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“Não deves testificar uma falsidade”Despertai! — 1971 | 8 de junho
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“A Tua Palavra É a Verdade”
“Não deves testificar uma falsidade”
DAR falso testemunho contra outrem foi proibido pelo Nono Mandamento do Decálogo. Assim, lemos: “Não deves testificar uma falsidade [como testemunha] contra o teu próximo.” (Êxo. 20:16) Dar falso testemunho contra outrem era considerado ofensa seriíssima aos olhos do grande Juiz, Jeová Deus. Isto pode ser depreendido da pena que Ele exigia fôsse imposta sobre a falsa testemunha. E qual era ela? Tal pessoa deveria receber a punição que procurava infligir em outrem.
“Caso se levante contra um homem uma testemunha que trame violência, para levantar contra ele uma acusação de revolta, então os dois homens que tiverem a disputa têm de ficar de pé perante Jeová, perante os sacerdotes e perante os juízes que estiverem em exercício naqueles dias. E os juízes têm de pesquisar cabalmente, e se a testemunha fôr uma testemunha falsa e tiver levantado uma acusação falsa contra seu irmão, então tendes de fazer-lhe assim como ele tramou fazer ao seu irmão, e tens de eliminar o mal do teu meio. Assim, os remanescentes ouvirão e ficarão com mêdo, e nunca mais farão no teu meio algo mau como isso. E teu ôlho não deve ter dó: será alma por alma” — isto é, vida por vida — “ôlho por ôlho, dente por dente, mão por mão, pé por pé”. — Deu. 19:16-21.
Destacando ainda mais a seriedade de se dar falso testemunho, havia a exigência da Lei de que aquêles cujo testemunho servissem para declarar alguém culpado dum crime de morte, digno da morte, tinham de ser os primeiros a tomar parte na execução do criminoso, o que se daria por apedrejamento. Assim, lemos: “A mão das testemunhas deve ser a primeira a vir sobre ele para o entregar à morte, e depois a mão de todo o povo; e tens de eliminar o mal do teu meio.” Quão cuidadosa este mesmo requisito tenderia a tornar a pessoa que desse testemunho! — Deu. 17:7.
O duro fato de que quem desse testemunho da culpa dum malfeitor tinha de liderar em executar o culpado talvez tenha inclinado alguns a não desejar dar testemunho contra um culpado. Mas, a lei de Deus não permitia que a pessoa se restringisse de dar testemunho a respeito do erro quando alguém fosse testemunha do ato. Explicitamente, a lei declarava: “Ora, caso uma alma peque por ter ouvido uma imprecação feita em público, e seja testemunha, ou tenha presenciado isso ou veio a sabê-lo, então, se não o relatar, terá de responder pelo seu erro.” Quem soubesse de grave erro e deixasse de relatá-lo, tornava-se comparsa do malfeitor. Por fingir que não tinha visto nem ouvido nenhum erro, abonava uma mentira e estava tão errado quanto a pessoa que, sob juramento, testificava falsamente contra seu irmão. — Lev. 5:1; Sal. 50:18.
Entre aquêles que, com dolo, violaram o Nono Mandamento, achavam-se os inimigos de Jesus Cristo. Procuraram homens que testificaram falsamente contra Jesus. Entretanto, como amiúde acontece nestes casos, de início, “muitos, de fato, davam testemunho falso contra ele, mas os seus testemunhos não estavam em acordo”. Por fim, à base de acusação falsa de blasfêmia, julgaram que Jesus merecia a morte. Embora todos os envolvidos nesta violação do Nono Mandamento por ocasião do julgamento de Jesus não fôssem punidos de imediato, por fim pagaram pelo seu crime, na destruição de Jerusalém e de sua nação, assim como Jesus avisara. — Mar. 14:56-60; Mat. 23:35, 36.
Séculos antes, o iníquo Rei Acabe de Israel e sua esposa Jezabel se provaram culpados dum crime semelhante. Para que pudesse adquirir a vinha de um de seus vizinhos, Nabote, Acabe permitiu que Jezabel arranjasse falsas testemunhas que jurassem que Nabote blasfemara de Jeová Deus. Como resultado, Nabote foi morto e, assim, Acabe pôde apoderar-se da vinha de Nabote. Por causa deste ato assassino, Deus avisou Acabe de que tanto ele como Jezabel teriam fim violento, e tiveram mesmo. — 1 Reis 21:1-26; 22:34-38; 2 Reis 9:30-37.
Nem só o dar falso testemunho em sentido legal, mas toda mentira é condenada na Palavra de Deus. “Não deveis enganar, e não deveis tratar com falsidade, qualquer um ao seu colega.” “Quem profere mentiras perecerá.” Entre as coisas que Jeová diz odiar se acha a “língua falsa”. “Destruirás [Jeová] os que falam mentira.” — Lev. 19:11; Pro. 19:9; 6:17; Sal. 5:6.
Jesus Cristo incluiu “falsos testemunhos” junto com atos perversos tais como o assassinato, o adultério e o roubo. O apóstolo Paulo aconselhou: “Não estejais mentindo uns aos outros.” “Sendo que agora pusestes de lado a falsidade, falai a verdade, cada um de vós com o seu próximo.” Daí, então, sublinhando a seriedade da mentira, há as palavras encontradas em Revelação 21:8, onde “todos os mentirosos” são incluídos junto com os que sofrerão a destruição eterna na segunda morte. — Mat. 15:19; Col. 3:9; Efé. 4:25.
A seriedade de se mentir e dar falso testemunho pode ser avaliada quando notamos que todas as dificuldades do gênero humano começaram quando Satanás disse a primeira mentira a Eva, a saber, que ela não morreria se comesse do fruto proibido. Por meio desta mentira, também deu falso testemunho contra Jeová Deus. Na verdade, como disse Jesus, Satanás é “o pai da mentira”. — Gên. 3:4; João 8:44.
Mostrando exatamente como Deus considera a mentira em assuntos relacionados à congregação cristã, há o relato de Ananias e Safira. Professavam dar toda a renda resultante da venda de sua propriedade à primitiva congregação cristã em Jerusalém, assim como outros haviam feito, embora retivessem parte da renda para si mesmos. Não tinham nenhuma obrigação de vender sua propriedade, muito menos de dar toda a renda aos seus concristãos. Mas, tentando ser tidos em alta conta por outros, disseram deslavada mentira aos apóstolos. Para inculcar a todos na congregação quão desagradável a Jeová Deus é todo este mentir, tanto Ananias como Safira foram afligidos de morte por Deus. “Veio grande temor sobre . . . todos os que ouviram estas coisas.” Se havemos de agradar a Jeová Deus, temos que evitar as mentiras; temos sempre de falar a verdade. — Atos 5:1-11.
Na Bíblia, verificamos que a verdade é atribuída a Jeová Deus, a Jesus Cristo, à Palavra de Deus e ao espírito santo ou fôrça ativa de Deus. Assim, Jeová é chamado de “Deus da verdade”. (Sal. 31:5) A respeito dele, escreveu o apóstolo Paulo: “É impossível que Deus minta.” (Heb. 6:18) A respeito do Filho de Deus, Jesus Cristo, lemos que estava “cheio de benignidade imerecida e de verdade”. E Jesus falou de si mesmo como sendo “o caminho, e a verdade, e a vida”. (João 1:14; 14:6) A respeito da Palavra de Deus, disse Jesus: “A tua palavra é a verdade.” (João 17:17) E Jesus falou do espírito santo ou fôrça ativa de Deus como “o espírito da verdade”. (João 14:17; 15:26; 16:13) Não é de se admirar, então, que o apóstolo Pedro pudesse falar do verdadeiro Cristianismo como o “caminho da verdade”. — 2 Ped. 2:2.
Todos os verdadeiros servos de Jeová Deus e sinceros seguidores de Jesus Cristo devem, por conseguinte, exercer grande cuidado de jamais testificar falsamente. Sim, que sempre acatem o conselho de continuar “falando a verdade”. — Efé. 4:15.
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Itens NoticiososDespertai! — 1971 | 8 de junho
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Itens Noticiosos
Sacerdotes Se Opõem ao Celibato
◆ Numa conferência realizada nos Países-Baixos, a Assembléia de Sacerdotes Europeus, composta de sacerdotes católico-romanos, votou em peso, em 3 de outubro de 1970, a favor da abolição do celibato obrigatório. Naturalmente, seu voto não governa a igreja. Estiveram presentes no congresso de uma semana 200 participantes de 32 países.
Vaporizadores Mortíferos
◆ Para crescente número de vítimas de asma, os inaladores pressurizados que utilizam para aliviar seus sintomas revelaram ser vaporizadores mortíferos por causa dos propulsores aerossóis nos recipientes. Esses propulsores são potencialmente tóxicos para o coração. Quando penetram nas vias respiratórias junto com as drogas antiasmáticas podem ser assimilados pelo sangue e transportados ao coração. Tais propulsores induziram condições cardíacas anormais quando usados em ratos e camundongos. Dois médicos do Hospital da Universidade de Illinois, EUA, atribuíram aos mesmos um aumento nas mortes de pessoas asmáticas.
Sacerdote Justifica o Roubo
◆ Um sacerdote católico-romano, David Shanahan, declarou na África do Sul que havia dito a seus paroquianos que podiam roubar sem culpa moral se fosse impossível, sob um sistema injusto, arranjar um emprego que pagasse o suficiente para alimentar a família. O Daily Mail, de 22 de agosto de 1970, um jornal de Joanesburgo, também informou que ele havia dito: “Disse a meus paroquianos que aos olhos da igreja não se achavam obrigados moralmente a obedecer a leis injustas, e que não estavam errados moralmente se contassem uma mentira para evitar qualquer penalidade sob uma lei injusta.”
Arruinando o Ambiente
◆ A poluição de seu ambiente pelo homem está arruinando os oceanos. O famoso explorador submarino Jacques Yves Cousteau comentou: “Os oceanos estão em perigo de morrer. A poluição é geral.” Isto também se aplica ao Mar Báltico. A poluição dele pelas nações que o margeiam está desfazendo a vida marinha. As substâncias químicas das terras cultivadas, os detergentes e os detritos orgânicos dos esgotos são despejados nele e se acumulam nas maiores profundidades do Mar, envenenando os peixes.
Cirurgia Cerebral Sem Sangue
◆ Uma moça californiana de 17 anos feriu-se gravemente quando foi jogada do cavalo. Sua cabeça foi perfurada por um cravo de mais de doze centímetros e meio que sobressaía de uma estaca que jazia no chão. Penetrou quase nove centímetros no cérebro. Entrou-se em contato com vários neurocirurgiões, mas se recusaram a operar a menos que recebessem permissão para administrar à moça uma transfusão de sangue. Visto que isso contrariava as crenças religiosas da moça e dos pais dela, decidiram que não podiam consentir nas transfusões. Por fim localizaram um cirurgião disposto a fazer a operação sem exigir sangue. Realizaram-se duas operações bem sucedidas em tais condições. A primeira removeu o cabelo e pedaços de osso que estavam dentro dos tecidos cerebrais. A segunda removeu o osso infeccionado em volta da ferida e o cobriu com uma placa de metal. Embora alguns cirurgiões estivessem dispostos a deixar a moça morrer ao invés de fazer esforço de operá-la respeitando a sua consciência religiosa, este cirurgião estava disposto a tentar, e teve êxito.
Plantas Mortas Pela Música “Rock”
◆ Numa série de experiências cuidadosamente controladas na Universidade Temple Buell em Denver, EUA, descobriu-se que as plantas expostas a longas sessões de música “rock” se envergaram em direção oposta aos alto-falantes, murcharam e morreram. Numa experiência que durou um mês, tocou-se música semi-clássica através de um alto-falante voltado para um grupo de plantas e música “rock” através de outro alto-falante voltado para outro grupo de plantas. O volume de som e as condições de cultivo eram os mesmos. A única diferença era o tipo de música. As submetidas a música semi-clássica se inclinaram em direção ao alto-falante e floresceram. As submetidas à música “rock” se inclinaram em direção oposta e morreram. Se este é o efeito da música “rock” sobre as plantas, qual será sobre as pessoas?
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