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MariaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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e deixando que Jesus assumisse a liderança, ela observou aos assistentes: “O que ele vos disser, fazei.” — João 2:5.
Maria estava em pé, junto à estaca de tortura, quando Jesus foi pregado na estaca. Para ela, Jesus era mais do que um filho amado, ele era o Messias Ungido, seu Senhor e Salvador, o Filho de Deus. Maria, pelo que parece, já tinha enviuvado. Por conseguinte Jesus, como o primogênito da casa de José, desincumbiu-se de sua responsabilidade por pedir ao apóstolo João, que era seu primo com toda probabilidade, que levasse Maria para a casa dele e cuidasse dela como se fosse sua própria mãe. — João 19:26, 27.
UMA DISCÍPULA FIEL
A última informação bíblica sobre Maria mostra que ela era uma mulher de fé e de devoção que ainda se associava de perto com outros fiéis após a ascensão de Jesus. Os onze apóstolos, Maria e outros, estavam reunidos numa sala de sobrado, e “de comum acordo, todos eles persistiam em oração”. — Atos 1:13, 14.
2. Maria, irmã de Marta e de Lázaro. Em Betânia, a c. 3 km de distância de Jerusalém, e 1,6 km a E do pico do monte das Oliveiras, Jesus visitava a casa desses amigos, para com os quais nutria especial afeição. (João 11:18) Numa visita feita por Jesus, no terceiro ano de seu ministério, Marta, em sua determinação de ser uma boa anfitriã, mostrou-se preocupada demais com o conforto físico de Jesus. Maria, por outro lado, mostrou uma espécie diferente de hospitalidade. Ela “se assentara aos pés do Senhor e escutava a palavra dele”. Quando Marta se queixou de que sua irmã não estava ajudando, Jesus elogiou Maria, dizendo: “Maria, por sua parte, escolheu a boa porção, e esta não lhe será tirada.” — Luc. 10:38-42.
VÊ LÁZARO SER RESSUCITADO
Meses depois da visita supracitada de Jesus à sua casa, Lázaro adoece, aproximando-se da morte. Assim, mandaram avisar Jesus, que provavelmente estava em algum ponto a E do Jordão, em Peréia, para que viesse rapidamente. No entanto, Jesus se demorou, e, na ocasião em que chegou, Lázaro já estava morto por quatro dias. Com as notícias da vinda de Jesus, Marta saiu rapidamente para cumprimentá-lo, ao passo que Maria “ficou sentada em casa”. Não foi senão depois que Marta retornou das cercanias do povoado e sussurrou à sua pesarosa irmã: “O Instrutor está presente e te chama”, que Maria apressou-se em ir encontrá-lo. Aos seus pés, disse-lhe soluçando: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido.” Ela empregou exatamente as mesmas palavras que foram ditas por sua irmã, Marta, quando esta se encontrou com Jesus. Ao ver as lágrimas de Maria e as dos judeus que estavam com ela, o Mestre sentiu-se movido a gemer e chorar. Depois de Jesus ter feito o estupendo milagre de ressuscitar a Lázaro, “muitos dos judeus que tinham vindo a Maria [para confortá-la] . . . depositaram fé nele”. — João 11:1-45
UNGE JESUS COM ÓLEO
Pouco antes da última Páscoa celebrada por Jesus, ele e seus discípulos novamente eram convidados em Betânia, desta feita no lar de Simão, o leproso, onde também estavam Maria e sua família. Marta servia a ceia; Maria de novo voltava sua atenção para o Filho de Deus. Enquanto Jesus estava reclinado, Maria ‘tomou cerca de 300 gramas [uma libra romana] de óleo perfumado, nardo genuíno, muito dispendioso’ (valendo cerca do salário de um ano) e o derramou sobre a cabeça e os pés de Jesus. Esta ação, não apreciada em geral naquele instante, feita por amor e consideração para com Jesus, em realidade significava os preparativos para a morte e o sepultamento de Jesus, já tão próximos. Como aconteceu antes, a expressão de amor por parte de Maria foi criticada por outros, e, como antes, seu amor e sua devoção foram defendidos e grandemente apreciados por Jesus. “Onde quer que se pregarem as boas novas em todo o mundo”, declarou ele, “o que esta mulher fez também será contado em lembrança dela”. — Mat. 26:6-13; Mar. 14:3-9; João 12:1-8.
O incidente acima, a unção de Jesus por parte de Maria, conforme relatada por Mateus, Marcos e João, não deve ser confundido com a unção mencionada em Lucas 7:36-50. Os dois acontecimentos contêm certas similaridades, todavia, existem diferenças. O primeiro evento se deu no distrito setentrional da Galiléia, no que alguns supõem ser o povoado de Naim (Luc. 7:11); o segundo, ao S, em Betânia, na Judéia. O primeiro ocorreu no lar dum fariseu; o segundo, no lar de Simão, o leproso. A primeira unção foi feita por uma mulher anônima, publicamente conhecida como “pecadora”, provavelmente uma prostituta; a última, foi feita por Maria, irmã de Marta. Existia também uma diferença de mais de um ano entre os dois eventos.
Alguns críticos se queixam de que João contradiz Mateus e Marcos ao afirmar que o perfume foi derramado sobre os pés de Jesus, em vez de em sua cabeça. Comentando isto, Albert Barnes afirma: “Não existe, contudo, contradição alguma. Ela provavelmente o derramou tanto sobre a cabeça como sobre os pés dele. Tendo Mateus e Marcos registrado o derramamento sobre a cabeça, João, que escreveu seu evangelho em parte para registrar os eventos por eles omitidos, relata que o óleo também foi derramado sobre os pés do Salvador. Derramar óleo sobre a cabeça era comum. Derramá-lo sobre os pés era um ato de notável humildade e apego ao Salvador, e, por conseguinte, merecia ser especialmente registrado.” — Barnes’ Notes on the New Testament (Notas Sobre o Novo Testamento, de Barnes), ed. 1963, p. 124.
3. Maria Madalena. Seu nome distintivo provavelmente provém da cidadezinha de Magdala, na margem O do mar da Galiléia, a meio-termo entre Cafarnaum e Tiberíades. Não existe nenhum registro de Jesus ter visitado alguma vez esta cidadezinha, embora passasse muito tempo na área circunvizinha. Nem é certo que se tratava da cidade natal ou local de moradia de Maria. Visto que Lucas se refere a ela como “Maria, a chamada Madalena”, alguns imaginam que ele dá a entender algo especial ou peculiar. — Luc. 8:2.
Jesus expulsou sete demônios de Maria Madalena, razão suficiente para ela ter fé nele como o Messias, e para respaldar tal fé com notáveis obras de devoção e de serviço. É no relato do segundo ano de pregação de Jesus que ela é primeiramente mencionada, quando ele e seus apóstolos ‘viajavam de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e declarando as boas novas do reino de Deus’. Junto com Joana, esposa do encarregado de Herodes, e de Susana e outras mulheres, Maria Madalena continuou a ministrar as necessidades de Jesus e seus apóstolos, utilizando os seus próprios bens. — Luc. 8:1-3.
O destaque mais proeminente de Maria Madalena ocorre com relação à morte e à ressurreição de Jesus. Quando Jesus, como o Cordeiro de Deus, era levado à matança, ela se achava entre as mulheres “que tinham acompanhado Jesus desde a Galiléia, para ministrar-lhe”, e estavam “observando de certa distância” enquanto Jesus estava pregado na estaca de tortura. Em companhia dela achavam-se Maria, a mãe de Jesus, e Salomé, e também a “outra Maria” (N.° 4, abaixo). — Mat. 27:55, 56, 61; Mar. 15:40; João 19:25.
Depois do sepultamento de Jesus, Maria Madalena e outras mulheres foram preparar especiarias e óleo perfumado, antes de o sábado começar, ao pôr-do-sol. Daí, após o sábado, ao romper da aurora, no primeiro dia da semana, Maria e as outras mulheres levaram o óleo perfumado para o túmulo. (Mat. 28:1; Mar. 15:47; 16:1, 2; Luc. 23:55, 56; 24:1) Quando Maria observou que o túmulo estava aberto e aparentemente vazio, ela foi pressurosamente contar as notícias alarmantes a Pedro e João, que correram até o túmulo. (João 20:1-4) Quando Maria retornou ao túmulo, Pedro e João já tinham partido, e foi então que ela examinou seu interior e ficou pasmada de ver dois anjos trajados de branco. Daí, ela se virou e viu Jesus em pé. Imaginando tratar-se do jardineiro, ela lhe perguntou onde estava o corpo, para que pudesse cuidar dele. Quando ele replicou: “Maria!”, sua identidade ficou imediatamente patenteada para ela, e ela o abraçou impulsivamente, exclamando “Rabôni!”. Mas, não havia então tempo para expressões de afeição terrestre. Jesus só ficaria com eles por breve período. Maria tinha de apressar-se em informar os outros discípulos sobre a ressurreição dele, e que Jesus subia, como ele mesmo disse: “Para junto de meu Pai e vosso Pai, e para meu Deus e vosso Deus.” — João 20:11-18.
4. A “outra Maria”. Esposa de Clopas (Alfeu), e mãe de Tiago, o Menor, e de Josés. (Mat. 27:56, 61; João 19:25) A tradição, embora sem nenhum apoio bíblico, afirma que Clopas e José, pai adotivo de Jesus, eram irmãos. Caso verdadeiro, isso tornaria esta Maria uma tia de Jesus, e os filhos dela seriam seus primos.
Maria não só se achava entre as mulheres “que tinham acompanhado Jesus desde a Galiléia, para ministrar-lhe”, mas também foi uma das que testemunharam quando foi pregado na estaca. (Mat. 27:55; Mar. 15:40, 41) Junto com Maria Madalena, deteve-se junto ao túmulo dele naquela tarde amarga, 14 de nisã. (Mat. 27:61) No terceiro dia, as duas e outras mais foram ao túmulo com especiarias e óleo perfumado para esfregar no corpo de Jesus e, para o susto delas, encontraram o túmulo aberto. Um anjo explicou-lhes que Cristo tinha ressurgido dos mortos, e, assim, “ide, dizei aos discípulos dele”. (Mat. 28:1-7; Mar. 16:1-7; Luc. 24:1-10) A caminho, o ressuscitado Jesus apareceu a esta Maria e às outras pessoas. — Mat. 28:8, 9.
5. Maria, mãe de João Marcos. Ela era também tia de Barnabé. (Atos 12:12; Col. 4:10) A casa dela era usada como local de reuniões da congregação cristã primitiva em Jerusalém. Marcos, filho dela, estava intimamente associado com o apóstolo Pedro, que evidentemente tinha muito que ver com o crescimento espiritual de Marcos, pois Pedro o menciona como sendo “Marcos, meu filho”. (1 Ped. 5:13) Pedro, ao ser liberto da prisão de Herodes, veio direto para a casa dela, “onde muitos estavam ajuntados e orando”. A casa deve ter tido um bom tamanho, e a presença de servos sugere que Maria era uma mulher de posses. (Atos 12:12-17) Sendo mencionada como a casa dela, e não de seu marido, indica que ela provavelmente era viúva. — Atos 12:12.
6. Maria de Roma. Paulo lhe enviou cumprimentos em sua carta aos romanos, e ela foi elogiada pelos seus “muitos labores” em favor da congregação de Roma. — Rom. 16:6.
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Marido (Esposo)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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MARIDO (ESPOSO)
Um homem casado. Em Israel, o homem que estivesse noivo ou comprometido era também mencionado como “marido”, e a moça como “esposa” dele. (Deut. 22:23, 24; Mat. 1:18-20) Um homem ficava noivo de uma mulher, ou contratava um futuro casamento com ela, por pagar ao pai ou aos guardiães dela o preço de noiva ou
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