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  • Quão perigosa é a maconha?
    Despertai! — 1976 | 22 de agosto
    • da maconha. O dependente talvez pense que está agindo melhor. No entanto, é como a pessoa que ingeriu vários tragos de bebida alcoólica e imagina que e mais eficiente em seja lá o que for que tente fazer, mas realmente não é.

      A evidência disto tem sido apresentada em relação a testes de direção de automóveis. Pessoas sob a influência da maconha não conseguiam dar a partida nem frear seus carros tão facilmente como aquelas que não estavam sob sua influência. As vezes, reagiam tão mal quanto os motoristas bêbados. Tinham dificuldades de concentrar-se, seu raciocínio era falho e suas reações eram mais lentas.

      A respeito dos efeitos a longo prazo da maconha, o Dr. Francis A. Davis, editor do periódico médico Private Practice (Clínica Particular), afirma:

      “Seu uso inicial é desorientador. Provoca a ilusão de sentir-se bem, de modo que o dependente não se da contada perda inicial do funcionamento da sua mente.

      “Com efeito, a maconha prejudica a capacidade do dependente até mesmo de julgar a perda de suas próprias capacidades mentais.”

      O Dr. Davis afirma que “o uso crônico, inveterado, leva à deterioração mental e física que talvez seja irreversível”. Afirma que, no caso de alguns, tal uso pode até mesmo levar à “total paranóia”. E também avisa que “se têm observado mudanças psicológicas nos que fumam menos de um cigarro [de maconha] por semana”.

      O Dr. Jared Tïnklenberg, do Conselho Contra a Toxicomania, em Washington, D. C., acha que a maconha interfere na memória por impedir a transferência de imagens da “fixação” a curto prazo para a de longo prazo. E o Dr. Hardin Jones, professor de física médica e fisiologia da Universidade da Califórnia, afirma:

      “Existe agora crescente conjunto de evidências de que os fumantes de maconha deveras têm problemas com a memória.

      “Em meu próprio trabalho, que é dirigido à avaliação e à recuperação dos dependentes da canábis, tenho prova extensiva de que aqueles que param de usar maconha ficam surpresos quando testemunham a volta de funções que não compreendiam que haviam perdido.”

      O Inspetor Gordon Tomalty, chefe do Setor Antitóxicos da Real Polícia Montada do Canadá, observou efeitos psicológicos adversos. Depois de anos de trabalho junto aos dependentes da maconha, disse:

      “A tragédia consiste em que tantos de nossos jovens se voltam pára a canábis como solução para seus problemas pessoais . . .

      “Todavia, não encontram nenhuma das respostas que procuram e qualquer prazer que dela derivem é muito curto. Com efeito, só serve para confundi-los ainda mais. . .

      “De todos os dependentes que tenho visto no decorrer dos anos, não conheço nem uma pessoa sequer que tenha tirado proveito dela. Acho que simplesmente retarda o processo de amadurecimento.”

      COMPARAÇÃO COM O ÁLCOOL

      Alguns pesquisadores que apóiam o uso da maconha reconhecem que pode influir na mente. E, naturalmente, é por isso que a maioria a usa, visto que pode produzir uma sensação de euforia, ou de bem-estar, o “alto” a que muitos se referem. Também, admite-se que, no caso de alguns dependentes, o efeito mental é tão forte que se menciona que o dependente está stoned”, (drogado).

      No entanto, os apoiadores da maconha afirmam que, ao passo que pode influir na mente, não é mais perigosa do que o álcool, visto que o álcool pode produzir estados mentais similares. Muitos outros, porém, afirmam que há diferença bem real entre a maconha e o álcool.

      Indica-se que o álcool não é retido por longos períodos no corpo ou nas células cerebrais. Naturalmente, o uso excessivo a longo prazo, ou abuso, do álcool, certamente pode prejudicar o corpo e o cérebro. Mas, com uso moderado, é eliminado do corpo em questão de horas. A substância tóxica da maconha, contudo, não é rapidamente eliminada. Diz-se que persiste e se acumula como o DDT, razão pela qual muitos acham que é potencialmente mais perigosa do que o álcool.

      Por exemplo, seis médicos do Colégio de Médicos e Cirurgiões da Universidade de Colúmbia, numa carta ao editor do Times de Nova Iorque, declararam:

      “A maconha contém substâncias tóxicas . . . que só são solúveis na gordura e são estocadas nos tecidos do corpo, inclusive os do cérebro, durante semanas e meses, como o DDT.

      “A capacidade de estocagem dessas substâncias pelos tecidos é enorme — o que explica seus lentos efeitos deletérios nos fumantes habituais.

      “Qualquer pessoa que utilize estas substâncias mais de uma vez por semana não pode estar livre dos tóxicos.”

      O Dr. Andrew Malcolm, de Toronto, afirma: “As células cerebrais estão especialmente carregadas desta matéria gordurosa e, por conseguinte, há uma concentração bem alta de maconha em tais células.” Disse também: “Há pessoas que lhe dirão não haver nada de errado com a canábis, mas, à luz da evidência contemporânea, isto é simplesmente irresponsável da parte delas.”

      O Dr. Robert Heath, da Universidade de Tulane, classifica de “ridícula” a comparação entre o álcool e a maconha. Declara que o álcool tem “efeito temporário. A maconha é complexa, com efeito persistente”. Por isso, argúi que o uso prolongado da maconha “danifica o cérebro”.

      NÍVEIS DOS HORMÔNIOS SEXUAIS

      A controvérsia também cerca as afirmações de danos em outras áreas. Por exemplo, alguns afirmam que o uso da maconha resulta em níveis mais baixos dos hormônios sexuais masculinos, o que provoca problemas relacionados ao sistema reprodutivo masculino.

      O Journal of Medicine do Estado de Nova Iorque noticia três observações diferentes neste respeito. Em uma delas, três homens, entre 23 e 26 anos, sofriam de mal funcionamento de seu sistema reprodutivo. Descobriu-se que tinham fumado maconha em grandes quantidades por longos períodos, seis anos em um caso e dois anos em outro. Os médicos crêem haver relação direta entre seus problemas e o uso prolongado da maconha.

      Num estudo de 40 homens, na faixa de 18 a 28 anos, a mesma revista médica relatava que 20 dos homens haviam usado a maconha pelo menos quatro dias na semana, num mínimo de seis meses, sem usar qualquer outro tóxico durante esse período; os outros 20 homens jamais tinham usado maconha. A publicação observava que os níveis de hormônios masculinos eram “significativamente mais baixos nos dependentes da maconha” e que vários deles sofreram graves efeitos em resultado disso. O relatório dizia: “Os dados sugerem que o uso crônico intensivo da maconha pode produzir alterações na fisiologia reprodutiva masculina.”

      Mas, que dizer de outro estudo de 27 homens, noticiado em Journal of Medicine, onde os níveis dos hormônios sexuais foram verificados diariamente antes, durante e após um período de 21 dias de uso da maconha? Neste caso, não se observaram quaisquer mudanças significativas. Sob. tais condições, os autores do teste concluíram que não havia relação entre o uso da maconha e os níveis de hormônios sexuais masculinos. Mas, havia uma diferença. Qual? O tempo envolvido era curto — três semanas — em comparação com as outras duas observações de resultados prejudiciais oriundos de períodos muito mais longos do uso da maconha.

      OUTROS DANOS POSSÍVEIS

      Com respeito às pretensões de a maconha diminuir a resistência às doenças, bem como causar danos aos cromossomos e aos genes, é evidente o desacordo similar.

      Consumer Reports fala de testes que deixaram de mostrar qualquer dano causado à estrutura celular. A respeito da doença, cita uma descoberta de testes feitos na Universidade da Califórnia em Los Angeles, que declarava: “Não existe nenhuma evidência clínica ou epidemiológica que sugira que os dependentes crônicos da maconha possam estar mais inclinados a desenvolver . . . processos [cancerosos] ou infecciosos.” Estes resultados eram de testes da pele.

      Outros pesquisadores concluem o contrário. O Dr. Gabriel G. Nahas e seus colegas do Colégio de Médicos e Cirurgiões da Universidade de Colúmbia anunciaram, depois de testes complexos, que a imunidade dos fumantes de maconha era prejudicada. O Dr. Nahas concluiu que os fumantes habituais de maconha prejudicam sua defesa contra as doenças infecciosas e também contra o câncer. Também observou que grandes doses de THC produziram “um decréscimo na formação celular de ADN”, que sugeria o desenvolvimento anormal dos códigos genéticos. Por isso, declarou ele:

      “O efeito do THC é 10.000 vezes mais forte que o efeito do álcool . . .

      “Os indícios são de que a maconha é extremamente prejudicial, e seu uso deve ser desencorajado. Não é uma erva branda, que amplia a mente. Deploro os esforços de torná-la socialmente aceitável ou prontamente disponível.”

      A respeito do dano aos pulmões, há mais acordo geral de que a fumaça da maconha, semelhante à fumaça do fumo, pode ser prejudicial. Cientistas na Suíça comprovaram que a fumaça da maconha “contribui para o crescimento maligno e pré-maligno” em culturas de tecidos pulmonares. Uma equipe suíça de pesquisas médicas concluiu que a maconha causa danos aos tecidos pulmonares, ainda mais rapidamente do que a fumaça de cigarros. E Consumer Reports, num artigo geralmente favorável ao fumo da maconha, declara:

      “Embora a evidência até à data esteja longe de ser decisiva, não há motivos de se duvidar de que a fumaça da maconha, como a fumaça de cigarros e outros tipos de fumaça, possam prejudicar as células pulmonares humanas. Quanto dano causa continua sendo uma questão não solucionada. . ..

      “Para os dependentes mui inveterados que fumam muitos cigarros de maconha por semana, naturalmente, o risco de danos aos pulmões pode ser grave.”

      O ESTUDO DA JAMAICA

      Os defensores da maconha citam certo estudo feito na Jamaica, nas Índias Ocidentais. Muitos residentes daquele país há muito fumam o que é chamado de ganja, ou maconha. Assim, imaginou-se que as observações feitas das pessoas ali resultariam em descobertas conclusivas.

      Um relatório baseado nesses estudos declarava que não se observaram quaisquer efeitos prejudiciais nos jamaicanos. O relatório concluía: “Os dados indicam claramente que o uso a longo prazo da maconha . . . não produziu demonstráveis déficits intelectuais ou de aptidão . . . Não existe evidência nos resultados que sugira danos ao cérebro.”

      No entanto, tal estudo e suas conclusões têm sido questionados. O Professor Hardin B. Jones, da Universidade da Califórnia, declara:

      “Um estudo do uso da maconha (ganja) na Jamaica que afirmava provar não haver quaisquer efeitos prejudiciais foi cabalmente desacreditado pelo Dr. John A. S. Hall, presidente do Departamento de Medicina do Hospital de Kingston, Jamaica, que descobriu que era falha a seleção com que foi feito o estudo.

      “Observou ‘20 por cento de impotência . . . entre os varões que fumavam ganja por cinco ou mais anos’ e relatou que ‘mudanças de personalidade entre os fumantes de ganja . . . são questão, de observação comum na Jamaica’.Entre os sintomas acham-se a apatia, a fuga da realidade e a incapacidade ou indisposição para a contínua concentração.”

      O Dr. Jones reconheceu que os estudos deveras parecem refutar as afirmações de que a maconha é prejudicial. No entanto, afirma: “Estes estudos invariavelmente despercebem um ou ambos dos seguintes pontos: Os efeitos da maconha levam tempo para se acumular, e grupos seletos de pacientes talvez não experimentem os efeitos que ocorrem na maioria dos dependentes. O ingrediente ativo, THC, permanece no corpo; 40 a 45 por cento dele permanece depois de quatro dias; 30 a 35 por cento depois de sete dias, com lenta eliminação posterior. Persistentes sobrecargas de THC no cérebro são responsáveis por prejudicadas funções cerebrais.”

      FATOR VITAL A CONSIDERAR

      Até a data, a evidência sobre os efeitos prejudiciais da maconha ainda não está completa. É preciso ser feita muito mais pesquisa. Todavia, dos resultados que alguns já obtiveram, torna-se patente que há, pelo menos, possíveis ameaças graves para a saúde.

      Em vista disso, o Dr. Robert L. DuPont, diretor do Instituto Nacional de Toxicomania, nos EUA, diz: “Há motivos de preocupação e cautela, baseados na evidência destes estudos com animais e alguns estudos humanos preliminares . . . Por agora, pareceria que os possíveis efeitos adversos deveriam levar os fumantes de maconha, ou os fumantes em potencial, a questionar se vale a pena o risco.”

      Até mesmo um artigo de Consumer Reports, publicado um mês após seu artigo defendendo o uso da maconha, admitia: “A maconha, como qualquer outro tóxico, é provavelmente prejudicial, pelo menos em alguns respeitos, pelo menos para alguns dependentes, em alguns níveis de dosagem, sob algumas condições de uso.”

      Todavia, existe ainda outro ponto a considerar, uma questão ainda mais importante, sobre o assunto. É o conceito Daquele que criou o corpo e a mente do homem, e que certamente sabe o que é melhor para as pessoas. Na Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, somos aconselhados: “Purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito.” (2 Cor. 7:1) Por certo, tragar fumaça — qualquer fumaça — deliberadamente até nossos pulmões é uma imundície da carne. Assim sendo, a pessoa não poderia continuar a praticar isso e ainda ser verdadeiro cristão.

      Ademais, visto que a maconha pode produzir uma condição “alta” ou “drogada”, é óbvio que a mente poderia ficar aberta a conceitos errados. Observa a World Book Encyclopedia: “A maconha produz várias mudanças no modo de uma pessoa sentir e pensar. . . . A maconha pode também fazer com que uma pessoa perca seu senso de tempo e de espaço. Os minutos podem parecer horas, e objetos próximos podem parecer estar mui distantes. O tóxico pode reduzir a memória, o julgamento, e a coordenação. . . . A maconha pode aumentar a disposição duma pessoa em aceitar novas idéias sem julgar se são verdadeiras ou falsas.”

      Poderia uma pessoa temente a Deus expor-se a tal efeito? A Bíblia declara: “Amados, não acrediteis em toda expressão inspirada, mas provai as expressões inspiradas para ver se se originam de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora.” (1 João 4:1) Quão bem pode uma pessoa testar idéias para determinar se são verdadeiras ou falsas, se usa um tóxico que pode “aumentar a disposição duma pessoa de aceitar novas idéias sem julgar se são verdadeiras ou falsas”?

      Ademais, o livro bíblico de Provérbios afirma: “Guardar-te-á o próprio raciocínio, resguardar-te-á o próprio discernimento, para livrar-te do mau caminho, do homem que fala perversidade, dos que abandonam as veredas da retidão para andar nos caminhos da escuridão.” (Pro. 2:11-13) Será que ficar “alto” ou “drogado” com maconha aumentará a faculdade de raciocínio e o discernimento, ajudando a salvaguardar a pessoa dos maus caminhos e da linguagem perversa? Dificilmente.

      Sem considerar o que a pesquisa corrente apresente sobre os efeitos a curto e a longo prazo da maconha, os verdadeiros cristãos evitam usá-la. Sabem que é uma imundície da carne, e que pode produzir uma condição mental que é contrária àquela que um servo de Deus deve cultivar.

  • A sobrevivência no meio da guerra civil no Líbano
    Despertai! — 1976 | 22 de agosto
    • A sobrevivência no meio da guerra civil no Líbano

      Conforme narrado pelo correspondente de “Despertai!” no Líbano

      DURANTE meses, o Líbano oscila à beira do colapso. O país se assemelha a um campo de batalha cheio de cicatrizes, em especial a sua capital, Beirute. Os danos às propriedades e a perda de rendas atingem bilhões de dólares.

      Pior ainda é o horrível tributo humano — no início da primavera setentrional, cerca de 15.000 a 20.000 pessoas já tinham sido mortas e outras milhares ficaram feridas na guerra que já dura mais de um ano. Visto que o Líbano tem uma população de apenas pouco mais de três milhões, isso seria comparável a que os Estados Unidos perdessem bem mais de um milhão de pessoas numa guerra civil! Isso seria mais de três vezes o total de mortos em batalha dos EUA durante toda a Segunda Guerra Mundial!

      Segundo as minhas observações, muitos acham que esta guerra realmente começou no domingo, 13 de abril de 1975. Nesse dia, um ônibus cheio de comandos palestinos entrou no subúrbio cristão maronita de Ainel-Rummaneh. O ônibus foi crivado de balas de metralhadoras, matando todos os cerca de trinta ocupantes. Este incidente provocou ume batalha de quase uma semana de duração em Beirute.

      A guerra, desde então, tem sido uma série de batalhas, ou “assaltos”, como vieram a ser chamados, entremeados de cessar-fogo — mais de trinta deles até agora Nesta primavera setentrional, 2.000 pessoas foram mortas e 4.000 ficaram feridas num período de duas semanas, à medida que a luta se tornava cada

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