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Mar De Fundição (Ou, Mar De Cobre)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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entenda que o relato de Reis declara o volume de água costumeiramente estocado no receptáculo, ao passo que o relato de Crônicas fornece a capacidade real do vaso quando cheio até a beirada.
Existe evidência de que o “bato” antigamente se igualava a c. 22 litros, de modo que, se mantido cheio em dois terços de sua capacidade, o mar normalmente conteria por volta de 44.000 litros de água. Para que alcançasse a capacidade indicada, seus lados não podiam ser retos, mas, antes, os lados abaixo da borda ou beirada tinham de ser curvos, dando a tal vaso um formato bulboso. Um vaso de tal formato e nas dimensões acima declaradas poderia conter até 66.000 litros. Josefo, historiador judeu do primeiro século EC, descreve o mar como sendo “hemisférico”. [Antiquities of lhe Jews (Antiguidades Judaicas), Livro VIII, cap. III, par. 5] Josefo também indica que a localização do mar era entre o altar das ofertas queimadas e o prédio do templo, um tanto para o S. — Ib., par. 6.
Além do mar de cobre (bronze) havia dez bacias menores de cobre pousadas sobre carrocins e estas, evidentemente, eram enchidas com água retirada do mar de cobre. (1 Reis 7:38, 39) A tradição rabínica é que o mar possuía torneiras. As dez bacias eram empregadas para a lavagem de certos sacrifícios, e, provavelmente, para outras tarefas de limpeza, mas “o mar . . . era para os sacerdotes se lavarem nele”. — 2 Crô. 4:6.
NA PROFECIA
Isto, sem dúvida, fornece a chave para se entender as referências, no livro de Revelação, ao “mar vítreo”, observado diante do trono de Deus, na visão obtida pelo apóstolo João. (Rev. 4:6; 15:2) Era “semelhante a cristal”, assim sendo, possuía evidentemente lados transparentes (compare com Revelação 21:18, 21), de modo que seu conteúdo podia ser visto. Os que estavam em pé junto dele, as pessoas vitoriosas sobre a “fera” e sua “imagem”, correspondem aos “chamados, e escolhidos, e fiéis”, descritos em Revelação 17:14; 20:4-6. Estes servem como “sacerdotes de Deus e do Cristo” e como reis junto com Cristo durante seu reinado milenar. (Compare com 1 Pedro 2:9.) A posição desta classe sacerdotal junto ao “mar vítreo” situado diante do trono de Deus faz lembrar a referência do apóstolo a ser a congregação cristã ‘purificada com o banho de água por meio da palavra’. (Efé. 5:25-27) Jesus também falou do poder purificador da palavra de Deus, que ele proclamava. (João 15:3) O ‘misturar o fogo’ (Rev. 15:2) com o conteúdo aquoso do mar sem dúvida se relaciona aos julgamentos de Deus, pois o fogo é usado, com frequência, neste sentido, e o próprio Deus é descrito como um “fogo consumidor” para com os que rejeitam a Sua vontade divina. — Heb. 12:25, 29.
O simbolismo do “mar vítreo” na visão de João ilustra assim a explanação inspirada de Paulo de que o tabernáculo e o templo terrestres, com seus equipamentos e suas funções sacerdotais, serviam como representações de coisas celestes. (Compare com Hebreus 8:4, 5; 9:9, 11, 23, 24; 10:1.) Quanto ao significado das figuras dos touros, sobre os quais pousava o mar de cobre (bronze) do templo de Salomão, veja TOURO.
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MarfimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MARFIM
As defesas ou presas branco-leitosas do elefante, do hipopótamo, da morsa e de outros animais. Embora seja duro, tendo uma densidade de cerca de três vezes e meia maior do que a do cedro secado ao ar livre, é altamente elástico e pode ser esculpido ou trabalhado com facilidade. Sua granulação fina o torna agradável ao toque, e lhe dá um acabamento dotado de notável durabilidade. As camadas que se cruzam de dentina, alterando-se em matiz, contribuem para sua utilidade com uma beleza toda própria. Escritos não-bíblicos falam que manadas de elefantes perambulavam pelo Oriente Médio no primeiro e no segundo milênios AEC, ao passo que as descobertas arqueológicas confirmam o emprego bastante amplo do marfim, por parte da nação de Israel e seus vizinhos.
O marfim tem sido associado com as coisas luxuosas da vida — a arte requintada, o mobiliário elegante, as riquezas apreciadas. Os navios de Salomão, a cada três anos, traziam grandes quantidades de marfim de lugares distantes. (1 Reis 10:22; 2 Crô. 9:21) Fazendo jus à sua glória e grandeza, Salomão “fez um grande trono de marfim e o recobriu de ouro refinado”. (1 Reis 10:18; 2 Crô. 9:17) Os Salmos mencionam “o grandioso palácio de marfim”, relacionado com os instrumentos musicais de corda. (Sal. 45:8) No lindo Cântico de Salomão, o escritor emprega o marfim como metáfora e símile para expressar a beleza: “Seu abdome é uma placa de marfim, coberta de safiras.” “Teu pescoço é como torre de marfim.” (Cân. 5:14; 7:4) O Rei Acabe também construiu para si mesmo um palácio,
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