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É um prazer obter a madureza mediante o estudo pessoalA Sentinela — 1967 | 1.° de janeiro
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espiritual mediante a leitura e o estudo regulares da Bíblia? Nunca é demais enfatizar esta regularidade quando se trata de perscrutar a lei perfeita, conforme admoestou Tiago: “Mas aquele que olha de perto para a lei perfeita que pertence à liberdade e que persiste nisso, este, porque se tornou, não ouvinte esquecediço, mas fazedor da obra, será feliz em fazê-la.” (Tia. 1:25) Verdadeira satisfação e alegria se tornarão a posse da pessoa mediante adquirir persistentemente informações, se a pessoa não for ouvinte esquecidiço, e ela progredirá à madureza. A felicidade não vem somente com a adquisição de conhecimento, mas vem também com o poder transmiti-lo a outros, de modo que eles, também, possam partilhar da mesma alegria de coração. Partilhar a felicidade traz mais felicidade, assim como a recompensa das boas obras é mais trabalho e responsabilidade para o ministro cristão.
A MADUREZA — UM ALVO VITALÍCIO
19. (a) O que ajudará o nosso progresso à madureza? (b) Que exemplos ilustram meios de criar madureza?
19 A dieta constante de estudo pessoal aumenta a habilidade de a pessoa entender claramente as coisas, e isso amadurece a pessoa. Programar o tempo inclui reservar tempo para falar a verdade a outros. Note o que diz Paulo a respeito de falar a verdade em Efésios 4:15, quando escreve: “Falando a verdade, cresçamos pelo amor em todas as coisas naquele que é a cabeça, Cristo.” Quando falamos a verdade e explicamos um ponto da Palavra de Deus a outrem, é interessante notar como isto amadurece a idéia e a profundeza da apreciação daquele determinado assunto na mente da própria pessoa. Já notou como retém muito melhor as idéias de qualquer estudo de A Sentinela quando comentou determinado parágrafo? Tal idéia fica arraigada em sua mente de forma muito mais profunda do que até mesmo ao ouvir os outros comentar. É óbvio que tiramos proveito disto também, mas não tanto quanto ao falarmos, ou nos expressarmos sobre o assunto. Isto pode ser muito bem ilustrado na Escola do Ministério Teocrático quando um ministro maduro profere um discurso sobre um dos livros da Bíblia. Isso será proveitosíssimo para os ouvintes, mas ficará muito mais indelèvelmente fixado na mente do orador, porque o considerou cabalmente e, por meio de prática intensiva, incorporou-o às suas idéias. Muitas vezes ouviu o comentário feito depois de tal discurso: ‘Quem dera que eu conhecesse todo livro da Bíblia tão bem quanto o livro a respeito do qual fiz um discurso.’ O esforço extra desenvolvido em estudar, praticar e transmitir informações a outros é valioso como outro trampolim à madureza.
20. (a) Como considerou Paulo a quantidade de progresso em sua busca do seu alvo, e que sugestão ofereceu a outros? (b) Como pode alguém progredir à madureza com o passar dos anos? e com que resultado?
20 Todos reconhecemos prontamente a madureza do apóstolo Paulo, mas, até mesmo então, as idéias que ele expressou aos filipenses ilustraram que ele não alcançara o zênite. Relatou como se trata dum processo contínuo e progressivo: “Não me considero ainda como o tendo obtido; mas há uma coisa a respeito disso: Esquecendo-me das coisas atrás e esticando-me para alcançar as coisas na frente, empenho-me para alcançar o alvo do prêmio da chamada para cima, da parte de Deus, por meio de Cristo Jesus. Tenhamos então esta atitude mental, tantos quantos formos maduros; e, se estiverdes mentalmente inclinados em outro sentido [em qualquer respeito], Deus vos revelará a atitude indicada. De qualquer modo, ao ponto que fizemos progresso, prossigamos andando ordeiramente nesta mesma rotina.” (Fil. 3:13-16) Sim, a madureza é questão vitalícia. Assim, por exemplo, vemos o rapaz que aplicou a mente com diligência durante sua adolescência e estudou cuidadosamente até os trinta anos. Adquiriu grande parcela de conhecimento mediante estudo pessoal até este tempo. Poderá ser considerado homem maduro; talvez seja superintendente de circuito ou de distrito, ou tenha certa supervisão em uma das filiais. Mas, deixe que tal homem continue a estudar outros dez anos, e então veja quanto progrediu ao chegar aos quarenta. Se continuar no mesmo processo por outros dez anos, pense apenas quanto mais progresso terá feito ao chegar aos cinqüenta e então aos sessenta anos de idade. Junto com este processo de amadurecimento, que é tarefa vitalícia, aumenta sua alegria e sua apreciação e satisfação, e o mesmo se dá com todo aquele que estuda diligentemente e jamais deixa de fazê-lo. Pode atingir a posição de “homem plenamente desenvolvido”.
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Exercer a madureza é uma salvaguardaA Sentinela — 1967 | 1.° de janeiro
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Exercer a madureza é uma salvaguarda
“Andarás em segurança no teu caminho, e mesmo o teu pé não baterá em nada . . . Pois o próprio Jeová mostrará que é, com efeito, a tua confiança, e certamente guardará os teus pés de serem capturados.” — Pro. 3:23-26.
1. Por que o raciocínio e o juízo maduros são de tão grande valor para nós, atualmente, e o que nos habilitarão a fazer?
POSSUIR raciocínio e juízo maduros é de grande valor para a pessoa que procura fazer a vontade Deus, habilitando-a a frustrar o contínuo bombardeio de tentações que constantemente se lhe apresentam nesta velha ordem de coisas. As ameaças à integridade cristã nestes dias iníquos, no fim deste sistema de coisas são o materialismo, o falar mal de alguém pelas costas, a injúria, a extorsão, a imoralidade e o uso errôneo do sangue. Os crescentes dilúvios emocionais do nacionalismo trazem incrementadas exigências políticas sobre o cristão, a fim de dirigir sua adoração às normas nacionais e a sua lealdade e vida ao Estado. Em adição, há a barragem de induzimentos comerciais para se buscar uma vida de ócio, de luxo, de confiança no materialismo, de ganhar dinheiro rápido mediante práticas espertas, nos limites entre a legalidade e a tapeação declarada. Surge logo a pergunta: “Qual será minha decisão quando estas tentações me confrontarem?” Será que a pessoa que pensa nestes assuntos sempre sabe o que faria, ou, às vezes, surgem dúvidas em sua mente, mesmo que sejam bem pequenas?
2. Como é que a observância das palavras de Jesus em João 14:15 ‘nos guardará’?
2 Em vista das pressões que temos de suportar, é mister usarmos toda faculdade para mantermos a integridade. Jesus mostrou este princípio nas seguintes palavras: “Se me amardes, observareis os meus mandamentos.” É óbvio, então, que são vitalmente essenciais o amor e a obediência a Jeová para se vencerem as tentações do mundo. Desejar continuamente harmonizar-se com a Palavra de Jeová constitui uma salvaguarda. A faculdade de raciocínio da pessoa é intensificada pelo estudo contínuo e o progresso à madureza. Ela “te guardará”. — João 14:15; Pro. 2:11.
3. (a) Por que é tão vital o estudo durante toda a nossa vida? (b) Por que é tão urgente agora?
3 Exercer a madureza será uma salvaguarda se persistirmos em adquirir conhecimento exato, em analisá-lo e compará-lo com o que já sabemos, tirando conclusões devidas desta análise, guardando-o em nossa memória e pondo tudo em uso prático no tempo apropriado. Será que não podemos ver prontamente, portanto, a importância do estudo contínuo durante toda a nossa vida? Sim, nosso raciocínio e nossas decisões são condicionadas a tal conhecimento e sabedoria. Quão a propósito são as palavras de conselho de Jeová, dadas para nos salvaguardar, conforme ilustradas nas seguintes palavras: “Meu filho, presta bem atenção à minha sabedoria. Ao meu discernimento inclina os teus ouvidos, de modo a preservares as faculdades de raciocínio; e que teus próprios lábios salvaguardem o próprio conhecimento”! (Pro. 5:1, 2) Isto nos traz novamente à importância da idéia de que devemos salvaguardar a sabedoria pratica; e note quão valioso isto é, conforme declarado em Provérbios 3:21, 22: “Salvaguarda a sabedoria prática e a faculdade de raciocínio, e elas se mostrarão vida para a tua alma e encanto para a tua garganta.” Cultivar e aperfeiçoar a faculdade de raciocínio cria madureza, e é importante que isto seja feito agora, antes que esperar até que um momento crucial exija uma decisão vital.
4. Como é que o estudo antecipado nos ajudará sob condições provadoras a fazer decisões baseadas em conclusões acertadas e não no sentimento?
4 Se, como pais, por exemplo, formos pressionados por um médico e membros da família que não têm conhecimento preciso, a permitir uma transfusão de sangue, declarando que a vida da criança depende disso, será que poderemos fazer a decisão apropriada naquela hora e dar uma razão para a mesma? Ou, teremos de dizer: “Não disponho neste momento da devida explicação, mas vou ler sobre o assunto e os informarei”? É importante que em tais ocasiões de instigação a pessoa jamais desconsidere o poder da emoção em anuviar o raciocínio maduro. O juízo maduro somente pode ser exercido quando a mente pode analisar claramente o problema ou a situação, tirar sóbrias conclusões e fazer decisões desvencilhadas e livres de influências externas. Por meio de estudo antecipado, saberemos o que Deus pensa sobre o assunto, em harmonia com seu espírito, e devíamos fazer a decisão de cumprir a vontade de Deus, custasse o que custasse. Que as ondas das emoções dos outros se batam em vão contra a estrutura semelhante à rocha de sua fé!
ADORAÇÃO DE CRIATURAS — IDOLATRIA
5. Que circunstâncias poderiam surgir que levam à transigência com um ato idólatra?
5 Pensar nos princípios divinos ajudará a pessoa a enfrentar situações à medida que ocorram em sua vida. Saberá por que tal proceder é certo ou errado. Mas, suponhamos que as circunstâncias sejam um tanto diferentes. Tome, por exemplo, os atos de adoração diante de símbolos. Logo vêm à mente textos tais como 1 João 5:21: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”, e as palavras de Jeová no Decálogo: “Não deves fazer para teu uso uma imagem esculpida ou uma forma que se assemelhe a qualquer coisa quer haja nos céus acima, ou que haja na terra embaixo, ou que haja nas águas debaixo da terra.” Diagnosticando o assunto, então, o que é um ídolo? O que é idolatria? Vemos que um ídolo pode ser uma imagem ou símbolo de qualquer coisa criada. Não têm os emblemas nacionais símbolos neles? Estrelas? Animais? Cores que representam qualidades? Será que representam o que Pedro se referiu como “toda criação humana”? Podem ser reverenciados? As próprias palavras de Jeová respondem: “Não deves inclinar-te a elas, nem ser induzido a servi-las, porque eu, Jeová, teu Deus, sou um Deus que exige ‘devoção exclusiva.” Por conseguinte, curvar-se seria um ato de adoração. É o princípio um tanto diferente se for feito algum outro movimento? Será que ficar em pé quando um hino patriótico está sendo cantado é um tanto diferente de curvar-se quando passa um ídolo? Ou tirar o chapéu? Ou estender a mão ou colocar a mão sobre o coração? — Êxo. 20:4, 5; 1 Ped. 2:13.
6. (a) O que, basicamente, constitui idolatria? Por que é equivalente à alta traição? (b) Por que não devemos temer o homem ou os governos terrestres?
6 No entanto, o que há de tão mal nisso? Bem, tenha presente que Jeová afirma que exige devoção exclusiva, e tudo isto é a devida propriedade. Lembre-se, Jeová é nosso Juiz, Legislador e Rei. (Isa. 33:22) A sua jurisdição engloba o
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