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Defendendo a honradez do matrimônioA Sentinela — 1961 | 15 de junho
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31. A que prática não consentiria Cristo com respeito aos membros do seu corpo espiritual? E que conseqüências mortíferas podem surgir do pecado imoral contra a própria carne?
31 Portanto, se um membro do corpo espiritual de Cristo comete imoralidade com alguém do sexo oposto, homem ou mulher, então está tentando tomar um membro do corpo de Cristo e fazê-lo uma só carne com a pessoa imoral, em fornicação ou adultério. Acha que Cristo Jesus consentiria em ser feito um só com uma meretriz ou com uma adúltera? Nem por um instante! Não se pode ser uma só carne com uma pessoa moralmente impura e ao mesmo tempo ser “um só espírito” com o Senhor Jesus Cristo. Quando alguém se faz sexualmente uma só carne com alguém moralmente sujo, ele está pecando contra a sua própria carne. A sua união carnal impura, ilícita, poderá resultar numa doença horrível e em outras conseqüências mortíferas para a carne. Estas podem incluir ser este membro imoral entregue a Satanás, pela congregação cristã, “para a destruição da carne”, a fim de que o espírito da congregação limpa seja salvo no dia do Senhor. Foi isto o que Paulo fez com um membro incestuoso da congregação de Corinto, nos seus dias. “Removei o homem iníquo de entre vós”, ordenou o apóstolo com autoridade. — 1 Cor. 5:5, 13, NM.
32. De modo similar, mesmo quando alguém é pessoa dedicada, mas não do “corpo” de Cristo, em que deve pensar antes de praticar imoralidade? A que se vê a sociedade do Novo Mundo obrigada quanto ao Imoral?
32 Mesmo que não seja membro do ‘corpo espiritual de Cristo’, mas está dedicado a Deus na esperança de seu novo mundo de justiça, então pense no que é antes de se entregar à imoralidade. Pense que significa fazer da sua carne, carne pertencente à sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová, “uma só carne” com uma pessoa imoral! Consente a sociedade do Novo Mundo que faça dela “uma só carne” ou uma unidade com o fornicário ou adúltero? Nem por um instante! Se não tiver respeito por ela e seu bom nome, então o espírito de Deus não permitirá que ela tenha respeito por sua pessoa e sua imoralidade. Não pode considerá-lo membro dela, pois está trazendo vitupério sobre ela e sobre o Deus cujo nome leva; e assim se torna uma pedra de tropeço para os outros.
33. Quem deve refletir sèriamente sobre isso, e de que modo não deveríamos querer saber das conseqüências da imoralidade?
33 Isto é algo que as missionárias devem considerar seriamente nas suas designações em países estrangeiros, quando estão sendo ardentemente acossadas por rapazes ou homens nativos, de maneiras suaves, que aparentam ter interesse na mensagem bíblica transmitida pelas missionárias, experimentando-as então com sugestões impróprias, para torná-las suscetíveis. É algo que deve ser considerado pelos jovens cristãos dedicados, que atingem a idade púbere e que talvez sonhem com um casamento feliz e bem sucedido, sob a bênção de Deus, quer antes quer depois da batalha do Armagedon. É algo em que devem pensar todos os membros dedicados da sociedade do Novo Mundo, no meio deste presente mundo imoral e degradado de tentação, em que estamos obrigados a manter a integridade moral para com Deus. Não procure aprender “de modo difícil”.
34. Que oração do salmista nos sentimos induzidos a proferir?
34 Ao pensarmos na seriedade do assunto, sentimo-nos movidos a oferecer a oração feita pelo salmista, depois de ele ter feito um sério engano moral: “Cria. em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.” — Sal. 51:10, Al.
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Casando-se em honraA Sentinela — 1961 | 15 de junho
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Casando-se em honra
1. Que questão foi recentemente suscitada no que se refere a quem deve fazer os arranjos para o casamento, e em vista de que fatos maritais?
RECENTEMENTE surgiu a questão: Há melhores resultados no matrimônio quando os pais dos jovens providenciam o casamento dos seus filhos, assim como se faz hoje na Índia e se fez antigamente em Israel, do que quando os filhos e as filhas escolhem seus próprios companheiros de vida? Por exemplo, na Índia quase não se conhece o divórcio. Nos Estados Unidos da América, onde o pequeno “Cupido”, filho de Vênus, faz supostamente os arranjos maritais, uma quarta parte de todos os matrimônios acaba em divórcio legal, nem se mencionando as separações legais e outras.
2. Que se precisa dizer, ã luz dos exemplos bíblicos, sobre a aplicação dos arranjos matrimoniais de um país aos cristãos de outro pais?
2 O que podemos dizer a respeito dos cristãos dedicados? Não podemos dizer que as normas para os arranjos de casamento, que prevalecem nos Estados Unidos e em países europeus precisam ser impostas aos cristãos dedicados em outros países onde há costumes diferentes de casamento. Não há nada nas Escrituras Gregas Cristãs que rompa ou proíba os costumes dos judeus, dos quais procederam Jesus Cristo e os primeiros cristãos, costumes segundo os quais os pais fazem os arranjos para o casamento de seus filhos menores. Ora, Isaac tinha até mesmo quarenta anos quando seu pai Abraão, com quem Isaac vivia, procurou uma noiva temente a Deus para Isaac. Jacó, filho de Isaac, tinha setenta e sete anos de idade quando seu pai cego lhe disse para onde devia ir procurar sua esposa; ao passo que o irmão gêmeo de Jacó, Esaú, à idade de quarenta anos, fez os seus próprios arranjos maritais e se entregou à bigamia com mulheres pagãs. O obediente Jacó, porém, obteve a bênção abraâmica por meio de Isaac.
3. Com referência aos pais, o que não foi aconselhado por Paulo aos filhos, e que direito não negou ele aos pais cristãos quanto ao matrimônio?
3 Ao dar conselhos maritais, o apóstolo Paulo não disse aos filhos que desrespeitassem seus pais. Ele disse: “Ora, eu digo às pessoas solteiras e às viúvas, que é bom que permaneçam como eu. Mas, se não têm autocontrole, casem-se.” (1 Cor. 7:8, 9, NM) Lembre-se de que as viúvas eram pessoas independentes quanto aos arranjos maritais. Por causa delas, Paulo acrescentou: “É melhor casar-se do que ficar inflamado de paixão” e entregar-se à fornicação. Ele disse, por isso, a respeito das “viúvas mais jovens” na congregação cristã: “Quando seus impulsos sexuais se tiverem interposto entre elas e o Cristo, querem casar-se, incorrendo em juízo, porque desconsideraram sua primeira expressão de fé [por deixarem os impulsos sexuais predominar e interpor-se entre elas e Cristo]. Ao mesmo tempo, aprendem também a ficar desocupadas, andando ociosamente pelas casas, sim, não somente desocupa das, mas também tagarelas e intrometidas nos negócios de outras pessoas, falando das coisas de que não deviam. Por isso desejo que as viúvas mais jovens se casem, que tenham filhos, que administrem uma casa, a fim de não dar induzimento ao oponente para vituperar. De fato, algumas já se desviaram para seguir a Satanás.” (1 Tim. 5:11-15, NM) Fora deste caso das viúvas, que não estavam sob a lei parental, Paulo não disse que os pais judeus ou gregos, como cristãos, não tinham mais o direito de fazer a escolha e os arranjos maritais para seus filhos menores.
4. No entanto, embora exerçam o seu direito, por que princípios devem os pais cristãos deixar-se governar, a fim de resguardar o quê?
4 No entanto, ao exercerem seu direito segundo o costume e as leis locais para selecionarem os cônjuges para filhos e filhas, os pais dedicados a Deus, por meio de Cristo, devem ser controlados pelos princípios cristãos. Sujeite-se à regra de Deus, igual a Abraão. Ele protegeu o bem-estar espiritual de seu filho como herdeiro da promessa abraâmica por escolher uma adoradora de Jeová Deus como esposa para Isaac. Assim não sobrecarregou Isaac com um jugo desigual.
5. (a) Por que não violou Sansão as regras matrimoniais de Deus, ao insistir que seu pai providenciasse para ele o casamento com uma filistéia? (b) Por que exercício impróprio do seu direito pode um pai cristão mostrar-se desqualificado para a superintendência na congregação?
5 Isaac, por sua vez, avisou Jacó, seu filho que temia a Deus, contra o casamento com uma pagã descrente, mandando-o para a casa de seu avô Betuel, em busca duma noiva. Sansão, o homem forte, insistiu diante das objeções de seu pai Manoá, que este o casasse com uma mulher filistéia pagã, porque Sansão queria penetrar na organização filistéia, a fim de executar a vingança divina naqueles opressores; de modo que “isso vinha de Jehovah”. (Juí. 14:1-4) Por isso não foi o sexo que controlava a Sansão, mas o propósito declarado de Deus, de que “ele é quem tomará a dianteira em salvar Israel da mão dos filisteus”. (Juí. 1.3:5, NM) Os pais cristãos que aderem ao seu direito local, nativo, de providenciar o casamento, estão por isso obrigados a casar seus filhos apenas com cristãos dedicados dentro da organização teocrática de Jeová, colocando-os assim sob um jugo igual; um jugo marital teocrático. De que outro modo poderiam os pais refrear-se de irritar os seus filhos e continuar a “criá-los na disciplina e no conselho de autoridade de Jeová”? (Efé. 6:4, NM) O pai cristão que põe seu filho ou filha crente em jugo desigual com uma pessoa descrente, não-dedicada, certamente se mostra muito imaturo nos princípios cristãos, como homem que procura alguma vantagem egoísta, materialista, que preside mal sobre a sua própria família e não está habilitado para que se lhe confira a superintendência sobre uma congregação cristã. — 1 Tim. 3:2-5; 2 Cor. 6:14-16; 7:1.
6. Como pode este direito parental constituir um sério problema para o filho dedicado? E, neste respeito, como pode o filho dedicado chegar a sofrer perseguição duma família dividida?
6 O exercício do direito parental de providenciar os casamentos pode tornar-se um sério problema para alguns filhos. Isto se dá no caso em que o pai ou o tutor legal não é testemunha dedicada de Jeová, ao passo que o filho ou a filha estão dedicados a Jeová. Se o pai ou o tutor não respeitar a dedicação do filho a Jeová e pretende casá-lo com alguém que não é membro dedicado da sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová, então o filho ou a filha dedicada poderiam fazer objeções. Poderia dar-se a explicação de que é contrário à lei e à vontade de Jeová Deus que uma testemunha dedicada de Jeová se case com um incrédulo não-dedicado. O filho respeitoso pode pelo menos pedir seriamente que o pai lhe ache um cônjuge entre os da sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová. Se o filho ou a filha recusar conscienciosamente ser casado com alguém descrente, não dedicado, é possível que surja perseguição da parte da família. Mas o fiel cristão sofreria a perseguição por parte duma família dividida por causa da consciência. — Mat. 10:34-37; 1 Ped. 2:19.
7. Quando se concede ao filho cristão a liberdade de escolher seu próprio cônjuge, quanta liberdade tem ele, e como se torna ela uma liberdade segura?
7 Quando os pais permitem a seleção dum cônjuge por parte do filho ou da filha, então o filho ou a filha, como cristãos dedicados, estão sob as instruções apostólicas de casar-se com quem quiserem, mas “somente no Senhor”, isto é, somente com alguém em união com o Senhor, como eles mesmos. (1 Cor. 7:39, NM margem) A liberdade de se escolher um cônjuge para uma testemunha dedicada de Jeová é assim uma liberdade relativa. Esta é uma liberdade segura; resulta em paz e felicidade, pois há igualdade religiosa entre os dois no jugo marital.
8. Por casar-se “somente no Senhor”, o que mostra o filho para com os pais cristãos, e o que evita assim?
8 Se os próprios pais forem cristãos dedicados, então o filho está seguindo a ordem apostólica de honrar o pai e a mãe que estão em união com o Senhor por respeitar seu desejo teocrático de que seus filhos se casem somente no Senhor, dentro do arranjo aprovado pelo Senhor. (Efé. 6:1-3) O filho que se casa no Senhor não causa assim ‘amargura de espírito’ ou ‘repugnância’ aos da família, como Esaú causou aos seus pais Isaac e Rebeca, porque ele, profanamente, não soube ‘apreciar coisas sagradas’. — Gên. 26:34, 35; 27:46; 28:1; Heb. 1.2:16, 17, NM.
9. Se o matrimônio for honroso entre os cristãos, que reação intima não deve existir no casado? Onde deve ser o casamento devidamente registrado?
9 Escrevendo a cristãos hebreus, o apóstolo Paulo disse: “Seja o matrimônio honroso entre todos.” (Heb. 13:4, NM) Se o matrimônio é honroso entre cristãos hebreus e entre todas as outras testemunhas dedicadas de Jeová, por que haveria vergonha de se estar casado? Não pode haver; não deve haver. O estado de casado, da pessoa, deve por isso ser anotado e a anotação deve ser mantida nos arquivos oficiais da congregação, com que a pessoa casada se associa como membro.
10. (a) O que é o matrimônio consensual, e pode ser registrado nos arquivos da congregação como convívio legal, nos países onde é amplamente praticado? (b) Como o chama a Bíblia?
10 Pode-se registrar como casamento, nos arquivos da congregação, o convívio de todos os casais que vivem juntos como se fossem marido e mulher legalmente casados? Não; não pode ser registrado, se conviverem fora do matrimônio cristão legal. Em alguns países, o homem e a mulher consentem em viver juntos na maior intimidade, como marido e mulher, mas sem a autorização ou o registro legal. Isto é o que se chama localmente de “matrimônio consensual”. Embora seja tolerado na localidade e possa ter o reconhecimento da vizinhança, a Palavra de Deus o chama francamente de fornicação, ou de adultério, se um ou outro dos que estão neste tipo de união já estiver casado e não estiver divorciado de modo legal.
11. Por que não é o chamado matrimônio consuetudinário um estado correto para o cristão?
11 Em outros países existe o chamado “matrimônio consuetudinário”. Trata-se dum casamento por acordo, sem o casal passar por uma cerimônia oficial de casamento oficiado por um funcionário do estado, mas que pode ser provado pelos escritos, pelas declarações ou pela conduta conhecida do casal. Em alguns estados ou nas províncias de um país, tal tipo de casamento consuetudinário é legal; em outros estados do mesmo país talvez não seja legal. Se o casal se mudar de um estado, onde é legal, para outro estado, onde não é legal, então é possível que alguns ali os considerem culpados de fornicação ou de adultério, mesmo que apenas estejam ali temporàriamente de visita, num congresso. Assine, nem em todos os lugares do mesmo país o casal teria a mesma respeitabilidade e o mesmo reconhecimento. Podem surgir dificuldades legais quanto à herança deixada aos filhos dum matrimônio consuetudinário, e assim por diante. Certamente,
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