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MensageiroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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chifre sendo o Messias. — Compare com Mateus 10:5-7; 15:24; 21:31; Lucas 1:69-75; Atos 3:12, 19-26.
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MenstruaçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MENSTRUAÇÃO
A eliminação periódica do mênstruo (sangue, fluido e alguns tecidos residuais) do útero da mulher. O termo português “mênstruo” tem relação com o latim mensis, que significa “mês”. A menstruação feminina é, em geral, uma experiência mensal, ocorrendo a cerca de cada quatro semanas. As jovens começam a menstruar na puberdade, e esta função normalmente continua até o climatério ou menopausa, cada fluxo menstrual durando, geralmente, de três a cinco dias.
As Escrituras associam a menstruação à impureza (Lev. 12:2; Eze. 22:10; 36:17), uma forma da palavra hebraica relacionada com ela (niddáh), sendo às vezes traduzida “impureza menstrual”. (Lev. 15:25, 26) Uma forma de outro termo hebraico, dawéh, que pode indicar doença (Lam. 5:17), é usada na expressão “mulher menstruada”. (Lev. 15:33; Isa. 30:22) Tem-se também presente a menstruação na frase “a coisa costumeira das mulheres”. — Gên. 31:35; veja LIMPO, LIMPEZA (PURO, PUREZA).
CONSIDERAÇÃO
Se um homem e uma mulher deliberadamente coabitassem durante o período menstrual dela, eram decepados na morte. (Lev. 18:19; 20:18) A proibição da união sexual durante o período menstrual dela provavelmente contribuía para a saúde, talvez impedindo, por exemplo, a ocorrência de inflamação na área genital, a uretrite simples. É possível também que se tenha lembrado aos israelitas a santidade do sangue, através das disposições da Lei que envolviam a menstruação ou o fluxo sanguíneo. Tais regras não faziam discriminação contra a mulher, pois os homens estavam sujeitos à impureza pelas secreções a que estavam inclinados. (Lev. 15:1-17) Os dispositivos relacionados com a menstruação mostravam, especialmente, a consideração de Jeová para com o sexo feminino. O marido cristão, embora não esteja sob a Lei (Rom. 6:14; Efé. 2:11-16), também faz bem em considerar os ciclos e as vicissitudes de sua esposa, morando com ela “segundo o conhecimento” e lhe atribuindo honra “como a um vaso mais fraco, o feminino”. — 1 Ped. 3:7.
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MenteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MENTE
Em algumas traduções das Escrituras Gregas Cristãs, esta palavra é a tradução de vários vocábulos gregos relacionados, que expressam os atributos da mente, tais como: faculdade de raciocínio, percepção mental, inteligência, razão (raciocínio), pensamentos (idéias), condição mental, e inclinação, disposição ou faculdades mentais. Embora, às vezes, em várias traduções, use-se “mente”, outras traduções, nos mesmos casos, empregam os termos descritivos e específicos acima mencionados. No texto hebraico, as palavras para “lembrar-se” e “lembrança” (“recordação”) podem ser vertidas em certos lugares por expressões tais como ‘preocupar-se com’ (SPV), ‘pensar em’ (CBC), ‘atente’ (AV).
“DEVEIS SER FEITOS NOVOS NA FORÇA QUE ATIVA A VOSSA MENTE”
A inclinação da mente do homem imperfeito é, naturalmente, para o modo de pensar errado. A Bíblia a denomina de “carnalidade de sua mente”. (Col. 2:18) Lembra-se aos cristãos que, anteriormente, eram inimigos de Deus porque suas mentes se concentravam nas obras que eram iníquas. — Col. 1:21.
A mente do homem “físico” (literalmente, “psíquico”), diferente do homem “espiritual”, acha-se inclinada para as coisas materialistas. A força que atua em sua mente foi gerada nele pelas coisas que lhe foram ensinadas e que ele experimentou. Quando um assunto lhe é apresentado, tal força o impulsiona ou inclina a sua mente numa direção materialista. Por conseguinte, ordena-se aos cristãos que ‘sejam feitos novos na força [espírito] que ativa a sua mente’. (Efé. 4:23) Através do estudo da Palavra da verdade de Deus e pela operação do espírito de Deus, esta força atuante pode ser mudada, de modo que a atitude mental da pessoa se volte para a direção correta. Daí, quando um assunto é apresentado à pessoa, tal força inclinará sua mente para um proceder espiritual correto. — 1 Cor. 2:13, 15.
Assim, o mero conhecimento ou capacidade intelectual não basta para fazer com que uma pessoa tenha o favor de Deus. Estas coisas, em si, não transformarão a mente na direção da vontade de Deus. (Rom. 12:2) Jeová afirma: “Farei perecer a sabedoria dos sábios e repelirei a inteligência dos intelectuais.” (1 Cor. 1:19) É preciso a ajuda do espírito de Deus para se obter verdadeiro entendimento (Pro. 4:5-7; 1 Cor. 2:11), sabedoria e bom-senso. (Efé. 1:8, 9) O processo precisa envolver tanto a mente como o coração, se a pessoa há de se tornar um servo maduro de Deus.
A ‘LEI DA MENTE’
O apóstolo Paulo chama de lei da mente aquilo que dirige a operação desta mente renovada. Ela controla a nova mente, segundo a “lei de Deus”, e a nova mente se deleita nesta lei. Mas a “lei do pecado” que opera na carne decaída, combate a ‘lei da mente’, de modo que existe um conflito constante no íntimo do cristão. Pode ele ser vitorioso? Pode, “graças a Deus, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor!” A bondade imerecida de Deus provê, à base do sacrifício de resgate de Cristo, o perdão dos pecados da carne, e, adicionalmente, a ajuda do espírito santo. O cristão se acha numa situação diferente daquela de uma pessoa não-cristã, conforme Paulo resume: “Assim, pois, com a mente, eu mesmo sou escravo da lei de Deus, mas com a minha carne, escravo da lei do pecado.” — Rom. 7:21-25; 8:5-11; Gál. 5:16, 17.
AMAR COM A MENTE
Jeová predisse que seria feito um novo pacto, sob o qual o espírito santo operaria de modo a escrever Suas leis na mente e no coração do seu povo. (Heb. 8:10; 10:16) Desta forma, podiam cumprir aquilo de que dependia toda a Lei e os Profetas, a saber, ‘amar a Jeová, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, e de toda a sua mente, e o seu próximo como a si mesmo’. (Mat. 22:37-40; Luc. 10:27, 28) A pessoa precisa amar de todo o seu coração (primariamente relacionado com a motivação e a afeição), de toda a sua alma (sua vida e todo o seu ser) e de toda a sua mente. Esta última frase significa que os servos de Deus não só têm de amar com seus sentimentos, com suas emoções e sua força, mas também precisam exercitar vigorosamente a sua mente para assimilar conhecimento de Deus e de Cristo (João 17:3), precisam entender (Mar. 12:33; Efé. 3:18), e precisam aplicar sua mente em servir a Deus e a Seus propósitos, e em participar em declarar as boas novas. Aconselha-se-lhes a ‘manter sua mente fixa nas coisas de cima’ (Col. 3:2), de ‘avigorar a mente para a atividade’ e ‘manter inteiramente seus sentidos’. (1 Ped. 1:13) O apóstolo Pedro viu a importância de ‘acordar as faculdades de pensar deles’ para que tivessem presente as coisas aprendidas. (2 Ped. 3:1, 2) Precisavam ‘ter bem em mente a presença do dia de Jeová’. — 2 Ped. 3:11, 12.
Paulo, quando falava dos dons miraculosos do espírito, conforme exercidos na primitiva congregação cristã, sublinhou a necessidade de se usar a mente. Disse que, caso orasse numa língua que não podia traduzir, sua mente seria infrutífera. Novamente, caso cantasse louvores da mesma forma, como isso ajudaria o ouvinte que não entendesse tal língua? Por conseguinte, ele disse preferir falar cinco palavras com sua mente, a fim de instruir a outros, a dez mil palavras numa língua. Ele então instou com seus irmãos para que se tornassem plenamente desenvolvidos na capacidade de entendimento. — 1 Cor. 14:13-20.
UNIDADE MENTAL CRISTÃ
Ordena-se aos servos de Jeová que ‘estejam aptamente unidos na mesma mente e na mesma maneira de pensar’. (1 Cor. 1:10; Fil. 2:2; 1 Ped. 3:8) Isto, naturalmente, significa estarem unidos quando os interesses da adoração pura estão envolvidos — as coisas importantes — e não quanto aos gostos individuais ou em assuntos de somenos importância que serão resolvidos quando se alcançar a madureza. (Rom. 14:2-6, 17) Devem ser “da mesma mentalidade no Senhor” (Fil. 4:2), não brigando, mas ‘pensando de acordo’. — 2 Cor. 13:11.
A MENTE DE DEUS E A DE CRISTO
Os cristãos devem empenhar-se de conhecer melhor a Deus, ao ponto que Ele revele sua mente sobre os assuntos. (Rom. 11:33, 34) E devem ter a atitude mental de obediência e de humildade de Jesus Cristo; daí, terão “a mente de Cristo”. (1 Cor. 2:15, 16) Paulo incentiva seus co-cristãos a se esquecer das coisas deixadas atrás e a se esticarem para alcançar as coisas à frente. (Fil. 3:13-15) Pedro aconselha semelhantemente: “Visto que Cristo sofreu na carne, armai-vos também da mesma disposição mental.” — 1 Ped. 4:1.
A MENTE OBTUSA OU CORRUPTA
Os israelitas no monte Sinai, por não terem o coração plenamente voltado para Jeová, mostravam-se obtusos em sua percepção mental, como aqueles que continuaram sob a Lei, depois que Deus, mediante Jesus, a havia abolido. (2 Cor. 3:13, 14) Não discerniram que Jesus era Aquele para o qual a Lei apontava. (Col. 2:17) Quanto a homens que não aprovaram reter Deus com conhecimento exato, mas que adoravam as coisas criadas, “Deus entregou-os a um estado mental reprovado”, eles se acham mentalmente em escuridão, praticando toda espécie de coisas improfícuas e inapropriadas. (Rom. 1:28; Efé. 4:17, 18) Homens de mentalidade corrupta resistiram à verdade até mesmo na época de Moisés, e, mais tarde, homens assim combateram o verdadeiro cristianismo, alguns deles até mesmo afirmando serem cristãos, e, contudo, tentando dividir e perturbar as congregações. (2 Tim. 3:8; Fil. 3:18, 19; 1 Tim. 6:4, 5) Com a mente e a consciência manchadas, nada lhes é puro; por conseguinte, falam de modo improfícuo no esforço de iludir a mente dos cristãos verdadeiros, por tentar submetê-los à escravidão a idéias de homens. (Tito 1:10-16) Por tal motivo, é essencial que todos os cristãos, mormente os que detêm posições de responsabilidade, tenham mente sã. — Rom. 12:3; 1 Tim. 3:2; Tito 2:6; 1 Ped. 4:7.
O “deus deste sistema de coisas”, o Diabo, é responsável por cegar a mente dos incrédulos quanto à iluminação das boas novas sobre o Cristo. (2 Cor. 4:4) Existe, portanto, o perigo de que este arqüinimigo de Deus possa seduzir os cristãos com sua astúcia, corromper a mente deles, fazendo-a ‘afastar- se da sinceridade e da castidade que se devem ao Cristo’. (2 Cor. 11:3) Assim sendo, é mister que os cristãos demonstrem unidade mental e razoabilidade, persistindo em oração, a fim de que a paz de Deus, “que excede todo pensamento”, possa guardar suas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus. — Fil. 4:2, 5-7.
CURA OU ABERTURA DA MENTE
Jesus restaurou a sanidade mental de um homem possesso de demônios, ilustrando seu poder de fazer isto até mesmo para com os que os demônios tornaram insanos. (Mar. 5:15; Luc. 8:35) Ele também pode abrir a mente dos que têm fé, a fim de captarem o sentido das Escrituras. (Luc. 24:45) Pessoas tímidas, ou aquelas que se sentem intelectualmente inferiorizadas, podem derivar conforto das palavras do apóstolo João: “Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu capacidade intelectual para podermos obter conhecimento do verdadeiro [Jeová Deus].” — 1 João 5:20.
Paulo mostrou à congregação coríntia que tinha mente sã, ao falar com intuito de edificá-los, mas, diante de seus olhos, ele parecia estar sendo ‘desarrazoado’ (ou, ‘fora de si’) ao jactar-se de suas credenciais apostólicas, algo que o cristão normalmente não faria. Mas, explica ele, ele se viu obrigado a fazer isto a fim de fazê-los voltar para Deus, para evitar que se afastassem. Isto aconteceu porque eles se tinham voltado para falsos apóstolos e estavam sendo desviados para a direção errada. — 2 Cor. 5:13; 11:16-21; 12:11, 12, 19-21; 13:10.
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MentiraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MENTIRA
O oposto da verdade. Mentir geralmente envolve dizer algo falso a uma pessoa que tem direito de saber a verdade, e fazer isso com a intenção de enganar ou de prejudicar a ela ou a outrem. A mentira nem sempre precisa ser verbal. Pode também ser expressa em ação, isto é, a pessoa talvez esteja vivendo uma mentira.
O pai ou originador da mentira é Satanás, o Diabo. (João 8:44) Sua mentira, transmitida por meio duma serpente a Eva, a primeira mulher, por fim trouxe a morte para ela e para seu marido, Adão. (Gên. 3:1-5, 16-19) Essa primeira mentira estava arraigada no egoísmo e no desejo errado. Visava desviar o amor e a obediência do primeiro casal humano para o mentiroso, que se havia apresentado como um “anjo de luz”, um benfeitor. (Compare com 2 Coríntios 11:14.) Todas as outras mentiras maliciosas, proferidas desde aquele tempo, têm sido, igualmente, um reflexo do egoísmo e do desejo errado. Proferiram-se mentiras para escapar da punição merecida, para lucrar às custas de outros, e para obter ou manter certas vantagens, recompensas materiais ou o louvor dos homens.
Especialmente graves têm sido as mentiras religiosas, uma vez que põem em perigo a vida futura das pessoas por elas enganadas. Disse Jesus Cristo: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra seca para fazer um prosélito, e, quando se torna tal, fazeis dele objeto para a Geena duas vezes mais do que vós mesmos.” (Mat. 23:15) Trocar a verdade de Deus pela “mentira”, a falsidade da idolatria, pode fazer com que uma pessoa se torne praticante do que é degradante e vil. — Rom. 1:24-32.
O caso dos líderes religiosos do judaísmo na época do ministério terrestre de Jesus mostra o que pode acontecer quando alguém abandona a verdade. Eles tramaram matar Jesus. Daí, quando ele ressuscitou, subornaram os soldados que haviam montado guarda ao túmulo para que ocultassem a verdade e disseminassem uma mentira sobre o desaparecimento do corpo de Jesus. — Mat. 12:14; 27:1, 2, 62-65; 28:11-15; Mar. 14:1; Luc. 20:19.
Jeová Deus não pode mentir (Núm. 23:19; Heb. 6:13-18) e ele odeia a “língua falsa”. (Pro. 6:16-19) Sua lei para os israelitas exigia a compensação para os danos resultantes do engano ou da mentira maldosa. (Lev. 6:2-7; 19:11, 12) E a pessoa que desse falso testemunho devia receber o castigo que desejava infligir a outrem por meio de suas mentiras. (Deut. 19:15-21) O conceito de Deus sobre a mentira maldosa, conforme refletido na Lei, não mudou. Os que desejam obter Sua aprovação não podem empenhar-se na prática da mentira. (Sal. 5:6; Pro. 20:19; Col. 3:9, 10; 1 Tim. 3:11; Rev. 21:8, 27; 22:15) Não podem viver uma mentira, afirmando amar a Deus ao passo que odeiam seu irmão. (1 João 4:20, 21) Por serem falsos para com o espírito santo, através da mentira, Ananias e sua esposa perderam a vida. — Atos 5:1-11.
Ao passo que a mentira maldosa é definitivamente condenada na Bíblia, isto não significa que a pessoa esteja obrigada a divulgar informações verídicas para pessoas que não têm direito a elas. Jesus Cristo aconselhou: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis as vossas pérolas diante dos porcos, para que nunca as pisem debaixo dos seus pés, e, voltando-se, vos dilacerem.” (Mat. 7:6) É por isso que Jesus, em certas ocasiões, deixou de fornecer informações plenas ou respostas diretas a certas perguntas, quando fazê-lo podia ter resultado em danos desnecessários. (Mat. 15:1-6; 21:23-27; João 7:3-10) Evidentemente, o proceder de Abraão, Isaque, Raabe e Eliseu, ao desencaminhar ou reter os plenos fatos de não-adoradores de Jeová, tem de ser encarado na mesma luz. — Gên. 12:10-19; cap. 20; 26:1-10; Jos. 2:1-6; Tia. 2:25; 2 Reis 6:11-23.
Jeová Deus permite que a “operação do erro” aconteça com pessoas que preferem a falsidade, “para que fiquem acreditando na mentira”, em vez de nas boas novas sobre Jesus Cristo. (2 Tes. 2:9-12) Este princípio é ilustrado pelo que aconteceu séculos antes no caso do israelita Rei Acabe. Profetas mentirosos garantiram o êxito a Acabe, numa guerra contra Ramote-Gileade, ao passo que o profeta de Jeová, Micaías, predisse o desastre.
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