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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1975 | 15 de outubro
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Perguntas dos Leitores
● Acham as testemunhas de Jeová correto consultar um psiquiatra?
Consultar o cristão um psiquiatra ou qualquer outro médico, ou não, é assunto de decisão pessoal. No entanto, os verdadeiros cristãos têm profunda fé no poder da Bíblia, de dar orientação útil. Re conhecem que o Criador sabe mais sobre o homem — inclusive sobre a mente humana — do que qualquer homem. Assim, as testemunhas de Jeová encaram qualquer método de tratamento à luz da “sabedoria de cima”. — Tia. 3:17.
Embora os psiquiatras se especializem no tratamento de desordens mentais e emocionais, convém reconhecer que os métodos usados pelos diferentes psiquiatras amiúde variam drasticamente. Por exemplo, certo compêndio (inglês) é intitulado Psicanálise e Psicoterapia: 36 Sistemas. Por que há tantos conceitos diferentes? Porque, apesar de muita pesquisa, sabe se comparativamente pouco sobre o funcionamento da mente humana. O livro (inglês) A Mente diz: “As causas de [várias doenças mentais] constituem a mais importante questão não resolvida da psiquiatria moderna. Forneceram-se respostas, mas nenhuma delas é conclusiva.”
Alguns psiquiatras usam o “tratamento da conversação”, muitas vezes sondando a relação infantil do paciente com seus pais — presumindo-se que tais técnicas “aliviem” certos temores ou hostilidades. Outros concentram-se em fazer o paciente adquirir novos hábitos (usando as vezes hipnose para isso), na esperança de que uma nova “norma de comportamento” seja a resposta. Ainda outros adotam o conceito de que a maioria das doenças mentais são físicas (tais como desequilíbrio químico do corpo ou mau funcionamento do sistema nervoso), e por isso usam o tratamento com drogas ou talvez dietas e vitaminas. Raras vezes se recomenda a altamente controvertida cirurgia cerebral para doenças mentais.
Visto que os verdadeiros cristãos se esforçam a ter “a mesma atitude mental que Cristo Jesus teve”, é correto que se preocupem com as crenças de todos os que querem influenciar seu modo de pensar ou de agir. (Rom. 15:5) Embora nem todos os psiquiatras e analistas sejam ateus ou agnósticos, muitos são. Certo estudo revelou que mais da metade dos analistas entrevistados concordavam com o conceito de Sigmund Freud, de que a crença em Deus é “infantil” e fora da harmonia “com a realidade”. Muitos crêem que o homem seja impelido pelo “instinto animal herdado pelo homem na sua evolução das formas inferiores de vida”. Além disso, conforme relata o livro (inglês) Os Psiquiatras: “Muitos psiquiatras e analistas crêem que as leis que regulam o comportamento sexual sejam muito estritas demais.” (Página 167) Gostaria de amoldar sua vida segundo as idéias de homens que encaram os assuntos deste modo?
Atualmente está amplamente difundido o tratamento com drogas, e nisto também é sábio considerar bem os resultados. Embora o uso de drogas como remédio não seja proibido para os cristãos, e em alguns casos certas drogas podem trazer certa medida de alívio, o servo de Deus deve ser muito cauteloso com tudo o que o possa escravizar, tornando-o viciado. (Rom. 6:17; 12:1) Alguns, preferindo tratamento que não envolva drogas, indicam os bons resultados obtidos com a terapia que usa grandes quantidades de vitaminas, que é a forma de tratamento que hoje recebe cada vez mais atenção.
No que se refere a buscar tratamento médico, é de interesse notar o princípio bíblico encontrado em 1 Coríntios 12:26. As Escrituras ensinam ali que, quando uma parte do corpo sofre, as outras partes também são afetadas. Em harmonia com este princípio, os que têm problemas mentais ou nervosos talvez achem aconselhável mandar fazer um exame físico cabal, visto que amiúde há um problema de saúde do, qual não se apercebem. Mesmo alguns dos que pensavam ficar loucos ou estar sofrendo hostilização demoníaca descobriram que sofriam de “hipoglicemia” (pouca glicose no sangue) ou de outro mal.
Naturalmente, há muitas enfermidades e moléstias das quais não se conhece nenhuma “cura”. Novamente é Jeová quem provê ajuda. Sua Palavra pode ajudar-nos a aumentar nossa perseverança. (1 Tim. 6:11, 12) Também, somos ajudados assim a suportar ajustes físicos aflitivos, tais como os que acompanham às vezes a menopausa ou a velhice.
Mas, o que se dá quando o problema não é físico? O que se dá quando é uma questão de sentimentos de hostilidade ou abatimento — problemas quanto a dar-se bem com outros? Tiago 5:13-16 diz que aquele que tem problemas de natureza espiritual ou emocional deve chamar os anciãos da congregação cristã, com o objetivo de que o ‘untem com óleo’ quer dizer, lhe dêem conselho bíblico consolador, e também “orem sobre ele”. Com que resultado? O texto continua: “A oração de fé fará que o indisposto fique bom, e Jeová o levantará [de seu abatimento].” Naturalmente, para tirar proveito, o espiritualmente doente precisa ser honesto e franco. Precisa procurar e seguir o conselho da Bíblia; precisa agir em harmonia com as orações feitas em seu favor — Tia. 1:25
Isto lança muita responsabilidade sobre os anciãos cristãos. Eles precisam orar seriamente, procurando a orientação de Jeová. Por usarem de paciência, amor e preocupação, muitas vezes podem chegar à raiz do problema. Os anciãos devem ajudar o atribulado a ver que nosso Deus nos convida a lançar sobre Ele os nossos fardos. (Sal. 55:22; 1 Ped. 5:7) Às vezes é necessário ajudar alguém a ver como ‘afastar a ira’ ou concentrar-se no que é casto. (Col. 3:5-14; Fil. 4:6-8) E, freqüentemente, o verdadeiramente arrependido talvez se sinta “culpado” e “além de perdão”. Sentindo-se esmagado, precisa de reconforto tal como o encontrado em 1 João 1:9.
Portanto, embora as testemunhas de Jeová não rejeitem categoricamente a possibilidade de tratamento por médicos especializados em distúrbios emocionais ou mentais, quando uma Testemunha vai consultar a tal, deve examinar cuidadosamente o tratamento recomendado. Nunca se deve esquecer de que a observância das leis de Jeová resulta em saúde mental hoje e no futuro, na vida eterna. Se não tiver certeza da sabedoria de certa terapia, poderá querer considerá-la com os anciãos na congregação cristã — embora a decisão final seja a sua própria (ou do pai, ou a decisão conjunta de marido e mulher). E, acima de tudo, assim como em outros campos da vida, os verdadeiros cristãos desejarão aproveitar-se plenamente da força provida por Jeová, reconhecendo que tem uma poderosa ajuda na Palavra e no espírito de Deus. “Porque a palavra de Deus é viva e exerce poder . . . e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração.” — Heb. 4:12.
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O nome de Deus é JeováA Sentinela — 1975 | 15 de outubro
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O nome de Deus é Jeová
Sabia que “Jeová” é a forma portuguesa do nome de Deus? Aparece nesta gravura na língua hebraica original da Bíblia.
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