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  • Custa algo trabalhar fora!
    Despertai! — 1985 | 22 de junho
    • Custa algo trabalhar fora!

      “EU NÃO queria que minha esposa trabalhasse fora”, admitiu certo marido. “Mas, quando ‘a receita não cobre as despesas’, é preciso ceder. De modo que ela começou a trabalhar fora, e isso facilitou um pouco as coisas.”

      No mundo inteiro, casais dizem que é difícil viver com a renda de um só. Na Austrália, na França e na Suécia, o custo do alimento e do abrigo a bem dizer dobrou entre 1975 e 1982. Nos Estados Unidos, o custo da alimentação de uma família de quatro membros subiu cerca de US$ 67 (Cr$ 335 mil) por semana em 1975 para mais de US$ 100 (Cr$ 500 mil) em 1983! O custo da posse e da manutenção de um automóvel nos Estados Unidos quase triplicou entre 1970 e 1981.

      E assim continua a triste estatística. E, quando os salários não acompanham a inflação (conforme se dá com freqüência), os casais talvez achem que não há senão uma alternativa: A esposa obter um emprego. O autor e analista social John Naisbitt, cujas obras figuram entre as mais vendidas, afirma que, se a atual tendência continuar, “85 por cento das mulheres americanas estarão trabalhando fora” no ano 2000.

      Com muita freqüência, porém, uma segunda renda deixa de ser uma panacéia financeira. Um fator é que as mulheres são geralmente bem menos remuneradas que os homens.a É verdade que alguns casais em dificuldade se contentam com o que quer que a esposa possa ganhar. Entretanto, os autores de Making It Together as a Two-Career Couple (Envidar Esforços como Casal com Duas Carreiras) dizem adicionalmente: “Uma das tristes realidades da vida, que muitos casais em que cada um tem a sua carreira não compreendem, é que ganhar dinheiro custa dinheiro. . . . A menos que se apercebam dessa dura realidade, os casais tendem a ter expectativas irrealísticas sobre o montante da renda disponível que terão se ambos trabalharem fora.”

      Portanto, subtraia do ordenado da esposa o imposto de renda, os custos com babás, o aumento no orçamento do alimento (os casais com duas rendas raramente têm tempo de fazer compras econômicas e amiúde comem em restaurantes ou compram alimentos de fácil preparação), a despesa de condução, de roupa e despesas diversas — e amiúde não resta tanto do salário da esposa. E por isso que Joana, secretária bilíngüe e tradutora, deixou seu emprego. Ela explica: “Eu e meu marido . . . calculamos que quase não valia a pena.”

      As famílias descobrem que os proventos da esposa têm também outros custos. E alguns se perguntam se vale a pena.

  • Os proventos da esposa — valem a pena?
    Despertai! — 1985 | 22 de junho
    • Os proventos da esposa — valem a pena?

      “QUANDO ficava em casa o dia inteiro”, relembra uma esposa que trabalha fora, “eu mantinha nossa casa tão limpa que precisava procurar coisas para fazer em casa. Eu era tão exigente. Por exemplo, tínhamos esse tapete felpudo na nossa sala de estar, e, se alguém pisasse nele, eu o escovava depois para que os fios ficassem de pé na posição certa.” Ela acrescenta, rindo: “Mas não sou mais assim, agora que trabalho fora.” Seu marido, porém, talvez não ache tanta graça. Ele acrescenta quase que lamentando: “Bem, quando o seu tapete felpudo está ‘com os pêlos de pé’, realmente fica bonito.”

      Esta pequena troca de idéias ilustra um ponto que o prof. William Michelson destacou no seu estudo extensivo sobre mulheres que trabalham fora:a Embora muitas esposas consigam dar conta dum emprego e dos serviços domésticos, isso, contudo, lhes “acarreta desistir de coisas em troca de outras, bem como tem seu preço”. O casal acima aprendeu que a esposa que trabalha fora simplesmente não tem talvez o tempo — ou a energia — que tinha para devotar à casa como dona-de-casa por tempo integral. E, para algumas, isso representa uma troca muito dispendiosa.

      Muitas mulheres francamente encontram grande satisfação em prover à sua família um lar limpo e refeições saborosas. E com razão, pois a Bíblia elogia a “esposa capaz”, que diligentemente “está vigiando os andamentos dos da sua casa”. (Provérbios 31:10, 27) Segundo disse certa mulher: ‘Quando faço alguma coisa gostosa para o jantar ou tiro um tempo extra para fazer algo para minha família, e meu filho de 15 anos diz: “Mamãe, você realmente é magnífica”, isso é muito melhor, vale muito mais, do que um aumento de salário em qualquer serviço ou profissão que alguém poderia dar-me. É uma sensação maravilhosa.’ Assim, tanto a esposa como a família podem sentir que estão perdendo, se ela tem de trabalhar fora.

      A tensão entre os cônjuges pode ser outro preço do trabalho secular. As esposas amiúde ressentem ter parte desigual nos serviços domésticos. Os maridos, da mesma forma, talvez ressintam que se lhes peça ajuda nisso. Alguns até mesmo se queixam, conforme se queixou certo marido: “Sinto que não sou lembrado na maior parte do tempo. Ela vem para casa cansada e mal-humorada. Está sempre ocupada com as crianças. Não compartilhamos as coisas juntos o suficiente. Reconheço que ela tem de fazer o que faz, mas isso não me faz sentir nem um pouco mais feliz.” O cansaço do trabalho pode até mesmo impedir o prazer das intimidades maritais do casal. — 1 Coríntios 7:3-5.

      Certo marido indicou o preço, ao dizer: “Em troca, ela não está em casa quando as crianças chegam. Nossos filhos chegam umas duas horas antes de minha esposa. Não ficam sozinhos, porém, porque a avó está ali com eles. Mas minha esposa deveras perde essas horas da companhia deles. E ela poderia fazer tanta coisa para eles em matéria de educação se simplesmente estivesse ali.” Nem todos os casais que trabalham fora, porém, têm alguém como uma avó ou amiga para cuidar de seus filhos. Amiúde é tão difícil encontrar pessoas que prestem serviços adequados durante o dia — e isso é dispendioso também. A revista Newsweek noticiava, pois, “uma explosão no número de crianças que passam pelo menos parte de cada dia da semana sem nenhuma supervisão adulta”.

      Não é de admirar, pois, que num recente estudo de mais de 200.000 americanos (57 por cento dos quais eram famílias com duas rendas), 69 por cento deles achavam que o fato de a esposa trabalhar fora tinha “um efeito prejudicial sobre a família”, no seu modo de viver.

      Necessidades Versus Desejos

      Naturalmente, nem sempre traz conseqüências ruins o fato de a esposa trabalhar fora. Muitos casais conseguem admiravelmente cuidar de seus empregos, da casa e também dos filhos. Ainda assim, um casal talvez não se sinta bem à vontade quanto ao trabalho secular da esposa, achando que isso cause problemas para a família. Se for o caso, convidamo-lo a recorrer ao conselho dado por Jesus, em Lucas 14:28: CALCULE O CUSTO!

      Em suma, significa examinar de perto sua própria situação financeira e, daí, pesar os prós e os contras no que diz respeito a se a esposa deva trabalhar fora. E realmente necessário que haja duas fontes de renda para as necessidades básicas — habitação modesta, alimento nutritivo, roupa adequada, e assim por diante? Ou a segunda fonte de renda simplesmente dá margem a mais desejos — a supérfluos tais como casa luxuosa, refeições em restaurantes, entretenimentos ou roupa da última moda?

      Muitos casais simplesmente não sabem a diferença entre as necessidades e os desejos. Em que resulta isso? Diz o livro The Individual, Marriage, and the Family (O Indivíduo, o Casamento e a Família): “Inevitavelmente, as famílias que têm uma renda anual de US$ 12.000 [Cr$ 60 milhões] acreditam que se ganhassem só US$ 4.000 (Cr$ 20 milhões] a mais, suas necessidades financeiras seriam satisfeitas, ao passo que famílias com rendas de US$ 16.000 [Cr$ 80 milhões] se sentem financeiramente tão pressionadas quanto as que ganham US$ 12.000, e estão convictas de que se ganhassem US$ 20.000 [Cr$ 100 milhões], ficariam satisfeitas. Rendas de US$ 20.000, US$ 40.000 e até mesmo de US$ 60.000 ainda não parecem prover suficiente dinheiro para a família fazer tudo o que deseja; pois, com o aumento da renda, as necessidades percebidas da família e seus gastos aumentam mais rápido, de modo que famílias de elevada renda acham-se amiúde mais endividadas do que as famílias de renda média, e estas estão mais endividadas do que as famílias de baixa renda.”

      Um estudo efetuado pela revista Psychology Today revelou similarmente “que os que estão mais satisfeitos com a sua situação financeira não são necessariamente os de renda mais elevada . . . A inflação está, pois, até certo ponto, nos olhos dos que a vêem.”

      Trabalhar para necessidades de difícil adquisição é, portanto, um trabalho estafante. O Rei Salomão disse: “Vi outra tolice, que acontece em todo o mundo. É o caso daquele homem que vive completamente sozinho, sem filhos ou irmãos ou parentes, mas que vive trabalhando para ajuntar mais dinheiro. Para quem ele vai deixar tudo o que juntou? Por que ele está deixando de aproveitar as coisas boas da vida? Isso não adianta nada e desanima a gente.” (Eclesiastes 4:7, 8, A Bíblia Viva; o grifo é nosso.) Quanta renda, pois, deve uma família procurar ter? A Bíblia dá esta simples regra útil: “Assim, tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas.” — 1 Timóteo 6:8.

      “Sustento e com que nos cobrir” não significa nem as últimas comodidades, nem a pobreza abjeta. (Compare com Provérbios 30:8.) Assim, não precisamos concluir que o homem que pode ter uma bela casa ou lindo televisor seja necessariamente um flagrante materialista. Surge, porém, um problema quando os casais procuram possuir tais coisas às custas da satisfação marital, da sua espiritualidade ou da espiritualidade de seus filhos. Se o dinheiro extra for tão custoso assim, o casal deve começar a se perguntar se realmente vale a pena.

      Muitos chegaram à conclusão de que simplesmente não vale a pena. A escritora free-lancer Christine Davidson, por exemplo, decidiu que já estava ‘farta’ de tentar cuidar de serviço secular e da família. Deixar o seu serviço como professora significou menos renda para a família. “Nunca sobra dinheiro — o tempo todo”, disse ela. “Não podemos pagar uma pequena conta e comprar tênis para as crianças na mesma semana. Mas tudo está OK, porque posso dar agora a meus filhinhos outra coisa. Parei de dizer: ‘Não, esta tarde não, pois preciso ir trabalhar’, ou: ‘Não, agora não, estou muito cansada.’” Será que a atenção adicional que ela pode dar agora a seus filhos não vale mais do que um ordenado?

      ‘Mais do Que Arrumar Camas e Cozinhar’

      Naturalmente, nem todas as esposas podem simplesmente deixar seu emprego. E algumas até mesmo dizem que se sentiriam enfadadas ou “não realizadas” se tivessem de ficar o dia inteiro em casa. Disse certa esposa que trabalha fora: “Eu preciso algo mais na minha vida do que arrumar camas e cozinhar.”

      Essas, portanto, talvez considerem fazer serviço secular por período parcial. O prof. William Michelson observou que o trabalho de tempo parcial não só traz proventos extras, mas também “permite às mulheres organizar suas várias responsabilidades de modo mais fácil . . . com menos tensão e pressão quanto ao tempo no processo e com vantagens para cuidarem das crianças”. Algumas mulheres que têm boa imaginação estão até mesmo começando empreendimentos comerciais bem-sucedidos que lhes permitem ganhar dinheiro em casa. (Veja abaixo.)

      Todavia, o desejo de “realização” nunca será plenamente satisfeito, nem pelo serviço doméstico, nem pelo serviço secular. Jesus disse: “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual.” (Mateus 5:3) Só quando essa necessidade é satisfeita é que uma mulher ou um homem se sente verdadeiramente realizado. Muitas mulheres cristãs, portanto, acolhem a oportunidade de não terem serviço secular para poder participar mais plenamente em servir a Deus. Entre as Testemunhas de Jeová, algumas conseguem fazer isso, devotando até mesmo 60 ou mesmo 90 horas por mês ao ensino da Bíblia a outros. Esse trabalho, que é um desafio, lhes dá uma sensação de realização que nenhum emprego secular jamais poderia prover!

      Tire o Máximo Proveito de Sua Situação!

      Cada família, porém, terá de decidir o que funciona melhor para ela. As entrevistas que começam na página seguinte mostram como dois casais — que são Testemunhas de Jeová — chegaram a conclusões bem diferentes, devido a circunstâncias inteiramente diferentes. Portanto, seria errado julgar as decisões dos outros neste respeito ou fazer comparações injustas. — Romanos 14:4.

      As realidades econômicas hoje em dia talvez dêem pouca margem de escolha para muitos casais senão a de ter duas fontes de renda. Contudo, não são absolutamente insuperáveis os desafios que enfrentam os casais em que ambos os cônjuges trabalham fora. (A edição de 8 de junho de 1985 desta revista mostrou como os princípios da Bíblia podem ajudar os casais que trabalham fora.) E, visto que a Bíblia ordena aos cristãos ‘fazer provisões para os seus’, não há razão para alguém ter sentimentos de culpa simplesmente porque precisa de duas fontes de renda para isso. — 1 Timóteo 5:8.

      Seja admitido, a situação hoje da esposa que trabalha fora não é ideal. Mas, tampouco o é a situação do pai que trabalha fora. O serviço dele também o separa de sua família por horas a fio. Portanto, para termos condições ideais, precisamos esperar a Nova Ordem prometida nas Escrituras. (2 Pedro 3:13) Ali, a inteira raça humana se ocupará com trabalho satisfatório. (Isaías 65:21-23) Os casais não mais terão de lutar para fazer provisões para sua família. Pois Deus promete uma abundância de coisas boas — tanto em sentido físico como espiritual — para os que forem abençoados com a vida naquele tempo. — Isaías 25:6.

      Mas, no ínterim, não se deixe vencer pelas ansiedades da vida e pelas pressões para a subsistência. ‘Compre tempo’ para seu cônjuge e para seus filhos. (Efésios 5:16) Nunca fique tão ocupado ao ponto de não ter tempo para prestarem adoração juntos como família. Nestes dias cheios de pressões, a coisa sábia a fazer é concentrar seus esforços em lançar ‘um alicerce excelente para o futuro, a fim de que se apegue firmemente à verdadeira vida’. — 1 Timóteo 6:19.

      [Nota(s) de rodapé]

      a The Logistics of Maternal Employment: Implications for Women and Their Families — Universidade de Toronto, Canadá.

      [Foto/Quadro na página 11]

      Vantagens Desvantagens

      Menos tensão financeira. Menos tempo para serviços no lar.

      A esposa tem oportunidade de Menos tempo com os filhos.

      sair um pouco de casa. Mais impostos.

      O marido trabalha menos horas Possível tensão marital.

      extras. Despesas adicionais, tais

      A esposa utiliza habilidades como com refeições, com roupas.

      profissionais.

      Podem comprar mais coisas.

      [Fotos nas páginas 12, 13]

      Comparando com os benefícios de um emprego, vale a pena sacrificar o tempo que poderia estar com sua família?

      [Foto na página 15]

      As famílias com duas fontes de renda ainda assim precisam arranjar tempo para o estudo em família.

  • Trabalhar em casa — aplica-se ao seu caso?
    Despertai! — 1985 | 22 de junho
    • Trabalhar em casa — aplica-se ao seu caso?

      MUITAS mulheres que precisam de proventos extras, mas que não querem abdicar do seu papel de dona-de-casa, tentaram uma interessante alternativa: trabalhar em casa. No Japão, mais de um milhão de pessoas se empenham nesse tipo de trabalho. As mulheres fazem quimonos ou outras roupas, fazem bainhas em lenços ou bordados. Algumas até trabalham em montar peças elétricas de aparelhos ou de carro. E, se acha que já esgotaram as possibilidades, eis aqui mais algumas: preparar itens para restaurantes; prender varetas de guarda-chuvas; datilografar; fazer flores artificiais; fazer sacos de papel, rótulos ou sacos e caixas para frutas.

      Antes de se lançar na oportunidade de tal trabalho, porém, considere algumas precauções a tomar: Precavenha-se de anúncios que prometem riqueza instantânea. Cuidado também quando se requer considerável investimento em maquinaria ou instrumentos! Tais firmas amiúde ‘lamentam informar-lhe que não podem prover-lhe trabalho no momento’ — depois de você ter gasto o seu dinheiro. Ou talvez não lhe paguem o salário que prometeram para uma produção que classificam como inferior.

      Esteja ciente, também, de que para o trabalho feito em casa, em geral não há indenização em caso de acidente. E pode haver obrigação cristã de pagar impostos. Portanto, se fizer serviço por conta própria, mantenha quaisquer registros exigidos em dia, para fins de impostos. (Mateus 22:21) Também, um autônomo que trabalha em casa deve sempre informar-se junto às autoridades locais quanto ao zoneamento, legislação mercantil, exigências educacionais ou de licenciamento, bem como outras exigências legais.

      Finalmente, esteja ciente de que trabalhar em casa exige autodisciplina. Tal trabalho pode ser tedioso e cansativo. E há a tentação de deixar de lado as responsabilidades do lar para continuar o trabalho. Mas, quando o trabalho em casa é devidamente controlado, pode ser um modo prático de equilibrar as obrigações financeiras com as domésticas.

  • ‘Minha esposa precisou trabalhar fora’
    Despertai! — 1985 | 22 de junho
    • ‘Minha esposa precisou trabalhar fora’

      Despertai!: João, que serviço faz para sua subsistência?

      João: Serviço de registros numa fábrica.

      Despertai!: E você, Carina?

      Carina: Cuido de pessoas idosas, trabalhando nas próprias casas delas.

      Despertai!: O que fez com que começasse a trabalhar fora?

      Carina: A situação econômica. O aluguel e a alimentação começaram a subir, e não parecia haver meios de cobrirmos as despesas.

      João: Nesta região um casal precisa de pelo menos Cr$ 800 mil a Cr$ 1 milhão mensais para viver. O aluguel da nossa casa é de mais de Cr$ 200 mil mensais. Os alimentos custam cerca de Cr$ 80 mil por semana. E temos despesas com carro, roupas e limpeza.

      Despertai!: Então, Carina logo começou a trabalhar fora?

      João: Não imediatamente. Eu procurei trabalhar algumas horas extras. Às vezes, trabalhava 10 ou 11 horas por dia — 5 ou 6 horas nos sábados.

      Carina: Sim, foi muito difícil para ambos. Nunca tínhamos tempo para estar juntos. Ele chegava, jantava e logo ia deitar-se. E ainda assim o dinheiro não dava.

      João: Eu sabia que não podia continuar assim por muito tempo. Sabe, comecei a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová. Mas, ao progredir, comecei a compreender que não dispunha de tempo para todo esse serviço secular. Precisava de tempo para as atividades espirituais, tais como as reuniões cristãs. Portanto, decidi que tinha de parar de fazer horas extras. Esperamos um tanto, porém, até que nossa filha crescesse um pouco. Definitivamente queria que Carina ficasse em casa até que ela terminasse a escola. Mas, quando ela entrou no 2.º grau, Carina trabalhou durante meio período em lojas de departamentos. E, mais tarde, decidimos que seria prático Carina obter um emprego por período completo.

      Despertai!: Carina, ressentia de ter de trabalhar fora?

      Carina: Não. Via como João estava sob pressão. Assim, fiquei contente de poder ajudá-lo.

      Despertai!: Como influiu em seu relacionamento o fato de ter de trabalhar fora?

      Carina: Bem, agora que João não trabalha tantas horas extras, temos um pouco mais tempo um para o outro.

      João: Assim, o fato de Carina trabalhar fora melhorou um pouco as coisas, visto que aliviou parte da carga financeira. Mas cuidamos para não negligenciarmos um ao outro.

      Carina: Gostamos de nos sentar e considerar as coisas juntos. Fazemos compras juntos. E planejamos nossos fins de semana, para podermos trabalhar juntos na obra de pregação de casa em casa — gostamos especialmente disso.

      João: Esses são os melhores momentos que passamos juntos.

      Despertai!: E os serviços domésticos?

      Carina: Fazemos juntos. Cada um de nós tem suas próprias responsabilidades. Eu cozinho, e, felizmente, não é difícil agradar a João no que diz respeito às refeições. Quando estou cansada e faço só uma salada, ele fica satisfeito. Nossa filha lava a louça, e João ajuda a limpar o assoalho e encerá-lo.

      Despertai!: Não é difícil fazer isso depois de um dia de trabalho?

      João: Sim, é. Mas, geralmente conseguimos fazer isso. Sei, porém, que eu não teria de fazer muitas dessas tarefas domésticas se Carina ficasse em casa o dia inteiro.

      Despertai!: Acha uma boa idéia tanto o marido como a esposa trabalharem fora?

      João: Não, se não há necessidade. Não é bom um casal depender tanto da renda da esposa. E se ela ficar doente ou ficar grávida? Também, a pressão extra pode ser uma verdadeira tensão para um jovem casal. Esperamos, portanto, poder mudar algum dia a nossa atual situação e ambos trabalharem só meio período. Assim, poderemos devotar diversas horas por dia ao ministério cristão.

  • ‘Minha esposa deixou o emprego’
    Despertai! — 1985 | 22 de junho
    • ‘Minha esposa deixou o emprego’

      Despertai!: Sua esposa já teve de trabalhar fora?

      Cláudio: Ela trabalhou cerca de um ano depois de nos casarmos. Depois, ficou grávida e teve de deixar o emprego.

      Despertai!: Tornou ela a trabalhar fora depois de nascer o bebê?

      Cláudio: É engraçado. Depois que ela parou de trabalhar, notei que o dinheiro dela realmente não fez falta.

      Joana: [Rindo] Cláudio não via muito dele de qualquer forma! Eu costumava comprar calçados, vestidos, tudo o que queria — ele não se importava. Naturalmente, eu sempre cuidava de que nossas contas fossem pagas. Mas, se queria comprar dois ou três vestidos, eu simplesmente comprava dois ou três vestidos.

      Despertai!: Tinha então de trabalhar muitas horas extras?

      Cláudio: Lembro-me de que certa vez eu precisava de algum dinheiro para consertos no carro. Assim, procurei serviços extras. Trabalhei em todo tipo de horário e ganhei dinheiro adicional. Contudo, em seis meses, não consegui economizar um só centavo.

      Despertai!: Que aconteceu?

      Joana: Parecia que quanto mais ele ganhava, tanto mais nós gastávamos.

      Cláudio: O dinheiro simplesmente acabava. Além disso, todas essas horas extras que eu trabalhava interferiam com as minhas reuniões cristãs. De forma que, depois de seis meses, deixei de trabalhar horas extras, e em questão de dois meses economizei assim mesmo o suficiente para consertar o carro.

      Despertai!: Joana, voltou a trabalhar fora alguma vez?

      Joana: Sim. No verão passado decidi que precisava de algum dinheiro, e consegui um emprego numa creche. Mas trabalhei apenas três meses. Notei uma mudança na minha filhinha de seis anos. Cláudio trabalhava de noite e cuidava dela durante o dia. E, certa noite, tive de trabalhar até tarde.

      Cláudio: Eu tinha adormecido, e quando acordei não a encontrei. Eu a chamei. Não houve resposta. Verifiquei as Janelas, as portas, os corredores olhei debaixo das camas — fiquei apavorado! E daí ela saiu de um guarda-roupa rindo. Estava abalado demais para castigá-la.

      Joana: Quando ouvi isso e pensei sobre como minha filhinha se apegava a mim, comecei a compreender que ela simplesmente estava sentindo muita falta de meus cuidados. De maneira que decidi que não valia a pena trabalhar fora. O dinheiro, que eu ganhava era consumido de qualquer forma pelos impostos, por lanches e despesas com roupas. Assim, deixei o emprego.

      Despertai!: Mas, ainda assim, não foi um sacrifício financeiro deixar o emprego?

      Joana: Jeová Deus sempre cuidou de nós. E achamos que Jeová deu aos pais a responsabilidade de cuidar dos filhos. Podíamos ver que nossa filhinha simplesmente não estava sendo cuidada e que eu precisava gastar mais tempo com ela. Isso era mais importante para nós do que qualquer emprego.

      Cláudio: E, também, o dinheiro adicional realmente não nos ajudava tanto assim. Estamos contentes com o que temos. Não somos ricos, mas tampouco somos pobres. Há pessoas no meu serviço que trabalham às vezes sete dias por semana. Eu já tentei isso. Não dá certo para mim.

      Joana: Sei que os tempos atuais são difíceis, mas acreditamos realmente na promessa da Bíblia, em Mateus 6:33, de que, se buscarmos primeiro o Reino, Deus proverá para nós.

      Despertai!: Então, o que faz agora com o seu tempo?

      Joana: Nos últimos três meses pude devotar 60 horas por mês à obra de ensinar a Bíblia às pessoas. É uma verdadeira alegria!

      Despertai!: Então, acha que as mães devem ficar em casa?

      Joana: Se possível. Uma avó simplesmente não substitui uma mãe.

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