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VerdadeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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-lavra de Deus, é a “verdade”, ou a “verdade das boas novas”. O apego ou o ‘andar’ nesta verdade é essencial para que o indivíduo ganhe a salvação. (Rom. 2:8; 2 Cor. 4:2; Efé. 1:13; 1 Tim. 2:4; 2 Tim. 4:4; Tito 1:1, 14; Heb. 10:26; 2 João 1-4; 3 João 3, 4) No caso daqueles que se portam corretamente, a verdade, o enquadramento de seus modos de agir com a Palavra de Deus, e os resultados reais de seu proceder, testificam que eles constituem exemplos dignos de serem imitados. (3 João 11, 12) Por outro lado, quem se afasta de um dos ensinos básicos do cristianismo, quer por se portar incorretamente, quer por advogar doutrinas falsas, não mais está ‘andando’ na verdade. Esta era a situação dos que insistiam que a circuncisão era necessária para alguém obter a salvação. O ensino deles era oposto à verdade cristã, e os que o aceitavam deixavam de obedecer à verdade e de andar nela. (Gál. 2:3-5; 5:2-7) Similarmente, quando o apóstolo Pedro, por suas ações, fez uma diferenciação incorreta entre judeus e não-judeus, o apóstolo Paulo o corrigiu por não ‘andar’ em harmonia com a “verdade das boas novas”. — Gál. 2:14.
A CONGREGAÇÃO CRISTÃ — “COLUNA E AMPARO DA VERDADE”
A congregação cristã serve como “coluna e amparo da verdade”, preservando a pureza da verdade e defendendo-a e sustentando-a. (1 Tim. 3:15) Por este motivo, é especialmente importante que aqueles a quem se confiou a supervisão da congregação sejam capazes de manejar corretamente a “palavra da verdade”. O emprego correto da Palavra de Deus os habilita a combater os falsos ensinos na congregação, instruindo “os que não estiverem favoravelmente dispostos, visto que Deus talvez lhes dê arrependimento conduzindo a um conhecimento exato da verdade”. (2 Tim. 2:15-18, 25; compare com 2 Timóteo 3:6-8; Tiago 5:13-20.) Nem todos se habilitam para dar este tipo de instrução ou de ensino na congregação. Os homens que têm ciúme amargo e são contenciosos não têm base para jactar-se de serem habilitados para ensinar. — Tia. 3:13, 14.
Para que a congregação cristã seja “coluna e amparo da verdade” os membros dela precisam, por sua conduta excelente, manifestar a verdade em sua vida. (Efé. 5:9) Precisam ser coerentes e inalteráveis na conduta correta, como se estivessem “cingidos com a verdade”. (Efé. 6:14) Além de manterem a pureza pessoal, os cristãos precisam estar preocupados com a pureza congregacional. Ao dar ênfase à necessidade de manter a congregação cristã limpa das máculas trazidas por pessoas anárquicas, o apóstolo Paulo escreveu: “Retirai o velho fermento, para que sejais massa nova, conforme estiverdes livres do levedo. Pois, deveras, Cristo, a nossa páscoa, já tem sido sacrificado. Conseqüentemente, guardemos a festividade, não com o velho fermento, nem com o fermento de maldade e iniqüidade, mas com os pães não fermentados da sinceridade e da verdade.” (1 Cor. 5:7, 8) Visto que Jesus Cristo foi sacrificado apenas uma vez (compare com Hebreus 9:25-28), como a realidade do cordeiro pascoal, todo o proceder de vida do cristão, comparável à Festividade dos Pães Não-Fermentados, deve ser isento de maldade e de iniqüidade. É mister que haja a disposição de se remover o que é pecaminoso a fim de manter a pureza pessoal e congregacional, e, assim, ‘guardar a festividade com pães não fermentados da sinceridade e da verdade’.
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VermeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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VERME
Qualquer de uma grande variedade de animais delgados, rastejantes ou que se movem lentamente, que em geral têm corpo mole e não possuem patas ou são virtualmente desprovidos delas. Na Escritura, ‘verme’ amiúde ocorre para indicar o estágio larval dos insetos, especialmente dos gusanos. (Êxo. 16:20, 24; Isa. 14:11; 66:24) Outras vezes, a referência não é a gusanos, mas a vermes que se nutrem de vegetação. — Deut. 28:39; Jonas 4:7.
O termo “verme” também aparece num contexto ilustrativo. Bildade mencionou de forma depreciativa o homem como um verme (Jó 25:6), e se predisse que o Messias seria encarado como um vitupério e desprezível, um verme. (Sal. 22:6) Jeová Deus se referiu a Israel como um verme, uma criatura humilde, desvalida, aparentemente à mercê de qualquer que passasse por perto. Jeová, porém, assegurou os israelitas de Sua ajuda, e os incentivou a não terem medo. — Isa. 41:14.
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VersõesAjuda ao Entendimento da Bíblia
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VERSÕES
Traduções da Bíblia, feitas do hebraico, do aramaico e do grego em outras línguas. A tradução tornou a Palavra de Deus disponível a centenas de milhões de pessoas que não conseguem entender as línguas bíblicas originais. As versões primevas das Escrituras eram copiadas a mão, e, por conseguinte, tinham a forma de manuscritos. Não obstante, desde o advento da imprensa, surgiram muitas versões ou traduções adicionais, e estas, em geral, têm sido editadas em grandes quantidades. Algumas versões foram preparadas diretamente de textos hebraicos e gregos da Bíblia, ao passo que outras são versões feitas de traduções anteriores.
As Escrituras já são publicadas, no todo ou em parte, em mais de 1.750 idiomas. Do ponto de vista do âmbito lingüístico, isto significa que c. 97 por cento da população da Terra teria acesso pelo menos a alguma parte da Bíblia. Um relato sobre as versões ou traduções das Escrituras será esclarecedor e suscitará gratidão a Jeová Deus pela forma maravilhosa como preservou sua Palavra, em benefício de milhões do gênero humano.
VERSÕES ANTIGAS DAS ESCRITURAS HEBRAICAS
Atualmente ainda existem mais de 1.700 ma-nuscritos antigos das Escrituras Hebraicas, escritos em hebraico (com exceção de poucos trechos em aramaico). Ainda existem também muitos manuscritos de versões ou traduções antigas das Escrituras Hebraicas em vários idiomas. Algumas versões eram, elas próprias, traduções de versões anteriores do hebraico. À guisa de exemplo, o trecho das Escrituras Hebraicas da versão em Latim Antigo foi traduzido da versão Septuaginta, uma tradução grega das Escrituras Hebraicas. No entanto, algumas versões antigas das Escrituras pré-cristãs (a Septuaginta, os Targuns aramaicos, a Pesito siríaca e a Vulgata latina) foram feitas diretamente do hebraico, e não por intermédio duma versão em grego ou em algum outro idioma.
O “Pentateuco” Samaritano
Depois de os habitantes de Samaria e de o reino de Israel, de dez tribos, serem deportados pela Assíria, em 740 AEC, pagãos de outros territórios do Império Assírio foram ali estabelecidos pela Assíria. (2 Reis 17:22-33) Com o tempo, vieram a ser chamados de “samaritanos”. Aceitavam os cinco primeiros livros das Escrituras Hebraicas e, por volta do século IV AEC, produziram o Pentateuco Samaritano, que não é realmente uma tradução do Pentateuco original em hebraico, e sim uma transliteração ou transposição do seu texto para caracteres samaritanos, misturados com expressões idiomáticas samaritanas. Poucos dos manuscritos ainda existentes do Pentateuco Samaritano datam de antes do século XIII EC. Dentre cerca de 6.000 diferenças entre os textos samaritano e hebraico, a grande maioria não têm importância. Uma variação de interesse ocorre em Êxodo 12:40, onde o Pentateuco Samaritano corresponde à Septuaginta. — Veja Cronologia, página 387.
Os Targuns
Os “Targuns” eram traduções livres ou paráfrases das Escrituras Hebraicas para o aramaico. É provável que tenham assumido sua forma final, e atual, não antes de cerca do século V EC. Um dos principais Targuns, o “Targum de Onkelos”, sobre o Pentateuco, é um tanto literal. Outro, o chamado “Targum de Jônatas” para os Profetas, é menos literal, sendo uma paráfrase dos livros de Josué, Juízes, Samuel, Reis, Isaías, Jeremias, Ezequiel e os doze chamados “Profetas Menores”. Ainda existem hoje os Targuns sobre o Pentateuco, os Profetas, e, de uma data posterior, sobre o Hagiógrafo.
A “Septuaginta”
A Septuaginta (ou Versão dos Setenta; amiúde designada LXX) era utilizada pelos judeus e cristãos de língua grega no Egito e em outras partes. Segundo se informa, começou-se a trabalhar nela no Egito, nos dias de Ptolomeu Filadelfo (285-246 AEC), quando, segundo a tradição, 72 peritos judeus traduziram para o grego o seu Pentateuco. Mais tarde, o número 70 veio de algum modo a ser empregado, e a versão do Pentateuco era mencionada como a Septuaginta, que significa “Setenta”. Os demais livros das Escrituras Hebraicas (vertidos por vários tradutores cujos estilos variavam do literal até uma tradução relativamente livre) foram gradualmente acrescentados até que a tradução de todas as Escrituras Hebraicas foi finalmente concluída durante o século II AEC, e, talvez, por volta de 150 AEC. Depois disso, a obra inteira veio a ser conhecida como Septuaginta. Esta versão é freqüentemente citada pelos escritores das Escrituras Gregas Cristãs. Os escritos apócrifos foram evidentemente inseridos na Septuaginta algum tempo depois de ela ter sido inicialmente concluída. — Veja Apócrifos.
Um dos manuscritos mais antigos ainda existentes da Septuaginta é o Papiro 957, o Papiro Rylands iii. 458, preservado na Biblioteca John Rylands, em Manchester, Inglaterra. Data do século II AEC, e consiste em fragmentos de Deuteronômio (23:24 a 24:3; 25:1-3; 26:12, 17-19; 28:31-33). Outro manuscrito do século II ou I AEC é o Papiro Fouad 266 (possuído pela “Société Royale de Papyrologie du Caire”), contendo partes da segunda metade de Deuteronômio, segundo a Septuaginta. Em vários lugares dele, encontra-se o Tetragrama (JHVH ou IHVH, em português) do nome divino numa forma de caracteres do hebraico antigo bem dentro da forma de escrita grega.
A Septuaginta foi assim preservada em numerosos manuscritos, muitos sendo fragmentários, outros razoavelmente completos. É notável que os textos da Septuaginta se achem preservados nos três famosos manuscritos unciais escritos em velino, o Ms. Vaticano N.º 1209, o Ms. Sinaítico — ambos do século IV EC — e o Ms. Alexandrino, do século V EC. A Septuaginta, conforme se encontra no Ms. Vaticano N.º 1209 é quase completa; grande parte da que consta do Ms. Sinaítico foi perdida, e a que consta do Ms. Alexandrino é um tanto completa, embora faltem partes de Gênesis, de Primeiro Samuel e dos Salmos.
Versões gregas posteriores
No início do século II (talvez por volta de 130 EC), Áquila, prosélito judeu do Ponto, fez uma nova tradução para o grego, bastante literal, das Escrituras Hebraicas. Excetuando- se alguns fragmentos e citações dela por parte dos escritores primitivos, ela se acha extinta. Outra tradução para o grego, no mesmo século, foi produzida por Teodocião. A sua tradução era, pelo visto, uma revisão da Septuaginta, ou de outra versão grega das Escrituras Hebraicas, embora levasse em conta o próprio texto hebraico. Não existe mais nenhuma cópia completa da versão de Teodocião. Outra versão grega das Escrituras Hebraicas da qual não existe mais nenhuma cópia inteira é a de Símaco. Sua versão, provavelmente feita em fins do século II EC, empenhava-se
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