-
Os primitivos copistas cristãosA Sentinela — 1963 | 1.° de julho
-
-
por “Jesus” ou “Jesus” por “ele”, ou talvez variação ou erro de ortografia. Deveras, mesmo Westcott e Hort declararam que 99,9 por cento das diferenças que se questionam consistem em “variações comparativamente triviais”.
Típico do trabalho dos primitivos copistas cristãos é o mais antigo fragmento existente das Escrituras Gregas Cristãs, o Papiro Rylands Grego, No. 457. É escrito de ambos os lados, consistindo em apenas algumas centenas de letras gregas e lhe foi dada uma data tão antiga quanto o segundo século E. C. Somos informados referente a ele que, embora se mantenha uma atmosfera informal sobre ele e não se pretenda que seja uma excelente escrita, trata-se de “uma obra criteriosa”. É interessante este fragmento ser de um códice de cerca de vinte centímetros quadrados que aparentemente continha todo o Evangelho de João ou cerca de sessenta e seis folhas, aproximadamente 132 páginas ao todo.
Produzindo testemunho extensivo, mas de data posterior, acham-se os Papiros Bíblicos de Chester Beatty. Estes consistem em parte de onze códices gregos produzidos entre o segundo e o quarto século E. C. Contêm partes de nove livros hebreus da Bíblia e quinze livros bíblicos cristãos. São muito importantes, visto que se encontra neles uma variedade de estilos de escrita. Diz-se que um códice é “trabalho de um bom escriba profissional”. De outro diz-se o seguinte: “A escrita é muito acurada e, embora sem pretensão caligráfica, é trabalho de um escriba competente.” E de ainda outro se diz: “A mão é irregular, mas geralmente correta.” — Chester Beatty Biblical Papyri, Vol. I.
Todavia, mais importante do que estas características é o assunto deles. Em geral confirmam os manuscritos em velino do quarto século conhecidos como “Neutros”, que são classificados superiores por Westcott e Hort, tais como o Vaticano No. 1209 e o Sinaítico. Em adição, ele não contém nenhuma das famosas intercalações que se encontram em alguns manuscritos em velino e que têm sido chamadas, talvez erroneamente, de “Ocidentais”.
O mais importante de tudo é o apoio que estes manuscritos em papiro dão à autenticidade do texto bíblico existente. Sobre eles, Sir Frederic Kenyon declarou: “A primeira e mais importante conclusão derivada do exame deles é a satisfatória com que eles confirmam a exatidão essencial do texto existente. Nenhuma variação surpreendente nem fundamental é encontrada no Velho nem no Novo Testamento. Não há omissão importante nem adição de textos e não há variações que influam nos fatos vitais nem nas doutrinas. As variações do texto atingem questões menores, tais como ordem de palavras ou as palavras precisas em regadas.”
É verdade que se pode dizer referente aos primitivos copistas cristãos que entre eles não havia “muitos sábios segundo a carne”, contudo, o trabalho deles provou que eram realmente sábios. E embora muitas pequenas faltas penetraram no trabalho deles, visto que não tinham habilidades profissionais, o seu trabalho consciencioso e a ênfase que davam ao sentido, fizeram com que produzissem manuscritos basicamente corretos e sem muitas intercalações. O que possuímos do trabalho deles contribui muito para a autenticidade das Escrituras que temos.
-
-
Os capítulos e versículos da BíbliaA Sentinela — 1963 | 1.° de julho
-
-
Os Capítulos e Versículos da Bíblia
Cerca de 1250 (E. C.), o Cardeal Hugo de Sancto Caro dividiu a Bíblia em capítulos. Em 1545, Robert Stephens, um editor francês, dividiu as Escrituras Gregas Cristãs em versículos. A primeira Bíblia completa em inglês a ter capítulos e versículos numerados foi a Bíblia de Genebra, publicada em 1560. A maioria das Bíblias publicadas hoje ainda usam a mesma divisão.
-