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  • Seja vagaroso para irar-se
    A Sentinela — 1960 | 15 de setembro
    • de justiça.’ Entretanto, eu vos digo que todo aquele que continua irado contra seu irmão, estará sujeito ao tribunal de justiça.” (Mat. 5:21, 22, NM) É possível que alguém tenha boa razão para a ira, mas se continuar irado com o seu irmão, poderá pecar, visto que a ira prolongada demais tende a tornar-se vingativa. A Palavra de Deus ordena por isso: “Irai-vos, porém não pequeis; não se ponha o sol, estando vós num estado de irritação, nem deis lugar ao Diabo.” Por dormirmos irados sobre o caso, nutrimos a ira e a mantemos acesa — dando ao Diabo como que uma oportunidade, e é possível que façamos assim o jogo dele, porque “a ira do homem não produz a justiça de Deus”. Portanto, não só a pronta ira produz injustiça, mas também abrigar rancor, deixando-o aumentar e transformar-se em vingança ou retaliação. “A ninguém torneis mal por mal”, diz a Palavra de Deus. “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas cedei o lugar à ira.” — Efé. 4:26, 27; Tia 1:20; Rom. 12:17, 19, NM.

      CRENÇAS ERRADAS

      14. Que crença falsa existe quanto ao gênio irascível, e por que é falsa esta crença?

      14 Há muitas crenças erradas sobre a ira do homem. Ter um gênio irascível, por exemplo, é às vezes tido como prova duma personalidade vigorosa. Assim, alguns crêem talvez que o gênio explosivo seja prova de força. Quão tolo! Quando alguém tem um acesso de ira, dizemos que perdeu o controle. Ele perdeu realmente o autocontrole. Como pode realmente haver força quando falta o autocontrole? Há força, sim, ruas esta é destrutiva, ruinosa, mortífera. Um poderoso conquistador pode capturar uma cidade, mas sem o autocontrole, ele poderia transformar a cidade em ruínas, por algum tolo acesso de ira. Portanto, o que constitui verdadeira força e vigor? A Palavra de Deus responde: “Quem é vagaroso para se irar é melhor do que um homem poderoso, e quem controla o seu espírito é melhor do que quem captura uma cidade.” Ser vagaroso para irar-se é força — força maior do que a dum guerreiro poderoso. Quem domina o seu gênio é forte, e não quem perde o controle. Os acessos de ira não só desalojam o raciocínio e o autocontrole, mas os eliminam completamente. Acessos de ira e de fúria não devem ser considerados como força ou como indignação. — Pro. 16:32, NM.

      15. Por que há cabimento para a indignação, e está a pessoa irascível mais indignada do que a pessoa vagarosa para irar-se?

      15 Há, naturalmente, o devido lugar para a indignação e para a firme ação baseada nela, tal como a que Jesus tomou no caso dos cambistas no templo. (João 2:13-17) Há ocasiões em que seria errado não ficar indignado e mostrar simpatia pelo erro, ou ter temor preguiçoso dos resultados de se opor a ele. Mas, só porque alguém tem acessos de ira não significa que ele ficou mais indignado do que os que são vagarosos para irar-se. Alguém com autocontrole pode estar duplamente indignado, mas ele dirige a sua indignação, como no caso das explosões no cilindro dum motor, para produzir resultados justos.

      16. Por que precisam os superintendentes ser vagarosos para irar-se?

      16 Visto que a ira do homem não produz frutos aceitáveis a Deus, os superintendentes do povo de Deus precisam dar o exemplo correto. Precisam ser vagarosos para irar-se, vagarosos para ofender-se. O gênio irascível é sinal de fraqueza. É a espécie de fraqueza que desqualifica a pessoa de ser superintendente na congregação de Deus. Dificilmente se poderá confiar em alguém como superintendente do rebanho de Jeová, se ele não aprendeu ainda a controlar o seu gênio. “O superintendente tem de estar livre de acusação como mordomo de Deus, não obstinado, nem dado à ira, . . . [mas] exercendo autocontrole.” (Tito 1:7, 8, NM) Se o superintendente for dado à ira, poderá causar dificuldades e discórdia na congregação, trazendo até mesmo a ruína. Por isso é que a Palavra de Deus desqualifica as pessoas que são prontas para irar-se; elas são fracas demais para serem superintendentes!

      17, 18. Que crença existe quanto ás explosões de ira, e por que é ela falsa, tanto do ponto de vista espiritual como do físico?

      17 Existe a crença de que dar rédeas soltas à ira é um bom modo de se livrar de algo mal, de descarregar sentimentos abafados. Isto é errado. Que importa se alguns psiquiatras mundanos acreditam que é bom desabafar assim? Os cristãos devem deixar que a Palavra de Deus dirija a sua conduta, não as teorias dos homens. A Palavra de Jeová não diz nada de bom sobre desabafar a ira, nem diz ela que tal ação produz algum bem.

      18 Mesmo considerado do ângulo físico não há nada de bom resultante dum acesso de ira. O Criador do homem diz: “O coração alegre é bom remédio, mas o espirito abatido secca os ossos.” (Pro. 17:22) A pessoa que se deixa levar pelas emoções da ira e do ressentimento, e da vingança, só se prejudica a si mesma. São cada vez mais os médicos que ficam sabendo deste efeito prejudicial. Na obra inglesa intitulada Seu Corpo e Sua Mente, o Dr. Frank G. Slaughter escreveu: “Os estudos feitos pelos Drs. B. Mittelman e H. G. Wolff mostraram que nos pacientes que sofriam de úlceras, o ressentimento e a ira produziram secreção maior de sucos gástricos altamente ácidos, um acentuado aumento nas contrações estomacais e um aumento generalizado no fluxo sanguíneo através da membrana mucosa que reveste o estômago e o duodeno. . . . Visto que estas mudanças associam-se usualmente com o aumento dos sintomas de úlcera, o ressentimento causa assim realmente dores agudas . . . a membrana mucosa do estômago é delicada e facilmente ferida, e acha-se normalmente coberta duma camada protetora de mucosidade, impedindo que o revestimento do estômago seja digerido pelo ácido clorídrico que continuamente o banha. Em estudos dum estômago normal viu-se que grande parte da camada mucosa foi eliminada pelo aumento da secreção ácida causada por emoções. Também eram comuns pequenas hemorragias e rompimentos na membrana mucosa que reveste o estômago e o duodeno. Temos assim todos os fatores necessários para causar a ulceração; se isto se repetir muitas vezes, é sem dúvida exatamente isto o que produz.”

      19. Que sabedoria encontraram os cardiologistas na ordem bíblica: “Deixa a ira e abandona o furor”?

      19 Mas os efeitos da ira e da cólera podem ser muito mais sérios do que o dano causado ao estômago. “O coração tranquillo é a vida da carne”, diz a Bíblia. (Pro. 14:30, Tr) Sete cardiologistas ofereceram recentemente conselho sobre como evitar repentinos ataques cardíacos. Eles aconselharam um coração tranqüilo, evitar a ira e a cólera. Um dos médicos, o Dr. Harry Gold, professor de Farmacologia Clínica na Faculdade de Medicina da Universidade de Cornell, disse, segundo noticiado pelo Times de Nova Iorque, de 1.° de dezembro de 1955: “Precisamos convencer os nossos pacientes que a ira e a cólera, quando se esforçam a matar alguém, produzem em realidade exatamente o contrário — eles matam a si mesmos.” Estes cardiologistas, que avisaram contra a ira e a fúria, pensaram talvez no caso do famoso cirurgião escocês, John Hunter. Ele sofreu um ataque de coração que quase o matou. Sendo médico, sabia da importância das emoções que afetam o coração. Quando se restabeleceu, ele disse: “Minha vida está nas mãos de qualquer patife que quer aborrecer-me e irritar-me!” Ele foi, porém, incapaz de controlar o seu gênio, e, certo dia, ele perdeu o controle num acesso de ira quando foi refutado por outro médico; sofreu um ataque de coração que o matou. Quão sábio é seguir o conselho do Criador do homem: “Deixa a ira e abandona o furor; não te enfades, isso só leva á pratica do mal”! — Sal. 37:8.

      20. Como descreve a Palavra de Deus o homem que dá rédeas soltas à sua ira, e que perigo há na associação com tais pessoas?

      20 Que tolice é pensar-se que perder o controle num acesso de ira é um bom modo de desabafar-se! “Aquelle que não pôde conter o seu espirito, é como uma cidade derribada, que não tem muros.” (Pro. 25:28) Assim, a Palavra de Deus não concorda com as crenças de que o gênio irascível pode às vezes ser prova de força de personalidade e que seja bom para desabafar as emoções num acesso de ira. As explosões de temperamento não aliviam a tensão; aumentam-na. Podem contaminar os outros, e por isso é que Jeová avisa: “Não te associes com o homem iracundo, nem andes com o homem colérico, para que não apprendas as suas veredas, e tragas a destruição sobre a tua alma.” — Pro. 22:24, 25.

      21. Qual é a razão principal para o cristão ser vagaroso para irar-se, e como mostram as Escrituras que este é o proceder sábio?

      21 Não é só para evitar o prejuízo para a sua própria saúde que o cristão evita a prontidão para a ira. Ele está principalmente interessado em fazer a vontade divina, em viver de acordo com os princípios justos encontrados nas Escrituras Sagradas. Embora alguns talvez não se envergonhem do seu mau gênio, e talvez até se orgulhem dele, o verdadeiro cristão adota o proceder de sabedoria e se torna vagaroso para irar-se: “O homem de discernimento é de espírito calmo.” “O estúpido derrama todo o seu espírito, mas quem é sábio mantém-se calmo até o fim.” “Quem é vagaroso para se irar é abundante em discernimento, mas quem é impaciente exalta a tolice.” — Pro. 17: 27; 29:11; 14:29, NM.

      22, 23. (a) Ser vagaroso para irar-se protege contra que tendência? (b) O que é preciso para se curar o gênio irascível?

      22 Ser vagaroso para irar-se significa também ser vagaroso para ofender-se. Protege também contra o agastamento — melindrar-se com coisas insignificantes, aborrecer-se com elas muito além da sua verdadeira importância. A nova personalidade não possui e não pode possuir um espírito supersensível, um espírito pronto para se irar com afrontas imaginárias ou reais. Não, a nova personalidade, criada segundo a vontade de Deus, não se ofende facilmente: “Não te apresses no teu espírito a ficar ofendido, pois sentir-se ofendido é o que repousa no seio dos estúpidos.” (Ecl. 7:9, NM) Se formos atingidos por alguma grosseria, ainda teremos culpa aos olhos de Deus se nos ofendermos prontamente, se ficarmos prontamente irados: “A discreção do homem fal-o tardio em irar-se, e é a sua gloria esquecer offensas.” — Pro. 19:11.

      23 Qual é, então, a cura para o gênio irascível. É o mesmo remédio que para o ouvido, que não se apressa a ouvir e para a língua que não é vagarosa para falar. É o seguinte: O firme desejo de fazer a vontade de Deus e de ter a Sua aprovação. Tal pessoa revestir-se-á duma nova personalidade e fará ‘tudo ao seu alcance para que por ele seja finalmente achada imaculada, e irrepreensível, e em paz’. — 2 Ped. 3:14, NM.

  • Crianças superam o pregador
    A Sentinela — 1960 | 15 de setembro
    • Crianças superam o pregador

      ● Na coluna “Força Para o Dia”, no jornal Times Herald de Dallas, Texas, apareceu certa vez esta declaração: “Numa agradável manhã de domingo, no verão que passou, assisti aos ofícios religiosos num famoso acampamento para reuniões. Este lugar tinha sido o cenário de muitas convocações religiosas inspiradoras. Na manhã em que assisti, havia ali cerca de 200 pessoas sentadas num auditório que poderia acomodar facilmente 1.500. Só duas pessoas pareciam estar entre as idades de 15 e 30 anos. O ministro fez um sermão sobre um tema acadêmico e nunca tocou nem de perto nos problemas de todos nós, pecadores, sentados ali nos bancos. . . . Doze crianças na tribuna cantaram um hino e o fizeram tão bem, que o coração de todos se elevou às alturas celestes. ‘Da boca dos pequenininhos e das crianças de peito’ — mas não da boca do pregador.”

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