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Minha vida como cantora de festas na ÁfricaDespertai! — 1974 | 8 de agosto
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comigo ao Tribunal Nativo de modo a arranjarmos os papéis para nosso casamento?”
Fiquei tão aliviada, e prontamente concordei. Fiquei até muito excitada com a perspectiva de ir ao Tribunal Nativo a fim de celebrar nosso casamento e registrá-lo. O que causara esta importante decisão de sua parte? As testemunhas de Jeová lhe haviam explicado que, se desejasse ser um verdadeiro cristão, seu casamento teria de ser legalmente registrado. Assim, era necessário mais do que apenas pagar um dote. Também, foi-lhe explicado que deveria tomar a ‘esposa de sua juventude’ e apenas ela. (Pro. 5:18) Assim, enviou sua esposa secundária de volta à gente dela.
Mudanças em Minha Própria Vida
A maneira amorosa em que meu marido me tratou e a idéia de que não mais tinha de partilhá-lo com outra mulher me causaram profunda impressão. Cada vez mais comecei a respeitá-lo como meu dono.
Também, eu estava ficando então cada vez menos entusiasmada com minha carreira de cantora. Certo dia, no meio de grande exibição numa festa, uma mulher gritou algo como o seguinte: “Temos cristãos aqui entre nós! Jamais toleraremos alguém aqui que tente seguir dois caminhos.” Naturalmente, fiquei enervada com este rompante, visto ser a única esposa dum cristão naquela multidão. Por causa deste incidente, não fiquei até o fim daquela festa. Decidi naquele exato momento examinar mais as novas crenças de meu marido.
Comecei a acompanhá-lo até às reuniões das testemunhas de Jeová, que eram realizadas numa aldeia de mercado a cerca de 15 quilômetros de distância. Nestas reuniões, tudo parecia tão pacífico! Que contraste com o barulho do chekelan, dos tambores e dos gritos das multidões nas festas mundanas! Ouvia nestas reuniões, também, o entoar de cânticos dum outro tipo — cânticos baseados em temas bíblicos e em louvor a Jeová. Tais cânticos eram entoados em nossa própria língua, e as letras começaram a ter real significado para mim.
Nem sempre entendia tudo que era ensinado nestas reuniões, mas vim a sentir muitíssimo prazer em estar ali. Ao voltar para casa, depois duma reunião, certo dia, solicitei a meu marido que não me chamasse mais de “kuesionor”. Também fizera uma decisão: Não mais seria cantora de festas.
As líderes de nosso povoado ficaram especialmente transtornadas por eu abandonar a vida duma kuesionor, e, assim, impuseram-me uma multa por quebrar a tradição local. O assunto chegou até aos anciãos do povoado. Então meu marido foi à frente, falando bondosa, porém firmemente, em meu favor. Isto resultou em que os anciãos suspenderam a multa e me liberaram. E quão liberta eu me sentia! Estava então livre para servir a Jeová, junto com meu marido.
Bênçãos de Servir a Jeová
Desde meu batismo, em 1972, eu e meu marido não tivemos uma briga sequer. Tem sido maravilhoso testemunho para os outros ver as mudanças que a verdade de Deus fez em nós. Deixei de cantar e dançar em festas mundanas, embora o título de cantora ainda seja usado por pessoas que ainda não estão a par da posição que tomei.
E, para minha surpresa, alguns dos homens de nossa antiga companhia de danças se tornaram também cantores dos louvores de Jeová! Um deles, o mais velho da antiga companhia, abraçou a verdade bíblica, apesar de muita oposição e zombaria.
Será que estou arrependida de ter feito a decisão de abandonar a vida de kuesionor a fim de entoar os louvores de Jeová? De jeito nenhum! Depois de tornar conhecida minha dedicação a Jeová e que não mais seguiria minha carreira como cantora de festas, uma colega cantora zombou de mim, dizendo: “Será que vai ter as roupas e o dinheiro que tem agora?”
Naturalmente, eu estava determinada, e nada me faria agora mudar de idéia. Qual foi o resultado? Desde que fui batizada, tenho tido muitas experiências felizes, entre as quais se acham um lar cheio de contentamento, com um bom marido que me ama como sua única esposa, e que ama a Jeová assim como eu. Também usufruo o privilégio de ajudar outros a fazer mudanças em sua vida, similares às que eu e meu marido fizemos.
Quanto às coisas materiais, estas não são mais tão importantes. Trabalho na lavoura com meu marido, e ela produz nossas necessidades básicas da vida. E, visto que o dinheiro fácil não está mais entrando da minha carreira de cantora, não temos de receber em casa amigos mundanos e cuidar de tantos parentes distantes, que levavam, de qualquer modo, a maior parte do dinheiro. Ao invés, temos bênçãos e prosperidade espirituais. Sinto-me muitíssimo grata por ter deixado a vida duma kuesionor para me tornar cantora dos louvores de Jeová. — Contribuído.
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São observâncias inofensivas?Despertai! — 1974 | 8 de agosto
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Qual É o Conceito da Bíblia?
São observâncias inofensivas?
O DIA dos Namorados (S. Valentim), o Dia 1.º de Maio, e o Dia das Mães se acham entre as observâncias que a maioria das pessoas consideraria “inofensivas”. Poucos já ficaram alguma vez imaginando se haveria alguma objeção a que um cristão os celebrasse. Mas, tem a Bíblia algo a dizer sobre isso?
A Bíblia não menciona nominalmente quaisquer destas observâncias. Mas, contém princípios orientadores que habilitam a pessoa a determinar se as celebrações desta natureza serão corretas para os cristãos. Um de tais princípio é o ensino bíblico sobre a completa separação dos costumes contrários a adoração verdadeira.
Em sua lei à nação de Israel, Jeová Deus declarou: “Não deves mencionar o nome de outros deuses. Não deve ser ouvido da tua boca.” (Êxo. 23:13) Isto significava que os israelitas não se deviam referir a deuses falsos com sentimentos de temor ou duma forma que atribuísse a eles qualquer existência ou poder. Deviam considerar tais falsos deuses com desprezo, como sem valor, vergonhosos, detestáveis e repugnantes. — Sal. 96:5; Jer. 11:13; Eze. 16:36; 37:23.
Quanto a quaisquer artigos religiosos ligados à adoração falsa dos cananeus, instruiu-se aos israelitas: “Deveis demolir seus altares, e deveis destroçar suas colunas sagradas, e deveis cortar seus postes sagrados, e deveis queimar em fogo suas imagens entalhadas. Porque és um povo santo para Jeová, teu Deus.” — Deu. 7:5, 6.
Em vista de tais ordens, os israelitas que queriam ser fiéis a Deus obviamente jamais adotariam as festas religiosas dos cananeus, nem começariam a celebrá-las sob novos nomes. Isso teria significado perder sua posição “santa”, limpa ou pura perante seu Deus, Jeová. Assim como as pessoas hoje não considerariam uma camisa com mancha bem visível como sendo limpa e apropriada para um traje formal, assim também Jeová Deus não considera adequada a prática de nada
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