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  • Medos, Média
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • de Babilônia), 1927, Vol. II, de D. D. Luckenbill, pp. 215, 216.

      Quando Nabopolassar, de Babilônia, pai de Nabucodonosor, rebelou-se contra a Assíria, Ciaxares, o Medo, aliou suas forças com os babilônios. Depois da captura de Assur pelos medos, no décimo segundo ano de Nabopolassar (634 AEC), Ciaxares (chamado U-ma-kis-tar nos registros babilônios) encontrou-se com Nabopolassar diante da cidade capturada, e eles “estabeleceram entre si boas relações e amizade”. Duas fontes, Beroso (citado por Eusébio) e Abideno, afirmam que o filho de Nabopolassar, Nabucodonosor, casou-se com a filha do rei medo, o nome dela sendo Amitis (ou Amuhia, segundo Abideno). Os historiadores discordam, contudo, se Amitis era filha de Ciaxares ou do filho deste, Astíages.

      Junto com babilônios, derrotam a Assíria

      Depois de outras batalhas contra os assírios, por fim, no décimo quarto ano de Nabopolassar (632/631), as forças conjugadas dos medos e dos babilônios conquistaram Nínive. (Sof. 2:13) A resistência assíria foi transferida para Harã (c. 360 km) a O, mas, embora recebesse ajuda do Egito, seu esforço foi baldado, e o Império Assírio foi dividido entre os medos e os babilônios. (Naum 2:8-13; 3:18, 19) Os medos parecem ter tomado a parte N do território, ao passo que os babilônios assumiram a parte S e SO, incluindo a Síria e a Palestina. Ciaxares depois disso penetrou na Ásia Menor, chegando até ao rio Hális, onde uma guerra com a Lídia resultou em empate, o Hális tornando-se a fronteira mais ocidental do Império Medo. Este império então se estendia pela maior parte do planalto iraniano, a Assíria e o N da Mesopotâmia, a Armênia e a Capadócia.

      Perdem para os persas a posição dominante

      Nesta época, os medos, com sua capital em Ecbátana (Esd. 6:2), detinham a posição dominante sobre os aparentados persas, que ocupavam a área ao S da Média. Os historiadores gregos, Heródoto e Xenofonte, relatam ambos que o sucessor de Ciaxares, Astiages (chamado “Ishtumegu” nos textos cuneiformes), tinha dado em casamento sua filha, Mandane, ao governante persa, Cambises, resultando no nascimento de Ciro (II). Ciro, ao se tornar rei de Anxã, uma província persa, uniu as forças persas no esforço de derrubar o jugo medo. A chamada Crônica de Nabonido indica que foi no sexto ano (550 AEC) de Nabonido, rei de Babilônia, que as forças oponentes se confrontaram em batalha. O relato declara que o “exército de Ishtumegu [Astiages] se revoltou contra ele” e o entregou “em cadeias” a Ciro, que, depois disso, tomou a capital da Média. [Ancient Near Eastern Texts (Textos Antigos do Oriente Próximo), de Pritchard, ed. 1955, p. 305] Deste ponto em diante, a Média se juntou à Pérsia para formar o Império Medo-Persa. Assim, a visão recebida pelo profeta Daniel assemelhava aptamente a dupla potência medo- persa a um carneiro de dois chifres, o mais alto dos dois chifres sendo o que “subira depois”, representando a ascendência dos persas e seu domínio do império durante o restante da existência deste. — Dan. 8:3, 20.

      A evidência, contudo, aponta que Ciro concedeu posições de mando e de autoridade aos medos, de modo que eles continuaram a manter considerável medida de destaque durante o seu governo. Assim, o profeta Daniel interpretou para o Rei Belsazar a escrita críptica na parede como predizendo a divisão do Império Babilônico, e que seria dado “aos medos e aos persas”, e, em outras partes do livro de Daniel, os medos continuaram a ser alistados em primeiro lugar na frase “a lei dos medos e dos persas”. (Dan. 5:28; 6:8, 12, 15) No século seguinte, o livro de Ester (1:3, 14, 18, 19) inverte a ordem, com uma única exceção (10:2), na qual os medos são alistados como precedendo historicamente aos persas.

      Junto com os persas, derrotam Babilônia

      No século VIII AEC, o profeta Isaías havia predito que Jeová suscitaria contra Babilônia “os medos, que reputam a própria prata como nada e que, quanto ao ouro, não se agradam dele. E seus arcos despedaçarão até mesmo os moços”. (Isa. 13:17-19; 21:2) O termo “medos” aqui bem que pode incluir os persas, assim como os historiadores clássicos gregos comumente usavam este termo para abranger tanto os medos como os persas. Desprezarem a prata e o ouro indica, evidentemente, que, no caso de Babilônia, a conquista era seu motivo principal, em vez de a tomada de despojos, de modo que nenhum suborno ou oferta de tributo poderia comprá-los, fazendo-os desistir de seu propósito determinado. Os medos, iguais aos persas, empregavam o arco como uma de suas armas principais. Os arcos de madeira, embora às vezes montados com bronze ou cobre (compare com Salmo 18:34), provavelmente ‘despedaçavam os moços de Babilônia’ por meio duma chuva de flechas, as quais eram polidas individualmente de modo a penetrar ainda mais fundo. — Jer. 51:11.

      Deve-se notar que Jeremias (51:11, 28) faz referência aos “reis da Média” como estando entre os que atacariam Babilônia, o plural talvez indicando que, mesmo sob Ciro, é possível que tenha continuado a haver um rei medo subordinado, ou vários deles, situação de modo nenhum incompatível com o costume antigo. (Compare também com Jeremias 25:25.) Assim, também, verificamos que, quando Babilônia foi capturada pelas forças conjugadas dos medos, dos persas, dos elamitas e de outras tribos vizinhas, foi um medo chamado Dario, filho de Assuero, que foi “constituído rei sobre o reino dos caldeus”, talvez como alguém designado pelo Rei Ciro, o Persa. — Dan. 5:31; 9:1; veja DARIO N.° 1.

      Conquistados por Alexandre Magno

      No tempo do Rei Assuero (provavelmente Xerxes I), ainda se fazia referência à “força militar da Pérsia e da Média”, o conselho privado do rei sendo constituído de “sete príncipes da Pérsia e da Média”, e as leis ainda eram conhecidas como as “leis da Pérsia e da Média”. (Ester 1:3, 14, 19) Em 330 AEC, Alexandre Magno conquistou o Império Persa e ocupou a Média. Depois de sua morte, a parte S da Média veio a formar parte do Império Selêucida, ao passo que a parte N se tornou um reino independente. Embora fosse dominada, de forma variável, pelos partos e pelo Império Selêucida, o geógrafo grego, Estrabão, indicou que uma dinastia meda ainda continuava a existir no primeiro século EC. Em Jerusalém, medos, junto com partos, elamitas e pessoas de outras nacionalidades, estavam presentes em Pentecostes, no ano 33 EC. Visto que são mencionados como “judeus, homens reverentes, de toda nação”, eles podem ter sido descendentes daqueles judeus que foram exilados para cidades dos medos, depois da conquista de Israel pela Assíria, ou, talvez, alguns fossem prosélitos da fé judaica. — Atos 2:1, 5, 9.

      Já na terceira centúria EC, os medos se tinham misturado com o resto da nação dos iranianos, assim deixando de existir como um povo distinto.

  • Mefibosete
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • MEFIBOSETE

      [alguém que espalha ou dispensa vergonha, ou quebrador de ídolos].

      1. Um dos dois filhos do Rei Saul com Rispa, filha de Aiá. (2 Sam. 21:8) Achava-se entre os sete descendentes de Saul que Davi entregou aos gibeonitas para expiar a tentativa de Saul de aniquilá-los. Os gibeonitas expuseram Mefibosete e outros seis membros da casa de Saul “no monte perante Jeová”, depois de os matarem, “no primeiro dia da sega, no início da sega da cevada”. (Compare com Números 25:4.) No entanto, Rispa tomou medidas para manter as aves e os animais selvagens afastados deles, e Davi, mais tarde, mandou que seus ossos fossem juntados e sepultados junto com os de Saul e de Jonatã, no local de sepultamento em Quis. — 2 Sam. 21:1-14.

      2. Filho de Jonatã e neto do Rei Saul. Quando as notícias da morte de Saul e de Jonatã chegaram de Jezreel, a ama-de-leite ou aia de Mefibosete começou a carregar o menininho de cinco anos e a fugir em pânico. Nessa ocasião, ele ‘sofreu uma queda e ficou manco’ de ambos os pés. (2 Sam. 4:4) Por alguns anos depois disso, Mefibosete viveu na casa de Maquir, filho de Amiel, em Lo-Debar. Davi ficou sabendo disto por meio de Ziba, antigo servo da casa de Saul. Sem dúvida se lembrando de seu pacto feito com Jonatã (1 Sam. 20:12-17, 42), Davi desejou expressar benevolência para com qualquer pessoa que ‘sobrasse da casa de Saul’. Mefibosete foi trazido à presença de Davi e, quando o rei explicou ser seu desejo demonstrar benevolência para com Mefibosete por lhe devolver “todo o campo de Saul”, e por fazer com que ele ‘comesse constantemente pão à sua mesa’, Mefibosete respondeu de forma humilde: “Que é o teu servo para teres virado a tua face para o cão morto tal como eu sou?” Entretanto, segundo a determinação feita por Davi nesse assunto, Ziba (que tinha quinze filhos e vinte servos) e todos os que moravam em sua casa tornaram-se servos de Mefibosete, a quem foi dada a propriedade de Saul. Depois disso, ele morava em Jerusalém e comia constantemente à mesa do rei. — 2 Sam., cap. 9.

      Quando Davi fugia de Jerusalém por causa da conspiração de Absalão, encontrou-se com Ziba, que lhe forneceu suprimentos. Respondendo às perguntas de Davi quanto ao paradeiro de Mefibosete, Ziba disse: “Eis que está morando em Jerusalém; pois ele disse: ‘É hoje que a casa de Israel me dará de volta o domínio real de meu pai.’ ” Nisso, o rei disse a Ziba: “Eis que é teu tudo que pertence a Mefibosete.” (2 Sam. 16:1-4) Mefibosete veio encontrar-se com Davi quando da volta do rei para Jerusalém, dizendo o relato que “ele não tinha cuidado dos seus pés, nem tinha cuidado do seu bigode, nem tinha lavado as suas roupas desde o dia em que o rei foi embora até o dia em que veio em paz”. Quando Davi perguntou por que Mefibosete não tinha ido com ele, Mefibosete deu a explicação que seu servo o havia logrado, e também disse: “De modo que ele caluniou o teu servo diante do meu senhor, o rei. Meu senhor, o rei, porém, é como um anjo do verdadeiro Deus” (isto é, ele veria as coisas em sua verdadeira luz). Davi evidentemente reconheceu a inocência de Mefibosete, alterando seu primeiro decreto por dizer: “Tu e Ziba deveis compartilhar o campo.” Diante disso, Mefibosete replicou: “Que ele fique até com o inteiro, agora que meu senhor, o rei, veio em paz para a sua casa.” — 2 Sam. 19:24-30; compare com Provérbios 18:17; 25:8-10.

      Quando os gibeonitas desejaram matar os descendentes de Saul, a fim de expiar a tentativa malévola daquele rei contra eles, Davi sentiu compaixão de Mefibosete, por causa do juramento de Jeová, entre Davi e Jonatã, e poupou Mefibosete. (2 Sam. 21:7, 8) As Escrituras não fornecem mais informações sobre Mefibosete, embora a família de Saul continuasse a existir até uma geração posterior, mediante Mica (Micá), filho de Mefibosete. (2 Sam. 9:12; 1 Crô. 9:39-44) Evidentemente, Mefibosete também possuía o nome de Meribe-Baal, conforme indicado em 1 Crônicas 8:34 e 9:40.

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