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MediadorAjuda ao Entendimento da Bíblia
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como Moisés aspergira o sangue sobre o livro da Lei [pois Deus não estava pessoalmente presente ali]). Daí, no dia de Pentecostes de 33 EC, Jesus derramou o espírito santo, da parte de Deus, sobre os primeiros introduzidos no novo pacto, que somavam c. 120 pessoas. Mais tarde, nesse mesmo dia, c. 3.000, judeus e prosélitos, foram acrescentados à congregação. (Atos 1:15; 2:1-47; Heb. 9:19) E, assim como Moisés leu a Lei para o povo, assim também Jesus Cristo enuncia claramente os termos do novo pacto e suas leis aos que participam dele. — Êxo. 24:3-8; Heb. 1:1, 2; João 13:34; 15:14; 1 João 5:1-3.
Detendo os cargos de Mediador e de Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, sendo imortal, está sempre vivo e é sempre capaz de suplicar em favor dos que se aproximam de Deus por intermédio dele, de modo que pode mediar o novo pacto até que tais pessoas que recebem sua ajuda medianeira sejam completamente salvas. (Heb. 7:24, 25) Ele é capaz de conduzir os assuntos até o término bem-sucedido do novo pacto. Aqueles que se acham no pacto são, eventualmente, investidos no sacerdócio celeste como subsacerdotes junto com Cristo, o seu grande Sumo Sacerdote. — Rev. 5:9, 10; 20:6.
BÊNÇÃOS PARA A HUMANIDADE EM GERAL
Ao passo que a mediação de Jesus opera unicamente para com os que se acham no novo pacto, ele é também o Sumo Sacerdote de Deus e o Descendente de Abraão. Ao cumprir seus deveres nestas duas últimas posições, ele trará bênçãos para outros dentre a humanidade, pois todas as nações hão de ser abençoadas por meio do descendente de Abraão. Os que se acham no novo pacto são abençoados primeiro por Cristo, o Descendente primário (Gál. 3:16, 29), sendo introduzidos como membros-associados do descendente. Tornando-se reis e sacerdotes em razão do novo pacto, por ele mediado, eles compartilharão em administrar as bênçãos do sacrifício de Jesus e do governo de seu Reino a todas as nações da terra. A mediação de Cristo, tendo realizado seu propósito de trazer o “Israel de Deus” a esta posição, resulta assim em benefícios e em bênçãos para toda a humanidade. — Gál. 6:16; Gên. 22:17, 18.
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MedidasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MEDIDAS
Veja PESOS E MEDIDAS.
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MeditaçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MEDITAÇÃO
A reflexão profunda e concentrada em que a pessoa pensa seriamente sobre suas experiências anteriores, pondera e cogita assuntos do momento, ou contempla, de forma refletida, possíveis eventos futuros.
A fim de meditar apropriadamente, a pessoa precisa estar livre de todas as distrações, ficando sozinha com seus pensamentos, por assim dizer. Isaque, para exemplificar, saíra a passear sozinho, no início da noitinha, a fim de meditar, possivelmente sobre seu vindouro casamento com Rebeca. (Gên. 24:63) Era durante a solidão das vigílias noturnas que o salmista meditava sobre a grandeza de seu majestoso Criador. (Sal. 63:6) As meditações do coração devem focalizar-se em coisas benéficas, no esplendor e nas atividades de Jeová, nas coisas que agradam a ele (Sal. 19:14; 49:3; 77:12; 143:5; Fil. 4:8), e não nos ardis dos iníquos. — Pro. 24:1, 2.
Por meditar objetivamente, a pessoa não estará inclinada a dar respostas tolas, provenientes apenas de sua cabeça. Seu coração resolverá tais assuntos importantes, e as respostas fornecidas provirão do coração, e não serão algo do qual a pessoa se arrependerá depois. — Pro. 15:28.
Quando Josué foi designado superintendente da nação de Israel, foi instruído a fazer uma cópia da lei de Jeová, e lhe foi dito (conforme traduzido em muitas versões), que “meditasse” nela de dia e de noite. (Jos. 1:8, Al; ALA; BJ; CBC; IBB; MC; PIB; VB) A Tradução do Novo Mundo retém o mesmo sentido, mas dá maior força ao texto por verter o termo hebraico hagháh, que aparece aqui, como: “Tens de ler em voz baixa.” (Veja também Salmo 1:2.) Ler em voz baixa inculcaria de forma mais indelével na mente a matéria sobre a qual se está meditando. Gesenius’ Hebrew and Chaldee Lexicon (Léxico Hebraico e Caldeu de Gesenius; tradução de Tregelles; p. 215) apóia esta versão de hagháh, dizendo sobre tal palavra: “Própria[mente] falar consigo mesmo, murmurar e em voz baixa, como é amiúde feito por aqueles que estão refletindo.” — Compare com Salmos 35:28; 37:30; 71:24; Isaías 8:19; 33:18.
A MEDITAÇÃO ERRADA
Depois de os apóstolos Pedro e João terem sido detidos pelo capitão do templo e depois de os governantes judeus os terem ameaçado e lhes ordenado que não mais ensinassem à base do nome de Jesus, os apóstolos retornaram para junto dos outros discípulos. Estes oraram a Deus, referindo-se às palavras proféticas de Davi, e disseram: “‘Por que se tumultuaram as nações e meditaram os povos coisas vãs?’ . . . Mesmo assim, tanto Herodes como Pôncio Pilatos, com homens das nações e com povos de Israel, ajuntaram-se realmente nesta cidade contra o teu santo servo Jesus, a quem ungiste, a fim de fazerem as coisas que a tua mão e conselho predeterminaram que ocorressem.” — Atos 4:1-3, 18, 21, 23-28.
O contexto mostra que as “coisas vãs” aqui mencionadas não são as coisas que as pessoas comumente procuram na vida, mas são as coisas destituídas de qualquer bem, realmente pensar e falar contra Jeová, e tentar combater a Ele e seus servos — algo inteiramente fútil.
O Rei Davi disse, a respeito daqueles que o odiavam e procuravam a sua morte: “O dia inteiro murmuram [uma forma de hagháh] enganos.” (Sal. 38:12) Estas meditações não eram simples pensamentos passageiros. Estavam profundamente arraigadas no coração, a inclinação deles sendo no sentido desse objetivo iníquo. O escritor de Provérbios diz a respeito de tais homens: “Seu coração está meditando a assolação e seus próprios lábios estão falando desgraça.” — Pro. 24:2.
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MedoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MEDO
Veja TEMOR (MEDO).
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Medos, MédiaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MEDOS, MÉDIA
Os medos eram uma raça ariana, assim, eram do ramo jafético e, evidentemente, descendiam de Madai, filho de Jafé. (Gên. 10:2) Eram parentes próximos dos persas quanto à raça, à língua e à religião.
Como povo, os medos não começaram a surgir na história bíblica senão no século VIII AEC, ao passo que a primeira menção deles nos registros seculares disponíveis data da época do assírio Rei Salmaneser III, contemporâneo do Rei Jeú (905-876 AEC). No período intermediário entre a dispersão dos povos, resultante da confusão das línguas em Babel (Gên. 11:8, 9), e o reinado de Salmaneser III, os medos tinham penetrado na região do planalto iraniano. Considera-se a evidência arqueológica e outras como indicando a sua presença ali desde os meados do segundo milênio A.E.C.
GEOGRAFIA
Embora suas fronteiras sem dúvida flutuassem, a antiga região da Média basicamente jazia a O e ao S do mar Cáspio, estando separada da região costeira daquele mar pela cordilheira de Elburz. No NO, ela evidentemente ia além do lago Urmia, até o vale do rio Araques, ao passo que em sua fronteira ocidental os montes Zagros serviam qual barreira entre a Média e a terra da Assíria e as baixadas do Tigre; a E situava-se grande região desértica, e, ao S, o país de Elão.
A terra dos medos era, assim, principalmente um planalto montanhoso com altitude média de 900 a 1.500 m acima do nível do mar. Considerável parte da terra é uma estepe árida, a precipitação pluvial sendo geralmente escassa, embora haja várias planícies férteis altamente produtivas.
HISTÓRIA
Os medos não deixaram praticamente nenhum registro escrito; o que se sabe a respeito deles se deriva do registro da Bíblia, de textos assírios, e também dos historiadores clássicos gregos. Os medos parecem ter-se constituído em numerosos reinos pequenos, sob chefes tribais, e os relatos jactanciosos dos imperadores assírios, Xanxi-Hadad V, Tiglate-Pileser III, e Sargão II, se referem às suas vitórias sobre certos ‘chefes de cidades’ da terra distante dos medos. O início do reinado de Sargão II corresponde aproximadamente à queda de Samaria (740 AEC), e, depois dessa vitória assíria sobre o reino de Israel, os israelitas foram mandados para locais de exílio na Assíria, e “nas cidades dos medos”, algumas das quais se achavam então na condição de vassalos da Assíria. — 2 Reis 17:6; 18:11.
Os esforços assírios de subjugar “os insubmissos medos” continuaram sob o imperador assírio Esar-Hadom, filho de Senaqueribe e, evidentemente, contemporâneo do Rei Manassés, de Judá (716-661 AEC). Em uma de suas inscrições, Esar-Hadom fala de “um distrito na borda do deserto de sal, que jaz na terra dos distantes medos, na beirada do monte Bikni, o monte de lápis-lazúli, . . . poderosos chefes que não se haviam submetido ao meu jugo, — eles mesmos, junto com seu povo, seus cavalos de montaria, seus bois, suas ovelhas, seus jumentos e seus camelos (bactrianos), enorme despojo, eu levei para a Assíria. . . . Meu tributo e minha taxa reais eu lhes impus, anualmente”. — Ancient Records of Assyria and Babylonia (Registros Antigos da Assíria e
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