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  • O que é realmente valioso?
    A Sentinela — 1986 | 15 de junho
    • tornaram? Ademais, ao considerarmos o que é realmente valioso, devemos perguntar: O que nos trará felicidade e contentamento genuínos a longo prazo?

      Como ajuda, consideremos o exemplo dum homem que por séculos tem sido admirado e respeitado como modelo de comportamento. Ele era advogado rabínico, e pertencia à uma seita judaica do primeiro século cujos membros eram conhecidos como “amantes do dinheiro”. (Lucas 16:14) O seu nome era Paulo, e ele era instruído e tinha o necessário dinamismo para acumular riquezas e melhorar ainda mais o seu status na sociedade.

      Contudo, através duma experiência abaladora, ele discerniu que algo muito diferente era realmente de valor superior na vida. Quer você tenha essa mesma mentalidade no presente, quer não, vale a pena refletir no que Paulo concluiu.

      Ele chegou à conclusão de que a principal coisa de valor na vida era ter uma posição aprovada perante Deus qual discípulo de Jesus. Isso lhe era tão valioso que, como apóstolo de Jesus, pôde suportar durezas e perseguições. Assemelhava-se a um anterior homem famoso, Moisés, que “estimava o vitupério do Cristo como riqueza maior do que os tesouros do Egito”. — Hebreus 11:26; 2 Coríntios 11:23-27.

      Também é bom saber que Paulo jamais lamentou que ter-se tornado apóstolo cristão resultara em perda de prestígio na sociedade judaica. Depois de ter sido cristão devoto por uns 25 anos, escreveu: “As coisas que para mim eram ganhos, estas eu considerei perda por causa do Cristo. Ora, neste respeito, considero também, deveras, todas as coisas como perda, por causa do valor superior do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele tenho aceito a perda de todas as coisas e as considero como uma porção de refugo, para que eu possa ganhar a Cristo e ser achado em união com ele.” (Filipenses 3:7-9) Terá de admitir que Paulo estava convencido de que adquirira algo realmente valioso.

      A opção de Paulo não significa que ele não mais tinha bem material algum. Reflita, por exemplo, nas suas palavras: “Em tudo e em todas as circunstâncias aprendi o segredo tanto de estar suprido como de ter fome, tanto de ter abundância como de sofrer carência.” — Filipenses 4:12.

      Qualquer que seja a sua posição no tocante ao cristianismo, é provável que reconheça quão excelente foi o final no caso de Paulo. A sua opção quanto ao que é valioso trouxe-lhe um contentamento que foge à compreensão dos homens e mulheres mais ricos do mundo. Jean Paul Getty, o milionário do petróleo, admitiu: “O dinheiro não necessariamente tem qualquer ligação com a felicidade. Talvez tenha com a infelicidade.”

      Mas, alguém talvez afirme ser cristão e, ainda assim, deixe de reconhecer o que é de valor maior. Isso aconteceu no primeiro século, pois Paulo disse sobre um associado seu: “Demas me abandonou, porque amava o atual sistema de coisas.” (2 Timóteo 4:10) Numa ocasião em que poderia ter ajudado o apóstolo preso, Demas desistiu, preferindo o que o atual sistema lhe oferecia.

      Apontando para a grave situação de perigo a que um conceito materialista pode levar o cristão, Paulo disse: “Os que estão resolvidos a ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitos desejos insensatos e nocivos, que lançam os homens na destruição e na ruína. Porque o amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais, e alguns, por procurarem alcançar este amor . . . se traspassaram todo com muitas dores.” — 1 Timóteo 6:9, 10.

      Portanto, poderá perguntar: Que papel deve o dinheiro ou os bens exercer em minha vida? Examinemos um pouco mais o assunto, para ver como poderá possuir o que é realmente valioso.

  • Sua esperança — Deus ou riquezas?
    A Sentinela — 1986 | 15 de junho
    • Sua esperança — Deus ou riquezas?

      “Por anos ela vivia recolhida na sua suntuosa mansão cercada de um muro com tela de arame e protegida por dois portões de ferro trancados.”

      FOI nesses termos que uma notícia se referiu a certa viúva rica morta por ladrões que levaram jóias e um milhão de dólares em dinheiro da sua mansão. Depois que o corpo dela foi encontrado, a polícia usou um carrinho de supermercado para transportar da casa outros 5 milhões de dólares em dinheiro. A polícia encontrou também milhares de “presentes de aniversário” com cartões endereçados “a Jesus Cristo” e “a Deus”.

      Essa herdeira parecia não ter amigos, e vivia sempre com medo. Pergunte-se: Quão realmente valiosos eram os milhões que ela tanto valorizava? Ou: Quão rica era ela perante Deus? Com certeza você sabe que “presentes de aniversário” não compram o favor de Deus, e que a paz de Deus não resulta de possuir riquezas. Pode-se deduzir isso do conselho bíblico de ‘não basear a nossa esperança nas riquezas incertas, mas em Deus, que nos fornece ricamente todas as coisas para o nosso usufruto’. — 1 Timóteo 6:17.

      Por que são tão incertas as riquezas? Ora, é provável que saiba quão verazes são as palavras de Jesus: “Parai de armazenar para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, e onde ladrões arrombam e furtam.” (Mateus 6:19) Como sabe, há sempre o perigo de que o fogo destrua uma casa. Alguns guardam seus bens num banco, mas, não têm sido estes também assaltados? Mesmo um carro novo por fim enferrujará.

      Que dizer sobre a economia das nações?

      Em muitos países a inflação age como ladrão; reduz o patrimônio da pessoa. “Depois que a hiperinflação assolou a Alemanha durante o início dos anos 20, os compradores precisavam de cestos de dinheiro . . . para as compras no armazém . . . Os preços na Alemanha aumentaram mais de um trilhão por cento de agosto de 1922 a novembro de 1923.” (The World Book Encyclopedia) Quão desapontador pode ser confiar no dinheiro!

      Jesus aconselhou sabiamente: “Armazenai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde ladrões não arrombam nem furtam.” (Mateus 6:20) Que tesouros são esses? São os nossos antecedentes quanto a obras excelentes, sermos ricos para com Deus. ‘O que exige isso de mim?’, talvez pergunte. Em parte, a Bíblia responde que isso significa ‘praticar o bem, ser rico em obras excelentes, ser liberal, pronto para partilhar’. — 1 Timóteo 6:18.

      Atualmente, milhões de Testemunhas de Jeová em toda a terra podem atestar honestamente que o partilhar com outros coisas espirituais e materiais — especialmente por ajudar pessoas a aprenderem sobre a esperança do Reino através das atividades de pregação, de ensino e de fazer discípulos — são obras excelentes que têm a aprovação de Jeová e que produzem real satisfação. Nem mesmo a morte pode privar a pessoa das recompensas que tal armazenamento de tesouros no céu produz. Por quê? Jesus prometeu: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem exercer fé em mim, ainda que morra, viverá outra vez.” — João 11:25.

      Tesouros Inestimáveis Que Podemos Usufruir Agora

      Após mencionar que devemos depositar a nossa esperança “em Deus”, Paulo acrescenta que é ‘Deus quem nos fornece ricamente todas as coisas para o nosso usufruto’. (1 Timóteo 6:17) Além das necessidades diárias da vida, o Altíssimo amorosamente provê tesouros inestimáveis para os a quem ele aprova. Que tesouros são esses?

      Note o que diz Provérbios 3:13-18: “Feliz o homem que achou sabedoria e o homem que obtém discernimento, porque tê-la por ganho é melhor do que ter por ganho a prata, e tê-la como produto é melhor do que o próprio ouro. Ela é mais preciosa do que os corais, e todos os outros agrados teus não se podem igualar a ela. Na sua direita há longura de dias; na sua esquerda há riquezas e glória. . . . Ela é árvore de vida para os que a agarram, e os que a seguram bem devem ser chamados de felizes.” Portanto, a “sabedoria” é um tesouro que ultrapassa o valor de todas as riquezas do mundo.

      Sabedoria significa aplicar corretamente o conhecimento. É a habilidade de usar com êxito o conhecimento e o entendimento para resolver problemas, para evitar ou afastar perigos, para atingir certos objetivos ou para ajudar outros nesse sentido. Não concorda que precisamos hoje dessa sabedoria para lidarmos com bom êxito com as provações da vida e para mantermos uma boa posição perante Deus?

      Ao descrever a sabedoria, Provérbios 3:13-18 destaca a felicidade. Não é a felicidade um tesouro que todos almejamos? A sabedoria piedosa nos concederá essa felicidade, porque a verdadeira felicidade pode advir unicamente de sua Fonte, Jeová Deus. A experiência provou que a verdadeira felicidade não pode ser alcançada à parte da obediência ao Altíssimo e da submissão à operação de seu espírito. A felicidade prometida na Bíblia depende de mantermos para com o nosso Pai celestial uma relação correta, ou condição aprovada. (Mateus 5:3-10) Portanto, por aplicarmos o que aprendemos do estudo da Bíblia, estaremos mostrando “a sabedoria de cima”, que nos dará a felicidade que todas as riquezas do mundo juntas não podem conseguir.

      Mas, lembre-se também de que Provérbios 3:16 diz: “Na sua direita há longura de dias.” Entende-se que isso se refere à direita de proteção, pronta para ajudar e proteger a pessoa em tempos críticos. Muitos hoje se entregam à licenciosidade, à imoralidade sexual, ao abuso de drogas, e assim por diante. Provavelmente já leu que a AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida) relaciona-se com tais práticas. Pelo que tem observado, são realmente felizes as pessoas que as praticam? Ou será que trazem sobre si mesmas e outros muita tristeza e dor e até mesmo a morte?

      Em contraste, a aplicação dos conselhos sábios da Palavra de Deus estará sempre à nossa “direita”, para nos proteger contra tais perigos. Portanto, a sabedoria pode prolongar a nossa vida, resguardando-nos contra um proceder que levaria à morte prematura. Assim, a sabedoria piedosa certamente tornará mais agradável a nossa vida atual.

      Viva Sabiamente

      A evidência que nos cerca mostra que vivemos nos “últimos dias” deste sistema de coisas. (2 Timóteo 3:1-5) Assim, é vital que cuidemos para não sucumbirmos ao espírito do mundo. Este espírito destaca as coisas materiais por apelar aos desejos egoístas. Uma das acusações levantadas contra Jó, um homem fiel da história bíblica, foi que ele servia a Deus por interesses egoístas, por lucro material. (Jó 1:9-11) Poderia tal acusação ser levantada com justiça contra nós?

      Se a nossa resposta for negativa, talvez seja sinal de que estamos resistindo bem ao materialismo moderno. Mas, esse perigo, o materialismo, é um dos mais sutis que enfrentamos. Jesus Cristo disse que “as ansiedades deste sistema de coisas e o poder enganoso das riquezas sufocam a palavra”. (Mateus 13:22) É bem evidente que devemos estar sempre alertas contra “o poder enganoso das riquezas”, pois estas não são realmente valiosas.

      Sempre temos que nos lembrar do valor relativo das coisas materiais. A Palavra de Deus diz: “As coisas valiosas do rico são a sua vila fortificada, e na sua imaginação são como uma muralha protetora.” (Provérbios 18:11) Sim, a segurança que as riquezas podem prover é mera imaginação, um engano. Não é que as coisas materiais em si sejam más. O errado é centralizar nossa vida em torno delas, em vez de em ganhar a aprovação de Deus. Jesus, reconhecido como um dos mais sábios instrutores da história, disse acertadamente: “Mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não vem das coisas que possui.” — Lucas 12:15.

      Portanto, sigamos um proceder que nos tornará ‘ricos para com Deus’. (Lucas 12:21) Nada é mais valioso do que uma posição aprovada perante o Criador. Todos os esforços para mantê-la contribuem para ‘entesourarmos para nós mesmos um alicerce excelente para o futuro, a fim de que nos apeguemos firmemente à verdadeira vida’. — 1 Timóteo 6:19.

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