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A algarobeira — um doce mistério da vidaDespertai! — 1988 | 22 de julho
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que exsuda do caule é coletada e vendida para a fabricação de balas (dropes de goma). [Ela provê] mucilagem (para emendar artefatos de cerâmica).”
“A algarobeira era de grande importância para os colonos e para os índios. Quando as safras eram ruins, ambos subsistiam duma farinha feita da vagem e das sementes. Na guerra contra os apaches, a Cavalaria dos EUA considerava as vagens tão valiosas como forragem para os cavalos que se dispunha a pagar 3 centavos de dólar por uns 450 gramas de vagens de algarobeira. . . . As vagens são altamente nutritivas, contendo de 20 a 30% de açúcar de uva (dextrose, glicose e açúcar simples). Possuem também alto teor protéico (maior que o da soja).”
Onde Entra a Doçura
Mas existe outra utilização da algarobeira em forma de arbusto ou de árvore. Da primavera até o início do verão setentrional, inflorescências amarelas longas e cheias pendem das algarobeiras como enormes lagartas cotanosas. E constituem a fonte que dá doçura ao mistério da vida da algarobeira.
Ralph Lusby é um apicultor já de terceira geração, que mantém colméias onde floresce a algarobeira, no deserto do Arizona. Ele foi entrevistado por um correspondente de Despertai!, e teceu os seguintes comentários sobre a doçura da algarobeira:
“Tenho visto algarobeiras perto de leitos de rios secos, e que, ao obterem abundante água, apresentam três florações numa única estação. Numa boa produção de mel de algarobeira, minhas abelhas produzem de 85 a 90 por cento de mel de algarobeira, misturado com 10 a 15 por cento de mel de cat’sclaw. Já provei muito mel em minha vida, mas o de algarobeira é, sem comparação, o melhor. É o mais suave de todos os méis. Não deixa na boca aquele forte ressaibo de mel, de modo que é um grande adoçante. As pessoas que não gostam de mel geralmente apreciam o mel de algarobeira. Por ser suave, contudo, tudo, se for misturado com tipos de mel mais forte, ele pode ser sobrepujado por estes. Certo ano, eu e meu pai misturamos quase quatro litros de mel cítrico com cerca de 38 litros de mel de algarobeira, e tudo parecia saber a mel-de-laranjeira!
“Minha maior produção de mel de algarobeira acontece de 20 de abril até 10 de junho, em média. Lembro-me de que, quando a média nacional de mel extraído duma colméia (com cerca de 60.000 abelhas) era de 19 a 19,5 quilos de mel por ano, minhas abelhas me davam 53 quilos por colméia. Alguns apicultores são sovinas com suas abelhas, não deixando para elas suficiente mel para o inverno. Eu lhes deixo 27 quilos por colméia. Elas também precisam de água. Em algumas partes do deserto, eu levo vários tonéis de 210 litros para elas utilizarem em beber e em refrescar a colméia. Um grupo de 40 colméias, localizado numa elevação de 760 metros, chega a usar de 23 a 26 litros por dia, durante o verão setentrional. Eu amo as minhas abelhas. Elas cuidam bem de mim, e eu cuido bem delas!”
Mas é a algarobeira, com sua doçura, que cuida bem de ambos. Ela também provê um mistério para a mente humana ponderar, e inspira a gratidão no coração daqueles que têm apreço pelo Criador dela.
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A futilidade da idolatriaDespertai! — 1988 | 22 de julho
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A futilidade da idolatria
No verão setentrional de 1986, William Murray, um redator da revista The New Yorker visitou Sperlonga, Itália, um povoado pesqueiro bem antigo, situado na costa ocidental da Itália, a cerca de 120 quilômetros a sudeste de Roma. Uma certa manhã, enquanto Murray estava de pé, numa lanchonete, bebericando café, ele veio a conhecer um homem de meia-idade chamado Fernando De Fabritiis. Durante a palestra deles, o Sr. De Fabritiis, que toda a vida viveu em Sperlonga, contou uma história um tanto pitoresca que ele já conhecia desde a infância.
“Um homem tem uma plantação de pereiras, mas uma destas árvores deixa de produzir, de modo que ele a corta, e a vende a um marceneiro”, conta De Fabritiis. “Da madeira, o marceneiro esculpe uma estátua de São José, e a dá à igreja local. Aquele senhor que tinha sido o dono da árvore vai à igreja, num certo domingo, onde todos estão orando perante a estátua de São José. Aquele senhor se recusa a orar. Ele conhece bem aquele pedaço de madeira. ‘Não dava uma pêra sequer’, ele diz a todos. ‘Como pode fazer um milagre?’”
A historieta do Sr. De Fabritiis é muito similar à ilustração que Jeová Deus utilizou para ensinar ao antigo Israel a total futilidade da idolatria. Por que não pega sua Bíblia e a lê, em Isaías 44:14-20?
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