ávida. “Eu tenho esperança para com Deus”, disse o apóstolo cristão Paulo, “de que há de haver uma ressurreição”. (Atos 24:15) Os ressuscitados à vida terão a perspectiva de nunca mais ficarem sujeitos a miséria, doença ou morte. (Rev. 21:3-5) Toda a tristeza sentida pela humanidade será totalmente contrabalançada pelas condições alteradas, que haverá após a ressurreição deles, que “não haverá recordação das coisas anteriores, nem subirão ao coração”. — Isa. 65:17.
Visto que os cristãos do primeiro século criam na ressurreição, a perda de entes queridos era-lhes muito mais fácil de suportar. Não se entregavam às expressões extremas e irrestritas de tristeza que são caraterísticas de pessoas sem esperança. (1 Tes. 4:13) Mas, que certeza se pode ter de que haverá uma ressurreição?
É digno de nota que a esperança do apóstolo Paulo baseava-se na sua fé em Deus. Visto que foi o Todo-poderoso quem criou a humanidade, ele deve ter também a sabedoria e o poder para ressuscitar os mortos, para recriá-los. De fato, o que a Bíblia nos diz sobre a criação do primeiro homem Adão pode ajudar-nos a entender o milagre da ressurreição.
Adão foi formado dos elementos do solo. Naturalmente, estes elementos não tinham personalidade, e eram incapazes de atividade ou pensamento conscientes. Entretanto, quando Deus organizou estes elementos num corpo harmonioso e vitalizou este corpo com uma força de vida, veio à existência uma personalidade distinta — um homem, com a faculdade de pensamento e de raciocínio, bem como a capacidade de transmitir a vida por meio da procriação. — Gên. 2:7.
Note que aquilo que tornou Adão uma pessoa individual não foi a substância que compunha seu corpo. Antes, foi o que Deus fez com os elementos do solo. Portanto, a ressurreição não depende da preservação ou da reconstrução das moléculas que havia no corpo da pessoa antes de seu falecimento. Mesmo durante a nossa vida, as moléculas que compõem o nosso corpo sofrem constantes mudanças. De modo que as moléculas que hoje compõem o seu corpo são completamente diferentes das que teve uns sete anos antes. Não obstante, você ainda é a mesma pessoa. Do mesmo modo, quer alguém seja levantado para a vida humana, quer para a espiritual, seu corpo possuirá todas as caraterísticas dadas por Deus, tornando-o a mesma pessoa que faleceu. Possuirá a plena identidade de sua vida anterior. — 1 Cor. 15:36-49.
A Bíblia, além de apresentar a esperança da ressurreição, provê também a base para esta esperança. Aprendemos das Escrituras que trazer os mortos de volta à vida não é algo novo, algo que nunca antes tenha acontecido. Ao contrário, a Bíblia apresenta casos específicos de homens, mulheres e crianças que foram ressuscitados. (1 Reis 17:21-23; 2 Reis 4:32-37; Mar. 5:41-43; Luc. 7:11-15; João 11:38-45; Atos 9:36-42; 20:9-12) A ressurreição mais notável foi a de Jesus Cristo. Mais de 500 testemunhas o viram após ele ter sido ressuscitado dentre os mortos. (1 Cor. 15:6) Este acontecimento foi tão bem corroborado, que o apóstolo Paulo podia dizer que a negação da ressurreição significava a rejeição da fé cristã como um todo. Lemos: “Se, deveras, não há ressurreição dos mortos, tampouco Cristo foi levantado. Mas, se Cristo não foi levantado, a nossa pregação certamente é vã e a nossa fé é vã. Além disso, somos também achados como falsas testemunhas de Deus, porque temos dado testemunho contra Deus, de que ele levantou o Cristo, a quem ele, porém, não levantou, se realmente é que os mortos não hão de ser levantados. Pois, se os mortos não hão de ser levantados, tampouco Cristo foi levantado. Outrossim, se Cristo não foi levantado, a vossa fé é inútil.” — 1 Cor. 15:13-17.
Para o apóstolo Paulo e para milhões de outros, a fé inabalável na ressurreição dos mortos foi motivo de infalível consolo. Continua a sê-lo mesmo hoje em dia. Deveras, alguns talvez zombem da idéia de haver uma ressurreição, dizendo que nunca viram ninguém voltar dos mortos. Mas, será que a descrença deles os coloca numa situação melhor para enfrentar a morte? Por negarem a evidência histórica das ressurreições do passado, que consolo podem oferecer aos enlutados? Quando eles mesmos perdem parentes ou amigos queridos na morte, ajuda-lhes a sua descrença a ficarem menos tristes? Os fatos falam por si mesmos.
Portanto, numa hora de luto, continue a tirar consolo da promessa segura de Deus, de haver uma ressurreição, conforme apresentada na Bíblia. Não há outra esperança. Não a deixe de lado. Também, tenha a satisfação de dar genuíno consolo aos enlutados, por transmitir-lhes a mensagem da Bíblia sobre a ressurreição.
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A vida apesar de enfermidadesA Sentinela — 1979 | 15 de abril
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A vida apesar de enfermidades
O REI DAVI estava seriamente enfermo, e seus adversários esperavam que morresse. Procurando ansiosamente qualquer indício de piora no estado de saúde do rei, os visitantes desejavam-lhe hipocritamente uma melhora. Depois, tinham prazer em divulgar aos outros as suas observações negativas. “Uma doença maligna o atingiu”, diziam. “Caiu na cama, nunca mais se levantará.” Até mesmo um amigo íntimo, o conselheiro de confiança, Aitofel, tornou-se traidor. — Sal. 41:6-10, Missionários Capuchinhos.
O que ajudou a Davi a suportar este tempo de terrível aflição? Ele não perdeu a esperança, nem cedeu ao medo paralisante. Sua confiança em Deus permaneceu forte, pois, declarou: “O próprio Jeová . . . amparará [seu servo] no divã de enfermidade; certamente transformarás toda a sua cama durante a sua doença.” (Sal. 41:3) Finalmente, Davi restabeleceu-se da sua doença.
Mas, como é que o Altíssimo ampara seus servos padecentes? Por meio de seu espírito, Jeová Deus faz lembrar ao doente os pensamentos que consolam e que fortalecem a esperança. O que Deus faz neste respeito desempenha um papel vital na recuperação. Por isso, Davi pôde dizer que
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