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Quão perigosa é a maconha?Despertai! — 1976 | 22 de agosto
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Entre os sintomas acham-se a apatia, a fuga da realidade e a incapacidade ou indisposição para a contínua concentração.”
O Dr. Jones reconheceu que os estudos deveras parecem refutar as afirmações de que a maconha é prejudicial. No entanto, afirma: “Estes estudos invariavelmente despercebem um ou ambos dos seguintes pontos: Os efeitos da maconha levam tempo para se acumular, e grupos seletos de pacientes talvez não experimentem os efeitos que ocorrem na maioria dos dependentes. O ingrediente ativo, THC, permanece no corpo; 40 a 45 por cento dele permanece depois de quatro dias; 30 a 35 por cento depois de sete dias, com lenta eliminação posterior. Persistentes sobrecargas de THC no cérebro são responsáveis por prejudicadas funções cerebrais.”
FATOR VITAL A CONSIDERAR
Até a data, a evidência sobre os efeitos prejudiciais da maconha ainda não está completa. É preciso ser feita muito mais pesquisa. Todavia, dos resultados que alguns já obtiveram, torna-se patente que há, pelo menos, possíveis ameaças graves para a saúde.
Em vista disso, o Dr. Robert L. DuPont, diretor do Instituto Nacional de Toxicomania, nos EUA, diz: “Há motivos de preocupação e cautela, baseados na evidência destes estudos com animais e alguns estudos humanos preliminares . . . Por agora, pareceria que os possíveis efeitos adversos deveriam levar os fumantes de maconha, ou os fumantes em potencial, a questionar se vale a pena o risco.”
Até mesmo um artigo de Consumer Reports, publicado um mês após seu artigo defendendo o uso da maconha, admitia: “A maconha, como qualquer outro tóxico, é provavelmente prejudicial, pelo menos em alguns respeitos, pelo menos para alguns dependentes, em alguns níveis de dosagem, sob algumas condições de uso.”
Todavia, existe ainda outro ponto a considerar, uma questão ainda mais importante, sobre o assunto. É o conceito Daquele que criou o corpo e a mente do homem, e que certamente sabe o que é melhor para as pessoas. Na Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, somos aconselhados: “Purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito.” (2 Cor. 7:1) Por certo, tragar fumaça — qualquer fumaça — deliberadamente até nossos pulmões é uma imundície da carne. Assim sendo, a pessoa não poderia continuar a praticar isso e ainda ser verdadeiro cristão.
Ademais, visto que a maconha pode produzir uma condição “alta” ou “drogada”, é óbvio que a mente poderia ficar aberta a conceitos errados. Observa a World Book Encyclopedia: “A maconha produz várias mudanças no modo de uma pessoa sentir e pensar. . . . A maconha pode também fazer com que uma pessoa perca seu senso de tempo e de espaço. Os minutos podem parecer horas, e objetos próximos podem parecer estar mui distantes. O tóxico pode reduzir a memória, o julgamento, e a coordenação. . . . A maconha pode aumentar a disposição duma pessoa em aceitar novas idéias sem julgar se são verdadeiras ou falsas.”
Poderia uma pessoa temente a Deus expor-se a tal efeito? A Bíblia declara: “Amados, não acrediteis em toda expressão inspirada, mas provai as expressões inspiradas para ver se se originam de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora.” (1 João 4:1) Quão bem pode uma pessoa testar idéias para determinar se são verdadeiras ou falsas, se usa um tóxico que pode “aumentar a disposição duma pessoa de aceitar novas idéias sem julgar se são verdadeiras ou falsas”?
Ademais, o livro bíblico de Provérbios afirma: “Guardar-te-á o próprio raciocínio, resguardar-te-á o próprio discernimento, para livrar-te do mau caminho, do homem que fala perversidade, dos que abandonam as veredas da retidão para andar nos caminhos da escuridão.” (Pro. 2:11-13) Será que ficar “alto” ou “drogado” com maconha aumentará a faculdade de raciocínio e o discernimento, ajudando a salvaguardar a pessoa dos maus caminhos e da linguagem perversa? Dificilmente.
Sem considerar o que a pesquisa corrente apresente sobre os efeitos a curto e a longo prazo da maconha, os verdadeiros cristãos evitam usá-la. Sabem que é uma imundície da carne, e que pode produzir uma condição mental que é contrária àquela que um servo de Deus deve cultivar.
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A sobrevivência no meio da guerra civil no LíbanoDespertai! — 1976 | 22 de agosto
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A sobrevivência no meio da guerra civil no Líbano
Conforme narrado pelo correspondente de “Despertai!” no Líbano
DURANTE meses, o Líbano oscila à beira do colapso. O país se assemelha a um campo de batalha cheio de cicatrizes, em especial a sua capital, Beirute. Os danos às propriedades e a perda de rendas atingem bilhões de dólares.
Pior ainda é o horrível tributo humano — no início da primavera setentrional, cerca de 15.000 a 20.000 pessoas já tinham sido mortas e outras milhares ficaram feridas na guerra que já dura mais de um ano. Visto que o Líbano tem uma população de apenas pouco mais de três milhões, isso seria comparável a que os Estados Unidos perdessem bem mais de um milhão de pessoas numa guerra civil! Isso seria mais de três vezes o total de mortos em batalha dos EUA durante toda a Segunda Guerra Mundial!
Segundo as minhas observações, muitos acham que esta guerra realmente começou no domingo, 13 de abril de 1975. Nesse dia, um ônibus cheio de comandos palestinos entrou no subúrbio cristão maronita de Ainel-Rummaneh. O ônibus foi crivado de balas de metralhadoras, matando todos os cerca de trinta ocupantes. Este incidente provocou ume batalha de quase uma semana de duração em Beirute.
A guerra, desde então, tem sido uma série de batalhas, ou “assaltos”, como vieram a ser chamados, entremeados de cessar-fogo — mais de trinta deles até agora Nesta primavera setentrional, 2.000 pessoas foram mortas e 4.000 ficaram feridas num período de duas semanas, à medida que a luta se tornava cada
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