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MassáAjuda ao Entendimento da Bíblia
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infiel e, por causa de sua altercação, ele o chamou de “Meribá” (altercação, luta, contenda). — Êxo. 17:1-7; Sal. 105:41.
Pouco antes de morrer, Moisés avisou Israel para não submeterem Jeová à prova como haviam feito em Massá. (Deut. 6:16; veja também Deuteronômio 9:22.) Daí, ao abençoar Israel, de novo mencionou este evento, indicando que tinha resultado em testar Levi. (Deut. 33:8) Neste caso, Levi pode significar os cabeças da tribo, isto é, Moisés e Arão.
Mais tarde, o salmista admoestou os israelitas a não endurecer seu coração como a geração que havia peregrinado pelo deserto. Sua referência a Meribá e Massá evidentemente faz alusão ao murmúrio de Israel por água, em Refidim, o incidente sendo figura de seu proceder infiel por todo o período de 40 anos. (Sal. 95:8-11) Esta parece ser a idéia transmitida pela citação das palavras do salmista (à base da Septuaginta), encontrada em Hebreus, capítulo 3: “Não endureçais os vossos corações como na ocasião em que se causou ira amarga [Meribá], como no dia em que se fez a prova [Massá] no ermo, em que os vossos antepassados me submeteram a uma prova, com uma provação, e, no entanto, tinham visto as minhas obras por quarenta anos [literalmente, ‘e eles viram minhas obras quarenta anos’].” (Vv. 8, 9) Tanto o Salmo 95:8 como Hebreus 3:8 podem também incluir o murmúrio posterior de Israel por água, na outra Meribá, situada na área de Cades. — Núm. 20:1-13.
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Massa LêvedaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MASSA LÊVEDA
Um pouco de massa posta de lado por um dia, ou mais, e que se permite que fermente ou azede. O termo hebraico se’ór denota tal massa lêveda e significa “fermentado” ou “massa fermentada”. — Veja Fermento.
Os israelitas utilizavam a massa lêveda para fazer pão fermentado. O punhado de massa guardado de anterior cozimento era geralmente dissolvido em água na amassadeira, antes de ser adicionada a farinha, ou talvez fosse colocado na farinha e então amassado junto com ela. — Mat. 13:33; Luc. 13:20, 21.
As ofertas de cereal de Israel, apresentadas por meio do fogo a Jeová, não deviam ser preparadas com massa lêveda. (Lev. 2:11) Também, ordenou-se expressamente aos israelitas que não tivessem nenhuma massa lêveda (aqui sendo evidente símbolo de corrupção e do pecado) em suas casas, ou nos limites de seu território, durante a festividade dos pães não-fermentados, de sete dias. (Êxo. 12:15; 13:7; Deut. 16:4) Qualquer pessoa que comesse algo fermentado durante essa época devia ser “decepada da assembléia de Israel”. — Êxo. 12:19.
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MateusAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MATEUS
[Gr., Maththaíos ou Matthaíos, derivado do nome próprio hebraico Mattithyáh, que significa dádiva de Jeová]. Um judeu, também conhecido como Levi, que se tornou apóstolo de Jesus Cristo e foi o escritor do Evangelho que leva seu nome. Era filho de certo Alfeu, e era cobrador de impostos (veja COBRADOR DE IMPOSTOS) antes de se tornar um dos discípulos de Jesus. (Mat. 10:3; Mar. 2:14) As Escrituras não revelam se Levi também tinha o nome Mateus antes de se tornar discípulo de Jesus, se o recebeu naquela ocasião, ou se lhe foi dado tal nome por Jesus quando ele o designou qual apóstolo.
Parece que, bem no início do seu ministério galileu (30 EC), Jesus Cristo chamou Mateus da coletoria localizada em Cafarnaum ou perto dela. (Mat. 9:1, 9; Mar. 2:1, 13, 14) ‘Deixando tudo, Mateus levantou-se e seguiu Jesus.’ (Luc. 5:27, 28) Talvez para celebrar a chamada para seguir a Cristo, Mateus ‘ofereceu uma grande festa de recepção’, a que compareceram Jesus e seus discípulos, bem como muitos cobradores de impostos e pecadores. Isto perturbou os fariseus, e os escribas, fazendo com que murmurassem a respeito de Cristo comer e beber junto com cobradores de impostos e pecadores. — Luc. 5:29, 30; Mat. 9:10, 11; Mar. 2:15, 16.
Mais tarde, depois da Páscoa de 31 EC, Jesus escolheu os doze apóstolos, e Mateus era um deles. (Mar. 3:13-19; Luc. 6:12-16) Embora a Bíblia teça várias referências aos apóstolos como grupo, não menciona nominalmente a Mateus, de novo, senão depois da ascensão de Cristo ao céu. Mateus viu o ressuscitado Jesus Cristo (1 Cor. 15:3-6), recebeu as instruções de despedida da parte dele e o viu ascender ao céu. Depois disso, ele e os outros apóstolos voltaram para Jerusalém. Os apóstolos ficaram num sobrado ali, e Mateus é citado especificamente como se achando entre eles. Assim, deve ter sido um dos cerca de 120 discípulos que receberam o espírito santo no dia de Pentecostes de 33 EC. — Atos 1:4-15; 2:1-4.
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Mateus, As Boas Novas SegundoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MATEUS, AS BOAS NOVAS SEGUNDO
O relato inspirado sobre a vida de Jesus Cristo, escrito, sem dúvida, na Palestina, pelo ex-coletor de impostos Mateus, ou Levi. É o primeiro livro das Escrituras Gregas Cristãs e, desde os tempos antigos, tem sido considerado como sendo o primeiro Evangelho. O relato de Mateus se inicia com o nascimento de Jesus, e termina com a comissão dada por Cristo a seus seguidores, depois de sua ressurreição, para que fossem e ‘fizessem discípulos de pessoas de todas as nações’. (Mat. 28:19, 20) Por isso, abrange o tempo entre o nascimento de Jesus, em 2 AEC, e seu encontro com seus discípulos pouco antes de sua ascensão, em 33 EC.
ÉPOCA DA ESCRITA
Subscritos, que aparecem no fim do Evangelho de Mateus em numerosos manuscritos (todos posteriores ao décimo século EC), dizem que o relato foi escrito por volta do oitavo ano depois da ascensão de Cristo (c. 41 EC). Isto não discordaria da evidência interna. O fato de que não se faz nenhuma referência ao cumprimento da profecia de Jesus sobre a destruição de Jerusalém indicaria uma época de composição anterior a 70 EC. (Mat. 5:35; 24:16) E a expressão “até o dia de hoje” (Mat. 27:8; 28:15) indica um lapso de tempo entre os eventos considerados e a época da escrita.
ESCRITO ORIGINALMENTE EM HEBRAICO
A evidência externa no sentido de que Mateus escreveu originalmente este Evangelho em hebraico remonta a Pápias de Hierápolis, que era, pelo menos, quase contemporâneo dos apóstolos. Pápias talvez fosse ensinado pelo apóstolo João, pois (segundo Eusébio), Irineu identifica-o como “ouvinte de João e o associado de Policarpo”. Eusébio citou Pápias como tendo dito: “Mateus compôs sua história no dialeto hebraico.” [The Ecclesiastical History of Eusebius Pamphilus (História Eclesiástica de Eusébio Pânfilo), Livro III, cap. 39] No início do terceiro século, Orígenes fez referência ao relato de Mateus e, ao considerar os Evangelhos, é citado por Eusébio como dizendo: “O primeiro acha-se escrito segundo Mateus, o mesmo que outrora era publicano, mas posteriormente se tornou um apóstolo de Jesus Cristo, que tendo-o publicado para os conversos judeus, escreveu-o em hebraico.” (The Ecclesiastical History of Eusebius Pamphilus, Livro VI, cap. 25) O douto Jerônimo (do quarto e quinto séculos EC) escreveu em seu Catalogue of Ecclesiastical Writers (Catálogo dos Escritores Eclesiásticos) que Mateus “compôs um Evangelho de Cristo, na Judéia, na língua e nos caracteres hebraicos, para o benefício dos da circuncisão que tinham crido. . . . Ademais, o próprio hebraico acha-se preservado até os dias de hoje na biblioteca de Cesaréia, que o mártir Pânfilo tão diligentemente coletou”.
Tem-se sugerido que Mateus, depois de compilar seu relato em hebraico, talvez o tivesse traduzido pessoalmente para o grego koiné.
INFORMAÇÕES ÍMPARES DO EVANGELHO DE MATEUS
Um exame do relato de Mateus mostra que mais de 40 por cento da matéria contida nele não se encontra nos outros três Evangelhos. Ímpar é a genealogia de Jesus (1:1-16) traçada por Mateus, que tem diferente enfoque da registrada por Lucas (3:23-38). Uma comparação entre as duas indica que Mateus forneceu a genealogia legal, através de José, pai adotivo de Jesus, ao passo que Lucas, pelo que parece, forneceu a genealogia natural de Jesus. Outros incidentes mencionados apenas no relato de Mateus são: a reação de José diante da gravidez de Maria; a aparição de um anjo a José, num sonho (1:18-25); a visita dos astrólogos; a fuga para o Egito; a matança dos meninos em Belém e seus distritos (cap. 2); o sonho da esposa de Pilatos referente a Jesus. — 27:19.
Pelo menos dez parábolas ou ilustrações encontradas no relato de Mateus não são mencionadas nos outros Evangelhos. Estas incluem quatro, no capítulo 13 — a do joio do campo, a do tesouro escondido, a da “pérola de grande valor”, e a da rede de arrasto. Outras são as ilustrações do escravo desapiedado (18:23-35), dos trabalhadores no vinhedo (20:1-16), do casamento do filho do rei (22:1-14), das dez virgens (25:1-13) e dos talentos. — 25:14-30.
Às vezes, Mateus supre pormenores suplementares. Embora a matéria do Sermão do Monte também conste no relato de Lucas (6:17-49), o Evangelho de Mateus é muito mais extensivo neste particular. (5:1 a 7: 29) Ao passo que Marcos, Lucas e João mencionam a alimentação miraculosa de cerca de 5.000 homens, Mateus adiciona “além de mulheres e criancinhas”. (Mat. 14:21; Mar. 6:44; Luc. 9:14; João 6:10) Mateus menciona dois homens possessos de demônios a quem Jesus encontrou no país dos gadarenos, ao passo que Marcos e Lucas se referem apenas a um. (Mat. 8:28; Mar. 5:2; Luc. 8:27) Mateus também fala de dois cegos serem curados em certa ocasião, ao passo que Marcos e Lucas mencionam apenas um. (Mat. 20:29, 30; Mar. 10:46, 47; Luc. 18:35, 38) Naturalmente, todos os escritores estavam corretos, no sentido de que pelo menos uma pessoa estava envolvida em cada incidente. Mateus, porém, com freqüência é mais explícito quanto aos números. Isto talvez possa ser atribuído à sua anterior ocupação como coletor de impostos.
UTILIZAÇÃO DAS ESCRITURAS HEBRAICAS POR MATEUS
Tem-se calculado que o Evangelho de Mateus contém cerca de cem referências às Escrituras Hebraicas. Estas incluem as próprias citações e alusões de Cristo às Escrituras Hebraicas, entre as quais acham-se as seguintes: os inimigos do homem seriam pessoas de sua própria família (Mat. 10:35, 36; Miq. 7:6); João, o Batizador, identificado como o “Elias” que viria (Mat. 11:13, 14; 17:11-13; Mal. 4:5); as experiências de Jesus e de Jonas são comparadas (Mat. 12:40; Jonas 1:17); o mandamento de honrar os pais (Mat. 15:4; Êxo. 20:12; 21:17); a prestação de louvores fingidos a Deus (Mat. 15:8, 9; Isa. 29:13); a necessidade de duas ou três testemunhas (Mat. 18:16; Deut. 19:15); as declarações sobre casamento (Mat. 19:4-6; Gên. 1:27; 2:24); vários mandamentos (Mat. 5:21, 27, 38; 19:18, 19; Êxo. 20:12-16; 21:24; Lev. 19:18; 24:20; Deut. 19:21); o templo transformado num “covil de salteadores” (Mat. 21:13; Isa. 56:7; Jer. 7:11); a rejeição
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