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    A Sentinela — 1987 | 15 de dezembro
    • — 2 Timóteo 3:12, Lincoln Ramos.

      Espírito de Bom Juízo

      Embora seja verdade que em tempos passados Jeová agiu para proteger seu povo, como quando salvou Israel do Egito e dos exércitos de Faraó, seria presunçoso pensar que Ele devesse proteger todo cristão individualmente das conseqüências do ‘tempo e do imprevisto’ ou dos efeitos de sua própria imprudência. A carta de Paulo aos cristãos em Roma, alguns dos quais mais tarde talvez morressem na arena como mártires, aplica-se nesse assunto: “Digo a cada um aí entre vós que não pense mais de si mesmo do que é necessário pensar; mas, que pense de modo a ter bom juízo, cada um conforme Deus lhe distribuiu uma medida de fé.” (Romanos 12:3) A tradução de Lincoln Ramos diz: “Tenha sentimentos de justa modéstia.”

      O conselho expresso ali tem igual aplicação hoje, embora num contexto diferente. Se um cristão imagina que pode dirigir carro descuidadamente, ou sob a influência do álcool, e safar-se disso porque tem a proteção de Deus, mostra isso “bom juízo”? Está o cristão demonstrando “sentimentos de justa modéstia”? Também, se coloca seu semelhante em perigo, será que realmente ‘ama a seu próximo como a si mesmo’? — Mateus 22:39.

      Apliquemos agora o espírito de “bom juízo” aos casos em que o homem estabeleceu comunidades em áreas sujeitas a terremotos ou em que vulcões representam uma ameaça latente, porém real. Um bom exemplo é a já mencionada região nas cercanias do vulcão Nevado del Ruiz, na Colômbia. Segundo o diário colombiano El País, o arquiteto César Zárate preparou um estudo, em 1982, que indicou que o rio Lagunilha havia inundado Armero no passado, e que a cidade ainda estava sem proteção adequada. Sabia-se também que o vulcão Nevado del Ruiz havia entrado em erupção seis vezes desde 1570. Segundo fontes históricas, esse vulcão tem um ciclo regular de atividade que varia de 110 anos e dois meses a 140 anos e 9 meses.

      Essa informação foi enviada à edição de domingo do jornal colombiano El Tiempo, algumas semanas antes da tragédia de Armero. Ela dizia categoricamente: “A inundação seguinte . . . ocorrerá por volta de meados de novembro deste ano. Os sinais característicos já foram observados: fumaça da cratera ‘Arenas’. Uma chuva de cinzas e gases. Contaminação da água e das plantações. Odores nauseantes. . . . Um ruído trovejante oriundo do vulcão, em 11 de setembro. Degelo progressivo da calota de neve . . . Conseqüentemente, é tempo de agir.”

      Contudo, o artigo não foi publicado. Talvez tenha sido encarado como desnecessariamente alarmista. Os editores de El Tiempo mais tarde atribuíram isso à “falta de previsão, à falta de intuição, ou a uma ingênua crença de que nada ocorreria.”

      Bem na hora prevista, porém, o Nevado del Ruiz fez o seu cume ir pelos ares, na noite de 13 de novembro de 1985. Mais de 20.000 pessoas perderam a vida em Armero, e houve milhares de vítimas em Chinchiná e outras cidadezinhas vizinhas. Entre os que morreram em Armero estavam 41 Testemunhas de Jeová e associados. Alguns, imprudentemente fugiram para o Salão do Reino, que ficava num ponto mais baixo. Foram varridos e sepultados junto com ele. Felizmente, outras Testemunhas puderam fugir para lugares mais altos e se salvaram.

      Obviamente, é fácil de determinar o proceder sábio depois que as coisas acontecem. Mas, pelo menos, podem-se aprender lições desses terríveis acontecimentos.

      Avisos Desconsiderados no Passado

      A Bíblia apresenta exemplos de alguns que desconsideraram avisos oportunos, ou que pensaram que ‘isso não poderia acontecer na sua época’, ou na região da terra em que viviam. Um caso claro foi quando Ló foi alertado a fugir de Sodoma e Gomorra. Ele alertou seus genros, dizendo: “Levantai-vos! Saí deste lugar, porque Jeová vai arruinar a cidade!” Como reagiram eles? “Mas [Ló] parecia aos olhos de seus genros como quem estava brincando.” A “brincadeira” durou pouco. Jeová fez chover fogo e enxofre sobre aquelas perversas cidades condenadas. Os genros morreram junto com os habitantes imorais daquela região. A esposa de Ló evidentemente fugiu de Sodoma com dúvidas e apreensões. “Começou a olhar em volta, por detrás [de Ló], e ela se tornou uma coluna de sal.” — Gênesis 19:12-26.

      Mais de 1.900 anos atrás, Jesus profetizou que a antiga Jerusalém sofreria terrível destruição. Ele forneceu detalhes específicos sobre os eventos que haviam de ocorrer antes da desolação da cidade, dizendo: “Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos acampados, então sabei que se tem aproximado a desolação dela.” Ele acrescentou o aviso: “Então, comecem a fugir para os montes os que estiverem na Judéia, e retirem-se os que estiverem no meio dela, e não entrem nela os que estiverem nos campos.” — Lucas 21:20-24.

      Quando os exércitos romanos cercaram Jerusalém no ano de 66 EC, os cristãos naquela cidade reconheceram o sinal que Jesus dera. Daí, tendo ao seu alcance uma vitória completa, o general Céstio Galo inexplicavelmente retirou as suas tropas. Esta foi a oportunidade que os cristãos esperavam, e eles fugiram para o outro lado do Jordão. Em 70 EC, os romanos retornaram sob o comando do General Tito e destruíram Jerusalém. Centenas de milhares de judeus que permaneceram na cidade condenada morreram durante o cerco e os combates.

      É verdade que nesses casos deram-se avisos divinos. Mas, o ponto é que apenas poucos acataram a mensagem e salvaram-se. A maioria não deu atenção. Recusaram-se a levar a sério o aviso de Deus.

      Em Que Sentido Podemos Corretamente Testar a Deus?

      Mesmo no tocante a desastres naturais muitas vezes há prenúncios — a história anterior da área, sinais recentes ou dados científicos — que indicam uma forte possibilidade de perigo dentro de um certo período. Talvez certa área seja propensa a inundações. Neste caso, a pessoa razoável precisa pesar todos os fatores para decidir se uma mudança para outra área é necessária e viável. Naturalmente, é impossível prever a época e o local de todo e qualquer desastre natural. Ainda assim, o princípio da probabilidade pode ser levado em consideração, e também a margem de segurança, caso aconteça o pior. Mas, não é razoável esperar proteção especial de Deus. Fazer isso seria pôr Deus à prova dum modo que não é lícito e nem equilibrado.

      Contudo, num sentido diferente, Jeová realmente nos convida a prová-lo. Lá nos dias do profeta Malaquias, Israel estava erroneamente provando a Deus por apresentar sacrifícios vulgares no altar. Por meio de suas ofertas de pão poluído e de animais aleijados, mostravam que desprezavam a mesa de Jeová. Por meio de Malaquias, Jeová os convidou a deixarem de agir assim. “‘Trazei todas as décimas partes à casa do depósito para que venha a haver alimento na minha casa; e experimentai-me, por favor, neste respeito’, disse Jeová dos exércitos, ‘se eu não vos abrir as comportas dos céus e realmente despejar sobre vós uma bênção até que não haja mais necessidade’.” — Malaquias 3:10.

      Sim, com respeito a bênçãos espirituais, podemos ‘testar’ ou provar a fidelidade de Jeová. Se dermos prioridade a seu Reino e Sua justiça, então, como disse Jesus, todas as ‘outras coisas necessárias nos serão acrescentadas’. (Mateus 6:33) Jesus disse também: “Persisti em pedir, e dar-se-vos-á; persisti em buscar, e achareis; persisti em bater, e abrir-se-vos-á.” Se homens imperfeitos dão bondosas dádivas a seus filhos, “quanto mais o vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem [em consonância com a Sua vontade]!” — Mateus 7:7-11; 1 João 5:14.

      Agora mesmo está sendo dado um aviso às nações no sentido de que em breve Jeová iniciará seu ato de retribuição contra todos os componentes do sistema de coisas de Satanás. (Revelação [Apocalipse] 16:14, 16; 18:20) Milhões de pessoas prudentes estão acatando essa mensagem pregada pelas Testemunhas de Jeová e estão passando para o lado do governo do Reino de Deus. Estão-se desligando da corrupta aliança político-religiosa antes que seja tarde demais. (Revelação 18:4) Por assim fazerem, preparam-se para a vida eterna sob o governo de Cristo sobre a terra, que será transformada num paraíso de justiça e eqüidade. Está acatando esse aviso? — 2 Pedro 3:13; Tito 1:2.

  • Recompensada a busca da verdade
    A Sentinela — 1987 | 15 de dezembro
    • Recompensada a busca da verdade

      DERIVANDO pouca satisfação como pregador leigo da Igreja Presbiteriana, um senhor passou a procurar a verdadeira igreja de Deus. Ele esboçou dez requisitos que ao seu ver a verdadeira igreja devia cumprir. Já tinha correto entendimento sobre a natureza não-bíblica do inferno de fogo, da imortalidade da alma, e assim por diante. Por 30 anos ele prosseguiu com essa procura. Ao ser contatado por uma Testemunha de Jeová ele passou a disparar as suas perguntas, tais como: “O que é o pequeno rebanho? Quem são os 144.000 e as outras ovelhas?” Obtendo respostas satisfatórias ele concordou em estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová. Depois de três meses disse à Testemunha: “Bem, irmão, a verdadeira igreja de Deus são as Testemunhas de Jeová.” Ele tem agora 71 anos, e sente-se feliz de que encontrou a verdadeira igreja depois de 30 anos de busca!

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