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O misterioso arco-írisDespertai! — 1975 | 22 de julho
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de uma gota redonda de chuva, ele se inclina (é refratado) e é dispersado ou separado em diferentes cores (diferentes comprimentos de ondas de luz). Daí, estas ondas separadas de luz atingem o lado mais distante da gota de chuva e ricocheteiam (são refletidas). Ao deixarem a gota de chuva, ocorre maior inclinação das ondas.
Como é que isto faz com que surjam todas as cores do arco-íris? Bem, a teoria atual sustenta que cada cor que vê é formada por raios que atingem o seu olho em certo ângulo, e o ângulo para tal cor jamais muda. A faixa de cima, para exemplificar, é vermelha porque essa parte das gotas de chuva se acha a um ângulo de cerca de 42 graus de seu olho. É nesse ângulo que seu olho capta as ondas vermelhas de luz. As outras seis faixas de cor abaixo do vermelho (alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta) ocorrem em ângulos ligeiramente inferiores a 42 graus.
Por que, então, quando há dois arcos, as cores no mais alto aparecem em ordem inversa, com o vermelho no fundo e o violeta no alto? Porque, explica-se, os raios da luz solar que atingem seu olho a um ângulo de cerca de 51 graus entram no fundo das gotas d’água e sofrem dupla reflexão interna — em outras palavras, ricocheteiam duas vezes dentro da gota de chuva antes de saírem dela. Este segundo ricochete ou reflexão faz com que as cores no arco superior fiquem exatamente na ordem oposta às do arco inferior.
Quanto a uma razão pela qual pode às vezes ver mais cores do que em outras vezes, Science Digest de fevereiro de 1972 observa: “O número de cores e suas larguras relativas no arco-íris variam com o tamanho das gotas de chuva.” Mas, há ainda outro fator — você. Visto que o arco-íris é apenas visível quando forma certo ângulo com as gotas de chuva, poderia realmente ser chamado de seu arco-íris — sua “experiência visual” pessoal. Assim, a mesma gota de chuva situada num ângulo para refletir a luz vermelha para você, talvez reflita a luz amarela ou azul em direção a outra pessoa situada a alguns metros para o seu lado.
Naturalmente, isto significa que, quando se movimenta, o arco-íris “movimenta-se” também. Isso é, se andar em direção ao arco-íris, talvez passe a posição das gotas de chuva que formavam o primeiro arco-íris que viu, mas, não conseguirá olhar para o alto e ver o arco-íris sobre sua cabeça, pois estará num ângulo errado. Talvez ainda veja um arco-íris à distância, mas este será um novo arco formado, a um ângulo apropriado de sua nova posição. Quão exato é o velho ditado que descreve o tolo sonhador como “correndo atrás do arco-íris”!
Assim, podemos ver que o homem gradualmente aprendeu muita coisa sobre o grande arco de luz. Mas, significa isto que já foram escritos os capítulos finais desta misteriosa história?
Permanece o Mistério
“Depois de centenas de anos de estudo, o que resta responder?” era uma atitude comum do início de nossa centúria. Segundo muitos, a “teoria da luz e ótica parecia completa e perfeita”. Mas, de novo persistiram as perguntas, desta feita relativas à própria base do arco-íris — a luz. As experiências indicavam que os raios de luz às vezes atuavam como partículas (pequenas porções de matéria) ao invés de “ondas”. Isto transtornou a “teoria das ondas” que aparentemente tinha sido bem sucedida em explicar tantas atividades diferentes da luz.
Mais pesquisa levou a ainda outra teoria em que a luz é agora vista como composta de partículas chamadas fótons que, em ação, comportavam-se “como ondas e como partículas ao mesmo tempo”. Em última análise, temos de admitir humildemente que o homem ainda não consegue responder de forma plena à pergunta que Deus fez a Jó há mais de 3.000 anos atrás: “Onde, então, está o caminho pelo qual se distribui a luz?” — Jó 38:24.
Mas, a própria natureza da luz não é o único enigma que resta do mistério do arco-íris. “Pouco se tem aprendido sobre sua percepção”, afirma o livro The Rainbow (O Arco-íris). Sim, há muito ainda que se aprender sobre o olho humano e, especialmente, sobre a visão das cores.
Na verdade, o desafio do arco-íris permanece. E, assim, quer vejamos o ‘arco do céu’ como sinal de paz ou prefiramos estudar o mistério de sua estrutura, faremos bem em mostrar reverência pelo seu Projetista. É verdade, em muitos sentidos, que ninguém consegue pegar o esquivo arco-íris!
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Por que ninguém consegue prever a economiaDespertai! — 1975 | 22 de julho
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Por que ninguém consegue prever a economia
EQUILIBRAR o orçamento não é tão fácil como era antes. A dona-de-casa gasta mais no supermercado para obter menos mercadorias. O marido dela ganha maior salário do que nunca, mas pouco há que possa evidenciá-lo. Melhorarão as coisas?
A economia do mundo ocidental, não-comunista, em especial, tem movido predições de colapso monetário nacional e internacional. Em contraste peculiar, outros peritos afirmam que a corrente apertura econômica é só uma fase que a economia atravessa, ao ajustar-se a novas influências profundas. Em breve, profetizam, novamente avançará de modo vigoroso.
Quem está certo? Não são poucos os peritos que adotam uma posição mediana cuidadosa. A revista Business Week, num número especial principalmente sombrio sobre a “Economia de Dívida” dos E. U., afirma que “a carga de dívida da nação é como uma corda bem esticada . . . A corda não rebentou, e talvez não rebente. . . . Todavia, ninguém sabe o ponto preciso de rompimento e, ao passo que há projetos e teorias em abundância, ninguém tampouco sabe realmente como aliviar a tensão”.
Mas, por que será que o futuro econômico é tão difícil de prever? Por que será que não se pode ter certeza do poder aquisitivo de seu dinheiro amanhã — se tiver algum? Alguns fundamentos de economia elementar são de ajuda.
A Economia É um Sistema
Em sua definição mais simples, a economia se refere a como os bens e os serviços são produzidos e distribuídos.
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