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    • — Jer. 25:10, 11; Rev. 18:21, 22; compare com Eclesiastes 12:3, 4.

      Como seu correspondente moderno no Oriente Médio, o moinho manual comum dos tempos antigos consistia em duas pedras redondas, a pedra de moinho superior sendo ajustada para girar sobre a inferior. (Deut. 24:6; Jó 41:24) Atualmente, a pedra inferior mais pesada é geralmente feita de basalto e, com freqüéncia, tem c. 46 cm de diâmetro e c. de 5 a 10 cm de espessura. Uma cavilha colocada no centro da pedra inferior serve de pivô para a superior. A superfície moedora da pedra inferior estacionária é convexa, permitindo que o grão pulverizado caia na direção do perímetro do moinho. A superfície inferior côncava da mó superior se ajusta ao topo da mó inferior. Uma cavidade funicular no centro da pedra superior abriga a cavilha e também serve como lugar para se colocar o grão no moinho. Perto da orla externa da mó superior existe um buraco em que se insere uma maçaneta de madeira, que serve de manivela para a pedra superior.

      Duas mulheres geralmente operavam este tipo de moinho manual. (Luc. 17:35) Sentavam-se de frente uma para a outra, cada uma colocando uma das mãos na maçaneta, a fim de rodar a pedra superior. Com a mão livre, uma das mulheres colocava cereal não-moído em pequenas quantidades na cavidade da pedra superior, enquanto que a outra mulher juntava a farinha, à medida que saía da beirada do moinho e caía na cesta ou no pano estendido por baixo do moinho.

      Visto que o pão era, em geral, assado diariamente, e o cereal era moído com frequência para transformá-lo em farinha, a lei de Deus fornecida a Israel proibia, de forma misericordiosa, que alguém se apoderasse do moinho manual duma pessoa, ou de sua mó superior, como penhor. O pão diário da família dependia do moinho manual. Assim sendo, apoderar-se dele, ou de sua mó superior, significava apoderar-se de “uma alma”, ou dos “meios de vida”. — Deut. 24:6; compare com nota da NM, ed. 1953, em inglês.

      As Escrituras também mencionam moinhos maiores. Jesus Cristo referiu-se a “uma mó daquelas que o burro faz girar” (Mat. 18:6), que talvez fosse similar àquela que o cegado Sansão foi obrigado a girar para os filisteus, quando “ele veio a ser moedor na casa dos presos”. — Juí. 16:21.

      Durante o ataque de Abimeleque contra a cidadezinha de Tebes, “certa mulher jogou uma mó superior na cabeça de Abimeleque e quebrou-lhe o crânio” em pedaços. (Juí. 9:50, 53; 2 Sam. 11:21) Em Revelação (Apocalipse), a súbita e final destruição de Babilônia, a Grande, é assemelhada ao arremesso no mar de “uma pedra semelhante a uma grande mó”. — Rev. 18:21.

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  • Moisés
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    • MOISÉS

      [retirado; salvo da água]. “O homem do verdadeiro Deus”, líder da nação de Israel, o mediador do pacto da Lei, um profeta, juiz, comandante, historiador e escritor. (Esd. 3:2) Moisés nasceu por volta de 1593 AEC, no Egito, sendo filho de Anrão, neto de Coate e bisneto de Levi. Sua mãe, Joquebede, era irmã de Coate. Moisés era três anos mais moço que seu irmão, Arão. Miriã, irmã deles, era alguns anos mais velha. — Êxo. 6:16, 18, 20; 2:7.

      PRIMÓRDIOS DE SUA VIDA NO EGITO

      Moisés, um menino “divinamente belo”, foi poupado do decreto genocida de Faraó que ordenava a destruição de todo varão hebreu recém-nascido. Sua mãe o ocultou por três meses, e então o colocou numa arca de papiro, no rio Nilo, onde a filha de Faraó o encontrou. Por meio de medidas sagazes tomadas por sua mãe e sua irmã, Moisés veio a ser amamentado e treinado por sua mãe, a serviço da filha de Faraó, a qual então o adotou como seu próprio filho. Como membro da casa de Faraó, ele foi “instruído em toda a sabedoria dos egípcios”, tornando-se “poderoso nas suas palavras e ações”, sem dúvida bem dotado em capacidade tanto intelectual como física. — Êxo. 2:1-10; Atos 7:20-22.

      Apesar de sua posição favorecida e das oportunidades que lhe eram oferecidas no Egito, o coração de Moisés estava com o povo escravizado de Deus. Ele esperava, efetivamente, ser usado por Deus para trazer a libertação deles. No quadragésimo ano de sua vida, enquanto observava as cargas suportadas pelos seus irmãos hebreus, ele viu um egípcio golpeando um hebreu. Ao tomar a defesa do seu co-israelita, ele matou o egípcio e o enterrou na areia. Foi nesse ponto que Moisés fez a decisão mais importante de sua vida: “Pela fé Moisés, quando cresceu, negou-se a ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter o usufruto temporário do pecado, porque estimava o vitupério do Cristo [isto é, de ser o profeta designado de Deus] como riqueza maior do que os tesouros do Egito.” Moisés desta forma renunciou à honra e ao materialismo que poderia ter usufruído como membro da casa do poderoso Faraó. — Heb. 11:24-26.

      Em realidade, Moisés achava que já tinha chegado a hora de poder dar salvação aos hebreus. Mas eles não apreciaram seus esforços, e Moisés se viu obrigado a fugir do Egito, quando Faraó ouviu falar da morte do egípcio. — Êxo. 2:11-15; Atos 7:23-29.

      QUARENTA ANOS EM MIDIÃ

      Tratava-se duma longa jornada através de território desértico até Midiã, onde Moisés buscou refúgio. Ali, junto a um poço, vieram à tona outra vez a coragem e a prontidão de Moisés de agir vigorosamente em auxilio dos que sofriam injustiça. Quando os pastores expulsaram as sete filhas de Jetro e os rebanhos delas, Moisés livrou as mulheres e deu água aos rebanhos para elas. Em resultado disso, foi convidado à casa de Jetro, onde passou a servir a Jetro como pastor dos rebanhos dele, e, por fim, casou-se com uma das filhas de Jetro, Zípora, que lhe deu dois filhos, Gersom e Eliézer. — Êxo. 2:16-22; 18: 2-4.

      SUA DESIGNAÇÃO QUAL LIBERTADOR

      Perto do fim de sua estada de quarenta anos em Midiã, Moisés estava pastoreando o rebanho de Jetro perto do monte Horebe quando ficou surpreso de ver uma sarça arder em chamas mas não ser consumida. Ao se aproximar para averiguar este grande fenômeno, o anjo de Jeová falou do meio das chamas, revelando que chegara então a hora de Deus livrar Israel da escravidão, e comissionando Moisés de ir em Seu nome comemorativo, Jeová. (Êxo. 3:1-15) Jeová, por meio do anjo, providenciou credenciais que Moisés podia apresentar aos anciãos de Israel. Estas assumiram a forma de três milagres, como sinais. Aqui, pela primeira vez nas Escrituras, lemos a respeito de um humano ser dotado de poder para realizar milagres. — Êxo. 4:1-9.

      MOISÉS NÃO FOI DESQUALIFICADO POR SUA FALTA DE CONFIANÇA EM SI MESMO

      Moisés, porém, mostrou falta de confiança em si mesmo, arguindo ser incapaz de falar com fluência. Eis aqui um Moisés mudado, bem diferente daquele que havia, por conta própria, se oferecido para ser o libertador de Israel quarenta anos antes. Ele continuou a mostrar-se hesitante para com Jeová, por fim pedindo a Jeová que o eximisse dessa tarefa. Embora isto suscitasse a ira de Deus, Ele não rejeitou Moisés, mas providenciou a Arão, irmão de Moisés, como um porta-voz. Assim, uma vez que Moisés representava a Deus, Moisés se tornou como “Deus” para Arão, que falava de forma representativa em seu lugar. Na reunião que se seguiu com os anciãos de Israel, e nas audiências com Faraó, parece que Deus fornecia a Moisés as instruções e as ordens, e Moisés, por sua vez, transmitia-as a Arão, de modo que Arão era quem realmente falava perante Faraó (o sucessor do Faraó de quem Moisés fugira quarenta anos antes). (Êxo. 2:23; 4:10-17) Mais tarde, Jeová citou Arão como sendo “profeta” de Moisés, significando que, assim como Moisés era profeta de Deus, sendo dirigido por Ele, assim também Arão devia ser dirigido por Moisés. Também, disse-se a Moisés que ele estava sendo feito “Deus para Faraó”, isto é, concedia-se-lhe poder e autoridade divinos sobre o Faraó, de modo que não mais precisava ter medo do rei do Egito. — Êxo. 7:1, 2.

      Embora o repreendesse, Deus não cancelou a designação de Moisés por causa da relutância dele em assumir a tremenda tarefa de ser libertador de Israel. Moisés não tentara esquivar-se por causa de velhice, muito embora tivesse 80 anos. Quarenta anos depois, aos 120 anos, Moisés ainda dispunha de pleno vigor e vivacidade. (Deut. 34:7) Nos quarenta anos que passou em Midiã, Moisés dispôs de muito tempo para meditar, e chegou a ver o erro que cometera ao tentar livrar os hebreus por sua própria iniciativa. Compreendia então a sua própria inaptidão. E, depois desse longo tempo, distante de toda causa pública, foi sem dúvida um grande choque para ele quando subitamente lhe foi oferecido tal papel.

      PERANTE O FARAÓ DO EGITO

      Moisés e Arão tornaram-se os anunciadores de cada uma das dez pragas. As pragas vieram conforme anunciadas, provando que Moisés fora comissionado como representante de Jeová. O nome de Jeová foi declarado, e muitíssimo comentado no Egito, realizando uma obra tanto de abrandamento como de endurecimento em relação a tal nome — de abrandamento da parte dos israelitas e de alguns egípcios; de endurecimento da parte de Faraó e de seus conselheiros e apoiadores. (Êxo. 9:16; 11:10; 12:29-39) Em vez de crerem que tinham ofendido a seus deuses, os egípcios sabiam que era Jeová quem julgava os deuses deles. Na ocasião em que nove pragas já tinham sido executadas, Moisés também se tornara “muito grande na terra do Egito aos olhos dos servos de Faraó e aos olhos do povo”. — Êxo. 11:3.

      Ocorreu marcante mudança nos homens de Israel, também. De início, tinham aceito as credenciais de Moisés, mas, depois de passarem por condições de trabalho mais duras, às ordens de Faraó, queixaram-se de Moisés ao ponto de ele, desencorajado, apelar para Jeová. (Êxo. 4:29-31; 5:19-23) Nessa ocasião, Jeová o fortaleceu por revelar-lhe que Ele iria então cumprir aquilo que Abraão, Isaque e Jacó aguardavam, a saber, a revelação plena do significado de seu nome, Jeová, ao libertar Israel e estabelecê-lo como grande nação na Terra da Promessa. (Êxo. 6:1-8) Mesmo então, os homens de Israel não deram ouvidos a Moisés. Mas, agora, depois da nona praga, mostravam sólido apoio a ele, cooperando de modo que, depois da décima praga, ele pôde organizá-los e conduzi-los de forma ordeira, “em formação de batalha”. — Êxo. 13:18.

      Antes da décima praga, Moisés teve o privilégio de instituir a Páscoa. (Êxo. 12:1-16) No mar Vermelho, Moisés teve de enfrentar queixas adicionais do povo, que parecia ter sido encurralado e estar prestes a ser morto. Ele, porém, expressou a fé dum verdadeiro líder sob a poderosa mão de Jeová, garantindo a Israel que Jeová destruiría o exército egípcio que os perseguia. Nesta crise, ele, pelo que parece, clamou a Jeová, pois Deus lhe disse: “Por que persistes em clamar a mim?” Daí, Deus ordenou que Moisés erguesse sua vara e estendesse a mão sobre o mar, e o dividisse. (Êxo. 14:10-18) Séculos mais tarde, o apóstolo Paulo disse, sobre a subseqüente travessia do mar Vermelho por Israel: “Nossos antepassados estiveram todos debaixo da nuvem e todos passaram pelo mar, e todos foram batizados em Moisés, por meio da nuvem e do mar.” (1 Cor. 10:1, 2) Jeová efetuou tal batismo. Para serem livrados de seus perseguidores assassinos, os antepassados judaicos tiveram de unir-se a Moisés, qual cabeça, e seguir sua liderança, ao conduzi-los através do mar. A inteira congregação de Israel foi assim, com efeito, imersa no libertador e líder, Moisés.

      MEDIADOR DO PACTO DA LEI

      No terceiro mês depois do Êxodo do Egito, Jeová demonstrou perante todo o Israel a grandeza da autoridade e da responsabilidade confiadas por Ele a seu servo Moisés, e a intimidade da posição de Moisés perante Deus. Diante de todo o Israel, reunido no sopé do monte Horebe, Jeová convocou Moisés à montanha e, por meio de um anjo, falou com ele. Em certa ocasião, Moisés teve o privilégio de sentir o que era, provavelmente, a experiência mais assombrosa que qualquer homem já teve, antes da vinda de Jesus Cristo. Lá no alto do monte, sozinho, Jeová lhe concedeu uma visão de sua glória, colocando a “palma” de sua mão sobre Moisés como anteparo, e permitindo que Moisés visse suas “costas”, evidentemente o reluzir posterior desta manifestação divina de glória. Daí, falou com Moisés como que pessoalmente. — Êxo. 19:1-3; 33:18-23; 34:4-6.

      Jeová disse a Moisés: “Não podes ver a minha face, porque homem algum pode ver-me e continuar vivo.” (Êxo. 33:20) E, séculos mais tarde, escreveu o apóstolo João: “Nenhum homem jamais viu a Deus.” (João 1: 18) Estêvão, o mártir cristão, disse aos judeus: “Este [Moisés] é aquele que veio a estar entre a congregação no ermo, com o anjo que falou com ele no Monte Sinai.” (Atos 7:38) Assim, Jeová foi representado no monte por um anjo. Todavia, tamanha era a glória de Jeová, conforme manifestada pelo representante angélico de Jeová, que a pele da face de Moisés emitia raios, de modo que os filhos de Israel não podiam fixar os olhos nele. — Êxo. 34:29-35; 2 Cor. 3:7, 13.

      Deus constituiu Moisés o mediador do pacto da Lei com Israel, uma posição íntima tal como nenhum outro homem jamais deteve diante de Deus, excetuando-se Jesus Cristo, o Mediador do novo pacto. Com o sangue dos sacrifícios animais, Moisés aspergiu o livro do pacto, representando a Jeová como uma das “partes”, e o povo (sem dúvida os anciãos representativos) constituindo a outra “parte”. Ele leu o livro do pacto ao povo, que respondeu: “Tudo o que Jeová falou estamos dispostos a fazer e a ser obedientes.” (Êxo. 24: 3-8; Heb. 11:19) Em seu cargo de mediador, Moisés teve o privilégio de superintender a construção do tabernáculo e a fabricação de seus utensílios, cujo padrão lhe foi dado por Deus, e de investir o sacerdócio no cargo, ungindo o tabernáculo e Arão, o sumo sacerdote, com óleo duma composição especial. Daí, supervisionou os primeiros serviços oficiais do sacerdócio recém-consagrado. — Êxo., caps. 25 a 29; Lev., caps. 8, 9.

      UM MEDIADOR APROPRIADO

      Moisés subiu várias vezes ao monte Horebe, em duas delas demorando-se por períodos de 40 dias e noites. (Êxo. 24:18; 34:28) Depois da primeira ida, retornou com duas tábuas de pedra, “inscritas pelo dedo de Deus”, e contendo as “Dez Palavras” ou Dez Mandamentos, as leis básicas do pacto da Lei. (Êxo. 31:18; Deut. 4:13) Nesta primeira ocasião, Moisés se mostrou aptamente habilitado como mediador entre Jeová e Israel, e como líder desta grande nação de talvez 3.000.000 de pessoas ou mais. Jeová informou a Moisés, enquanto este estava no monte, que o povo se tinha desviado para a idolatria, e disse: “Portanto, deixa-me agora, para que a minha ira se acenda contra eles e eu os extermine, e faça eu de ti uma grande nação.” A resposta imediata de Moisés revelava que a santificação do nome de Jeová era para ele a coisa de importância primária — que ele era inteiramente altruísta, não desejando a fama para si mesmo. Nada pediu para si, mas, antes, mostrou-se preocupado com o nome de Jeová, que Ele havia recentemente exaltado por meio do milagre do mar Vermelho, e mostrou consideração pela promessa feita por Deus a Abraão, Isaque e Jacó. Jeová, aprovando o apelo de Moisés, poupou o povo. Vê-se aqui que Jeová considerava que Moisés preenchia satisfatoriamente seu papel de mediador, e que Ele respeitava Seu arranjo, por meio do qual tinha designado Moisés para tal cargo. Assim, Jeová então decidiu seguir um proceder diferente quanto ao “mal que falou que ia fazer ao seu povo”. — Êxo. 32:7-14.

      O zelo de Moisés pela adoração verdadeira, como mediador em favor de Deus, foi demonstrado quando Moisés desceu do monte. Vendo os festeiros idólatras, ele jogou as tábuas ao chão, quebrando-as, e exigiu que os que estavam do seu lado demonstrassem isto. A tribo de Levi juntou-se a ele, e Moisés lhes ordenou que matassem aqueles que se empenhavam na adoração falsa, resultando na matança de cerca de 3.000 homens. Daí, ele retornou a Jeová, admitindo o grande pecado do povo, e suplicando: “Mas agora, se perdoares o seu pecado, . . . e se não, por favor, extingue-me do teu livro que tens escrito.” Deus não mostrou desagrado para com o apelo mediador de Moisés, mas respondeu-lhe: “Extinguirei do meu livro aquele que tiver pecado contra mim.” — Êxo. 32:19-33.

      Muitas foram as vezes em que Moisés representava o lado de Jeová no pacto, ordenando a adoração verdadeira e limpa, e executando o julgamento contra os desobedientes. Por mais de uma vez, também se interpôs entre a nação, ou indivíduos dela, e sua destruição, às mãos de Jeová. — Núm., cap. 12; 14:11-21; 16:20-22, 43-50; 21:7; Deut. 9:18-20.

      ALTRUÍSMO, HUMILDADE E MANSIDÃO

      Os principais interesses de Moisés residiam no nome de Jeová e em Seu povo. Por conseguinte, não era alguém que buscava glória ou posição. Quando o espírito de Jeová desceu sobre certos homens no acampamento, e eles começaram a agir como profetas, Josué, assistente de Moisés, queria restringi-los, evidentemente por achar que estavam diminuindo a glória e a autoridade de Moisés. Entretanto, Moisés replicou: “Tens ciúmes em meu lugar? Não; quisera eu que todo o povo de Jeová fosse profeta, porque Jeová poria seu espírito sobre eles!” — Núm. 11: 24-29.

      Embora fosse o líder designado de Jeová para a grande nação de Israel, Moisés se dispunha a aceitar conselhos de outros, especialmente quando isso era de proveito para aquela nação. Pouco depois de os israelitas partirem do Egito, Jetro visitou Moisés, trazendo a esposa e os filhos de Moisés. Jetro observou quão arduamente Moisés estava trabalhando, esgotando-se por cuidar dos problemas de todos que se dirigiam a ele. Sabiamente, sugeriu um arranjo ordeiro pelo qual Moisés delegaria vários graus de responsabilidade a outros, para aliviar sua carga. Moisés ouviu o conselho de Jetro e o acatou, organizando o povo em grupos de mil, de cem, de cinquenta e de dez pessoas, havendo um chefe como juiz sobre cada grupo. Apenas os casos difíceis eram então trazidos a Moisés. É também digno de nota que Moisés, ao explicar a Jetro o que fazia, disse: “Caso lhes surja uma causa [do povo], ela tem de ser apresentada a mim e eu tenho de julgar entre um litigante e o outro, e tenho de tomar conhecidas as decisões do verdadeiro Deus e suas leis.” Nisto Moisés indicava reconhecer seu dever de julgar, não segundo suas próprias idéias, mas segundo as decisões de Jeová, e, ainda mais, de ter a responsabilidade de ajudar o povo a conhecer e a reconhecer as leis de Deus. — Êxo. 18: 5-7, 13-27.

      Moisés repetidas vezes apontava para Jeová como sendo o verdadeiro Líder, e não ele próprio. Quando o povo começou a queixar-se da comida, Moisés lhes disse: “Vossos resmungos não são contra nós [Moisés e Arão], mas contra Jeová.” (Êxo. 16:3, 6-8) Possivelmente por Miriã achar que seu destaque podia ser eclipsado pela presença da esposa de Moisés, ela e Arão ciumenta e desrespeitosamente começaram a falar contra Moisés e sua autoridade. O registro mostra que a linguagem deles era ainda mais desprezível, porque é nesse exato ponto que diz: “O homem Moisés era em muito o mais manso de todos os homens na superfície do solo.” Moisés, pelo visto, hesitava em fazer valer sua autoridade, mansamente suportando tais abusos. Jeová, porém, ficou irado com este desafio, que era, realmente, uma afronta ao próprio Jeová. Ele assumiu a decisão da questão e castigou severamente a Miriã. O amor de Moisés por sua irmã o moveu a interceder em favor dela, clamando: “ó Deus, por favor! Sara-a, por favor!” — Núm. 12:1-15.

      OBEDIÊNCIA, ESPERAR EM JEOVÁ

      Moisés esperava em Jeová. Embora seja chamado de legislador de Israel, ele reconhecia que as leis não procediam dele. Não era um arbitrário, decidindo os assuntos à base de seu próprio conhecimento. Nos casos jurídicos em que não havia nenhum precedente ou quando ele não conseguia discernir exatamente como aplicar a lei, ele apresentava o assunto a Jeová, para obter uma decisão judicial. (Lev. 24:10-16, 23; Núm. 15: 32-36; 27:1-11) Era cuidadoso em seguir instruções. Na obra complexa de construção do tabernáculo e de fabricação dos utensílios e das vestes sacerdotais, Moisés exerceu criteriosa supervisão. O registro reza: “E Moisés passou a fazer segundo tudo o que Jeová lhe mandara. Fez exatamente assim.” (Êxo. 40:16; compare com Números 17:11.) Repetidas vezes nos deparamos com outras declarações que frisam que as coisas foram feitas “assim como Jeová mandara a Moisés”. (Êxo. 39:1, 5, 21, 29, 31, 42; 40:19, 21, 23, 25, 27, 29) Ê bom para os cristãos que Moisés tenha agido assim, pois o escritor do livro de Hebreus indica que tais coisas constituíam uma “sombra” e uma ilustração das coisas celestes. — Heb. 8:5.

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