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O que os “discos” revelaram serDespertai! — 1970 | 8 de agosto
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colapso moral, a freqüência de terremotos, a rebelião geral e a inquietação global. Por quê? Porque aqueles que pesquisaram cabalmente as profecias da Bíblia Sagrada estão convictos do seguinte: Que os incríveis eventos que ocorreram em grande pormenor desde o irrompimento da Primeira Guerra Mundial são cumprimento da profecia bíblica, indicando que vivemos nos “últimos dias” deste sistema de coisas, e que estamos às portas de tremendas mudanças mundiais. — Mat. 24:3-21; 2 Tim. 3:1-5.
Não se trata de invenção da imaginação humana. Toda a criação testifica a existência de um Criador dotado de propósito. E sua Palavra, a Bíblia, testifica o seu propósito de acabar para sempre com a perversidade e de trazer uma nova ordem justa. (2 Ped. 3:13; Judas 14, 15) A profecia bíblica não é algo a ser posto de lado como de somenos importância, como o rumor ou a imaginação; jamais falhou. Não seria sábio examinar com interesse este assunto que tão diretamente diz respeito à sua vida e sua esperança de felicidade eterna? As testemunhas de Jeová terão prazer em ajudá-lo a fazer esta investigação pessoal.
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Vivendo de pílulasDespertai! — 1970 | 8 de agosto
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Vivendo de pílulas
Do correspondente de “Despertai!” nas Ilhas Britânicas
“PÍLULAS PARA EMAGRECER MATAM BEBÊS.”
“PÍLULA ANTICONCEPCIONAL MATA MÃE DE QUATRO FILHOS.”
Aqui na Inglaterra, tais manchetes audazes nos confrontam de tempos a tempos em nossos diários. Num país em que gozamos os benefícios de “gratuito” Serviço Nacional de Saúde e em que muitos vivem de pílulas, tais tragédias são lembretes crus dos perigos das drogas.
Recente enquête feita pela revista popular dos motoristas, Drive, revelou que um de cada sete motoristas ingleses dirige sob a influência de drogas. Dados publicados pela Associação da Indústria Farmacêutica Britânica indicam que, em 1967, os médicos de família na Inglaterra e no País de Gales receitaram remédios num total de 271 milhões de vezes. E além das receitas médicas, preparados médicos comumente usados, tais como a aspirina, podem ser obtidos com facilidade quase por qualquer um.
Notícias indicam que não só na Inglaterra, mas também no continente europeu, nos EUA e em outras partes do mundo, cada vez mais pessoas recorrem ao uso de drogas. Fazem-no a ponto de as drogas se tornarem parte aceita de sua rotina diária. Comentando a situação nos EUA, o Dr. M. M. Wintrobe, Professor de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Utah, teve o seguinte a dizer: “Alguns membros de nossa sociedade moderna se comportam como se a vida fosse um processo existencial que dificilmente possa ser mantido ou suportado sem se tomar uma série contínua de drogas maravilhosas.”
Por Que o Avolumante Consumo de Pílulas?
Admite-se livremente que, nos EUA e na Inglaterra, alguns médicos estão prontos a receitar demais. Num discurso sobre o “Uso e Abuso de Drogas”, Sir Derrick Dunlop comentou três das causas de se receitar demais: “Há as insistentes demandas do público . . . Em segundo lugar, há médicos insuficientes para a crescente população: leva tempo fazer-se cuidadosa anamnese, efetuar-se cabal exame, e dar conselho sábio, mas leva apenas uns instantes para se escrever uma receita para um remédio sintomático, e isto não raro satisfaz o paciente . . . Em terceiro lugar, há a formidável e perita promoção das drogas pelos laboratórios farmacêuticos, alguns dos quais estão sujeitos a justificável crítica de violarem a verdade e o bom gosto.” (O grifo é nosso.)
Fatores similares se aplicam no tocante à automedicação. Alguns sentem insaciável desejo de tomar pílulas. Acham mais fácil, mais rápido e mais barato ir à farmácia do que determinar a causa de seu problema e lidar com ela. Outros são sem dúvida influenciados pela propaganda no rádio, na televisão e nas revistas, que recomenda remédios para todo mal.
Talvez, um dos fatores contribuintes mais importantes do avolumante consumo de pílulas hoje seja o tremendo aumento no número de drogas agora disponíveis para tratamento de doenças. Algumas delas têm sido deveras benéficas. No entanto, ao mesmo tempo, o grande incremento de drogas — o que tem sido descrito como “explosão terapêutica” — trouxe seus próprios perigos.
Perigos das Drogas Modernas
Nunca antes a classe médica esteve tão cônscia dos perigos acompanhantes do uso de drogas modernas como hoje. Um dos principais responsáveis disto foi o desastre do início da década de 1960 que trouxe a morte ou crassa deformação a milhares de bebês nascidos de mães que tomaram o que parecia ser seguro tablete para dormir contendo talidomida.
À parte dos efeitos teratogênicos (ou causadores de defeitos), as drogas modernas prescritas pelos médicos podem produzir, direta ou indiretamente, amplo espectro de reações adversas e doenças, inclusive erupções da pele, sangria na pele, sangria no estômago ou nos intestinos, hemorragias no cérebro, infecções de vários tipos, distúrbios endócrinos tais como diabetes, hiper e hipotireoidismo, úlceras gástricas e duodenais, moléstias do fígado, moléstias dos rins, moléstias dos ossos e da medula óssea, vício de entorpecentes, doença mental e até a insanidade. Uma lista deveras formidável!
Em um simpósio sobre o assunto de doenças causadas por drogas, o Dr. Louis Lasagna, da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, Baltimore, EUA, declarou: “Torna-se aparente, não só que existe um problema, mas também que, apesar de uma razoavelmente alta freqüência de dificuldades relatadas com drogas, os casos publicados constituem simplesmente a ponta flutuante dum iceberg, a maior parte das dificuldades permanecendo oculta por trás da aparência de nossa percepção.”
Ao discutir os efeitos tóxicos das drogas, Sir Derrick Dunlop forneceu alguma idéia da magnitude do problema na Inglaterra ao dizer: “Tem-se calculado que de 10 a 15% dos pacientes em nossos hospitais de clínicas sofrem em grau maior ou menor de nossos esforços de tratá-los — de doenças iatrogênicas, conforme são chamadas [isto é, causadas pelo médico], ou, mais otimistamente, de doenças devidas ao progresso médico.”
Em vista dos perigos da moderna terapia de drogas, compreende-se por que muitos países estabeleceram agora organizações governamentais que supervisam a introdução e o uso de drogas, bem
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