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    Despertai! — 1978 | 8 de setembro
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      Daí, aconteceu o inesperado. Por bom tempo, minha esposa, notando que não podia conversar comigo, deixava exemplares das revistas Despertai! e A Sentinela em várias partes da casa, na esperança de que eu as lesse. Eu fazia isso, de início ocasionalmente. Daí, notei que já ficava esperando por elas. A informação recebida através da leitura de Despertai! me era proveitosa. Mantinha-me bem informado sobre coisas importantes que ocorriam, e me habilitava a falar com meus alunos sobre muitos assuntos.

      Embora, de início, não queria admiti-lo, uma porção de coisas abrangidas em A Sentinela faziam sentido. Comecei a reconhecer a veracidade do que dizia a respeito da atitude das pessoas em geral. No entanto, imaginava que mentir, roubar, praguejar, retrucar, tagarelar e odiar eram coisas normais — como as coisas deveriam ser. Isto não significa que me sentia feliz com tais condições. Mas, deixava de reconhecer que havia algo melhor.

      Efeito da Conduta de Minha Esposa

      Então comecei a observar o comportamento de minha esposa. Podia ver claramente que era diferente de outras mulheres casadas e solteiras que eu conhecia. Ela se vestia com modéstia. Durante todo o tempo em que a maltratei, ela não se rebelou uma vez sequer. Mentir era algo inimaginável para ela; ela nunca participava em tagarelice. O que era mais notável de tudo era que jamais flertava com ninguém. Sendo uma jovem bonita, muitos homens lhe faziam propostas.

      Ao passo que, de início, eu atribuíra todas essas boas qualidades diretamente a ela mesma, comecei então a compreender que suas crenças, baseadas na Bíblia, lhe davam a força moral e elevado padrão moral de vida. Comecei a aceitar o fato de ela não querer dançar em competições, e, com o tempo, eu mesmo me afastei delas.

      Ao fazê-lo, muitos dos meus supostos amigos e competidores, que me haviam dado muitas batidinhas nas costas e me rodeado quando eu era “o astro”, começaram a me tratar com frieza. As vezes, eu queria vingativamente retornar ao tablado de dança e mostrar-lhes quem eu era. No entanto, lembrei-me de um texto na Bíblia que indica que tais coisas são ‘vaidade e um esforço de alcançar o vento’. — Ecl. 1:14.

      Consegui engolir meu orgulho, e comecei a compreender que, durante todos aqueles anos, eu tentava satisfazer ‘meu próprio ego’. Eu só dançava para ganhar, para obter glória. Embora isso me trouxesse benefícios financeiros, não me trouxera felicidade pessoal.

      Ter Uma Vida Realmente Melhor

      Concordei em estudar a Bíblia com uma Testemunha. Depois de visitar o Salão do Reino algumas vezes, bem como estar com as Testemunhas de Jeová em reuniões sociais, reconheci-as como sendo saudavelmente diferentes. Pareciam mais felizes do que as pessoas em meu círculo de associados. Sempre falavam sobre a vida numa terra paradísica, sob o reino de Deus, o que, para mim, era uma perspectiva deveras atraente. E, quanto mais aprendia sobre a Bíblia e suas promessas de um mundo melhor, tanto mais convicto ficava de que as Testemunhas entendiam a verdade da Palavra de Deus.

      O que me motivou, em especial, foi a assembléia a que compareci em 1973 no Hipódromo de Woodbine, em Toronto, Canadá. Havia mais de 30.000 pessoas ali, inclusive crianças. Todavia, esse local foi mantido asseado — não havia lixo em parte alguma. Todos trabalhavam juntos e todos pareciam tão felizes. Foi quando realmente comecei a crer que a pregação das Testemunhas a respeito de um paraíso, aqui mesmo na terra, sob o reino de Deus, poderia ser realidade. Jamais tinha visto algo parecido!

      Comecei a me sentir grato a Jeová Deus por ter ajudado minha esposa a atravessar todos aqueles momentos difíceis causados por mim. E se ela tivesse desistido, ou me abandonado? Ao invés disso, ela preferiu ficar. Que bênção maravilhosa isso significou para nós!

      Mesmo antes de eu me batizar, começamos a falar com nossas alunas a respeito das boas novas do Reino. De imediato, iniciamos vários estudos bíblicos. Algumas pessoas reagiram com muita rapidez. Com o tempo, quatro se batizaram, e outras estão estudando. Já fui designado servo ministerial na congregação cristã que freqüentamos, e minha esposa tem tido oportunidade de servir como pioneira auxiliar (participar na pregação de tempo integral) em várias ocasiões. Sentimo-nos mais felizes agora, em nosso casamento.

      Obter o Senso Correto de Valores

      Ainda dançamos? Sim, embora talvez não sejamos os melhores, as pessoas ainda apreciam ver nossas exibições, e nossa pequena escola de dança nos fornece todas as necessidades materiais da vida. Mas, aquilo que a dança profissional não nos poderia suprir, nós temos agora, a saber, uma excelente relação com Jeová Deus. Isto nos traz paz mental e a perspectiva dum futuro melhor — a vida interminável na nova ordem de Deus.

      Não mais nos interessamos em obter troféus corrutíveis. Todavia, estamos numa corrida, uma corrida para a vida eterna. (1 Cor. 9:24-26) Gostaria de perguntar a todos os que se esforçam de se tornar o Primeiro em qualquer arte ou esporte que seja: ‘Vale a pena todo esse trabalho árduo, todo esforço, todas as dores de cabeça e todos os sacrifícios apenas para ganhar um troféu ou medalha corrutível? Por que não participar numa corrida em que todos os participantes fiéis receberão um prêmio, uma corrida que lhe trará verdadeira paz mental e indizível felicidade?’

      Eu e minha esposa fizemos isso, e estamos determinados a continuar correndo até alcançarmos nosso alvo prometido, a vida sob o reino de Deus, numa terra paradísica. E a promessa da Bíblia a respeito disto não é vazia, pois o próprio Jeová Deus, o Criador dos céus e da terra, foi quem a fez. (Rev. 21:3-5) — Contribuído.

  • A cura permanente da cegueira
    Despertai! — 1978 | 8 de setembro
    • A cura permanente da cegueira

      ■ “Jesus disse-lhes . . .: ‘Ide e relatai a João o que ouvis e vedes: Os cegos estão vendo novamente e os coxos estão andando, os leprosos estão sendo purificados e os surdos estão ouvindo, e os mortos estão sendo levantados, e aos pobres estão sendo declaradas as boas novas, e feliz é aquele que não achar em mim nenhuma causa para tropeço.’” — Mat. 11:4-6.

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