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  • Marfim
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    • empregando o custoso marfim, tornando-o verdadeiramente uma “casa de marfim”. (1 Reis 22:39) Nos dias de Amós, construíam-se casas e leitos de marfim. — Amós 3:15; 6:4.

      O Egito também empregava este “plástico” natural para fazer coisas tais como pentes, cabos de leques, pratos, caixas de ungüentos, pernas de cadeiras, tabuleiros de jogos, estatuetas e esculturas de arte. A cidade de Tiro, em seu grande comércio marítimo, incrustava de marfim a proa de seus navios. O marfim também é incluído entre as coisas custosas dos negociantes da antiga Tiro, bem como fazia parte do estoque dos “comerciantes viajantes da terra”, que choram por causa da queda de Babilônia, a Grande. — Eze. 27:6, 15; Rev. 18:11, 12.

  • Mar, Grande
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • MAR, GRANDE

      Veja GRANDE MAR.

  • Maria
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • MARIA

      É a forma grega do nome hebraico Miriã, cujo significado é incerto. Há seis Marias mencionadas na Bíblia.

      1. Maria, a mãe de Jesus. Era filha de Eli (Heli), embora a genealogia fornecida por Lucas aliste a José, marido de Maria, como “filho de Eli”. Afirma a Cyclopcedia (Ciclopédia) de M’Clintock e Strong, Volume III, página 774: “É bem conhecido que os judeus, ao prepararem suas tabelas genealógicas, calculavam-nas inteiramente pelos varões, rejeitando o nome da filha quando o sangue do avô era transmitido ao neto por uma filha, e contando o marido da filha em lugar do filho do avô materno (Núm. xxvi, 33; xxvii, 4-7).” Sem dúvida é por este motivo que o historiador Lucas diz que José era “filho de Eli”. — Luc. 3:23.

      Maria, portanto, era da tribo de Judá e descendia de Davi. Assim sendo, poder-se-ia dizer que o filho dela, Jesus, “procedeu do descendente de Davi segundo a carne”. — Rom. 1:3.

      Se a tradição estiver correta, a esposa de Eli, a mãe de Maria, era Ana, cuja irmã tinha uma filha chamada Elisabete, mãe de João, o Batizador. Esta tradição faria com que Elisabete fosse prima de Maria. Que Maria era parenta de Elisabete, que era “das filhas de Arão”, da tribo de Levi, é declarado pelas próprias Escrituras. (Luc. 1:5, 36) A irmã de Maria, conforme alguns julgam, era Salomé, esposa de Zebedeu, cujos dois filhos, Tiago e João, foram contados entre os apóstolos de Jesus. — Mat. 27:55, 56; Mar. 15:40; 16:1; João 19:25.

      VISITADA POR UM ANJO

      Por volta de fins de 3 AEC, Deus enviou o anjo Gabriel à virgem Maria, na cidadezinha de Nazaré. “Bom dia, altamente favorecida, Jeová está contigo”, foi a saudação muitíssimo incomum do anjo. Quando ele lhe contou que ela conceberia e daria à luz um filho chamado Jesus, Maria, que naquela ocasião estava apenas noiva de José, perguntou: “Como se há de dar isso, visto que não tenho relações com um homem?” “Espírito santo virá sobre ti e poder do Altíssimo te encobrirá. Por esta razão, também, o nascido será chamado santo, Filho de Deus”, explicou o anjo. Emocionada diante dessa perspectiva, e, ainda assim, com apropriada modéstia e humildade, ela replicou: “Eis a escrava de Jeová! Ocorra comigo segundo a tua declaração.” — Luc. 1:26-38.

      A fim de lhe fortalecer ainda mais a fé para esta experiência momentosa, foi dito a Maria que sua parenta, Elisabete, em sua velhice, já estava grávida de seis meses, graças ao poder miraculoso de Jeová, que removeu a esterilidade dela. Maria foi visitá-la e, quando entrou na casa de Elisabete, o bebezinho na madre de Elisabete pulou de alegria, no que ela congratulou Maria, afirmando: “Abençoada és tu entre as mulheres e abençoado é o fruto de tua madre!” (Luc. 1:36, 37, 39-45) Nisso, Maria irrompeu em palavras inspiradas que magnificavam a Jeová por sua bondade. — Luc. 1:46-55.

      Depois de uma visita de cerca de três meses a Elisabete, nas colinas da Judéia, Maria voltou a Nazaré. (Luc. 1:56) Quando José percebeu (provavelmente pela revelação que Maria lhe fez do assunto) que ela estava grávida, ele tencionou divorciar-se dela em secreto, em vez de expô-la à vergonha pública. (Os noivos eram considerados como casados, e era preciso um divórcio para dissolver o noivado.) Apareceu, porém, o anjo de Jeová, revelando a José que se estava cumprindo a profecia de Isaías, de que uma “virgem ficará grávida e dará à luz um filho”. Nisso, José cumpriu a instrução divina e tomou Maria como esposa, “mas não teve relações com ela até ela ter dado à luz um filho; e deu-lhe o nome de Jesus”. — Mat. 1:18-25.

      EM BELÉM DÁ À LUZ JESUS

      À medida que este drama continuou a desvendar-se, resultou providencial, quanto à época, o decreto de César Augusto, obrigando todo o mundo a registrar-se na cidadezinha de sua origem, pois a profecia a respeito do lugar de nascimento de Jesus tinha de ser cumprida. (Miq. 5:2) Assim sendo, José levou Maria, que se achava em ‘adiantado estado de gravidez’, na cansativa jornada de sua casa, em Nazaré, no N, até Belém, no S. A criança nasceu sob circunstâncias que obrigaram o parto a ocorrer nas condições mais humildes, em que o bebê recém-nascido foi colocado numa manjedoura, porque não havia nenhum lugar para eles nos aposentos de dormir. Isto ocorreu provavelmente por volta de l.° de outubro de 2 AEC. — Luc. 2:1-7; veja JESUS CRISTO.

      Depois de ouvir o anjo dizer: “Hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é Cristo, o Senhor”, os pastores se dirigiram correndo para Belém e, ali, encontraram o sinal: o bebê de Maria ‘enfaixado e deitado numa manjedoura’. Relataram à família feliz o que o grande coro angélico havia entoado: “Glória a Deus nas maiores alturas, e na terra paz entre homens de boa vontade.” Assim, Maria “começou a preservar todas essas declarações, tirando conclusões no seu coração”. — Luc. 2:8-20.

      No oitavo dia, Maria mandou circuncidar seu filho, em obediência à lei de Jeová. No quadragésimo dia, ela e seu marido levaram a criança até o templo, em Jerusalém, para apresentarem a prescrita oferta. A Lei exigia o sacrifício de um carneirinho e de um pombo, ou de uma rola. Caso a família não tivesse recursos para a ovelha, duas rolas ou dois pombos deviam ser oferecidos. Que José era um homem de parcos recursos é indicado pelo fato de que Maria ofereceu, ou ‘um par de rolas ou dois pombos novos’. (Luc. 2:21-24; Lev. 12:1-4, 6, 8) Simeão, um homem justo, ao ver a criança, louvou a Jeová por ter podido contemplar o ‘Salvador’, antes de morrer em sua velhice. Voltando-se para Maria, ele disse: “Sim, uma longa espada traspassará a tua própria alma”, não querendo dizer que ela seria traspassada por uma espada literal, mas, antes, indicando a dor e o sofrimento que enfrentaria em relação com a predita morte do filho dela numa estaca de tortura. — Luc. 2:25-35.

      VOLTA PARA NAZARÉ

      Algum tempo depois, um anjo avisou a José sobre um complô urdido por Herodes, o Grande, para matar a criancinha, instruindo-o a fugir para o Egito com Jesus. (Mat. 2:1-18) Depois da morte de Herodes, a família retornou e se fixou em Nazaré, onde, nos anos que se seguiram, Maria teve outros filhos, pelo menos quatro filhos, bem como algumas filhas. — Mat. 2:19-23; 13:55, 56; Mar. 6:3.

      Embora a Lei não obrigasse as mulheres a comparecerem a ela, era costume de Maria acompanhar José, ano após ano, na viagem de mais de 80 km até Jerusalém para a celebração anual da Páscoa. (Êxo. 23:17; 34:23) Em uma dessas viagens, por volta de 12 EC, a família voltava para casa quando, depois de percorrerem uma distância de um dia de Jerusalém, descobriram que o menino Jesus não se achava entre eles. Seus pais imediatamente voltaram para Jerusalém, a fim de procurá-lo. Depois de três dias, encontraram-no no templo, ouvindo os mestres e fazendo-lhes perguntas. Maria exclamou: “Filho, por que nos tratas deste modo? Eis que teu pai e eu, em aflição mental, estivemos à tua procura.” Jesus respondeu: “Por que tivestes de ir à minha procura? Não sabíeis que eu tenho de estar na casa de meu Pai?” Por certo, o lugar lógico para o Filho de Deus ser encontrado era o templo, onde ele podia obter instruções bíblicas. Maria “guardava cuidadosamente todas essas declarações no coração”. — Luc. 2:41-51.

      Este menino Jesus, de 12 anos, demonstrava brilhantes conhecimentos para sua idade. “Todos os que o escutavam ficavam constantemente pasmados com o seu entendimento e suas respostas.” (Luc. 2:47) O conhecimento e o entendimento que Jesus possuía das Escrituras refletiam o excelente treinamento parental. Maria, bem como José, devem ter sido muito diligentes em ensinar e treinar seu filho, criando-o na disciplina e na regulação mental de Jeová, e cultivando nele o costume de comparecer à sinagoga todo sábado. — Luc. 4:16; Efé. 6:4.

      RESPEITADA E AMADA POR JESUS

      Depois de seu batismo, Jesus não mostrou nenhum favoritismo especial para com Maria; ele se dirigia a ela, não como “mãe”, mas simplesmente como “mulher”. (João 2:4; 19:26) Esta não era, em nenhum sentido, uma expressão de desrespeito, como talvez seja entendido pelo seu emprego moderno em português. Em alemão, para exemplificar, a palavra usada deste modo indica madame, sra., dona. Maria era mãe de Jesus segundo a carne; mas, desde que fora ungido pelo espírito, por ocasião de seu batismo, ele era, primariamente, Filho espiritual de Deus, sua “mãe” sendo a “Jerusalém de cima”. (Gál. 4:26) Jesus sublinhou este fato quando Maria e os outros filhos dela, em certa ocasião, interromperam Jesus numa sessão de ensino, por pedirem a ele que viesse até onde eles estavam. Jesus esclareceu que, realmente, sua mãe e seus parentes próximos eram os membros de sua família espiritual; que os assuntos espirituais têm precedência sobre os interesses físicos. — Mat. 12:46-50; Mar. 3:31-35; Luc. 8:19-21.

      Quando acabou o vinho, numa festa de casamento em Caná da Galiléia, e Maria disse a Jesus: “Eles não têm vinho”, ele respondeu: “Que tenho eu que ver contigo, mulher? Minha hora não chegou ainda.” (João 2:1-4) Jesus empregou aqui uma forma antiga de indagação, que ocorre oito vezes nas Escrituras Hebraicas (Jos. 22:24; Juí. 11:12; 2 Sam. 16:10; 19:22; 1 Reis 17:18; 2 Reis 3:13; 2 Crô. 35:21; Osé. 14:8), e seis vezes nas Escrituras Gregas (Mat. 8:29; Mar. 1:24; 5:7; Luc. 4:34; 8:28; João 2:4). Literalmente traduzida, a pergunta é: “O que para mim e para ti?”, significando: “O que existe de comum entre mim e ti?”, ou: “O que tenho eu em comum contigo?”, ou ainda: “O que eu tenho de ver contigo?” Em todo o caso, quando usada, a pergunta indica uma objeção à coisa sugerida, proposta ou suspeitada. Por conseguinte, Jesus, de modo amoroso, amainou sua branda repreensão desta forma, indicando para sua mãe que suas orientações não provinham dela, mas da Autoridade Suprema que o havia enviado. (1 Cor. 11:3) A natureza sensível e humilde de Maria a fez entender rapidamente o ponto, e aceitar tal correção. Recuando

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