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  • O ano Mariano — diferentes pontos de vista
    Despertai! — 1988 | 8 de novembro
    • provocado ‘amargas reações’, “um coro de invectivas” e “uma tempestade de protestos” entre os protestantes. De acordo com o periódico Vita pastorale, é por isso que os grupos ecumênicos católicos se empenham em “refrear a exuberância intolerante, em evitar o sentimentalismo doentio, em reformular a adoração de relíquias” da Madona. Diversos periódicos católicos repetiam insistentemente que o Ano Mariano deveria ser celebrado ‘tendo-se presente a nova consciência ecumênica’ e pondo-se de lado ‘os aspectos devocionistas e antiecumênicos’.

      Para muitos protestantes, a devoção e as práticas marianas são idólatras. Assim sendo, vários grupos protestantes italianos, propuseram a suspensão de todos os contatos ecumênicos com os católicos durante o Ano Mariano, e o sínodo dos waldenses e a Igreja Metodista lançaram uma declaração que criticava severamente a iniciativa papal, chamando-a de “obstáculo para o verdadeiro encontro ecumênico”.

      Ademais, nem todos os clérigos católicos concordam com a iniciativa papal. O sacerdote católico Franco Barbero causou sensação ao declarar publicamente que jamais orava a Maria. Em sua “Carta a Maria”, Barbero declara que ela se acha esmagada “sob um monte de dogmas, relíquias, devocionismos, lendas e superstições”. O mesmo sacerdote também declarou que o próprio fato de se “falar de ‘um ano de Maria’ poderia suscitar legítimas perplexidades”.

      Com-nuovi tempi, um periódico editado por católicos progressivos, disse: “Parecia que as aberturas ecumênicas da Igreja Católica [depois do Concílio Vaticano II] iriam, pelo menos, ajudar a não se repetir as velhas práticas religiosas marianas que tinham poucas raízes nas origens cristãs comuns. Infelizmente, as celebrações deste ano ‘Mariano’ serão contrárias aos interesses do reavivamento . . . de uma fé cristã não-alienada.”

      Por que, então, as autoridades eclesiais e até o próprio papa insistem em dar tanta ênfase à figura de Maria? Por que os católicos “amam a Maria antes de amarem a Jesus”, como disse a Madre Teresa de Calcutá? Em outras palavras, por que existe o culto a Maria?

  • A razão para tal culto
    Despertai! — 1988 | 8 de novembro
    • A razão para tal culto

      OS HISTORIADORES admitem que os cristãos primitivos não adoravam, nem veneravam Maria, ou qualquer outra criatura. Por que, então, tantos católicos se tornaram “adoradores da Madona”, como o sacerdote Franco Molinari os chama?

      Existem muitos motivos. Alguns provêm diretamente das doutrinas ensinadas pela Igreja Católica. Por exemplo, visto que a Igreja ensina que Jesus é igual a Deus, isto não deixa nenhum intermediário independente entre o homem e Deus. Deus e Cristo, cercados por uma aura de mistério trinitarista, não são mais acessíveis, e, por este motivo, o papel de “mediadora” entre a Divindade e a humanidade foi delegado à Madona (Virgem Maria). Em certos movimentos marianos, são comuns lemas tais como: “A Jesus, por intermédio de Maria”, ou: “A Virgem, o elo entre nós e Cristo.” No discurso de abertura do Ano Mariano, João Paulo II disse que as pessoas tinham de “retornar a Deus por meio de Maria”.

      Através da História, Deus e Cristo têm sido muitas vezes representados como juízes implacáveis e inflexíveis. Assim, não é surpreendente, como reconhece o teólogo René Laurentin, que alguns católicos “tenham contrastado a justiça vindicativa de Cristo com a misericórdia de sua Mãe: ‘Jesus quer condenar, Maria quer salvar’”. “Mesmo que tenhamos cometido muitos pecados”, escreve um bispo, “nossa Mãe celeste ternamente nos perdoará; se tivermos temor da justiça de Deus, certamente não temeremos o coração da Mãe”. Evidentemente, “Deus não fornece suficiente reconforto” para os católicos, conclui o periódico italiano Panorama.

      No decorrer dos séculos, vários concílios e papas têm encorajado, e continuam a encorajar, a veneração de Maria e das imagens dela. A teologia católica emprega vários termos provenientes do grego para diferençar os vários graus de adoração: latria é a adoração de Deus e de Jesus; dulia é a veneração dos santos, e hiperdulia é o “culto especial” reservado à Madona. Em harmonia com tais definições, na sua recente encíclica, João Paulo II reafirma que “as imagens da Virgem Maria têm um lugar de honra nas igrejas e nas casas”, porque ela é digna de “culto especial”.

      Mas, não é verdade que este “culto especial” tem movido alguns teólogos a considerá-la, como declarou Panorama, “a quarta pessoa da Santíssima Trindade”? Não é verdade que isso os moveu a declarar — como faz certo catecismo mariano — que “a grandeza dela quase chega a ser infinita”?

      Efetivamente, portanto, o conceito de Maria como “modelo perfeito de todas as virtudes” serve para satisfazer aquilo que Panorama chama de o “desejo de segurança” da parte dos fiéis católicos, acima de tudo agora, no meio das atuais ansiedades desta geração. Deveria surpreender-nos, então, que alguns dos clérigos católicos tenham condenado os extremos devocionistas dos fiéis?

      Guia Para o Ano 2000?

      Como dissemos, segundo as intenções do papa, o reavivamento da figura de Maria ajudará na preparação para o ano 2000. Em face dos temores e das ansiedades causadas pelos “sintomas de moléstia que permeiam esta geração”, o papa deposita sua confiança na Madona, de modo que ela possa interceder perante Deus e solucionar os problemas do mundo. Mas será que a Bíblia nos leva a Maria em busca duma solução para estes “sintomas de moléstia”? Em quem devemos realmente confiar, a fim de testemunhar o cumprimento da “esperança de uma nova era, de um novo mundo”?

      [Foto na página 8]

      A Madona é venerada sob diferentes formas, em todo o mundo católico.

  • Quem realmente tem a solução para os problemas da humanidade?
    Despertai! — 1988 | 8 de novembro
    • Quem realmente tem a solução para os problemas da humanidade?

      “MÃE dos homens” — foi assim que João Paulo II definiu Maria em sua recente encíclica, fazendo eco às palavras do Concílio Vaticano II. Muitos católicos crêem que Maria acompanha e auxilia a cada pessoa que crê, auxiliando-a em cada instante de sua vida. Por este motivo, muitos invocam fervorosamente a proteção dela. Estão convictos de que, em muitas ocasiões, a Madona interveio diretamente para mudar o curso dos assuntos humanos.

      De acordo com o livro Un anno di grazia con Maria (Um Ano de Graça com Maria), dirigem-se orações a Maria, com as seguintes palavras: “Lembrai-vos, ó misericordiosa Virgem Maria, de que jamais foi dito no mundo que aqueles que invocam a vossa proteção, que imploram o vosso auxílio, e que suplicam o vosso amparo, foram abandonados por vós.” É digno de nota que pelo menos duas das festas marianas constantes do “calendário litúrgico” — aquelas do “Nome de Maria” e de “Maria do Rosário” — comemoram vitórias militares que foram conseguidas graças à suposta intervenção de Maria. Devemos presumir, então, que Maria é nacionalista?

      É bem normal e compreensível buscar o auxílio e a proteção de alguém que nos possa ajudar na solução de nossos problemas. Mas, estará em harmonia com a vontade de Deus e a Bíblia colocar a confiança da pessoa em Maria, invocando o auxílio dela?

      Quem Tem a Solução?

      As ansiedades e os temores de nossa geração acham-se, como já dissemos, entre os motivos de o papa proclamar um Ano Mariano. A Igreja Católica espera que, com a mente das pessoas voltada para Maria, a paz e a harmonia retornem à humanidade e que, como escreve um teólogo católico, “deste modo o verdadeiro drama deste mundo será solucionado”.

      Até Jesus, em uma de suas bem conhecidas profecias, falou de um tempo em que os homens ‘desfaleceriam de medo, na expectativa do que ameaçaria o mundo’. (Lucas 21:25, 26, A Bíblia de Jerusalém) A prova histórica indica que Jesus se referia a nossos tempos. Vivemos agora “nos últimos dias”. (2 Timóteo 3:1-5, BJ; Mateus, capítulo 24; Lucas, capítulo 21) Existe um meio de sairmos dessa situação crítica? Em quem devemos confiar, de modo a encontrarmos uma solução para os angustiantes problemas da humanidade? Devemos colocar nossa confiança em Maria?

      A Verdadeira Solução

      Deus tem sido muito claro sobre este assunto. Em sua Palavra, a Bíblia, ele diz que não devemos confiar no homem ou na mulher. (Salmo 49:6-9; 146:3) A exortação dada por Ele aos sofredores é: “Confiai em Jeová para todo o sempre, pois em Jah Jeová está a Rocha dos tempos indefinidos.” — Isaías 26:4.

      Mas, como é que Jeová Deus solucionará os problemas da humanidade? Por meio de seu governo, o seu Reino às mãos de Cristo Jesus. Este é o Reino pelo qual Jesus ensinou as pessoas a orar, na oração do “Pai Nosso”. (Mateus 6:9, 10) Jesus tinha em mente o Reino quando, ao falar das terríveis condições dos “últimos dias”, disse: “Mas, quando estas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando.” — Lucas 21:28-32.

      O que este Reino realizará? Haverá uma conversão universal de todas as pessoas, como alguns movimentos católicos esperam? Não, a Bíblia é muito clara sobre este ponto. Jesus indicou que nem todos serão salvos, nem haverá uma conversão geral das pessoas. Ele falou que havia apenas uma “estrada que conduz à vida” e disse que “poucos” a achariam. — Mateus 7:13, 14.

      O Reino de Deus intervirá para eliminar radicalmente os problemas da humanidade, tais como as guerras, a escassez de alimentos, a doença, o crime, o mau governo, e a poluição. (Salmo 46:9; 67:6; Provérbios 2:22; Isaías 33:24; Daniel 2:44) Sob o governo do Reino, haverá uma “abundância de paz”. (Salmo 72:7) Esta é a solução divina para os problemas da humanidade, e, como a Bíblia diz: “Bendito o varão vigoroso que confia em Jeová e cuja confiança veio a ser Jeová.” — Jeremias 17:7.

      Não é por depositar nossa confiança numa criatura humana, tal como Maria, não importa quão fiel ela possa ter sido, que podemos esperar ver a solução para os dramáticos problemas de nosso mundo. É essencial depositar nossa confiança em Jeová, por meio de Cristo Jesus, e aceitar o modo Dele de endireitar as coisas. A felicidade só virá por meio do Reino de Deus.

      Mas o que é exatamente este Reino? Como funciona? Que resultados tangíveis já produziu? Poderá saber disso por perguntar àqueles que lhe trouxeram esta revista.

      [Foto na página 10]

      O Reino de Deus, por Cristo Jesus, é a solução para os problemas da humanidade.

  • Maria, na igreja e na Bíblia
    Despertai! — 1988 | 8 de novembro
    • Maria, na igreja e na Bíblia

      MUITOS, mesmo em círculos católicos, criticam o aumento do número de títulos atribuídos a Maria, e alguns receiam que o atual papa, depois de sua recente encíclica, defina um novo dogma sobre “Maria, mediadora de todas as graças”. Muitos peritos católicos reconhecem que, no decorrer dos séculos, à medida que crescia o culto a Maria, os títulos dados a ela aumentaram concordemente. (Veja a coluna central.)

      No entanto, no livro La Vergine Maria (A Virgem Maria), o teólogo francês René Laurentin, considerado o mais destacado perito em mariologia, afirma que, durante todo o segundo século EC, Maria virtualmente jamais é mencionada, e que, no mundo antigo, antes do terceiro século, não existem vestígios de festas ou de orações em honra dela. Ademais, as várias doutrinas católicas a respeito dela só surgiram bem mais tarde na História, e não têm base bíblica.

      Exemplos:

      A Igreja ensina que Maria é a Theotókos (“Genetriz de Deus”, ou “Mãe de Deus”), título que somente lhe foi dado depois do quarto século. Não aparece na Bíblia.

      A Igreja afirma que ela sempre foi virgem. Ao passo que a própria Bíblia declara especificamente que Maria era “virgem” antes de dar à luz Jesus, a “virgindade depois do parto não é indicada no Novo Testamento”, escreve o teólogo católico Laurentin. A Bíblia indica claramente que ela teve filhos com José. — Lucas 1:27; Mateus 13:53-56, A Bíblia de Jerusalém.

      Quanto ao dogma da Imaculada Conceição, Laurentin indica que, nos tempos antigos, havia “numerosos Pais [da Igreja] que não tiveram dificuldade em achar . . . pecados na Mãe de Jesus”. No século 17, até a Inquisição Romana achou suspeita tal doutrina. “O dogma da imaculada conceição de Maria foi proclamado sem qualquer prova bíblica”, comenta o jesuíta John McKenzie.

      A respeito do dogma da Assunção, Laurentin sustenta que, como o anterior, ‘não tem base bíblica explícita’. Este ensino se baseia na “idéia da imortalidade da alma racional, que tem origem platônica”, afirma a revista Concilium.

      Mas, qual é o ponto de vista da Bíblia? Deve Maria ser considerada um ‘modelo inatingível’? O apóstolo Pedro diz que Cristo é que é o modelo que os cristãos devem seguir. (1 Pedro 2:21) A Bíblia descreve Maria como uma mulher fiel, pronta a ouvir a Deus, a pôr em primeiro lugar os interesses espirituais. Ela tinha apreço pela limpeza moral, e era muitíssimo escrupulosa em ensinar a Palavra de Deus a seus filhos. — Lucas 1:26-38; 2:41, 42, 46-49; Atos 1:14.

      No entanto, ela não pode ser descrita como a “Mãe de Deus” pelo simples motivo de que Jesus não era o “Deus Filho”, mas sim o “Filho de Deus”. A doutrina da Trindade não era parte da antiga crença hebraica, e não é ensinada na Bíblia. — 1 João 4:15; Lucas 1:35; João 14:28; 1 Coríntios 11:3; 15:27, 28.

      Será correto falar-se da virgindade perpétua de Maria? A Bíblia deveras menciona os “irmãos” e as “irmãs” de Jesus. (Mateus 13:53-56) A Igreja Católica afirma que estes eram primos dele. Mas o escritor católico Jean Gilles indica que as Escrituras Gregas Cristãs utilizam os mesmos termos para se referir aos irmãos e às irmãs de outros personagens da Bíblia, tais como Pedro e André, bem como Lázaro, Marta e Maria, e que “eles eram verdadeiros irmãos e irmãs. A Igreja jamais os apresentou de forma diferente”. Por que, então, deveriam aqueles ser chamados de primos de Jesus, quando as Escrituras falam de “irmãos” e de “irmãs”?

      Era Maria imaculada, ou sem pecado, por ocasião de sua concepção? Os teólogos explicam que isto foi possível por causa de sua “redenção antecipada”. Em outras palavras, os benefícios do resgate de Cristo foram aplicados antecipadamente a ela, mesmo antes de Jesus ser concebido e sacrificado. Mas isto colide com o ensino da Bíblia de que “a menos que se derrame sangue, não há perdão”. (Hebreus 9:22) Por conseguinte, é incorreto falar de uma “redenção antecipada”. (Romanos 5:12; compare Lucas 2:22-24 com Levítico 12:1-8.) Este dogma, conclui Laurentin, “não é bíblico”.

      Foi Maria levada corporalmente para o céu? ‘A Escritura não afirma a Assunção de Maria’, diz o Nuovo dizionario di teologia (Novo Dicionário de Teologia), e nem poderia fazê-lo, uma vez que ela afirma categoricamente que “a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus”. — 1 Coríntios 15:50, BJ.

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