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  • Observações sobre transfusões de sangue
    A Sentinela — 1979 | 15 de março
    • da Califórnia, em São Francisco. O Dr. Dunphy observou:

      “Não creio que baste a boa ciência. Há alguns anos, numa conferência perante a Sociedade Real de Medicina, na Inglaterra, Lorde Hunt disse: ‘A fé e a religião são muito íntimas. Não acredito que alguém possa praticar a medicina, ou, quanto a isso, fazer bem algo mais, levando uma vida plena e útil, sem ter fé em alguma coisa em que basear o pensamento e a conduta. . . . Tudo o que aumenta a fé religiosa do paciente, ou a própria fé, no seu tratamento ou nos seus médicos, vale a pena e deve ser estimulado.’”

      Isto levou o Dr. Dunphy à questão das Testemunhas de Jeová e as transfusões de sangue. Ele disse:

      “Tivemos vários pacientes no nosso hospital, nos últimos 12 anos, que eram Testemunhas de Jeová, e fizemos operações sem transfusões de sangue. Posso estar enganado, mas, não me lembro de nenhum paciente que tivesse falecido por falta duma transfusão. Concordo, porém, que o paciente possa ficar anêmico no decorrer daquele dia.

      “Fiquei fascinado de encontrar um tratado que acaba de ser publicado por Denton Cooley [cirurgião cardiologista], apresentando um relatório sobre mais de 500 operações cardíacas grandes, envolvendo Testemunhas de Jeová, realizadas sem transfusão e com uma proporção de mortalidade de 5 por cento. Os algarismos são comparáveis aos seus algarismos sobre pacientes que receberam uma transfusão.”

      O Dr. Dunphy concluiu: “A transfusão, certamente, faz o cirurgião sentir-se melhor mas talvez não faça o paciente sentir-se melhor. Pode ser que todos nós tenhamos a tendência de aplicar transfusões para sentir-nos mais confortáveis. Acho que, quando temos uma Testemunha de Jeová fazemos bem em considerar o seu ponto de vista.”

      O periódico Bulletin apresentou também a resposta do Dr. Dunphy à pergunta sobre o que fazer quando o paciente que é Testemunha começa a ter hemorragia pós-operatória e não reage aos expansores não-sanguíneos do volume do plasma.

      “Acho que exortaria o paciente a mudar de idéia e a aceitar uma transfusão. Mas também quero salientar que, se o paciente — e estou falando sobre uma operação sem complicações . . . — se o paciente não passar bem e você acha que ele está sangrando, a transfusão, de qualquer modo, não é a coisa acertada para ele. Acho que, se você agir depressa, ainda poderá salvar o paciente. É por isso que posso dizer que não me lembro de um paciente meu que tenha falecido por causa de hemorragia progressiva por ser Testemunha de Jeová. . . . ”

      Duma fonte bastante diferente veio um interessante caso pertinente a respeito de operações sem transfusão. Certa mãe, da Carolina do Norte, E. U. A., escreveu recentemente à Sociedade Torre de Vigia:

      “Jill, minha filha de nove anos, foi submetida a uma rara e perigosa neurocirurgia da coluna vertebral e ao mesmo tempo a uma cirurgia ortopédica para corrigir uma curvatura da coluna. Gostaria de contar-lhes os eventos que levaram ao excelente resultado para Jill.

      “Jill nasceu com meia vértebra e costela extras, que fizeram que sua coluna se curvasse. Isto resultou em escoliose congênita, ou curvatura lateral da coluna.

      “Muitas crianças têm escoliose. Amiúde ela pode ser tratada com bom êxito por meio dum aparelho corretivo. Mas, visto que os casos congênitos são mais difíceis de tratar, a cirurgia costuma tornar-se necessária, sendo recomendada quando a coluna se curva até 30 graus. O processo da curvatura pode ser bem vagaroso, acelerando-se depois repentinamente. Até Jill atingir os sete anos de idade, sua coluna se havia curvado vagarosamente até 12 graus. Dois meses depois de seu exame geral, regular, a curvatura estava em 26 graus. E um mês depois, atingiu 34 graus. Jill precisava de cirurgia ortopédica imediata.

      “O cirurgião ortopédico que havia cuidado de Jill desde os quatro anos de idade disse a meu marido e a mim que, durante a cirurgia de fusão vertebral, o paciente perde um litro de sangue por hora. A operação levaria pelo menos quatro horas. Em outras palavras, Jill perderia todo o sangue do corpo. Ele disse: ‘Ninguém vai ajudá-los.’ Para impedir que a curvatura aumentasse ainda mais, Jill recebeu um aparelho corretivo.

      “Quando foi hospitalizada para isso, fez-se um mielograma rotineiro. O relatório sobre ele, porém, não foi rotineiro. Verificou-se que havia um pedaço de osso penetrando no interior da coluna de Jill. Podia causar dano neurológico e teria de ser cuidado de perto.

      “Nosso médico, porém, contatou colegas neste campo. Por causa desta bondade, dirigimo-nos a um cirurgião que achou que podia ajudar Jill, o Dr. B———, do Centro Médico da Universidade Duke, em Durham, Carolina do Norte. A visita resultou em ser aflitiva.

      “O Dr. B———, cirurgião ortopédico, encontrou evidência de que o pedaço de osso já começara a paralisar a perna direita de Jill. Estava começando a cortar a medula espinhal! Sem cirurgia, Jill ficaria paralítica da cintura para baixo. Quanto às chances da própria intervenção cirúrgica, Jill podia perder o uso de qualquer função corporal abaixo da cintura.

      “O Dr. B——— providenciou um neurocirurgião, o Dr. O——— , e assegurou-nos de que podia ser e seria realizada uma cirurgia sem sangue. Disse que a neurocirurgia não devia levar muito tempo, e que, se os indícios de Jill permanecessem bons, ele prosseguiria e corrigiria a curvatura por realizar uma fusão vertebral. Assim, Jill sofreria apenas uma intervenção cirúrgica.

      “De manhã cedo, em 9 de julho de 1977, o Dr. O——— removeu o fragmento de osso. A operação durou cerca de uma hora e meia. Então, o Dr. B——— fez a cirurgia ortopédica. Esta levou quatro horas e meia. Mais tarde, contou-nos que Jill perdera o total de 300 centímetros cúbicos [bem menos de meio litro] de sangue, ‘ . . . nem o bastante para incomodar. Seis horas de cirurgia, e ela nem ficou anêmica’!

      “Mas o relatório que nos preocupava ainda nem havia chegado. Nada se podia saber sobre qualquer paralisia até Jill acordar na sala de recuperação e o Dr. O——— fazer alguns exames neurológicos com ela.

      “Daí, de repente, após três horas de espera aflitiva, escancararam-se as portas do hospital. O Dr. B——— veio descendo o corredor, com o avental voando, e com os braços erguidos acima da cabeça e os dedos fazendo o sinal de vitória! Antes de ele dizer alguma palavra, já sabíamos que Jill estava boa.

      “Jill ficou no hospital Duke por dezoito dias. Não é demais enfatizar quão cooperativo e apoiador foi o pessoal do Duke no cuidado que lhe dispensaram. Ela se restabeleceu rapidamente. Para ajudar na cura da fusão e dar apoio à coluna, Jill deveria usar um colete (qual tartaruga) por seis meses.

      “Agora, Jill já está fora do colete. Suas costas estão direitas e retas, e ela participa quase que em todas as atividades. No decorrer dos anos, Jeová lhe tem dado a força para suportar a dor e a enfrentar com bravura a grande intervenção cirúrgica. Nós a vemos agora andar e sentimo-nos humildes.”

      Informação médica reconfortante, tal como esta, pode ajudar as pessoas a darem maior consideração ao que o Criador diz sobre o sangue.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1979 | 15 de março
    • Perguntas dos Leitores

      ● A que se referia Jó quando disse que fizera um pacto com os seus olhos, e por isso não atentava para uma virgem?

      Este versículo de Jó 31:1 reza: “Concluí um pacto com os meus olhos, portanto, como poderia mostrar-me atento a uma virgem?” Jó queria dizer que, na sua determinação de manter a integridade para com Deus, havia resolvido evitar até mesmo só olhar com concupiscência para uma mulher que não fosse sua esposa.

      Jó e sua esposa haviam tido vários filhos. Apesar dum período de dificuldades, quando sua esposa de muitos anos o exortou a maldizer a Deus e a morrer, ele lhe foi fiel. (Jó 2:9, 10) Não existe nenhuma evidência de que ele se tivesse apartado da monogamia ou mesmo só pensado na possibilidade de ter relações sexuais com mulheres mais jovens, com virgens. — Jó 19:17.

      Jó reconhecia que a imoralidade amiúde começa por se olhar com concupiscência para alguém do sexo oposto, criando-se assim no coração o desejo de relações sexuais, imorais. Por isso, ele como que fez um contrato ou pacto formal com os seus próprios olhos. Para que fim? Resolveu firmemente não olhar com paixão para outra mulher. Naturalmente, ele via mulheres na sua vida diária e talvez até mesmo lhes desse atenção, para ajudá-las, caso o necessitassem. Mas, quanto a atentar para namoricar ou ter motivação romântica, isto estava fora de questão. Era-lhe proibido. Sem dúvida o ‘pacto de Jó com os seus olhos’ ajudou-o a evitar qualquer olhar apaixonado que poderia levar a uma conduta imoral. — Veja Jó 31:9, 11; Mateus 5:28.

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