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Amplie por gosto o seu ministérioA Sentinela — 1963 | 1.° de novembro
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sobre o Seu propósito referente a um novo mundo de justiça. Talvez tenha aprendido gradualmente muitas coisas, suficientes para persuadi-lo a dedicar sua vida a Jeová. Se não, nós lhe encorajamos a continuar obtendo tal conhecimento, para que eventualmente possa dar o passo que conduz à vida. (João 17:3) Continue a colocar as coisas mais importantes em primeiro lugar. Por tudo e em todas as ocasiões, coloque o espiritual acima do material. Tenha um programa para uma leitura diária da Bíblia e prepare-se bem para todas as reuniões congregacionais. Paulo aconselhou a todos os cristãos: “Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes novamente necessidade de alguém que vos ensine de novo quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim vos tornastes como necessitados de leite, e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite, é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.” (Heb. 5:12-14, ALA) Aí está! Que ótima instrução e encorajamento para se empenhar por maior madureza! E que melhor oportunidade há para começar isto do que agora? Deveras, com o trabalho de Jeová a expandir-se por toda a terra e em todos os países, há grande necessidade de eficientes instrutores e ministros das boas novas.
11. (a) Que programas de instrução estão disponíveis semanalmente? Onde? Por que são tão vitais? (b) Apresente razões que demonstrem a sabedoria de se freqüentar regularmente as reuniões congregacionais.
11 Ora, podemos então conseguir mais madureza e tornar-nos instrutores eficientes? Além do estudo pessoal da Bíblia, precisamos de ricas associações com os companheiros cristãos em todas as reuniões congregacionais. Tome a firme resolução de freqüentar regularmente todos os programas de instrução que Jeová provê para o nosso treinamento no ministério. Deveras, em todas as 22.166 congregações das testemunhas de Jeová através do mundo e em 189 países há cinco programas de instrução cada semana. Estes cobrem assuntos tais como a leitura progressiva e cuidadosa da Bíblia inteira, discursos públicos, participação eficiente em atividades ministeriais públicas e outros assuntos bíblicos relacionados; e todos são grátis. Jamais se fará uma coleta. Estes programas de instrução são deveras edificantes espiritualmente e fortalecedores nestes dias críticos, quando toda a fé humana está sob prova. (1 Ped. 1:7) Considere isto como um convite pessoal para estar presente em algumas ou em todas as reuniões semanais, se é que já não o está fazendo. Paulo disse: “Considerando-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não abandonemos a nossa própria congregação, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima.” (Heb. 10:24, 25, ALA) Note o calor, a urgência, o amor e o encorajamento incluídos nesta única exortação procedente de Jeová. A fim de que possa beneficiar-se com regularidade das verdades mais recentemente reveladas do Templo, descendo por intermédio da organização que é o meio de comunicação de Jeová, certifique-se de freqüentar estas reuniões. E lembre-se também dos que são novos na associação com a sociedade do Novo Mundo, ã sua presença contribui muito para animar a congregação e injetar-lhe vida nova. Sim, por razões competentes, devemos formar bons hábitos de freqüência regular às reuniões, se é que já não os temos. Assim se assegura o crescimento à madureza cristã.
12. Por que é tão vital a pregação?
12 Além disto, ao passo que adquire madureza e equilíbrio, crescerá cada vez mais em apreciação pelo ministério. Que privilégio e bênçãos indizíveis é participar nas boas novas do reino de Deus, bem como levar conforto e esperança aos corações dos que suspiram e gemem por causa das coisas detestáveis que são praticadas hoje em dia! (Eze. 9:4-6) Que esta pregação é vital, queira notar o que disse Ralph W. Sockman, um ministro novaiorquino: “Até que os seus membros possam testificar o que a religião faz por eles,à igreja terá falhado em atingir o seu pleno potencial como instituição vital e vigorosa.” Disse mais: “Precisamos de gente que possa sentar-se no banco das testemunhas e testificar o que tem no coração. . . . A sua religião nunca será viva enquanto não fizer algo a respeito.” Sockman indicou as testemunhas de Jeová como exemplos, dizendo: “Elas transformam a fé em notícia. Dizem pessoalmente o que o Cristo vivo lhes tem feito.”
13. Que privilégios e recompensas estão disponíveis para os que representam por gosto a Jeová Deus como seus ministros?
13 Sim, neste trabalho vital, nesta participação nas boas novas do reino de Deus, podemos seguir as pisadas do Mestre Jesus Cristo. Que maior vocação poderia alguém possuir? Que maior privilégio e responsabilidade poderia alguém desfrutar do que ser ministro de Jeová Deus, assim como Cristo Jesus o foi? Ao passo que participa por gosto neste trabalho recompensador, a pessoa relembra-se diariamente de sua completa dependência de Jeová Deus e da necessidade de aprender a representar mais eficientemente a maior pessoa do universo. E relembra-se das palavras afirmativas de Davi: Jeová “conhece os dias dos íntegros; a herança deles permanecerá para sempre. Não serão envergonhados nos dias do mal, e nos dias da fome se fartarão”. Disse mais: “Fui moço, e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão.” — Sal. 37:18, 19, 25, ALA.
MAIOR ATIVIDADE
14, 15. Descreva o conceito de Paulo sobre o ministério.
14 Ao passo que os proclamadores públicos das boas novas aumentam por gosto seus esforços ministeriais, lembram-se das palavras do apóstolo Paulo: “Ficarei, porém, em Éfeso até ao Pentecoste; porque uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu.” (1 Cor. 16:8, 9, ALA) Deveras, depois da dedicação e batismo, muita responsabilidade que requeria atividade veio em cheio sobre os ombros do apóstolo Paulo. Mas ele a levou muito bem e deparou com grande alegria no seu trabalho. Disse ele: “Mais bem-aventurado é dar que receber.” (Atos 20:35) E isto ele fez até ao fim. Está o leitor disposto a oferecer-se em conexão com a pregação das boas novas do reino de Deus? Está disposto a passar pela porta aberta que conduz a atividades, assim como Paulo passou?
15 A fim de agradar a Deus, queremos partilhar por gosto o nosso conhecimento do Reino com outros. Neste sentido, certamente podemos beneficiar-nos do conselho que Paulo deu aos primitivos cristãos de Roma: “Tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia-, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina, esmere-se no fazê-lo; ou o que exorta, faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia com alegria.” — Rom. 12:6-8, ALA.
16. Descreva o que ajuda grandemente no crescimento à madureza. Que benefícios resultam do cultivo destes frutos?
16 Armados com esta disposição de espírito, podemos apreciativa e fielmente cumprir os nossos votos de dedicação. Sim, para ser batizado, é preciso estar limpo moral e espiritualmente. Para permanecermos no favor de Jeová precisamos permanecer limpos em palavra e ação. Jamais devemos trazer vitupério sobre o nome de Jeová ou sobre a sua organização. Por conseguinte, os ministros de Deus devem pensar constantemente em crescer à madureza; e uma grande ajuda neste sentido correto é o cultivo dos frutos do espírito. (Gál. 5:22, 23) O que se quer dizer com isto Estas qualidades (os frutos do espírito de Deus) são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura e autodomínio. Constantemente, depois do batismo, deve examinar-se a si mesmo para ver o progresso feito no desenvolvimento destes frutos. Deve haver progresso, mesmo que pensemos ser vagaroso. E mesmo que o progresso seja vagaroso, ainda é de máxima importância que prossigamos individualmente à madureza e aumentemos em estatura espiritual. Por quê? Para que, com a ajuda de Jeová, possamos afastar os ataques do Diabo nestes dias críticos antes do Armagedon.
17. (a) Descreva o papel da organização de Jeová em ajudar-nos a fazer a vontade divina. (b) De que modo devemos demonstrar respeito pela organização de Jeová?
17 Ainda outra coisa que é de grande ajuda ao se fazer a vontade divina é a organização que Jeová providenciou para a orientação e o benefício do seu povo e das pessoas de boa vontade. O que aprendemos não procede de nós mesmos. Há um instrutor! Disse Jesus: “Está escrito nos Profetas: ‘E todos eles serão ensinados por Jeová.’ (João 6:45; Isa. 54:13) Obtivemos todo este conhecimento por intermédio do arranjo que Jeová se agrada em usar hoje em dia, a saber, por intermédio de suas testemunhas ungidas, geradas pelo espírito, que compõem a classe do “escravo fiel e discreto” mencionada por Jesus em Mateus 24:45-47. Esta classe tem usado a Sociedade Torre de Vigia como seu instrumento legal desde 1884 e a sua principal publicação para divulgar a verdade bíblica desde 1879 é A Sentinela. E assim é até hoje. Tenha grande respeito por este instrumento, pois isto é agradável aos olhos de Jeová. (Heb. 12:9) Este respeito não deve ser só para com a própria organização, mas também para com os que Jeová coloca em posição de responsabilidade dentro da estrutura organizacional. Devemos ter confiança em nossos irmãos provados e fiéis e apreciar o trabalho árduo que fazem, pois são deveras responsáveis pelas nossas almas. — Heb. 13:17.
18. (a) O que faz o bom exemplo para os muitos novos que se associam? (b) Explique por que se deve desenvolver a perseverança cristã.
18 Crescer à madureza não só traz muitas bênçãos, muita alegria e felicidade, mas pense também no exemplo que ela estabelece para os que agora em marcha rápida entram diariamente na organização. Nada é tão inspirador aos homens de boa vontade para com Deus como o exemplo dos que se dão sem reserva à dedicação cristã e ao batismo e que se mantêm no caminho da integridade na força e no poder de Jeová. (Mat. 5:16) Permanecer chegado a Jeová, orar diariamente pelas suas bênçãos e orientação, trabalhar diligentemente com e sob a direção de sua organização, lhe ajudará a evitar cair em inatividade e perder a bênção da vida. Começando no caminho da vida, precisa continuar nele e empenhar-se constantemente pelo prêmio. Nunca devemos cansar-nos de fazer o bem, pelo contrário, devemos aumentar a nossa alegria e pensar num modo em que podemos ampliar voluntariamente o nosso ministério. — 1 Cor. 9:24; Apo. 2:10.
19, 20. (a) Descreva as maneiras que os cristãos podem ampliar por gosto o seu ministério. (b) Que recompensas há para os que permanecerem fiéis?
19 Pode ampliar por gosto o seu ministério, tornando-se um proclamador regular das boas novas, empregando três ou quatro horas na atividade ministerial cada mês? Pode ampliar por gosto o seu ministério a ponto de, depois de declarar as boas novas de casa em casa, fazer revisitas às pessoas interessadas e dirigir estudos com elas? Pode ampliar por gosto o seu ministério ao ponto de empregar dez horas cada mês na atividade ministerial? Pode ampliar por gosto o seu ministério de louvor e recomendar-se pelas suas boas obras, de modo que com o tempo até possa qualificar-se para ser usado como superintendente do rebanho de Deus ou como assistente ministerial, segundo aparecem as necessidades? Lembre-se do que Paulo disse: “Se algum homem procura alcançar o cargo de superintendente, está desejoso duma obra excelente.” — 1 Tim. 3:1.
20 São muitas as maneiras que podemos ampliar por gosto o nosso ministério e muitas são as bênçãos que Jeová tem para seu povo dedicado. Pense só no novo mundo de justiça que ele prometeu para os que fazem a sua vontade! Mas mesmo agora apreciemos sempre o pleno significado da dedicação cristã e do batismo, lançando fora o medo deste mundo e sendo exemplos vivos da força e da perseverança cristãs. Não só teremos um propósito inspirador e salutar na vida, mas também agora obtemos contentamento, satisfação e felicidade. Assim, prove e veja que Jeová é bom, pois as suas bênçãos estão sobre os que lhe permanecem fiéis nestes tempos críticos antes do Armagedon, quando cada um de nós deseja por gosto ampliar o seu ministério. — Apo. 21:1-5; Sal. 110:3.
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Uma semente da verdade na infânciaA Sentinela — 1963 | 1.° de novembro
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Uma Semente da Verdade na Infância
NUMA assembléia de circuito em 1962, em Washington, E.U.A., certa testemunha de Jeová relatou a seguinte experiência: “No ano passado tive a mui agradável experiência de receber um telefonema de uma Testemunha de Arlington que me pediu que dirigisse um estudo bíblico com uma pessoa de boa vontade que estudava numa faculdade em nosso território. Naturalmente, eu disse que sim. Descobri que a pessoa era uma moça de vinte anos de idade que tivera um passado bem interessante quanto à verdade. A moça ouviu sobre a verdade de Deus pela primeira vez quando tinha sete anos. Sendo então uma criança de sete anos, encontrava-se freqüentemente com as testemunhas de Jeová, conhecendo a criada de uma vizinha. Quando a família descobriu que ela se interessava, acabou imediatamente com aquela associação. Internaram-na depois numa escola Católica e mais tarde numa faculdade, em Virgínia. Todavia, a semente da verdade, plantada aos sete anos, não morreu.
“Muitas coisas que lhe foram ditas acerca dos propósitos de Deus, eram lembradas. A única pessoa a quem podia dirigir-se era a criada que ela conhecera na infância. A criada, morando em Nova Iorque, arranjou imediatamente que se encontrasse com as Testemunhas de Virgínia. Uma Testemunha a visitou, mas logo em seguida ela foi transferida para uma faculdade em nosso território, no Distrito de Colúmbia. Em face da oposição dos pais e dos amigos, estudávamos escondido a Palavra de Deus. Depois de cinco meses, ela chegou à conclusão positiva de que devia tornar-se testemunha de Jeová.
“Achando que devia informar seus pais, mas com medo da oposição, ela pediu que eu a acompanhasse a Nova Iorque, para dar-lhe apoio moral.
“Chegamos em Nova Iorque, apreensivas, mas nunca preparadas para o que realmente aconteceu. Ao ser, informado de sua decisão, seu pai ficou bravo, derrubou-a ao chão e ameaçou interná-la num hospício. Tirou-a imediatamente da faculdade, proibiu-lhe qualquer associação com o povo de Jeová e abriu processo contra mim, alegando que eu contribui para a delinqüência duma pessoa menor. Visto que tinha vinte anos, não podia desobedecer ao desejo de seu pai. Deixei-a em Nova Iorque, admoestando-a a permanecer firme pelo que ela sabia ser a verdade, prometendo-lhe que renovaríamos a amizade, quando ela tivesse vinte e um anos de idade.
“Depois de acalmar seu gênio demoníaco, o pai consultou o padre, recebendo o conselho de ser bondoso para com ela. Por isso, durante o período de restrição, ela tornou-se o centro da atenção da família, recebendo muitos presentes, tais como um carro-62, a promessa de ir à Europa, e assim por diante. Visto ser de uma rica família de Nova Iorque, tudo isto era fácil.
“Ficamos muito satisfeitos em podermos dizer que nenhuma destas táticas teve êxito, pois, quando fez vinte e um anos, ela informou seus pais que ainda estava decidida a manter a resolução que fizera há seis meses, a de servir a Jeová. Ressurgiram-se os gênios violentos e mandaram-na para a rua, avisando-a de que não mais queriam vê-la, que era como se ela nunca tivesse existido. Em agosto recebi outro telefonema, não foi só para renovar a nossa amizade — eu ia receber mais uma companheira de quarto, pois quando soube que ela estava sem lar, convidei-a para morar conosco. Ela agora leva a outros as boas novas todas as semanas, cumprindo livremente o recém-descoberto propósito de sua vida. Ficarão contentes em saber que ela é hoje nossa nova irmã, visto que simbolizou a sua dedicação a Jeová, pelo batismo em água.”
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