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  • Sete anos nas prisões da China Vermelha — ainda assim, firme na fé
    A Sentinela — 1966 | 1.° de maio
    • algum alimento espiritual dentro de nós que nos alimenta, e podemos perseverar na fé. Naturalmente, temos de estudar primeiro. Não temos nenhuma força íntima se não estudarmos. Assim, a melhor coisa a fazer é continuarem estudando a sua Bíblia, assistindo às suas reuniões e edificando a si mesmos. E, então, quando vier a dificuldade, se vier sobre os irmãos, poderão ‘perseverar’.

      “Sabem o que se passou comigo, conforme lhes contei. Não houve nada espetacular, nada heróico. Foi apenas um caso de ‘perseverar; manter a fé em Deus’. E isso, estou certo, é o que os irmãos fariam.

      “Em Honolulu, certa irmã se dirigiu a mim quietamente e disse: ‘Não fique ofendido pela minha pergunta, mas há algo que acho que gostaria de lhe perguntar. Será que alguma vez se sentiu deprimido e triste durante esses sete anos?’ Disse-lhe: ‘Sim, eu me senti!’ Houve ocasiões em que senti tédio, a completa inutilidade da situação, o desperdício de tempo. A mente trabalhará e estudará, e a pessoa pode ter prazer no estudo por longo tempo; pode pensar nas coisas com proveito. Mas, depois de certo tempo, a mente quer descanso. Daí, surge o problema de como manter a mente ocupada. A pessoa pode ficar deprimida pela situação.

      “Mas, sob tais condições, jamais achei que queria encontrar outra saída. Jamais achei que queria mudar de proceder e transigir. Sabia que haveria alívio. E, como acontece depois de algum tempo, a mente subitamente descobre que pode alimentar-se de algo mais. Ficava contente de novo e ocupado de novo. Se ficava um tanto cansado e com a mente parada, sabia que eu venceria esta fase e me sentira bem de novo e reavivado de novo.

      “Assim, dizia eu: Somos humanos. Temos sentimentos humanos, fraquezas humanas. Não é por nossa culpa que nos sentimos abatidos às vezes, porque, até mesmo quando nos sentimos abatidos, isso não influi em nosso sentimento para com a verdade. Ainda temos as mesmas esperanças. Simplesmente o suportamos, e Deus nos reaviva e nos sentimos bem de novo.

      “Alguns irmãos perguntaram-me a respeito de minhas impressões desde que fui liberto. O que acho das mudanças neste mundo ocidental? O que dizer do contraste com a vida na China?

      “Há tremendo contraste. Na China, atualmente, pede-se às pessoas que façam sacrifícios a fim de que seja construída a nova China; de modo que a vida é um tanto austera, insípida, e muitíssimo controlada. Venho agora a um mundo mais livre, encontro pessoas muito bem vestidas, cheias de vida. Há vida, energia, liberdade de ação, com todo indício de prosperidade. É como ir de um mundo para outro. Começo a pensar comigo mesmo: estes belos automóveis — não seria ótimo ter um? Lindas casas — também seria bom tê-las — e as boas roupas, ótima televisão, música de alta fidelidade pelo rádio e coisas semelhantes. Assim, noto toda esta prosperidade material e posso observar que estas coisas poderiam constituir um laço.

      “Vejo claramente que as pessoas do mundo obtêm sua felicidade destas posses, de todas estas coisas materiais que possuem. Se tais coisas fossem subitamente retiradas delas, sua felicidade lá se ia junto com tais coisas, e elas simplesmente não poderiam continuar vivendo.

      “Mas, por certo, não podemos ser assim. Não é errado ter um belo carro e tais boas coisas da vida. Pode-se tê-las e tirar proveito delas, sendo perfeitamente inofensivas, uma vez que jamais as tornemos a principal fonte de nossa felicidade e prazer. E sei que não faremos isso se pusermos as coisas espirituais em seu lugar correto, isto é, em primeiro lugar.

      “De modo que esta é a minha impressão ao vir a um mundo diferente, de ver que há prosperidade, mas há também a necessidade de se manter vigilante a fim de que tal prosperidade não se torne uma pedra de tropeço e nos faça cair.”

      Caloroso aplauso das dezenas de milhares de pessoas presentes mostrou que apreciaram este oportuno conselho e concordaram com ele. Também se sentiam felizes de receber as expressões de ardente amor e saudações que o irmão Jones trouxe dos irmãos em Hong-Kong, Japão e Honolulu, mas ficaram especialmente emocionadas pelas suas palavras finais, ao dizer:

      “Por fim, acho que, se aqueles poucos irmãos que ainda estão lá na China soubessem que eu estive aqui falando com os irmãos, hoje, também gostariam de expressar seu amor e seus melhores votos para com todos os irmãos.”

      A reunião de duas horas chegara ao fim, ao ecoar pelo estádio contínuo aplauso. Depois de um cântico e de uma oração, a multidão começou a se dispersar e dirigir-se a seus lares em muitos lugares. Tinham aprendido muito, e, por certo, orações seriam feitas por milhares de lábios e corações em favor de seus irmãos e irmãs ainda na China Comunista, que se esforçam de permanecer firmes na fé.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1966 | 1.° de maio
    • Perguntas dos Leitores

      ● O que queria dizer o apóstolo Pedro quando afirmou que “nenhuma profecia da Escritura procede de qualquer interpretação particular”? — E. M., E. U. A.

      O apóstolo Pedro escreveu, com referência às profecias: “Sabeis primeiramente isto, que nenhuma profecia da Escritura procede de qualquer interpretação particular. Porque a profecia nunca foi produzida pela vontade do homem, mas os homens falaram da parte de Deus conforme eram movidos por espírito santo.” — 2 Ped. 1:20, 21.

      O escritor não considerava a aplicação, o significado ou a interpretação de profecias anteriormente escritas. O contexto mostra que considerava a certeza da palavra profética, a razão pela qual os cristãos podem confiar nela. (2 Ped. 1:16-19) Daí, indica que podem ter confiança nas profecias registradas nas Escrituras porque sua fonte não era a imaginação do homem, mas o próprio Jeová Deus.

      Por exemplo, os humanos poderiam, por si mesmos, observar as condições políticas ou sociais em algum pais e, à base de sua própria interpretação dos dados, fazer alguma predição para o futuro. Tal interpretação particular e a profecia subseqüente não seria inspirada por Deus. Isto ocorreu com os quatrocentos falsos profetas durante o reinado do Rei Acabe de Israel. Quando inquiridos se Acabe e Josafá pelejariam contra Ramote-Gileade, os profetas profissionais profetizaram o êxito para os dois reis. (2 Crô. 18:4-11) Essa profecia foi o resultado de sua interpretação pessoal da situação.

      Em contraste, o profeta de Jeová, Miquéias, predisse que Acabe não retornaria em paz. Será que essa foi uma profecia que surgiu de sua interpretação pessoal? Não, antes de falar com Acabe, Miquéias disse: “O que o meu Deus me disser, isso falarei.” (2 Crô. 18:13-27, Al) A morte de Acabe em batalha provou inegavelmente que a predição dos falsos profetas se baseava apenas em seu próprio arrazoamento humano imperfeito. Por outro lado, o profeta de Jeová, Miquéias, não fez nenhuma interpretação particular dos eventos, mas Jeová foi quem fez a decisão no tocante aos assuntos; por conseguinte, a profecia que Ele deu, por meio de Miquéias, foi exata e se cumpriu.

      Assim, conforme explicado em 2 Pedro 1:20, 21, podemos ter confiança nas profecias registradas nas Escrituras, porque não se baseiam na interpretação humana dos assuntos, mas se originam de Deus. Ele é Aquele que, por meio do espírito santo, moveu seus servos a proferi-las e registrá-las.

      ● Visto que Judas 7 mostra que Sodoma e Gomorra se tornaram “exemplo de aviso por sofrerem a punição judicial do fogo eterno”, não impede isso que os habitantes daquelas cidades tenham ressurreição? — A. C., E. U. A.

      Lendo apenas esse versículo, sem levarmos em consideração o que o restante da Bíblia tem a

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