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“Tende terna afeição uns para com os outros”A Sentinela — 1977 | 1.° de agosto
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ou a alegria de outrem, estaremos em situação muito melhor para saber do que ele precisa na hora. Também, visto que os nossos próprios sentimentos também ficam envolvidos, podemos sinceramente expressá-los à outra pessoa.
Como ilustração, suponhamos que um irmão, que tem uma grande família, perca o emprego. Certamente não seria errado que alguém fizesse uma observação de compadecimento ao irmão, mostrando preocupação por ele. Mas aquele que tem empatia irá mais longe, além das palavras — sentindo a ansiedade de seu irmão — e pensará em termos de ação positiva. Há alguma vaga lá onde ele mesmo está empregado? Precisa a família de alimento ou de condução para ir às reuniões cristãs? Portanto, a empatia, por causa da profundidade de sentimento, naturalmente leva à afeição e a uma ação amorosa. — 1 João 3:18.
Examinando assim as qualidades desejáveis que Paulo descreve no capítulo 12 de Romanos, não só encontramos a ordem de ter terna afeição, mas também a motivação e os meios para nos ajudar a aumentar genuinamente em amor. Quando pensamos nestas coisas —
reconhecer nossa interdependência,
dar honra uns aos outros,
manter relações pacíficas com todos,
desenvolver empatia, que leva à ação correta —
não estimulam todas elas o amor fraternal e a terna afeição? E, naturalmente, os mesmos princípios podem desenvolver o afeto em qualquer relação — entre cônjuges, pais e filhos, ou entre outros.
Outrossim, o poder deste amor, de afetar a vida e produzir uma nova sociedade, é garantido. É demonstrado tanto na Palavra de Deus, como no que ocorre agora mesmo nos Salões do Reino em todo o globo. A ‘família’ internacional das Testemunhas de Jeová o exorta a investigar a profundeza de sua fraternidade. Numa época, em que as pessoas freqüentemente não têm afeição natural, a terna afeição dos verdadeiros cristãos raia como luz brilhante, em testemunho da sabedoria e do amor de nosso Único Pai.
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Conta-se nas ilhas o louvor de JeováA Sentinela — 1977 | 1.° de agosto
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Conta-se nas ilhas o louvor de Jeová
“POR sua lei estarão esperando as próprias ilhas. Atribua-se a Jeová a glória e conte-se nas ilhas até mesmo o seu louvor.” (Isa. 42:4, 12) Quanto às “ilhas” estiveram esperando pela lei de Jeová tornou-se claro durante minha recente visita às ilhas da Madeira e dos Açores. Eu estava servindo como superintendente de circuito das Testemunhas de Jeová e estava acompanhado por minha esposa. Nosso itinerário incluía o total de oito ilhas, uma delas a ser visitada pela primeira vez pelas Testemunhas de Jeová. Gostaria de acompanhar-nos ao revivermos algumas das experiências que tivemos nesta viagem memorável?
MADEIRA — A PRIMEIRA PARADA
Uma hora e meia depois de partir de Lisboa, Portugal, nosso avião a jato descreve uma curva sobre a ilha da Madeira, e conseguimos uma vista empolgante do litoral acidentado, com seus penhascos íngremes subindo do mar. O trajeto de vinte e cinco quilômetros, do aeroporto até Funchal, a principal cidade, revela que esta é uma ilha de cana-de-açúcar, bananeiras, densa vegetação, flora abundante e de socalcos nas encostas dos montes, com videiras. A presença de muitas árvores nos ajuda a compreender por que a ilha se chama da “Madeira”. É neste ambiente que passamos as próximas cinco semanas.
Nossa atividade começa com a visita às três congregações em Funchal, cidade de uns 45.000 habitantes. Desde a revolução portuguesa de 25 de abril de 1974, tem havido grandes mudanças nesta ilha, anteriormente dominada pelos católicos. Nossas co-Testemunhas nos dizem que virtualmente há todo um campo novo para dar testemunho. Muitos despertaram ao fato de que os líderes da igreja haviam sido “íntimos” do antigo regime ditatorial. Em acentuado contraste com o grandemente reduzido número dos que vão à igreja, quão animador é ver o novo Salão do Reino (dedicado em junho de 1975) estar superlotado! Já se fazem planos para a sua ampliação. O rápido aumento das Testemunhas de Jeová neste lugar, nos últimos anos, pode ser visto na seguinte comparação: Levou dezenove anos para haver os primeiros cem trabalhadores ativos no campo, mas, nos próximos quatro anos, o número mais do que dobrou. O último auge era de 274 Testemunhas ativas.
Nossa última semana na Ilha da Madeira culmina com uma “assembléia de circuito”. As autoridades municipais ofereceram o Teatro Municipal sem despesa. No domingo, ficamos emocionados de ver 448 pessoas presentes. A gerência do teatro expressou seu espanto diante da excelente instrução bíblica oferecida. Um empregado do teatro declarou: “Os sacerdotes deviam ter assistido à sua reunião. para ver como devem ensinar a Bíblia aos seus paroquianos”, e ele pediu um estudo bíblico semanal no seu lar.
ILHA DE SÃO MIGUEL, NOS AÇORES
Na manhã seguinte, nosso avião parte para o arquipélago dos Açores, no Oceano Atlântico Norte. Este grupo de nove ilhas é de origem vulcânica (assim como a Ilha da Madeira). O clima é ameno, com poucas mudanças nas estações. A pecuária e a fruticultura são indústrias importantes, e as ilhas produzem excelente queijo e uma grande variedade de frutas. A vida dos 280.000 habitantes deste arquipélago não foi muito afetada pela mudança dos tempos deste mundo moderno.
Nossa primeira visita à ilha de São Miguel é a três Testemunhas que são “pioneiros especiais” e que trabalham na vila de Ribeira Grande. A influência da Igreja Católica é logo evidente. A maioria das pessoas andam com muita suspeita de qualquer que aparece falando sobre a Bíblia. Assim, ao passo que vamos de casa em casa, muitos moradores zombam de nossa atividade, gritando para que saíamos da vila. Daí, numa porta, surge uma senhora distinta, perguntando quem somos. “Testemunhas de Jeová”, respondemos. “Então queiram ter a bondade de entrar”, acena ela com cortesia. Ela nos diz que, no passado, havia sido grosseira com as Testemunhas de Jeová, e então acrescenta: “Embora eu seja católica praticante, simplesmente não sei mais com quem está a verdade. No outro dia fiz diversas perguntas ao sacerdote, e ele não soube responder satisfatoriamente nem mesmo a uma só!”
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