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Certeza viva de paz na terraDespertai! — 1971 | 8 de maio
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semana, em seus Salões do Reino, poderá sentir esta paz e gozar desta saudável associação.
Por que não examina tais coisas um pouco mais por si mesmo? Goze a felicidade, os companheiros de boa moral, a unidade e a paz até mesmo agora. Descubra por que florescem e crescem entre as testemunhas de Jeová? numa era em que faltam notadamente na sociedade em geral. Pode significar eterna felicidade para o leitor e seus entes queridos.
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O comércio dos abortos — visto por um médicoDespertai! — 1971 | 8 de maio
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O comércio dos abortos — visto por um médico
NOS meus mais de trinta anos de experiência médica como cirurgião-geral, tenho visto muita coisa. Mas, não estava bem preparado para aquilo que meus olhos viram nesta manhã de 11 de agosto de 1970. Foi meu primeiro dia de trabalho num hospital de Brooklyn depois que se tornou legal no estado de Nova Iorque que os médicos realizassem abortos a vontade.
Ao me aproximar da seção de cirurgia para fazer a operação que tinha planejado para o dia de hoje, notei primeiramente a fileira de macas hospitalares no corredor do lado de fora da própria sala. Em cada uma havia uma jovem paciente meio tonta devido à medicação pré-operatória, esperando sua vez para um aborto. Dentro da seção de cirurgia, que consiste em três salas de operação, tornou-se logo evidente que todos — os médicos, as enfermeiras, os anestesistas, os serventes e vários auxiliares — trabalhavam sob mais do que a tensão usual ao cuidarem dos casos de abortos. Tais operações estavam sendo feitas numa taxa de uma a cada quinze minutos.
Repulsa Entre a Equipe Hospitalar
Ao examinar a tabela de operações para aquele dia, notei que meu caso era o único “legítimo” para o dia — as outras vinte e quatro operações planejadas eram todas abortos. Era óbvio que a equipe operatória não se sentia feliz com esta situação. Quando comentei que eu me sentia um tanto deslocado, no sentido de que fazia a única operação real do dia, um dos anestesistas, um médico que me era totalmente desconhecido, atravessou a sala de cirurgia, segurou a minha mão e apertou-a, saindo sem dizer uma palavra sequer. Considerei isto como indício de que concordava com minha repulsa diante da situação.
Durante a operação, conversou-se bastante sobre a questão dos abortos. Diversas enfermeiras e auxiliares de enfermagem indicaram que sentiam tamanha repulsa de trabalhar sob tais condições que pensavam em outros tipos de trabalho fora da sala de operações. Algumas até mesmo mencionaram abandonar a própria enfermagem.
Visto que a lei do Estado de Nova Iorque permite abortos que incluam gravidezes até de vinte e quatro semanas de gestação, vários das duas dúzias de casos programados para o dia de hoje estavam sendo feitos em mulheres que estavam em óbvio estado de adiantada gravidez. Em tais casos, o aborto não é uma operação simples como comumente é o caso duma gravidez de quatro a seis semanas de duração. Para se interromper uma gravidez de vinte e quatro semanas, é quase sempre necessário fazer uma histerotomia. Isto significa abrir o útero por meio duma incisão abdominal e remover o feto quase que como numa cesariana. Uma das enfermeiras que tinha dado assistência em vários destes casos me confidenciou que “o bebê é removido e colocado numa bandeja para morrer”.
Um feto de vinte e quatro semanas de gestação já se acha, naturalmente, desenvolvido ao ponto de ser facilmente reconhecido como criatura humana, com partes distintas. Consegue mover-se e produz sons e faz tentativas, pelo menos, de respirar. Por conseguinte, é considerado indivíduo potencialmente capaz de ver.
Um servente da sala de operação me disse que recusara passar a vassoura nas salas de operação em que estavam sendo feitos os abortos, visto que tal atividade violava sua consciência relativo à santidade da vida. Disse que ao passar a vassoura numa de tais salas de cirurgia, encontrou a perna dum feto no chão, e outros na seção de cirurgia confirmaram que isso realmente se deu. Desde essa ocasião, decidira não mais trabalhar nas salas de cirurgia usadas para tal fim. Com efeito, sua intenção era deixar de trabalhar no hospital por completo e procurar um emprego numa fábrica. Até mesmo a supervisora auxiliar da seção de cirurgia me disse que ela também estava abandonando sua posição ali para procurar outro emprego.
Um jovem médico filipino que recebia treinamento cirúrgico, que me ajudou na minha operação, expressou seu desapontamento por não estar recebendo treino em todos os campos da medicina. Isto se dava porque tanto de seu tempo estava sendo tomado em cuidar de abortos. Também expressou seu desânimo de ver os médicos estadunidenses tentarem justificar suas ações à base de que isso ajudaria a resolver a chamada explosão demográfica. Para ele, era um caso de permitir que o fim justifique os meios.
Pacientes “Saudáveis”
Ao terminar meu caso cirúrgico, visitei minha paciente na sala de recuperação. Ela estava cercada de meia dúzia mais ou menos de sonolentas ex-mães que, ao acordarem, seriam levadas da seção de cirurgia para as enfermarias para ficarem hospitalizadas por algumas horas antes de terem alta. Quando estava prestes a deixar o hospital, não pude deixar de notar que a sala de admissão parecia muito irreal, havendo uma fila de jovens mulheres de aparência saudável que esperavam sua admissão. Uma fila similar se achava no guinche do caixa, onde recebiam alta os casos de abortos do dia anterior.
Fora do hospital, havia muitas moças e mulheres jovens, algumas chegando, algumas partindo. Em alguns casos, achavam-se acompanhadas de mulheres mais idosas que pareciam ser mães delas. Lembrei-me de que relatórios em publicações médicas (Medical World News, de 21 de agosto de 1970) descreviam uma fila de espera de 5.000 candidatas para abortos nos hospitais municipais da Cidade de Nova Iorque, havendo de seis a oito semanas de espera em alguns hospitais.
Quem É Culpado?
Ao me afastar de carro do hospital, sentia-me um tanto abalado, para dizer o mínimo. Perguntas começaram a tomar conta da minha mente, exigindo uma resposta. Quem é culpado? Qual será o próximo passo que o homem dará à medida que se empenha em corrigir certos problemas sociais, ou a população sempre crescente?
Pensei nos médicos que, em geral, justificam sua participação por dizerem que acham que ajudam as mulheres infelizes. Mas, era este seu único ou verdadeiro motivo? Não estão também interessados em ajudar a si mesmos financeiramente? Muitos, por certo, recusaram-se a participar nisso. Mas outros dão toda evidência de se terem tornado “especialistas” num processo que, há apenas semanas atrás, era considerado criminoso e imoral.
Pensei nos políticos que tornam legais coisas tais como os abortos. A falta, contudo, é apenas parcialmente deles, pois na realidade apenas refletem a vontade e os desejos de seus constituintes — as pessoas a quem representam.
Pensei também nas igrejas da cristandade e em seus clérigos. Ao passo que outros eram, sem dúvida, responsáveis em grande medida, me parecia óbvio que o clero era muitíssimo responsável. Não era prerrogativa dos médicos nem o dever dos professores, nem o setor dos legisladores ensinar princípios morais às pessoas, nem inculcar nelas elevada consideração pela vida. Tratam-se de assuntos de natureza religiosa, e por anos e anos se presumiu serem a responsabilidade do clero.
Quantas das jovens mulheres que eu vira hoje estavam ali para praticar aborto por não terem aprendido de seus clérigos que as relações sexuais pré-maritais são especificamente condenadas pela própria Bíblia delas? Quantas eram mulheres casadas que detinham boa posição em sua própria igreja, e, ainda assim, demonstravam completa falta de respeito pelas vidas de seus bebês nascituros?
Os abortos provocaram alguns clamores de organizações religiosas, mas a força destas proclamações de horror se perde nas realidades de hoje. As próprias pessoas que faziam os abortos, que aprovaram as leis de aborto, que se tornaram pais dos filhos ilegítimos nascituros, bem como as mulheres que tinham os abortos, foram na maior parte criadas em lares religiosos, e grande número delas são, na atualidade, membros respeitados das igrejas em suas comunidades!
Estou convencido de que as igrejas falharam. O clero se tem mostrado delinqüente em seu papel de mestre, conselheiro e apoiador da moral e do amor à vida. Não há dúvida em minha mente de que as igrejas deixaram de inculcar nas mentes e nos corações de seus adeptos, uma verdade básica, a saber: a Vida é uma de nossas mais valiosas possessões! — Contribuído.
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Ela mudou seu estilo de roupaDespertai! — 1971 | 8 de maio
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Ela mudou seu estilo de roupa
● Durante seu ministério de casa em casa, certa testemunha de Jeová em Colombo, Geórgia, EUA, encontrou uma jovem senhora elegante. Ela era presbiteriana e ensinava na escola dominical. Seu pregador ensinara o conceito moderno dos “livre pensadores” e que o “vestido moderninho” era parte de sua “expressão”. Todos os vestidos dela eram microminis no comprimento.
Esta senhora aceitou um estudo bíblico domiciliar gratuito que lhe foi oferecido pela Testemunha. Com o tempo, foi-lhe jeitosamente trazido à atenção que a Bíblia ensina a modéstia no vestir-se para as mulheres cristãs. (1 Tim. 2:9, 10) Embora viesse ao Salão do Reino trajando seus vestidos do comprimento usual, as Testemunhas a acolheram calorosamente. E ela casualmente observou o vestido modesto das mulheres no Salão do Reino.
À medida que estudava a Bíblia, começou a ver que seu líder religioso a desencaminhara. Agora compreendia que a pessoa ou está sob o espírito de Jeová ou sob o espírito do mundo. Começou a chorar. Mas, mostrou tanta apreciação pela verdade de Deus que começou a recomendá-la a outros.
Pouco depois apareceu no Salão do Reino com um vestido de comprimento modesto. As Testemunhas ali ficaram todas regozijando-se junto com ela. Deveras, a verdade de Deus ajuda as pessoas a transformar a mente, em harmonia com a vontade de Deus. — Rom. 12:1, 2.
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