-
Crentes casados chamados à paz e à salvaçãoA Sentinela — 1961 | 1.° de julho
-
-
os dois uma só carne.’ Grande é este segrêdo sagrado. Mas eu falo com respeito a Cristo e a congregação. Não obstante, cada um de vós, individualmente, também, ame a sua esposa tanto como a si mesmo.” — Efé. 5:25-33, NM.
LEVANDO UM JUGO DESIGUAL
30. Como devem o marido e a esposa conceder-se os direitos maritais? E o que disse Paulo neste respeito, como concessão, aos crentes casados?
30 Quando o marido ama fiel e lealmente a sua esposa, dum modo cristão, e sua esposa, por sua vez, mostra profundo respeito pelo seu marido, então há paz, harmonia e felicidade no lar. Concedem-se mutuamente, em amor, os direitos maritais, como uma só carne, dum modo dignificante, honroso e sadio. “Que o marido dê à sua esposa seu direito; mas, que também a esposa faça o mesmo para com seu marido. A esposa não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim seu marido; assim, também, o marido não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim sua esposa. Não vos priveis um ao outro [quanto aos deveres maritais], exceto por consentimento mútuo por um tempo designado, para que possais devotar tempo à oração e vos possais reunir novamente, a fim de que Satanás, não continue a tentar-vos pela vossa falta de autogoverno. No entanto, digo isso como concessão, não como ordem.” (1 Cor. 7:3-6, NM) Paulo disse isso como concessão, visto que a fornicação predominava naquele mundo pagão.
31. Ao invés de se separarem, o que devem os cristãos casados procurar fazer? Mas, durante qualquer período de tempo, em que ambos concordem. viver separadas; como deve cada qual levar pessoalmente a sua vida?
31 Os casados dedicados e batizados devem seriamente procurar apegar-se um ao outro, tendo um só coração, uma só mente e um só objetivo. “Aos casados dou instruções”, continuou Paulo, “contudo, não eu, mas o Senhor, que a esposa não se aparte do marido; se, porém, se apartar realmente, que fique sem casar, senão, que se reconcilie com o marido; e o marido não deve deixar sua esposa”. A esposa que se afasta, embora more separada, precisa lembrar-se da seguinte lei divina: “A esposa está ligada durante todo o tempo em que seu marido está vivo. Mas, se o seu marido adormecer na morte, ela está livre para casar-se com quem desejar, somente no Senhor.” (1 Cor. 7:10, 11, 39, NM) Estando ligada pela lei de seu marido, ela não se sentirá livre para tratar com o sexo oposto como faria e faz a solteira, pondo assim em perigo a sua pureza moral. Se prevalecer o seu bom senso, procurará razões e meios para fazer as pazes com seu marido vivo e voltar para ele. Ela terá cuidado de não se comportar de modo dissoluto ou imoral enquanto está separada dele, para que ele não sinta repugnância em vez de desejo, sim, anseio, de tê-la de volta, sem razões para censurá-la ou ter suspeita dela. A mesma regra se aplica, por sua vez, ao marido que abandona a sua esposa sem divórcio legal.
32. De que coisa superior, que os cristãos representam, devem eles lembrar-se, e, portanto, de que conduta devem refrear-se?
32 Neste respeito, ambos os cônjuges separados devem lembrar-se de que representam algo mais elevado, mais grandioso e mais importante do que a sua união marital. Trata-se da congregação cristã com que se associam e em que estão obrigados a ser ministros ativos da Palavra de Deus. Por isso deve repugnar-lhes qualquer proceder que forneça base para a lama do vitupério e da injúria ser lançada contra a organização honrosa de Deus.
33, 34. (a) No caso de um casal estar unido num jugo religiosamente desigual, deve o crente abandonar o descrente? (b) De que deve o crente lembrar-se quanto ao efeito que causa por ter aceitado a verdade e se ter dedicado?
33 No entanto, que se pode dizer quando o casal está num jugo desigual por causa da religião, sendo um deles crente dedicado e batizado, ministro ordenado de Jeová Deus, e o outro descrente quanto à Sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová, por ser ateu ou professar outra religião? Normalmente seria de esperar, que tal desigualdade religiosa produzisse discórdia.
34 No empenho pela paz, é preciso que o crente abandone o descrente? Não necessariamente. Nem está o crente automaticamente livre para abandonar o descrente. Precisamos ter presente que, quando alguém adota a verdade e se torna crente; por dedicar-se a Deus e ser batizado, isto não anula ou dissolve o laço marital existente. Crer na verdade do Reino e adotá-la pode resultar numa divisão no lar, exatamente assim como Jesus Cristo predisse em Mateus 10:34-36. Mas isto não significa dissolver o matrimônio. Jesus não é quem causa a dissolução do matrimônio. A maneira sábia e otimista de se Lidar com um jugo desigual foi indicada aos crentes por Paulo:
35. Que modo sábio e otimista apresenta Paulo para lidar com o caso de um jugo desigual?
35 “Aos outros [casados] digo eu, sim, eu, não o Senhor: Se um irmão tiver espôsa, incrédula, contudo, ela concorda em morar com ele, que não a abandone; e uma mulher que tiver marido incrédulo, contudo, ele concorda em morar com ela, que não deite. seu marido. Porque o marido incrédulo é santificado em relação à sua esposa, e a esposa incrédula é santificada em relação ao irmão; de outro modo, vossos filhos seriam realmente impuros, mas agora são santos. Mas, se o incrédulo começa a apartar-se, que se aparte; o irmão ou a irmã não está em servidão sob tais circunstâncias, mas Deus vos chamou à paz. Pois, esposa, como sabes se não salvarás teu marido? Ou, marido, como sabes se não salvarás tua esposa?” — 1 Cor. 7:12-16, NM.
36. Por causa do efeito da verdade sabre o cônjuge, o que deve o cristão preferir fazer?
36 Com exceção de sua religião ou crença, o adorador dedicado e batizado de Deus não deve dar à sua esposa incrédula razão para querer abandoná-lo. Em vista da melhora causada no seu marido por causa da crença dele, ela devia ver tanto mais razão para estar disposta a morar com ele do mesmo modo como antes de ele se tornar ministro ordenado de Deus. O mesmo se deve dar no caso duma esposa crente e seu marido descrente.
37. Como mostrou Eunice, mãe de Timóteo, respeito pelo seu marido pagão, e, contudo, como cumpriu ela a sua obrigação religiosa para com o filho deles?
37 Tome o caso da mulher judaica chamada Eunice e de seu marido grego pagão. Eles tinham um filho chamado Timóteo. Com o correr do tempo, o apóstolo Paulo e Barnabé chegaram a pregar na sua cidade, por volta de 44 E. C., e Eunice e sua mãe Lóide creram e se tornaram cristãs. Abandonou Eunice a seu marido grego, porque este permanecia pagão? Não; pois ainda estava disposto a viver com ela. Eunice estava-lhe sujeita; e, em vista da objeção dele, ela nem mesmo mandara seu filho Timóteo ser circuncidado. Não há registro sobre se o seu pai levava Timóteo para os templos de adoração pagã. Mas a mãe de Timóteo, Eunice, e sua avó Lóide, cuidavam que ele recebesse instrução religiosa na Bíblia, pois elas mesmas o ensinavam em casa. Timóteo, que era metade judeu, conhecia assim desde a infância as escrituras sagradas que puderam torná-lo sábio para a salvação pela fé no Messias. (2 Tim. 3:14, 15; 1:5; Atos 15:4-18) Esta instrução religiosa domiciliar para Timóteo venceu a influência pagã de seu pai grego. Portanto, quando Paulo chegou pela primeira vez à cidade, Timóteo juntou-se à sua mãe e à sua avó judias em tornar-se cristão. Paulo podia assim falar de Timóteo como “verdadeiro filho na fé”, “amado filho”. — 1 Tim. 1:1, 2; 2 Tim. 1:1, 2, NTR.
38. Qual foi a atitude de Eunice para com uma carreira missionária de Timóteo, e por que só então se fez a circuncisão em Timóteo?
38 Quando Paulo voltou a visitar a cidade, verificou que Timóteo era “discípulo . . . do qual davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio”. A mãe de Timóteo, Eunice, naturalmente, concordou na carreira de missionário de seu filho, e seu pai pagão não o impediu; e por isso Paulo providenciou que Timóteo fosse com ele e com Silas. Para que os judeus daquela vizinhança não tivessem causa para tropeço quando lhes pregassem, Paulo circuncidou a Timóteo, que já era então moço; “porque todos sabiam que seu pai era grego”. (Atos 16:1-3, NTR) Se Eunice, sua mãe, conseguiu trazer seu marido grego pagão para o cristianismo, por continuar a viver com ele enquanto ele concordava com isso, não é conhecido. De qualquer modo, Paulo, pouco antes de seu martírio, escreveu a Timóteo uma última carta e falou nela da fé que habitava na sua mãe Eunice.
39. Para que espécie de mulheres cristãs é Eunice exemplo? De que maneira trata o crente o cônjuge descrente como relativamente santificado e os filhos como santos?
39 Eunice é assim um exemplo para as dedicadas crentes cristãs que estão casadas com um pagão ou com alguém dum sistema religioso diferente. A decisão do cônjuge descrente, de continuar a morar com a dedicada testemunha cristã de Jeová oferece uma excelente oportunidade ao crente, a saber, a de tentar, na associação mais íntima, “salvar” o cônjuge. O crente, portanto, precisa adotar um proceder positivo, a saber, tratar o cônjuge incrédulo como ‘santificado em relação’ ao crente. Isto significa que o crente precisa fazer tudo para o cônjuge descrente como se fosse ao próprio Senhor. O Senhor Deus é Pessoa santificada. (Efé. 6:7; Col. 3:22-24) Também os filhos menores, dependentes, do casal, precisam então ser considerados como “santos” e assim precisam ser tratados como puros. O crente seguirá o exemplo de Eunice e se esforçará a dar a tais filhos “santos” a instrução bíblica, para que continuem santos e talvez façam, por fim, a sua própria dedicação pessoal a Deus, por meio de Cristo. O que está envolvido não é só a salvação deles, mas também a do cônjuge incrédulo. Por isso é oportuno viver com ele.
40, 41. (a) No caso em que o cônjuge descrente seja difícil de agradar, qual deve ser o proceder do crente? (b) Em harmonia com este princípio, que aconselhou Pedro às esposas cristãs que estão debaixo dum jugo desigual?
40 Mesmo que o cônjuge seja opositor e difícil de agradar, o crente não deve sentir-se obrigado a deixá-lo. O crente deve suportar a perseguição e oposição, do mesmo modo como suporta a perseguição e oposição no território em que prega de casa em casa. Este proceder torna possível a salvação do cônjuge descrente. Este é o argumento do apóstolo Pedro ao escrever aos cristãos perseguidos. Pedro diz:
41 “Que os servos domésticos estejam em sujeição aos seus amos, com a plena medida do temor, não só aos bons e razoáveis, mas também aos difíceis de contentar. . . . se, quando estais fazendo o bem e sofreis, o suportais, isto é uma coisa agradável a Deus. De fato, fôstes chamados para este proceder [de sofrimento injusto], porque até Cristo sofreu por vós, deixando-vos modelo para seguirdes de perto as suas pisadas. . . . Do mesmo modo vós, espôsas, estai em sujeição aos vossos próprios maridos [baals, Bíblia hebraica], de modo que, se quaisquer deles não forem obedientes à palavra, sejam vencidos, sem palavra, por meio da conduta de suas espôsas, por causa de terem sido testemunhas oculares de vossa conduta casta, junto com profundo respeito [para com os maridos]. E não seja o vosso adôrno o externo trançar do cabelo e o de usar ornamentos de ouro ou de trajar mantos [cujo adôrno externo não irá ganhar os maridos que ainda não são obedientes à Palavra de Deus], mas seja ele [seu adôrno] a pessoa secreta do coração, na vestimenta incorrutível do espírito quieto e manso, que é de grande valor aos olhos de Deus. Pois assim, também, anteriormente, as mulheres santas que esperavam em Deus costumavam adornar-se, sujeitando-se aos seus próprios maridos, assim como Sara costumava obedecer a Abraão, chamando-o de “senhor”. E vós [espôsas] vos tornastes seus filhos, desde que continueis a fazer o bem e não temais nenhuma causa de terror [para com seus maridos].” — 1 Ped. 2:18 a 3:6, NM.
-
-
Separação e divórcio por causa da pazA Sentinela — 1961 | 1.° de julho
-
-
Separação e divórcio por causa da paz
1. Se, apesar de tudo, o descrente prefere afastar-se e viver separado, que deve fazer o cônjuge crente?
HÁ INÚMEROS casos em que os crentes dedicados e batizados têm obedecido ao conselho do apóstolo Paulo e têm continuado a viver com os cônjuges descrentes, tendo por fim tido a alegria de ‘salvar’ seu cônjuge. Mas, o que se pode dizer do crente que usa o espírito de Deus e suporta a perseguição e oposição no esforço de manter unido o matrimônio, mas cujo cônjuge ainda acha isso desagradável e por fim se separa, quer por viver de modo independente, em outra parte, quer por meio dum divórcio ou dum desquite? Paulo responde: “Mas, se o incrédulo começa a apartar-se, que se aparte; o irmão ou a irmã não está em servidão sob tais circunstâncias, mas Deus vós chamou à paz.” — 1 Cor. 7:15, NM.
2. Quando ocorre a separação, há razões bíblicas para um divórcio, a ser seguido por um novo casamento com outra pessoa?
2 Nos interesses de sua própria paz cristã, o crente pode deixar o cônjuge incrédulo afastar-se e viver separado. O incrédulo que se afasta não pode casar-se de novo, do mesmo modo como o cristão que se afasta não o pode fazer: “Se, porém, se apartar realmente, que fique sem casar, senão, que se reconcilie com o marido.” (1 Cor. 7:11, NM) O crente abandonado não tem base bíblica para procurar um divórcio legal, isto é, apenas à base do abandono ou da incompatibilidade religiosa. Se obtiver um divórcio, não está biblicamente livre para se libertar do celibato legal insatisfatório por se casar de novo. O próprio Jesus Cristo disse que não está livre, nas seguintes palavras:
3. Que disse Jesus sobre o assunto, segundo Mateus 19:3-9?
3 “Vieram a ele fariseus, resolvidos a tentá-lo, dizendo: ‘É lícito ao homem divorciar-se de sua esposa. por qualquer motivo?’ Em resposta ele disse: ‘Não lestes que quem os criou fê-los no princípio macho e fêmea, e disse: “Por esta razão deixará o homem seu pai e sua mãe,, e se apegara a sua esposa, e serão os dois uma só carne”? Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus juntou, não o separe o homem.’ Disseram-lhe: ‘Por que, então, prescreveu Moisés que se desse certificado de repúdio e que se divorciasse dela?’ Ele lhes disse: ‘Moisés, em consideração da dureza de vossos corações, vos fez a concessão de vos divorciardes de vossas esposas, mas não foi assim desde o princípio. Eu vos digo que qualquer que se divorciar de sua esposa, a não ser por motivo de fornicação, e se casar com outra,
-