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MeditaçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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inteiro murmuram [uma forma de hagháh] enganos.” (Sal. 38:12) Estas meditações não eram simples pensamentos passageiros. Estavam profundamente arraigadas no coração, a inclinação deles sendo no sentido desse objetivo iníquo. O escritor de Provérbios diz a respeito de tais homens: “Seu coração está meditando a assolação e seus próprios lábios estão falando desgraça.” — Pro. 24:2.
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MedoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MEDO
Veja TEMOR (MEDO).
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Medos, MédiaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MEDOS, MÉDIA
Os medos eram uma raça ariana, assim, eram do ramo jafético e, evidentemente, descendiam de Madai, filho de Jafé. (Gên. 10:2) Eram parentes próximos dos persas quanto à raça, à língua e à religião.
Como povo, os medos não começaram a surgir na história bíblica senão no século VIII AEC, ao passo que a primeira menção deles nos registros seculares disponíveis data da época do assírio Rei Salmaneser III, contemporâneo do Rei Jeú (905-876 AEC). No período intermediário entre a dispersão dos povos, resultante da confusão das línguas em Babel (Gên. 11:8, 9), e o reinado de Salmaneser III, os medos tinham penetrado na região do planalto iraniano. Considera-se a evidência arqueológica e outras como indicando a sua presença ali desde os meados do segundo milênio A.E.C.
GEOGRAFIA
Embora suas fronteiras sem dúvida flutuassem, a antiga região da Média basicamente jazia a O e ao S do mar Cáspio, estando separada da região costeira daquele mar pela cordilheira de Elburz. No NO, ela evidentemente ia além do lago Urmia, até o vale do rio Araques, ao passo que em sua fronteira ocidental os montes Zagros serviam qual barreira entre a Média e a terra da Assíria e as baixadas do Tigre; a E situava-se grande região desértica, e, ao S, o país de Elão.
A terra dos medos era, assim, principalmente um planalto montanhoso com altitude média de 900 a 1.500 m acima do nível do mar. Considerável parte da terra é uma estepe árida, a precipitação pluvial sendo geralmente escassa, embora haja várias planícies férteis altamente produtivas.
HISTÓRIA
Os medos não deixaram praticamente nenhum registro escrito; o que se sabe a respeito deles se deriva do registro da Bíblia, de textos assírios, e também dos historiadores clássicos gregos. Os medos parecem ter-se constituído em numerosos reinos pequenos, sob chefes tribais, e os relatos jactanciosos dos imperadores assírios, Xanxi-Hadad V, Tiglate-Pileser III, e Sargão II, se referem às suas vitórias sobre certos ‘chefes de cidades’ da terra distante dos medos. O início do reinado de Sargão II corresponde aproximadamente à queda de Samaria (740 AEC), e, depois dessa vitória assíria sobre o reino de Israel, os israelitas foram mandados para locais de exílio na Assíria, e “nas cidades dos medos”, algumas das quais se achavam então na condição de vassalos da Assíria. — 2 Reis 17:6; 18:11.
Os esforços assírios de subjugar “os insubmissos medos” continuaram sob o imperador assírio Esar-Hadom, filho de Senaqueribe e, evidentemente, contemporâneo do Rei Manassés, de Judá (716-661 AEC). Em uma de suas inscrições, Esar-Hadom fala de “um distrito na borda do deserto de sal, que jaz na terra dos distantes medos, na beirada do monte Bikni, o monte de lápis-lazúli, . . . poderosos chefes que não se haviam submetido ao meu jugo, — eles mesmos, junto com seu povo, seus cavalos de montaria, seus bois, suas ovelhas, seus jumentos e seus camelos (bactrianos), enorme despojo, eu levei para a Assíria. . . . Meu tributo e minha taxa reais eu lhes impus, anualmente”. — Ancient Records of Assyria and Babylonia (Registros Antigos da Assíria e
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