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Página doisDespertai! — 1987 | 8 de agosto
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Página dois
Há milhões de pais, em todo o mundo, que perderam um filho. A doença, a fome, a guerra, o homicídio, o suicídio, um acidente, a síndrome da morte infantil súbita, o aborto involuntário, o natimorto — não importa qual seja a causa, o genitor sempre sofre.
Seja qual for a idade do filho, a dor está sempre presente. Como é possível suportar este pesar? Como se pode levar em frente a vida? Será apenas fantasia o quadro que apresentamos, nesta página, de uma família que acolhe sua filha de entre os mortos, ou se tornará em breve uma realidade?
As seguintes histórias da vida real, de pessoas que sobreviveram ao terrível pesar causado pela perda dum filho, responderão a algumas destas perguntas. Para saber o resultado de cada caso, queira ler estes artigos sobre o pesar. Acreditamos que derivará deles muito conforto e esperança.
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“Não pode ser verdade!”Despertai! — 1987 | 8 de agosto
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“Não pode ser verdade!”
“O DIA 31 de maio de 1982 era um dia lindo. O sol brilhava, o céu estava azul, e julguei ser esta uma oportunidade perfeita para limpar o quintal. Tínhamos recentemente cortado um antigo olmo-da-china, e ainda havia alguns gravetos e ramos sobre o gramado. Daí, lembrei-me de que nosso amigo George possuía um ancinho que facilitaria esse trabalho; assim, telefonei para ele.
“George era um piloto experiente, e gostava imensamente de voar. Assim, não foi surpresa quando ele me disse que iria levar alguns amigos num vôo e perguntou se gostaríamos de dar umas voltinhas de avião. Eu e minha esposa Dianne decidimos que seria ótimo fazer algo diferente, depois de ajeitarmos o quintal. Levamos nossa filhinha de três anos junto conosco. Maria, uma linda e inteligente menina de cabelos e olhos castanho-escuros, ficou toda excitada.
“Quando chegamos ao aeroporto, outro amigo aguardava sua vez de dar umas voltas, e assim todos nós nos ajeitamos no avião de quatro lugares. Voamos sobre o lago e nos dirigimos para as montanhas. O panorama era lindo. Olhávamos lá para baixo e víamos alguns pontos de referência conhecidos. Havia pessoas que faziam um piquenique numa colina. Maria estava emocionada. Daí, ao sobrevoarmos o pico da colina, o avião foi apanhado por uma súbita e forte corrente descendente. O motor enguiçou e parou por completo, e o avião despencou lá do céu! “Tudo em que eu conseguia pensar era em tentar colocar-me entre minha esposa, que segurava Maria no colo, e o banco da frente. Jamais consegui fazê-lo — o avião chocou-se contra a encosta do morro.
“Tentei erguer-me, mas não conseguia mover-me. Pude ouvir Dianne clamar por ajuda, mas não pude fazer nada. Tudo que consegui fazer foi gritar por socorro.
“Por fim, equipes médicas de emergência chegaram para nos resgatar do monte. Embora tivéssemos feito uma clássica aterrissagem de emergência, George e seu amigo estavam mortos. Nós, outros, estávamos gravemente feridos. Maria apresentava ferimentos na cabeça e internamente. A meu sogro coube a dolorosa tarefa de vir até meu leito hospitalar para me dizer que ela havia morrido — isso foi uma punhalada no meu coração. ‘Por que ela? Por que não aconteceu comigo? Não é justo que uma criancinha como ela tenha de morrer’, pensava eu. Se eu não tivesse aceitado aquelas voltinhas de avião . . .
“Dianne estava em gravíssimo estado, apresentando fratura na coluna. Três semanas depois do desastre aéreo, ela também morreu. De um só golpe, perdi minha filhinha e minha esposa. Julguei que tinha perdido tudo. Como conseguiria sobreviver a isso?” — Segundo narrado por Jess Romero, Novo México, EUA.
“Meu filho, Jonathan, estava em Long Island, visitando alguns amigos. Minha esposa, Valentina, não gostava de que ele fosse até lá. Sempre ficava nervosa, por causa do trânsito. Mas ele gostava de eletrônica, e seus amigos tinham uma oficina ali, onde ele podia ganhar experiência prática. Eu estava em casa, em Manhattan Oeste. Minha esposa estava viajando, visitando a família dela em Porto Rico.
“Eu tirava um cochilo, em frente da TV. ‘Jonathan não vai demorar’, pensava eu. Daí, tocou a campainha da porta. ‘Com certeza, é ele.’ Não era. Era a polícia e alguns paramédicos.
“‘O senhor reconhece esta carteira de motorista?’, perguntou o policial. ‘Sim, é do meu filho, é de Jonathan.’ ‘Trazemos más notícias para o senhor. Houve um acidente, e . . . seu filho, . . . seu filho morreu.’ Minha primeira reação foi: ‘No puede ser!’ No puede ser!’ — não pode ser verdade!
“Essa bomba abriu uma ferida em nosso coração que ainda não sarou, quase dois anos depois.” — Segundo narrado por Agustín Caraballoso, Nova Iorque, EUA.
“Na Espanha, na década de 60, éramos uma família feliz — apesar da perseguição religiosa por sermos Testemunhas. Compunha-se de María, minha esposa, e de nossos três filhos, David, Paquito e Isabel, de 13, 11 e 9 anos, respectivamente.
“Certo dia, em março de 1963, Paquito voltou da escola queixando-se de fortes dores de cabeça. Ficamos atônitos quanto à possível causa — mas não por muito tempo. Três horas depois, ele morreu. Uma hemorragia cerebral tinha ceifado sua vida.
“A morte de Paquito se deu há 24 anos. Mesmo assim, a profunda dor que sentimos por essa perda ainda persiste até os dias de hoje. Não existe meio de os pais perderem um filho sem sentir que perderam uma parte de si mesmos — não importa quanto tempo passe ou quantos outros filhos tenham.” — Segundo narrado por Ramón Serrano, Barcelona, Espanha.
Estas são apenas algumas dos milhões de tragédias que assolam as famílias em todo o mundo. Como pode atestar a maioria dos pais pesarosos, quando a morte arrebata seu filho, trata-se deveras de um inimigo. — 1 Coríntios 15:25, 26.
Mas como é que estas pessoas desoladas com a perda dum filho conseguiram enfrentar tal perda, nos casos que acabamos de citar? Pode ser ainda possível levar uma vida normal depois de tal perda? Existe qualquer esperança de que possamos ver de novo nossos entes queridos já falecidos? Se existe, onde, e como? Estas e outras perguntas relacionadas serão consideradas nos artigos que seguem.
[Crédito da foto na página 3]
The Daily Herald, Provo, Utah,EUA
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“Como poderei viver sentindo tanto pesar?”Despertai! — 1987 | 8 de agosto
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“Como poderei viver sentindo tanto pesar?”
A TRAGÉDIA assolou Bob e Diane Krych faz 18 anos. David, seu filhinho de 6 anos, tinha um problema cardíaco congênito. Diane conta sua história:
“Um médico nos recomendara que mandássemos fazer um exame em questão de um ano, mais ou menos, com o que concordamos. David era cheio de vida, quase hiperativo. Lembro-me de que era dia 25 de janeiro, e David estivera amolando sua irmã, desarrumando o quarto dela. Quando me perguntou se poderia ir brincar lá fora, eu deixei.
“Algum tempo depois, ouvi a sirena duma ambulância, e então uma vizinha veio correndo pela entrada e gritando: ‘Diane, é David, é melhor você vir comigo!’ Eu fui, e lá estava ele, estendido sobre a capota do carro que o tinha colhido. Eu não conseguia mover-me. Senti-me como que paralisada. Eles o levaram de ambulância. Mas foi tudo em vão. Seu coraçãozinho não agüentou e ele se foi.”
Despertai!: “Que efeito teve sobre você esta terrível perda?”
Diane: “Eu tive uma série de reações — torpor, descrença, culpa, e ira para com meu marido e o médico por não discernirem quão grave era a condição dele. Naquele dia, eu estava muito aborrecida com David. Iríamos receber visitas para o jantar e eu tinha um bebezinho de dois meses e meio para cuidar. Isso simplesmente era demais. Daí, a próxima coisa que eu soube é que estavam levando o meu David para o hospital.
“Eu não queria acreditar que ele tinha morrido. Não queria aceitar as palavras ‘morto’ e ‘morte’. No que me dizia respeito, ele tinha ido fazer uma viagem. ‘Ele está vivo na memória de Deus, e irá retornar’, pensava eu. Assim, cerca de sete semanas depois de ele morrer, comecei a escrever cartas para ele. Eu escrevi tais cartas durante 13 anos!”
Quanto Tempo Dura o Pesar?
O longo processo pesaroso de Diane apóia o que o Dr. Arthur Freese declara em seu livro Help for Your Grief (Ajuda Para Vencer Seu Pesar): “A maioria dos peritos acha que a perda dum filho causa um estado permanente de desolação nos pais, especialmente na mãe.”
“O pesar retorna com o girar do ano”, era o sentimento do poeta Shelley. As lembranças anuais do ente querido perdido renovam as dores. Milhões de pessoas, hoje em dia, podem confirmar isso e perguntam, com efeito: ‘Como poderei viver sentindo tanto pesar?’ Todavia, o pesar é um processo curativo, embora talvez jamais finde. A dor aguda deveras diminui, embora persista a sensação de perda.
Esta opinião é confirmada por Harold e Marjorie Bird, da Grã-Bretanha, que há dez anos perderam um filho de 19 anos, Stephen, morto por afogamento. Para agravar ainda mais as coisas, ele era seu filho único, e o corpo dele jamais foi encontrado. Harold diz sobre o processo de sentir pesar: “Diz-se que o tempo cura tudo, mas a realidade é que apenas embaça a lembrança do ente querido. A única cura só virá quando nos encontrarmos de novo com ele na ressurreição.”
Um estudo científico da desolação sentida pela perda dum ente querido explicava o processo do pesar do seguinte modo: “Os desolados podem passar dramática e repentinamente de um estado de sentimento para outro, e por algum tempo, o evitar as lembranças do falecido pode alternar-se com o cultivo deliberado de lembranças. As pessoas, em geral, passam de um estado de descrença para a aceitação gradual da realidade da perda.”
O Dr. Freese introduz um raio de luz neste assunto sombrio. “Precisa-se sempre reter a perspectiva — reconhecer que a ampla maioria daqueles que sofrem o pesar e passam pela desolação da perda dum filho . . . saem do outro lado, recuperam-se e ficam quase que no mesmo estado físico em que começaram a dor e a agonia de tal pesar.”
Efetivamente, em muitos casos, a pessoa pode tornar-se mais forte. Por que isso se dá? Porque a experiência do pesar lhe ensina a ter empatia — mais compreensão e identificação para com os desolados. E visto que a empatia vai muito além da simpatia (ou condolência), quem sobrevive ao pesar torna-se uma pessoa útil, um conselheiro, um consolador de outros que sofrem a perda dum ente querido. Como exemplo, Bob, cujo filho David morreu de insuficiência cardíaca, disse: “Verificamos que ajudar outros a suportar sua carga de pesar também ajudou a aliviar a nossa própria carga.”
Por Que a Culpa, a Ira, e a Recriminação?
Os peritos no campo do pesar reconhecem que, nessa situação, são normais as reações de culpa, de ira, e de recriminação, com freqüência associadas a tal condição desolada. Os que continuam vivos tentam encontrar razões, quando, muitas vezes, não existe nenhuma que seja válida ou lógica. ‘Por que isso tinha de acontecer logo comigo? Que fiz eu para merecer isso? Quem dera que eu tivesse . . .’ são algumas das reações comuns. Outros se voltam contra Deus, com idéias como: ‘Como foi que Deus permitiu que isto acontecesse? Por que Deus me fez isto?’
Neste ponto, a resposta da Bíblia vem à mente: “O tempo e o imprevisto sobrevêm a todos eles.” Em toda a parte podem ocorrer acidentes, a qualquer tempo, e a morte é imparcial. Por certo, um Deus de amor não implicaria com qualquer pessoa por tirar-lhe seu filho. — Eclesiastes 9:11; 1 João 4:8.
Agustín e Valentina, mencionados em nosso artigo de abertura, ainda verteram lágrimas quando falaram a Despertai! sobre a morte de Jonathan. Tinham quaisquer recriminações a fazer? Valentina respondeu: “Nunca concordei de ele ir a Long Island no carro de outra pessoa. Tenho de ser honesta. Joguei a culpa em Agustín. Agora reconheço que foi uma reação irracional, mas, naquele tempo, eu continuava pensando: ‘Se o pai dele não tivesse permitido a sua ida, ele ainda estaria vivo.’ Continuei culpando-o. Tive de desabafar desse modo, porque doía muito ficar com isso preso dentro de mim.”
A ira de Diane Krych por causa da morte prematura de David expressou-se até mesmo no ressentimento contra os animais. Ela disse a Despertai!: “Se via um cachorro ou um gato andando pela rua, eu pensava: ‘Esse animal tem um coração forte batendo dentro dele. Por que meu filho não podia ter um coração forte? Por que um animal deveria ficar andando por aí, e não o meu David?’”
Os peritos nos asseguram que todas estas reações, embora amiúde sejam irracionais, são naturais. O questionamento é uma forma de racionalização, parte do processo de reconciliação com a realidade. Por fim, alcança-se uma perspectiva estável, e prevalece o bom senso. Como se expressa o Dr. Freese: “A prova do pesar saudável — de atravessar de forma adequada os problemas emocionais do pranto e do pesar, de aceitar a morte e de encarar com honestidade todos os sentimentos acompanhantes — é que o pranteador finalmente tolera estes maus momentos, sentindo uma dor passageira ou tendo apenas leves e vagos pensamentos pesarosos.”
Isto resulta num nivelamento. Prossegue o Dr. Freese: “O ideal é que a nostalgia e os pensamentos agradáveis, a habilidade de falar a respeito do falecido com honestidade e afeto, por fim assumam o lugar da dor lancinante e do pesar e da angústia.” Nesse ponto, as recordações promovem mais o afeto do que o pesar.
Enfrentar a Perda dum Natimorto
Embora Monna já tivesse tido outros filhos, ela aguardava carinhosamente o nascimento de mais um. Mesmo antes do nascimento, era um “bebê com quem eu brincava, com quem eu conversava, e com o qual eu sonhava”.
O processo de bonding [vinculação] entre a mãe e a filha por nascer era muito forte. Prossegue ela: “Rachel Anne era um bebê que chutava os livros de cima da minha barriga, mantinha-me acordada de noite. Posso ainda lembrar-me dos primeiros chutezinhos, como cutucadas brandas, amorosas. Toda vez que ela se mexia, esse amor me dominava por completo. Eu a conhecia tão bem que sabia quando ela estava sentindo dor, quando ela estava doente.”
Monna prossegue em seu relato: “O obstetra não acreditou em mim, senão quando já era tarde demais. Ele me mandou parar de me preocupar. Creio que senti quando ela morria. Ela apenas deu subitamente uma virada violenta. No dia seguinte, ela estava morta.”
A experiência de Monna não é um acontecimento isolado. De acordo com as autoras Friedman e Gradstein em seu livro Surviving Pregnancy Loss (Sobreviver à Perda na Gravidez), cerca de um milhão de mulheres, anualmente, apenas nos Estados Unidos, têm uma gravidez malsucedida. Não raro as pessoas deixam de compreender que um aborto involuntário, ou um filho que nasça morto, é uma tragédia para a mulher, e ela sente muito pesar — talvez por toda a vida. Para exemplificar, Verônica, de Nova Iorque, agora com seus 50 e poucos anos, lembra-se de seus abortos involuntários e, em especial, recorda seu bebezinho que nasceu morto e que chegou a viver até o nono mês, pesando, ao nascer, quase 6 quilos. Ela o levou já morto, dentro de si, nas duas últimas semanas. Segundo declarou: “Dar à luz um bebê morto é algo terrível para qualquer mãe.”
As reações destas mães frustradas nem sempre são compreendidas, mesmo por outras mulheres. Uma psiquiatra, que perdeu o filho num aborto involuntário, escreveu: “O que aprendi, do modo mais doloroso, foi que, antes de isso acontecer comigo, eu realmente não tinha idéia do que minhas amigas tiveram de suportar. Eu tinha sido tão insensível e ignorante para com elas como agora acho que as pessoas são para comigo.”
Outro problema que a mãe pesarosa tem a enfrentar é a impressão de que seu marido talvez não sinta essa perda tanto quanto ela. Uma esposa expressou-se do seguinte modo: “Fiquei inteiramente desapontada com meu marido naquela época. No que lhe dizia respeito, não tinha havido realmente gravidez alguma. Ele não podia sentir o pesar que eu estava sentindo. Ele se mostrou bem compreensivo para com meus temores, mas não para com meu pesar.”
Esta reação é, talvez, natural para o marido — ele não experimenta o mesmo bonding físico e emocional que a esposa grávida experimenta. Todavia, ele sente a perda. E é vital que marido e esposa compreendam que estão padecendo juntos, embora de formas diferentes. Devem compartilhar o seu pesar. Caso o marido oculte isso, sua esposa poderá pensar que ele é insensível. (Veja a página 12.) Assim, partilhem suas lágrimas, seus pensamentos, e seus abraços. Mostrem que precisam um do outro como nunca antes.
O Mistério e o Pesar Envolvidos na Morte Infantil Súbita
Milhões de mães enfrentam um temor secreto, diário. Como certa mãe se expressou: “Oro toda noite para encontrar meu bebezinho vivo pela manhã.” O que elas temem é a SIDS (sigla, em inglês, da síndrome da morte infantil súbita). A Dra. Marie Valdes-Dapena, professora de patologia da Universidade de Miami, Flórida, declara que há de 6.000 a 7.000 casos anuais de SIDS, apenas nos Estados Unidos. Acrescenta ela: “Não pode haver dúvida de que se trata dum problema bem real de saúde pública.”
A morte infantil súbita toma conta dos bebês à noite, não raro entre o segundo e o quarto mês de vida. A ciência ainda não apresentou uma explicação satisfatória, e até mesmo autópsias deixam de fornecer um motivo para tal morte súbita. Continua sendo um mistério.a
A seqüela da morte infantil súbita é, não raro, uma terrível sensação de culpa. Assim, o que ajudará os pais nos casos de morte infantil súbita? Primeiro de tudo, eles devem reconhecer que não poderiam ter evitado a tragédia. A SIDS é imprevisível e, geralmente, inevitável. Por conseguinte, não existe motivo de se ter quaisquer sentimentos de culpa. Em segundo lugar, o apoio, a confiança e o entendimento mútuos dos pais ajudarão a ambos a enfrentar seu pesar. Converse sobre seu bebezinho com outros. Partilhe seus sentimentos.
Avós Também Sentem Pesar
Os avós também sofrem, dum modo especial. Como um pai desolado expressou-se: “Eles reagem não só para com a morte dum neto, mas com o pesar de seu próprio filho.”
Todavia, há maneiras de amainar a sensação de perda dos avós. Primeiro, leve-os em conta. Seu neto também era uma extensão deles. Assim sendo, os avós devem ser aceitos no processo de pesar, do próprio modo deles. Naturalmente, isso não significa que devam assumir as coisas, sem o consentimento dos pais. Mas, se desejarem ser incluídos, e geralmente desejam, devem ser bem acolhidos.
Nesta breve cobertura sobre o pesar, tentamos compreender os sentimentos dos desolados com a perda dum filho. Mas existe ainda outro aspecto a considerar. Como podem outros ser de ajuda, especialmente em seus comentários? E como podem os maridos demonstrar seu pesar? Queira ver o próximo artigo.
[Nota(s) de rodapé]
a Uma futura edição de Despertai! examinará mais pormenorizadamente a SIDS.
[Foto na página 8]
Por partilharem abertamente seu pesar, ajudam-se mutuamente a enfrentá-lo.
[Quadro na página 7]
O Processo do Pesar
Isto não subentende que o pesar tenha qualquer tabela ou programa fixo. As reações pesarosas podem ocorrer ao mesmo tempo e durar por variados períodos, dependendo do indivíduo.
Primeiras reações:
Choque inicial; descrença, negação; torpor; sentimentos de culpa; ira.
O pesar agudo pode incluir:
Perda de memória e insônia; extremo cansaço; mudanças abruptas de disposição; lapsos de critério e no modo de pensar; crises de choro; mudanças de apetite, com a resultante perda ou ganho de peso; uma variedade de sintomas de saúde perturbada; letargia; capacidade reduzida de trabalho; alucinações — sentir, ouvir e ver a pessoa falecida.
Período de retorno ao equilíbrio:
Tristeza, com nostalgia; recordações mais agradáveis da pessoa falecida, até mesmo com toques de humor.
(Baseado em Help for Your Grief, do Dr. Arthur Freese, páginas 23-6.)
[Quadro na página 9]
Passos Para Ajudá-lo a Sobrepujar o Seu Pesar
Cada pessoa tem de superar o pesar do seu próprio modo. O passo vital é evitar a estagnação egotista, e ter pena de si. Seguem-se algumas sugestões, baseadas na experiência de pessoas desoladas com a perda dum filho, que foram entrevistadas por Despertai!:
◼ Mantenha-se ocupado e prossiga em sua rotina de trabalho e de atividade. Aqueles que são Testemunhas de Jeová sublinharam especialmente o valor de se assistir às reuniões cristãs e envolver-se bastante no ministério. Muitos expressaram a grande ajuda que receberam por meio da oração.
◼ Deixe que seu pesar se manifeste; não tente reprimi-lo. Quanto mais cedo sentir-se pesaroso e chorar, tanto mais cedo atravessará o período de agudo pesar.
◼ Não se isole; conviva com as pessoas e deixe que elas convivam com você. Se isso o ajudar, fale abertamente sobre seu ente querido falecido.
◼ Logo que possível, mostre interesse em outras pessoas e nos problemas delas. Tente ajudar outros, e estará ajudando a você mesmo.
[Quadro na página 10]
O Que Outros Podem Fazer Para Ajudar?
Correspondentes de Despertai! fizeram muitas entrevistas com pais desolados em diferentes países. As seguintes são algumas das sugestões feitas para ajudar as famílias pesarosas. Obviamente, é preciso haver flexibilidade na aplicação delas, dependendo dos sentimentos das pessoas desoladas.
1. Visitem a família logo no primeiro dia, e também convidem-nos à sua casa. Preparem-lhes algumas refeições. Continuem fazendo isso enquanto for necessário, e não apenas nas primeiras semanas.
2. Deixe que os genitores decidam se querem que as roupas e outras lembranças do filho que morreu sejam conservadas ou guardadas em outro lugar.
3. Converse sobre o filho falecido, citando o nome dele, se a pessoa desolada manifestar tal desejo. Relembre os aspectos felizes e humorísticos da personalidade e da vida do filho. Não fique calado. Os pais talvez queiram falar sobre seu ente querido.
4. Se estiver longe demais para oferecer ajuda pessoal, escreva cartas que encorajem e consolem. Não evite falar sobre o falecido.
5. Quando apropriado, incentive os pais a manter-se ativos e continuar em sua rotina anterior. Mova-os a sair de casa e fazer coisas em favor de outros.
[Quadro na página 10]
Uma Vovó Escreve:
“Tendo perdido, na morte, meus queridos pais, um irmão, uma irmã, meu devotado marido-amigo-namorado, companheiro de toda a vida, meu Jim, a quem conheci e amei desde os 13 anos, e meu precioso netinho Stuart Jamie — posso afirmar que não existe nenhuma tristeza, nenhuma dor, nenhum pesar torturante, que vem afluindo por dentro de mim, até mesmo à medida que escrevo, como a morte dum filho.” — Palavras de Edna Green, Inglaterra, sobre a morte de seu neto, com dois anos e nove meses.
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Expressões que nem sempre confortamDespertai! — 1987 | 8 de agosto
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Expressões que nem sempre confortam
SE JÁ sentiu alguma vez um profundo pesar, houve ocasiões em que se sentiu ferido com alguns comentários feitos por outros? Ao passo que a maioria das pessoas parecem saber o que dizer para confortar outros, muitas pessoas desoladas com a perda dum filho conseguem lembrar-se de comentários que não lhes ajudaram em nada. Ursula Mommsen-Henneberger, escrevendo no jornal alemão Kieler Nachrichten, declarou que alguns pais “ficam profundamente feridos quando pessoas estranhas dizem: ‘Mas você ainda tem outros filhos, não tem?’” Ela responde: “Os outros podem servir de consolo, mas não servem como substituto.”
A conselheira Kathleen Capitulo, especializada em ajudar pessoas desoladas, disse a Despertai!: “Outra expressão que se deve evitar é: ‘Sei como se sente.’ A verdade é que ninguém realmente sabe pelo que uma outra pessoa está passando. No entanto, poderá validar o que elas estão sentindo. Poderá assegurar-lhes que seus sentimentos são naturais.”
Abe Malawski, segundo informa o livro Recovering From the Loss of a Child (Recuperar-se da Perda dum Filho), “nutre fortes sentimentos de que é preciso que alguém tenha perdido um filho para saber o que é perder um filho”. Declarou ele: “Pode-se ter quinze filhos, e isso não faz diferença alguma. Jamais se pode substituir um filho.”
No caso dum aborto involuntário ou de o bebê nascer morto, outras expressões nada edificantes, embora sinceras, são: “Logo ficará grávida de novo, e se esquecerá disso tudo.” “Foi melhor assim. O bebê, de qualquer jeito, seria deformado.” “Há males que vêm para bem.” No cruel momento da perda, estes clichês, não importa quão bem-intencionados, não podem aliviar a agonia.
Os lugares-comuns religiosos citados por alguns clérigos constituem outros irritantes para os desolados. Dizer que ‘Deus queria outro anjo’ apresenta a Deus como cruel e egoísta, e equivale a blasfêmia. Ademais, não se baseia na lógica, nem na Bíblia.
Deve o Cristão Prantear?
Que dizer dos cristãos cujo filho morre? Às vezes, alguns citam as palavras de Paulo aos tessalonicenses: “Para não vos entristecerdes, como os outros homens, que não têm esperança.” (1 Tessalonicenses 4:13, Bíblia Vozes) Será que Paulo proibia o pesar e o pranto? Não, ele simplesmente dizia que o cristão, que tem esperança, não fica entristecido do mesmo modo que aqueles que não têm esperança. — João 5:28, 29.
Para ilustrar este ponto, como foi que Jesus reagiu quando Maria lhe disse que Lázaro estava morto? O relato nos conta: “Jesus, portanto, quando a viu [a Maria] chorar e que os judeus que vieram com ela choravam, gemeu no espírito e ficou aflito.” Daí, quando foi conduzido ao lugar onde jazia o morto, “Jesus entregava-se ao choro”. Assim, é errado prantear? Demonstra isso uma falta de fé na promessa de Deus de uma ressurreição? Não, antes, indica profundo amor pela pessoa falecida. — João 11:30-35; compare com João 20:11-18.
Outro enfoque que pode ser perturbador é aquele que, mostrando-se condescendente, garante à pessoa desolada: ‘O tempo é um grande remédio’. Também, evite a pergunta: “Já conseguiu superá-lo?” Conforme disse uma mãe inglesa: “Aqueles que perguntam: ‘Já conseguiu superá-lo?’ não entendem realmente o que significa perder alguém tão achegado quanto um filho. Não conseguiremos superar isso, senão quando o recebermos de novo na ressurreição.” Talvez seja apropriada a frase de Shakespeare: “Todo mundo é capaz de dominar uma dor, com exceção de quem a sente.”
Às vezes, o pai se torna vítima de uma atitude inconsiderada. Um pai desolado ficava irado quando as pessoas lhe perguntavam: “Como está passando sua esposa?” Ele declarou: “Jamais perguntavam como passava o marido. . . . Isso é muito errado, e muito injusto. O marido sente tanto quanto a esposa. Ele sente dor, também.”
‘Manter a Fortaleza de Ânimo’?
Em muitas culturas, ensina-se a idéia de que os homens, em especial, não devem manifestar suas emoções e seu pesar, mas ‘manter a fortaleza de ânimo’. O autor inglês do século 18, Oliver Goldsmith, falou da “silenciosa masculinidade do pesar”. Mas, será tal silenciosa masculinidade necessariamente o melhor modo de enfrentar o pesar?
Em seu livro The Bereaved Parent (O Genitor Desolado), Harriet Sarnoff Schiff cita o caso do marido dela: “Ali estava um homem, um pai, que observou seu filho ser enterrado, e, de acordo com as convenções sociais, a sociedade lhe solicitava que ‘mantivesse sua fortaleza de ânimo’.” Acrescenta ela: “Ele pagou muito caro por manter sua fortaleza de ânimo. À medida que o tempo passava, em vez de deixar seu estado pesaroso, foi mergulhando cada vez mais fundo na tristeza.”
O marido descreveu seus sentimentos, e talvez outros possam identificar-se com estes. “Sinto como se estivesse atravessando a pé a calota de gelo do Ártico. Sinto-me muito cansado. Sei que, se deitar para descansar, vou adormecer. Sei que, se adormecer, morrerei congelado. Simplesmente não me importo. Não posso mais combater meu cansaço.”
Assim, qual é o conselho dado por Harriet Schiff? “Esquecer inteiramente essa bem antiga e virtuosa ética de estoicismo anglo-saxônico, e chorar. Deixe que as lágrimas fluam. . . . Elas ajudam a dissipar a tristeza.” As escritoras de Surviving Pregnancy Loss oferecem o seguinte conselho, que se aplica tanto às mulheres como aos homens: “Alguns talvez admirem grandemente o estoicismo, mas somente por encarar de frente o pesar pode a pessoa por fim livrar-se dele.” (O grifo é nosso.) De outra forma, existe o perigo de recaída no que é chamado de “pesar inadequado”, que pode ter conseqüências desastrosas por muitos anos à frente.
O pesar inadequado é o pesar incompleto, quando a pessoa reprime o processo de prantear, em vez de permitir que flua até se aceitar tal separação. Ele pode manifestar-se pelo menos de três formas — como pranto reprimido, retardado, e crônico. Que ajuda pode ser dada?
Talvez seja necessário o aconselhamento profissional. A solução pode ser um apoiador médico da família ou um conselheiro espiritual. Membros perceptivos da família também poderiam ajudar. A pessoa precisa de ajuda para ir enfrentando o processo do pesar.
Assim, Jess Romero admite que ele chorava abertamente pela perda de sua filha e de sua esposa, no desastre de avião. Ele contou a Despertai!: “Depois de algumas semanas, minhas irmãs me levaram do hospital para casa, e, ao entrar, vi a foto de minha filha na parede. Meu cunhado percebeu que a foto me sensibilizara e disse: ‘Vá em frente e chore.’ Eu chorei mesmo. Consegui aliviar-me de parte de meu pesar reprimido.”
Ao passo que o processo de eliminação do pesar pode sarar parte das feridas, só existe uma solução duradoura para a maioria das pessoas desoladas com a perda dum filho — ver de novo seu ente querido. Assim, existe alguma esperança para os mortos? Haverá uma ressurreição? Queira ler o artigo final desta série.
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Esperança para os mortos, consolo para os pesarososDespertai! — 1987 | 8 de agosto
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Esperança para os mortos, consolo para os pesarosos
JESS Romero, citado em nosso artigo inicial, com o tempo veio a casar-se de novo. Quanto a Agustín e Valentina Caraballoso, a morte de Jonathan ainda dói, mas estão mais tranqüilos agora. Ramón e María Serrano, da Espanha, ainda choram, 24 anos depois da morte de Paquito. Mas, em todos estes casos, o que é que os fez ir em frente? Eles respondem: “A esperança da ressurreição!”
Mas o que queremos dizer exatamente com o termo “ressurreição”? Quem será ressuscitado? Quando? E como podemos estar seguros disso?
Esperança Para os Mortos — Como Jesus Ensinou
Durante seu ministério terrestre, Jesus ressuscitou diversas pessoas. (Marcos 5:35-42) Isto serviu como sinal da grande ressurreição que ocorrerá quando a Terra estiver, mais uma vez, totalmente sob o governo de Deus, como milhões de pessoas pedem ao orar: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — Mateus 6:9, 10.
Deu-se um exemplo do poder de Deus neste respeito quando Jesus ressuscitou seu amigo Lázaro. Ao mesmo tempo, o relato esclarece a condição dos mortos. Jesus disse a seus discípulos: “Lázaro, nosso amigo, foi descansar, mas eu viajo para lá para o despertar do sono.” Não entendendo o sentido, os discípulos disseram: “Senhor, se ele foi descansar, ficará bom.” Imaginavam que ele dizia que Lázaro estava apenas dormindo, quando, efetivamente, ele tinha morrido. Assim, Jesus não deixou nenhuma margem de dúvida: “Lázaro morreu.”
Observe, por favor, que Jesus não fez referência a qualquer alma imortal se transferindo para outro estado ou domínio. Ele não era influenciado pela filosofia grega, mas sim pelo claro ensino bíblico, contido nas Escrituras Hebraicas. Lázaro estava dormindo na morte, e, quando Jesus chegou, já estava por quatro dias no túmulo memorial. Assim, que esperança havia para ele?
Quando Jesus falou com Marta, irmã de Lázaro, ele lhe disse: “Teu irmão se levantará.” Como foi que ela respondeu? Será que disse que a alma dele já estava no céu, ou em alguma outra parte? A resposta dela foi: “Sei que ele se levantará na ressurreição, no último dia.” Ela também se apegava ao ensino bíblico duma ressurreição para a vida na Terra. Jesus lhe forneceu uma razão ainda maior para fé, ao dizer: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem exercer fé em mim, ainda que morra, viverá outra vez.” Então, para provar o ponto, dirigiu-se ao túmulo de Lázaro e bradou em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” Que aconteceu?
O relato histórico declara: “O homem que estivera morto saiu com os pés e as mãos amarrados com faixas, e o seu semblante enrolado num pano. Jesus disse-lhes: ‘Soltai-o e deixai-o ir.’” — João 11:1-44.
É nisso que reside a esperança que tem ajudado muitos dos desolados com a perda dum filho, que foram entrevistados por Despertai!. Essa mesma esperança os sustenta, de modo que aguardam o futuro próximo, em que a Terra será renovado paraíso, e as palavras esperançosas de Jesus serão cumpridas: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, os que fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida, os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento.” — João 5:28, 29.
“Meu Texto Favorito É . . .”
Despertai! entrevistou pais e jovens quanto à morte duma criança que faça parte da família.a Vez após vez, ao explicarem como enfrentaram o pesar, eles disseram: “Deixe-me dizer-lhes qual é meu texto favorito.” Se sente pesar, talvez estes textos também o ajudem.
Yunhee, de 14 anos, de Seul, República da Coréia, morreu de leucemia em 1985. O pai dela, Chun Kwang-kook, explicou a Despertai! como foi que ele consolou Yunhee nas últimas semanas em que ela viveu: “Falei-lhe sobre Lázaro. Jesus disse que Lázaro estava dormindo, e, assim como se deu com ele, quando Jesus bradar: ‘Yunhee! Desperte!’, ela também despertará do sono.”
Janet Hercock, da Inglaterra, tinha 13 anos quando morreu de câncer, em 1966. Deixou vivos os pais dela, e dois irmãos, David e Timothy. David disse a Despertai! que texto foi de maior ajuda para ele: “Foi Atos 17:31, que declara: ‘Porque [Deus] fixou um dia em que se propôs julgar em justiça a terra habitada, por meio dum homem a quem designou, e ele tem fornecido garantia a todos os homens, visto que o ressuscitou dentre os mortos.’ No enterro, o orador sublinhou que a ressurreição de Jesus é nossa garantia duma futura ressurreição. Isso me tem dado forças.”
Em dezembro de 1975, o jovem George, com apenas 14 anos, pegou o rifle de seu pai e atirou em si mesmo. Como foi que Russell, pai de George, encarou esta perda dum filho por suicídio?b
“Certos textos tornaram-se uma âncora para mim. Por exemplo, as palavras de Provérbios 3:5: ‘Confia em Jeová de todo o teu coração, e não te estribes em tua própria compreensão.’ Até certo ponto, eu me estribava em minha própria compreensão ao tentar conformar-me com o que havia acontecido.”
A família Morgan, da Inglaterra, achava-se na Suécia quando seu filho, Darrall, ficou doente de repente. Foi submetido a uma operação de emergência em Estocolmo. Por fim, foi levado de avião para a Inglaterra, onde morreu, pouco antes de completar seus 24 anos. Diz a mãe dele, Nell: “Um texto que se destaca na minha mente é Mateus 22:32, onde Jesus citou a Deus como tendo dito: ‘Eu sou o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó.’ Daí, ele prosseguiu: ‘Ele é o Deus, não de mortos,mas de vivos.’ Sei que essas palavras significam que Darrall está guardado na memória de Deus e retornará na ressurreição.”
Esperança Para os Mortos — Em Breve Uma Realidade
A profecia bíblica indica que estamos próximos do tempo em que Deus agirá de modo a restaurar a paz e a vida eterna para a humanidade obediente. Deus promete: “Vou transformar seu pranto em exultação, e vou consolá-los e fazê-los alegrar-se, afastando-se do seu pesar.” “‘Retém a tua voz do choro e teus olhos das lágrimas, pois há uma recompensa pela tua atividade’, é a pronunciação de Jeová, ‘e certamente retornarão da terra do inimigo [morte]’.” — Jeremias 31:13-17.
Naquele tempo, Jeová restaurará progressivamente à vida, por meio da ressurreição, aqueles que morreram no decorrer de toda a História do homem. Sob o governo celeste do novo sistema de Deus, terão a oportunidade de escolher a vida eterna, pela obediência aos mandamentos de Deus para a vida, naquele tempo. Assim, se nos voltarmos para a Bíblia, verificaremos existir uma verdadeira esperança para os mortos e um consolo para os vivos. — Atos 24:15; Revelação (Apocalipse) 20:12-14; 21:1-4.
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