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Estudo número 4 — A Bíblia e o seu cânon“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
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e quando Paulo foi convertido, (Atos 9:17, 18) quer, sem dúvida, como no caso de Lucas, pela imposição das mãos dos apóstolos. (Atos 8:14-17) Toda a escrita das Escrituras Gregas Cristãs foi concluída durante o tempo em que as dádivas especiais do espírito estavam em operação.
26. (a) O que aceitamos como Palavra de Deus, e por quê? (b) Como devemos mostrar apreço pela Bíblia?
26 A fé no Deus todo-poderoso, que é o Inspirador e Preservador de sua Palavra, nos dá confiança de que foi ele quem orientou o ajuntamento das várias partes das Escrituras. Assim, aceitamos confiantemente os 27 livros das Escrituras Gregas Cristãs junto com os 39 das Escrituras Hebraicas como uma só Bíblia, feita por um só Autor, Jeová Deus. Sua Palavra, nos seus 66 livros, é o nosso guia, e sua plena harmonia e equilíbrio testificam a favor de sua inteireza. Todo louvor seja dado a Jeová Deus, o Criador deste incomparável livro! Este pode equipar-nos completamente e colocar nossos pés no caminho da vida. Usemo-lo sabiamente em toda a oportunidade.
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Estudo número 5 — O texto hebraico das Escrituras Sagradas“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
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Estudos das Escrituras Inspiradas e de Seu Fundo Histórico
Estudo número 5 — O texto hebraico das Escrituras Sagradas
Como as Escrituras Hebraicas, qual parte da inspirada Palavra de Deus, foram copiadas, preservadas quanto à integridade textual e transmitidas até o dia de hoje.
1. (a) Em que diferem as ‘palavras de Jeová’ de outros tesouros do passado? (b) Que perguntas surgem quanto à preservação da Palavra de Deus?
AS ‘PALAVRAS de Jeová’ assentadas por escrito podem ser comparadas a águas da verdade ajuntadas num notável reservatório de documentos inspirados. Quão gratos podemos ser de que, durante todo o período dessas comunicações celestiais, Jeová fez que essas “águas” fossem reunidas, a fim de que se tornassem uma inesgotável fonte de informações vitalizadoras! Outros tesouros do passado, tais como coroas reais, objetos transmitidos de geração em geração e monumentos de homens ilustres, embaciaram, corroeram-se ou desmoronaram com o tempo, mas as declarações de nosso Deus, semelhantes a um tesouro, durarão por tempo indefinido. (Isa. 40:8) Contudo, surgem perguntas quanto a se houve contaminação dessas águas da verdade após terem sido colocadas no reservatório. Permaneceram inalteradas? Foram transmitidas fielmente dos textos dos idiomas originais, resultando em ser fidedigno aquilo que está disponível a povos de todos os idiomas na terra hoje? Acharemos ser um estudo emocionante examinar a parte deste reservatório conhecida como texto hebraico, observando o cuidado tomado para preservar sua exatidão, junto com as maravilhosas provisões feitas para sua transmissão e disponibilidade a todas as nações da humanidade, por meio de versões e de novas traduções.
2. Como foram preservados até os dias de Esdras os escritos inspirados?
2 Os documentos originais nos idiomas hebraico e aramaico foram registrados pelos secretários humanos de Deus, desde Moisés, em 1513 AEC, até pouco depois de 443 AEC. Tanto quanto se sabe hoje, nenhum desses escritos originais está atualmente em existência. No entanto, desde o início, tomou-se muito cuidado em preservar os escritos inspirados, incluindo cópias autorizadas. Por volta de 642 AEC, nos dias do Rei Josias, “o próprio livro da lei” de Moisés, sem dúvida o exemplar original, foi encontrado, guardado na casa de Jeová. Nessa época, já fazia 871 anos que fora preservado. O escritor bíblico Jeremias manifestou tamanho interesse nesta descoberta que a registrou por escrito em 2 Reis 22:8-10, e, por volta do ano 460 AEC, Esdras mencionou novamente o mesmo incidente. (2 Crô. 34:14-18) Estava interessado nessas coisas, pois “era copista destro da lei de Moisés, dada por Jeová, o Deus de Israel”. (Esd. 7:6) Sem dúvida, Esdras tinha acesso a outros rolos das Escrituras Hebraicas que já estavam elaborados no seu tempo, incluindo possivelmente os originais de alguns dos escritos inspirados. Deveras, Esdras parece ter tido a guarda dos escritos divinos em seus dias. — Nee. 8:1, 2.
ERA DE COPIAR MANUSCRITOS
3. Que necessidade surgiu de cópias adicionais das Escrituras, e como foi esta preenchida?
3 A partir do tempo de Esdras, houve crescente demanda de cópias das Escrituras Hebraicas. Nem todos os judeus retornaram a Jerusalém e à Palestina na restauração de 537 AEC, e depois. Antes, milhares permaneceram em Babilônia, ao passo que outros migraram por motivos comerciais e por outras razões, resultando em serem encontrados na maioria dos grandes centros comerciais do mundo antigo. Muitos judeus faziam peregrinações anuais a Jerusalém para as várias festividades do templo e ali participavam da adoração oficiada no hebraico bíblico. Nos dias de Esdras, os judeus nestes muitos países distantes reuniam-se em pontos de reunião locais, conhecidos como sinagogas, onde se realizavam leituras e considerações das Escrituras Hebraicas.a Por causa dos muitos locais de adoração espalhados, os copistas tiveram de multiplicar o suprimento de manuscritos.
4. (a) O que era genizá, e como era usada? (b) Que valiosa descoberta foi feita numa destas no século 19?
4 Estas sinagogas geralmente tinham um depósito conhecido como genizá. Com o passar do tempo, os judeus colocavam na genizá manuscritos que não mais usariam por se terem rasgado ou desgastado, substituindo-os por novos para o uso corrente da sinagoga. Ocasionalmente, o conteúdo da genizá era solenemente enterrado, a fim de que o texto — que continha o santo nome de Jeová — não fosse profanado. No decorrer dos séculos, milhares de antigos manuscritos hebraicos da Bíblia desapareceram deste modo. Entretanto, a bem-suprida genizá da sinagoga no Cairo Antigo foi poupada deste tratamento, provavelmente porque foi murada e esquecida até meados do século 19. Em 1890, quando a sinagoga estava sendo restaurada, o conteúdo da genizá foi reexaminado e seus tesouros foram gradualmente vendidos ou doados. Desta fonte, manuscritos razoavelmente completos, bem como milhares de fragmentos (alguns datados do sexto século EC), chegaram à Biblioteca da Universidade de Cambridge e a outras bibliotecas da Europa e dos Estados Unidos.
5. (a) Que antigos manuscritos hebraicos foram catalogados, e quão antigos são? (b) O que revela o estudo deles?
5 Hoje, nas várias bibliotecas do mundo, há talvez 6.000 manuscritos contados e catalogados, completos ou de partes das Escrituras Hebraicas. Até recentemente, não havia manuscritos (com exceção de poucos fragmentos) anteriores ao décimo século EC. Daí, em 1947, na área do mar Morto, foi descoberto um rolo do livro de Isaías, e, nos anos seguintes, outros inestimáveis rolos das Escrituras Hebraicas vieram à tona, à medida que as cavernas na área do Mar Morto revelavam ricos tesouros em forma de manuscritos que estavam escondidos por quase 1.900 anos. Os especialistas datam agora alguns destes como tendo sido copiados nos últimos séculos AEC. O estudo comparativo dos aproximadamente 6.000 manuscritos das Escrituras Hebraicas fornece uma base sólida para se determinar o texto hebraico e revela fidedignidade na transmissão do texto.
O IDIOMA HEBRAICO
6. (a) Qual é a primitiva história do idioma hebraico? (b) Por que estava Moisés habilitado para escrever Gênesis?
6 O que os homens chamam hoje de idioma hebraico era, na sua forma original, o idioma que Adão falava no jardim do Éden. Por esta razão, poderia ser chamado de idioma do homem. Era o idioma falado nos dias de Noé, embora com crescente vocabulário. Numa forma ainda mais ampliada, foi o idioma básico que sobreviveu quando Jeová confundiu a língua da humanidade, na Torre de Babel. (Gên. 11:1, 7-9) O hebraico pertence ao grupo semítico de idiomas, do qual é o originador. Parece estar aparentado com o idioma de Canaã no tempo de Abraão, e, do seu ramo hebraico, os cananeus formaram vários dialetos. Em Isaías 19:18, é mencionado como “o idioma de Canaã”. Moisés, nos seus dias, era erudito não apenas na sabedoria dos egípcios, mas também no idioma hebraico dos seus antepassados. Por este motivo, estava em condições de ler documentos antigos que chegassem a suas mãos, e estes podem ter fornecido a base para algumas das informações que ele registrou no que é agora conhecido como livro bíblico de Gênesis.
7. (a) Que posterior desenvolvimento do hebraico ocorreu? (b) Para que serviu o hebraico bíblico?
7 Mais tarde, nos dias dos reis judeus, o hebraico veio a ser conhecido como “idioma judaico”. (2 Reis 18:26, 28) Na época de Jesus, os judeus falavam uma forma mais moderna ou ampliada do hebraico, e esta, ainda mais tarde, tornou-se o hebraico rabínico. No entanto, deve-se notar que, nas Escrituras Gregas Cristãs, o idioma é ainda mencionado como “hebraico”, não como aramaico. (João 5:2; 19:13, 17; Atos 22:2; Rev. [Apo.] 9:11) Desde a antiguidade, o hebraico bíblico era o idioma de comunicação, que promovia a união, entendido pela maioria das testemunhas pré-cristãs de Jeová, bem como pelas testemunhas cristãs do primeiro século.
8. Lembrando-nos do propósito das Escrituras, pelo que podemos ser genuinamente gratos?
8 As Escrituras Hebraicas serviam qual reservatório de águas da verdade, límpidas como cristal, comunicadas e ajuntadas sob inspiração divina. Entretanto, somente aqueles que sabiam ler
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