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MalAjuda ao Entendimento da Bíblia
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nocivo” ou prejudicial é incluído entre as coisas a serem eliminadas. (Col. 3:5) Assim como o Diabo tentou Jesus com o mal, assim os cristãos verificam que maus pensamentos lhes afluem ou lhes são apresentados. Mas para evitar ser arrastado ao pecado, quando isto acontecer, o cristão deve seguir o exemplo de Jesus e rejeitar de imediato este mal. (Tia. 1:13-15; Mat. 4:1-11; Fil. 4:8) Embora, devido à imperfeição humana, o cristão verifique estar num constante conflito com a carne decaída, como ocorria com Paulo, e talvez pratique o mal que não desejaria praticar, não deve ceder à carne, mas tem de continuar a combatê-la. (Rom. 7:21; 8:8) O perigo de deixar de viver em conformidade com os requisitos de Deus é claramente visto no que Jesus predisse sobre o escravo mau. Tal escravo será submetido à mais severa punição por deixar de cuidar das responsabilidades que lhe foram confiadas, e por chegar até mesmo ao ponto de espancar seus co-escravos. — Mat. 24:48-51.
O MAL SUPORTADO PELOS CRISTÃOS
As Escrituras não autorizam o cristão a causar o mal a outros, ou a pagar na mesma moeda. O conselho da Bíblia é: “Não retribuais a ninguém mal por mal.” “Não vos vingueis, . . . ‘A vingança é minha; eu pagarei de volta, diz Jeová.’ ” “Não te deixes vencer pelo mal, porém, persiste em vencer o mal com o bem.” (Rom. 12:17, 19, 21) Ademais, ao demonstrar sujeição relativa aos governos que os regem, os servos de Deus jamais deveriam ser praticantes do que é mau, pois tais governos — por meio de seus governantes, que dispõem de certa medida de consciência, dada por Deus, em grau menor ou maior — atuam contra a maldade, segundo a lei do país, e, de direito, exercem sua autoridade de punir os malfeitores. (Rom. 13:3, 4) Terão de prestar contas ao Juiz Supremo por qualquer emprego errôneo que fizerem de sua autoridade. Por suportar o mal por causa da justiça, o cristão compartilha o privilégio de participar em glorificar o santo nome de Deus. — 1 Ped. 4:16.
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MalaquiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MALAQUIAS
[meu mensageiro]. Profeta hebreu e escritor bíblico. (Mal. 1:1) As Escrituras não fornecem informações quanto a seus ancestrais e a sua vida pessoal. O que é conhecido a seu respeito é revelado no livro que leva seu nome. Nele, mostra-se que era um homem de grande zelo pelo nome e pela adoração de Jeová.
No nome “Malaqui”, a letra final, “i”, é possivelmente uma abreviação do nome divino, Jeová. Se assim for, poderia ter o mesmo significado que Malachijah ou Malaquias, que é “Mensageiro [Anjo] de Jeová”. (Veja PIB, introdução do livro, p. 1199.)
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Malaquias, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MALAQUIAS, LIVRO DE
O último livro das Escrituras Hebraicas nas Bíblias modernas em português. No cânon judaico tradicional, acha-se situado em último lugar entre os escritos dos chamados “Profetas Menores”, mas antes dos Escritos (Hagiógrafo). Constitui um pronunciamento oficial de Jeová sobre Israel por meio de Malaquias. — Mal. 1:1.
CIRCUNSTÂNCIAS DA ÉPOCA DE MALAQUIAS
Na época em que Malaquias profetizou, existia uma situação deplorável entre os sacerdotes. Contrário à Lei, estavam aceitando animais coxos, cegos e doentes para serem sacrificados no altar de Jeová. (Mal. 1:8; Lev. 22:19; Deut. 15:21) Deixavam de fornecer a orientação e a instrução devidas ao povo, fazendo com que muitos tropeçassem. (Mal. 2:7, 8) Ao julgar os assuntos, mostravam parcialidade. (Mal. 2:9) Tudo isso exercia péssimo efeito sobre os israelitas em geral, fazendo com que considerassem o serviço a Jeová como tendo pouco valor. (Mal. 3:14, 15) Isto se evidencia de que os israelitas não mantinham o templo, por pagarem seus dízimos. Haviam-se afastado tanto de sua devoção a Jeová que, pelo que parece, divorciavam-se de suas esposas para casar-se com mulheres que adoravam deuses falsos. Também, a feitiçaria, o adultério, a mentira, a fraude e a opressão passaram a existir entre os israelitas. (Mal. 2:11, 14-16; 3:5, 8-10) Por este motivo, Jeová forneceu aviso de antemão sobre Sua vinda ao seu templo para julgamento. (Mal. 3:1-6) Ao mesmo tempo, incentivou os malfeitores a arrepender-se, dizendo: “Retornai a mim e eu vou retornar a vós.” — Mal. 3:7.
ÉPOCA DA COMPOSIÇÃO
A evidência interna provê base para se datar a conclusão do livro de Malaquias. Foi escrito após o exílio babilônico, pois os israelitas eram administrados por um governador. A adoração era realizada no templo, indicando que havia sido reconstruído. (Mal. 1:7, 8; 2:3, 13; 3:8-10) Isto indica um período posterior ao de Ageu (520 AEC) e de Zacarias (520-518 AEC), uma vez que tais profetas estavam ativos em instar com os israelitas a terminar a construção do templo. (Esd. 5:1, 2; 6:14, 15) Ter Israel negligenciado a adoração verdadeira e deixar ele de aderir à Lei de Deus parece ajustar-se às condições que existiam quando Neemias chegou de novo a Jerusalém, algum tempo depois do trigésimo segundo ano do Rei Artaxerxes (c. 443 AEC). (Compare Malaquias 1:6-8; 2:7, 8, 11, 14-16 com Neemias 13:6-31.) Por conseguinte, assim como o livro de Neemias, o livro de Malaquias bem que poderia ter sido escrito depois de 443 AEC.
HARMONIA COM OUTROS LIVROS BÍBLICOS
Este livro acha-se de pleno acordo com o restante das Escrituras. O apóstolo Paulo citou Malaquias 1:2, 3 quando ilustrava que a escolha por parte de Deus depende, “não daquele que deseja, nem daquele que corre, mas de Deus, que tem misericórdia”. (Rom. 9:10-16)
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