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  • ‘Seja Feita Tua Vontade na Terra’ — Parte 24 da série
    A Sentinela — 1960 | 1.° de abril
    • ter aprendido do próprio anjo de Jeová Deus que potências mundiais anteriores e ela tiveram príncipes demoníacos que as controlavam invisivelmente. O anjo de Deus que veio em resposta à oração de Daniel foi impedido por três semanas por um de tais príncipes demoníacos. Ele explicou a sua demora, dizendo a Daniel: “O príncipe do reino da Pérsia resistiu-me por vinte e um dias; porém, Miguel, um dos principais príncipes, veio ajudar-me, de modo que o deixei ali com o príncipe do reino da Pérsia . . . Sabes por que eu vim a ti? Mas agora voltarei para lutar contra o príncipe da Pérsia; e quando eu acabar com ele, eis que virá o príncipe da Grécia. Mas eu te direi o que está inscrito no livro da verdade não há ninguém que lute do meu lado contra estes exceto Miguel, vosso príncipe.” Esta aparição do anjo a Daniel deu-se no dia vinte e quatro de Nisan, no terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia. — Dan. 10:1-4, 10-14, 20, 21, NR.

      4. Para animar e fortalecer a quem se levantou o anjo no primeiro ano de Dario, o Medo, e o que mostra um efeito disso?

      4 Dario, o Medo, tio de Ciro e primeiro governante da potência mundial medo-persa, já tinha desaparecido do cenário. Mas o anjo refere-se novamente a ele ao iniciar a sua maravilhosa profecia a respeito do povo de Daniel em dias futuros, até nos “derradeiros dias”. Ele disse: “Eu, pois, no primeiro ano de Dario, medo [539-538 A. C.], levantei-me para o animar e fortalecer.” (Dan. 11:1, Al) Não foi para confirmar e fortalecer este governante pagão, Dario, o Medo, que o anjo de Jeová se levantou, mas sim Miguel. O anjo acabara de falar de Miguel como lutando do seu lado. Em vista dos propósitos de Jeová, que tinham de ser executados com respeito ao povo de Daniel, sobre o qual o príncipe principal, celestial, Miguel, era príncipe, este anjo levantou-se para oferecer a sua força e ajuda a Miguel contra o príncipe demoníaco da potência mundial medo-persa. Dario tinha de ser manobrado de acordo com os propósitos de Jeová, como, por exemplo, no caso quando Jeová enviou o seu anjo para ‘fechar a boca dos leões’, para que não devorassem a Daniel. De modo que o Rei Dario se alegrou em tirar Daniel da cova dos leões, na qual fora lançado pelo Rei Dario às instigações de inimigos invejosos. Em resultado desta libertação de Daniel, que era um dos três presidentes do reino de Dario, este Dario, o Medo, fez de sua própria iniciativa um decreto para todos os seus súditos, para que “tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e para sempre permanente, e o seu reino não se pode destruir; o seu domínio é até ao fim”. Assim foi que “este Daniel . . . prosperou no reinado de Dario, e no reinado de Ciro, o persa”. — Dan. 6:21-28, Al.

      5. A quem menosprezariam os estudantes da Bíblia se passassem por alto esta visão final como sem Importância para agora? De que valor é o entendimento da primeira parte dela?

      5 O que agora se segue na profecia de Daniel é tudo muito importante. É a mensagem do próprio Deus por intermédio dum anjo associado a Miguel, o príncipe. Foi dada em resposta à oração de Daniel durante três semanas. Não se trata apenas duma profecia muito pormenorizada sobre as intrigas políticas e as lutas entre antigos reis rivais, que não vale a pena gastarmos tempo no seu estudo e exame. Visto que o próprio anjo de Deus tomou o tempo e lutou pela oportunidade de trazer a mensagem profética a Daniel porque Deus o enviara com esta mensagem; também, visto que Deus inspirou Daniel a assentar a visão por escrito, assim como lhe fora dada pelo anjo, então estaríamos menosprezando a Deus, seu anjo e Daniel se desconsiderássemos qualquer parte da profecia como não essencial’ ou sem importância para nós, nestes dias críticos. Por quê? Porque o nosso estudo dos eventos que se harmonizam com a profecia mostra a exatidão da previsão de Jeová Deus e o vindica como grande Profeta. Portanto, nosso estudo e exame da primeira parte da visão profética fortalece a nossa fé e confiança, na certeza do cumprimento da última parte da profecia. Sim, fortalece a nossa fé em todas as profecias da Palavra de Deus como verdadeiras e fidedignas.

      6. Quem foram os três reis da Pérsia que se haviam de levantar ainda, e quem foi o quarto rei predito?

      6 Depois de referir-se a Dario, o Medo, primeiro governante mundial medo-persa, o anjo de Jeová passou a dizer: “Agora eu te mostrarei a verdade. Eis que, se levantarão três reis na Pérsia; e o quarto será muito mais rico do que todos eles. Depois que se tiver tornado forte por meio das suas riquezas, concitará a todos contra o reino da Grécia.” (Dan. 11:2) Os três reis da Pérsia que se haviam dê ‘levantar’ ou assumir o domínio do mundo foram (1) Ciro, o Grande, (2) Cambises (530-522 A. C.), conquistador do Egito, e (3) Dario Histaspes (521-485 A. C.), genro de Ciro. Na lista destes três não se toma em conta o usurpador, um mago chamado Gaumata, que alegou ser Esmérdis Bardija, irmão de Cambises. Ele reinou menos de oito meses e foi descoberto como fraude, sendo morto pelo persa Dario I (Histaspes). Foi sob as ordens deste Dario que se iniciou a invasão da Grécia, em 499 A. C. Durante a segunda invasão, os persas foram derrotados em Maratona, em 2829 de setembro de 490 A. C., e seu exército se viu obrigado a retirar-se para a Ásia Menor. Dario I morreu cinco anos depois e foi sucedido pelo “quarto” rei, Xerxes I.

      7. Por que e como foi que este rico quarto rei concitou a todos contra o reino da Grécia?

      7 A derrota persa em Maratona exigia vingança. Por isso Xerxes, tendo-se tornado forte pelas suas riquezas, fez preparativos em todo o império para humilhar os gregos. Entende-se que ele foi Assuero, aquele que tomou por esposa a Ester, a judia, e que governou sobre 127 províncias, desde a India até a Etiópia. (Ester 1:1) A multidão de suas tropas, ajuntadas de todas estas províncias, incluiu indianos e etíopes. Os fenícios forneceram 1.200 navios de guerra com as respectivas tripulações, além dos quais havia 3.000 navios para o transporte desta grande mistura de soldados. O historiador Heródoto diz que havia 1.700.000 soldados de infantaria, 100.000 cavalarianos e 510.000 marujos e tropas da marinha, um total de 2.310.000 homens. Esta gigantesca máquina de guerra avançou na primavera de 480 A. C. contra a Grécia.

      8. Como foram os persas invasores obrigados a abandonar a Grécia?

      8 Uma heróica ação de retardamento da parte dos gregos nas Termópilas, na Grécia, foi vencida com grandes perdas para os persas. Estes saquearam Atenas, mas, em Salamina, os persas sofreram uma terrível derrota, pois os gregos estavam ali decididos a se defender até o fim. Outra vitória dos gregos, em Platéias, no ano seguinte, provou ser decisiva. A Grécia não era lugar para os persas, e o Rei Xerxes fugiu de volta para a Asia Menor. Até mesmo Bizâncio, capital da Trácia, foi arrancada dos persas pelos corajosos espartanos do sul da Grécia.

      9. Por que dizem os altos críticos que o anjo errou com respeito aos reis da Pérsia? Mas, por que mencionou o anjo apenas quatro reis e passou depois para a próxima potência mundial?

      9 Apesar desta expulsão da Grécia, o Império Persa continuou como quarta potência mundial por aproximadamente mais 150 anos. Conseqüentemente seguiram-se a Xerxes outros sete reis persas, a saber, Artaxerxes I, Xerxes II, Dario II (Oco), Artaxerxes II, Artaxerxes III, Arses e Dario III. Por esta razão, os “altos críticos” dizem que o anjo errou ao dizer a Daniel: “Agora eu te mostrarei a verdade.” Mas não é assim, pois o anjo não disse que o “quarto” rei persa seria o último ou que Xerxes I seria o quarto e último governante mundial a partir de Ciro, o Grande. Ele apenas parou com este “quarto” rei persa, que havia de fazer tal campanha total, vingativa, contra a Grécia, apenas para sofrer uma amarga derrota e perda de prestígio. Ele foi o último imperador persa que levou a guerra até a Grécia. O anjo condensou por isso a história, passando por cima dos reinos sucedentes dos outros sete reis persas e dando a previsão profética do rei europeu que inverteu a situação e levou a guerra até a Pérsia. O anjo foi, portanto, històricamente exato quando disse:

      10. Quem foi o “rei poderoso” que se levantou então, e onde?

      10 “Levantar-se-á um rei poderoso, que reinará com grande domínio e fará o que lhe aprouver.” (Dan. 11:3) Isto se deu em 336 A. C., no mesmo ano em que foi coroado o décimo primeiro e último governante mundial persa, contado a partir de Ciro, o Grande. Naquele ano ‘levantou-se’ o macedônio Alexandre, sendo coroado rei da Macedônia, como sucessor de seu pai, Filipe II, cujo nome foi dado à cidade biblicamente famosa de Filipos. Este governante de vinte anos mostrou ser “rei poderoso” e veio a ser chamado de Alexandre, o Grande.

      11. Como veio Alexandre a ‘reinar com grande domínio’ e fez ‘o que lhe aprouve’?

      11 Entusiasmado com um plano originado pelo seu pai, ele se lançou à conquista da Ásia, e foi rapidamente coroado de êxito. Apoderou-se das províncias persas no Oriente Médio e no Egito, onde fundou a cidade de Alexandria, que existe até hoje. Voltando-se para o norte, ele cruzou os rios Eufrates e Tire, para encontrar Dario II no campo de batalha em Gaugamela, perto de onde havia as ruínas da antiga capital da Assíria, Nínive. As falanges e a cavalaria de Alexandre, em número de 47.000 lançaram-se contra a hoste de 1.000.000 de guerreiros de Dario e os dispersou. Dario III fugiu, mas foi assassinado, encerrando assim o domínio da dinastia dos aquemênidas que se iniciara com Dario I. Tendo subjugado o Império Persa, Alexandre, o Grande, ‘reinou com grande domínio’ e fez ‘o que lhe aprouve’. Casou-se com Roxane, filha do rei vencido de Bactros, e também com Estátira, filha do rei persa Dario III. Roxane deu-lhe um filho chamado Alexandre (Aliou). Certa Barsine deu-lhe um filho ilegítimo chamado Héracles (Hércules).

      (Continua)

  • Palha para o abutre
    A Sentinela — 1960 | 1.° de abril
    • Palha para o abutre

      Ainda no século dezenove afirmava-se geralmente que as aves de rapina eram dotadas dum faro agudo e assim podiam encontrar seu alimento a grande distância. Mas as experiências de Audubon mostraram outra coisa. Certa vez ele tomou a pele dum veado. Encheu-a de palha, colocou-a no meio dum campo, deitando-a de modo que se parecesse com um animal morto. Em poucos minutos apareceu um abutre faminto. Sem suspeitar nada, a ave começou a atacar a “carcaça”, como de costume, nos pontos mais vulneráveis. Fracassando nisso, o abutre com muito esforço, abriu as costuras, decidido a chegar até a “carne” suculenta. Vendo que seus esforços não tiveram outro resultado senão tirar para fora grandes quantidades de palha, o abutre, vexado e com alguma relutância, desistiu e voou embora, para buscar o jantar em outra parte. E assim foi que Audubon provou que não era o faro, mas sim a vista com que o abutre caça.

      Mas os leitores da Bíblia, sem conhecimento das experiências de Audubon ou de outros, já conheciam a verdade da questão. Pois Jó 39:27-29 (TA) diz: “Remonta o abutre [águia] ao teu mando, quando estabelece o seu ninho nas alturas? Ele ocupa a penha e faz a sua habitação nos picos dos penhascos e no retiro rochoso. Dali ele busca o alimento; seus olhos vêem ao longe.” Na versão de Almeida, o versículo 29 reza: “Dali descobre a presa; seus olhos a avistam desde longe.”

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