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A execução do julgamento divino sobre a falsa religiãoA Sentinela — 1964 | 15 de maio
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Deus na terra”. E agora, as Nações Unidas e sucessoras da Liga são chamadas de o melhor meio para a paz, sim, até mais do que isto: a “última esperança da paz”. Então podemos ver hoje na realidade o que o apóstolo João viu em símbolo: que a fera côr de escarlate “estava cheia de nomes blasfemos”. As expressões de admiração por ela dirigem os falsos religiosos, não à adoração de Jeová Deus, o Criador, mas à idolatria de criação humana, à adoração de uma imagem política, à adoração de uma organização internacional em prol da paz e da segurança. — Apo. 17:3.
A SUA CAVALEIRA
42. (a) Por que não serão salvos os que adoram esta fera? (b) Que pergunta oportuna se faz então, com que resposta notável?
42 Salvará tal adoração da fera escarlate os admirados habitantes da terra? Não! Pois está escrito que “os nomes dêles não foram inscritos no rôlo da vida desde a fundação do mundo”. (Apo. 17:8) Mas por que é que a religião dêles não impede que cometam idolatria que é contra o primeiro e o segundo dos Dez Mandamentos de Jeová Deus? Apocalipse, capítulo dezessete, mostra simbòlicamente por quê. É porque há uma mulher a cavalo na fera. Lemos:
43. (a) Descreva a aparência da mulher que cavalga a fera. (b) Qual é o nome dela e com o que se embriaga ela?
43 “E êle [o anjo que apareceu a João] me levou no poder do espírito para um êrmo. E avistei uma mulher sentada numa fera côr de escarlate, que estava cheia de nomes blasfemos e que tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, e estava adornada de ouro, e de pedra preciosa, e de pérolas, e tinha na sua mão um copo de ouro cheio de coisas repugnantes e das coisas impuras da sua fornicação. E na sua testa havia escrito um nome, um mistério: ‘Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra.’ E eu vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus. Pois bem, ao avistá-la, fiquei admirado com grande espanto [mas, naturalmente, não admirando-a].” — Apo. 17:3-6.
44. (a) Embriagar-se ela com, o sangue dos servos de Deus prova o quê a seu respeito? (b) Qual é o significado do seu nome Babilônia, a Grande?
44 Estar a mulher “embriagada com o sangue dos santos, [de Deus] e com o sangue das testemunhas de Jesus”, prova o quê? Prova que ela é contra Jeová Deus e contra seu Filho Jesus, o Messias ou Cristo. Portanto, ela não está do lado da única adoração verdadeira, da única religião verdadeira. O nome na cabeça dela, embora um mistério, revela quem a mulher é. A parte principal do seu nome é o nome da antiga inimiga de Jeová Deus, Babilônia. Mas ela é maior do que a cidade edificada sob a direção de Nenrode sôbre o rio Eufrates; por isso é que ela é chamada “Babilônia, a Grande”. Até à sua desastrosa queda em 539 A. C. a antiga cidade de Babilônia foi proeminentemente religiosa; era líder na falsa adoração. Ah, vemos então que a misteriosa Babilônia, a Grande, não é a Roma pagã das sete colinas, mas que é o império mundial da religião babilônica que reúne todo o mundo sob seu domínio.
45. (a) O que representam as águas sôbre as quais se senta a meretriz e por quanto tempo senta-se ela sôbre aquelas águas? (b) Que agilidade tem mostrado esta meretriz por muitos anos?
45 Foi por isso que o anjo disse a João ao explicar o mistério: “As águas que viste, onde a meretriz está sentada, significam povos, e multidões, e nações, e línguas. E a mulher que viste significa a grande cidade que tem um reino sôbre os reis da terra.” (Apo. 17:15, 18) Ela estava sentada sôbre aquelas águas simbólicas e tinha um reino sôbre os reis da terra muito antes de a fera escarlate ter-se impôsto como uma imagem idólatra. Tão logo apareceu esta fera depois da Primeira Guerra Mundial ela lhe subiu ao lombo. Isto lhe foi fácil em vista do seu poder religioso. Quando foi ao abismo durante a Segunda Guerra Mundial, a “fera” escarlate continuou a sentar-se “sôbre muitas águas”; a saber, sôbre povos, multidões, nações e línguas, e a exercer domínio “sôbre os reis da terra”. (Apo. 17:1) Quando a “fera” ascendeu do abismo com a ajuda especial de sua sétima cabeça, a Potência Mundial Anglo-americana, imediatamente Babilônia, a Grande, subiu-lhe às costas e lá permaneceu até hoje.
46. Como é que esta iníqua mulher provou ser “mãe de meretrizes”?
46 Era de se esperar que ela montasse nessa fera que é uma organização política, uma potência mundial. Babilônia, a Grande, é uma meretriz e é chamada “a mãe das meretrizes”. O anjo de Deus disse que ela é a “grande meretriz que está sentada sôbre muitas águas, com a qual os reis da terra cometeram fornicação, enquanto que os que habitam na terra se embriagaram com o vinho da fornicação dela”. (Apo. 17:1, 2) Visto que a fera escarlate simboliza uma organização política, a oitava Potência Mundial, e as suas sete cabeças simbolizam “sete reis” ou sete potências mundiais, Babilônia, a Grande, havia de seguir o seu curso regular e cometer fornicação com ela, assim como cometeu fornicação com as sete potências mundiais anteriores e com outros “reis da terra”. Falando-se simbòlicamente, ela estaria cometendo fornicação com a fera, ato êste que é bestialidade, um pecado nojento e condenado pela lei de Deus. — Lev. 20:15, 16.
47. Por que está esta meretriz tão interessada em política e até que ponto foi ela para obter o favor dos governos?
47 A sua fornicação consiste em ela unir a sua religião com a política, participando nela para o seu próprio enriquecimento. Ela está muito interessada em política, mas isto é especialmente para poder controlar a política do mundo para a sua própria vantagem, arbitrando para os políticos. Ela presume ter o direito divino de coroar e de destronar reis. Ela se prostituiu aos dominadores políticos. Ela tem cedido o seu poder religioso para servir as ambições dos reis, até mesmo abençoando os seus exércitos providos de armas mortíferas, santificando suas guerras egoístas e dando um passaporte direto para a glória celestial aos que morrem tentando matar a outros na guerra. Não é de se admirar que esteja tão brilhantemente vestida.
48. Explique a expressão: “Os que habitam na terra se embriagaram com o vinho da fornicação dela.”
48 O que, porém, ganha o povo comum por ela cometer fornicação com os reis mundanos? O seguinte, conforme declarado: “Os que habitam na terra se embriagaram com o vinho da fornicação dela.” Êles têm sofrido por todos os planos egoístas, ambiciosos, agressivos e cobiçosos que ela tem abençoado e com os quais cooperou só para agradar os dominadores políticos, seus bem pagos chefes. O povo fica tonto e entorpecido por causa de tôda a dificuldade, aflição, privação, dureza e opressão que êle recebe para beber do “copo de ouro” de Babilônia, a Grande. O fato de ela dizer religiosamente ao povo sofredor que estas coisas são a vontade dos Céus para êle, não lhe tem aliviado o sofrimento, nem lhe tem sarado as feridas e nem lhe tem consolado o coração magoado. O seu copo é asqueroso por dentro.
49. Quais são as organizações filhas que a Babilônia produziu?
49 O meretrício da Babilônia, a Grande, a tornou mãe, mas mãe de filhos bastardos que imitam os modos da mãe. Assim ela é “a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra”. Localmente, em várias nações, ela tem dado à luz organizações filhas, estruturas religiosas, quer ligadas ao govêrno local em união de Igreja e Estado, quer ligadas i̇̀ntimamente com o sistema político nacional, servindo-lhe de servas, de concubinas. Ela também é mãe das coisas repugnantes, coisas que são particularmente repugnantes a Deus, tais como pessoas santificadas para a prostituição nos seus templos, para jogos nas propriedades religiosas, recebendo a sua porcentagem de ganhos injustos, de idolatrias com imagens, e assim por diante.
50. Descreva os vários modos em que Babilônia é responsável por grandes derramamentos de sangue.
50 Uma pesada culpa de sangue perante Deus, o Criador, cai sôbre Babilônia, a Grande. Ela compartilha da culpa pelas guerras que não usou o seu poder místico para impedir. Compartilha da culpa do sangue derramado dos que ela abençoou, oferecendo-os em sacrifício ao deus da guerra, muito embora êles lutassem uns contra os outros, irmãos religiosos contra irmãos religiosos. Em nome da religião ela tem prosseguido com a perseguição intolerante. Instigou guerras brutais de religião, uma religião contra a outra. Proclamou guerras santas com promessas de recompensas celestiais para os que morressem lutando nelas. Promoveu cruzadas fanáticas, não sòmente contra os chamados infiéis, mas também contra os cuja religião ela tentava exterminar com fogo e espada. Suas inquisições religiosas foram hediondas, demoníacas. A história registra como, subversivamente, ela desempenhou sua parte poderosa em ambos os conflitos sanguinários da humanidade: a Primeira e a Segunda Guerra Mundiais. Dêste modo ela matou principalmente os seus próprios religiosos, todavia, todos êles eram criaturas de Deus e êle responsabiliza Babilônia, a Grande, pelo sangue deles.
51. Como pecou ela especialmente contra Deus?
51 Na sua perseguição religiosa, ela pecou especialmente contra Deus o Criador. O apóstolo João chamou a sua atenção para a culpa de sangue dela neste sentido, dizendo: “E eu vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus:” (Apo. 17:6) Beber sangue não lhe tem sido problema, muito embora Noé, o bisavô de Nenrode, recebesse o mandamento de não beber sangue. (Gên. 9:3, 4) Babilônia, a Grande, porém, tem experimentado prazer embriagador por beber o sangue dos santos de Deus e das testemunhas de Jesus Cristo, declarando-os hereges, um perigo para a sociedade religiosa babilônica, e perseguindo-os até à morte com a ajuda do Estado.
52. Que palavras de um dos sete anjos são a seguir de interêsse especial?
52 Há, pois, algo de que se admirar de que a visão dada a uma destas sofredoras “testemunhas de Jesus” retratasse como o julgamento divino será executado contra o império religioso babilônico dêste mundo? Absolutamente! João apresenta-nos esta parte especial da sua revelação ao dizer: “E um dos sete anjos, que tinham as sete tigelas [cheias da ira de Deus], veio e falou comigo, dizendo: ‘Vem, mostrarte-ei o julgamento da grande meretriz que está sentada sobre muitas águas, com a qual os reis da terra cometeram fornicação, enquanto que os que habitam na terra se embriagaram com o vinho da fornicação dela.’” (Apo. 17:1, 2) Como foi executado o julgamento?
EXECUTANDO O JULGAMENTO
53. Que julgamento se dá então e a vontade de quem executa êste julgamento?
53 João nos deu uma idéia dêle com as seguintes palavras: “E os dez chifres que viste, e a fera, êstes odiarão a meretriz e a farão devastada e nua, e comerão as suas carnes e a queimarão completamente no fogo. Porque Deus pôs nos seus corações executarem o pensamento dêle, sim, executarem um só pensamento dêles por darem o seu reino à fera, até que se tenham efetuado as palavras de Deus.” — Apo. 17:16, 17.
54. O que representam os dez chifres da fera côr de escarlate e por que são dez?
54 Os dez chifres foram retratados sôbre as sete cabeças da fera côr de escarlate. O que representam? O anjo do céu disse a João, declarando: “E os dez chifres que viste significam dez reis, os quais ainda não receberam um reino, mas êles recebem autoridade como reis por uma hora, junto com a fera. Êstes têm um só pensamento, e assim, dão o seu poder e autoridade à fera.” (Apo. 17:12, 13) Então os chifres simbolizam reis. (Compare com Daniel 8:2-8, 20, 21) Sendo que o número dez nas Escrituras simboliza plenitude, os “dez reis” representam todos os dominadores governamentais, especialmente os que são parte da simbólica fera escarlate, a organização internacional pró paz e segurança mundiais.
55. O que não fizeram Babilônia nem os dez chifres no término da Primeira Guerra Mundial?
55 Babilônia, a Grande, no término da Primeira Guerra Mundial, não disse aos “dez chifres” simbólicos que entregassem autoridade nacional e a soberania imperial dêles ao reino messiânico de Deus que tinha nascido nos céus para assumir o domínio de tôda a terra. Tampouco os “dez chifres” queriam fazer tal entrega. Durante a Primeira Guerra Mundial êles perseguiram as testemunhas cristãs de Jeová e desdenhosamente recusaram aceitar a mensagem do reino estabelecido de Deus.
56. Como é que os dez chifres executam agora o pensamento de Deus?
56 Deus se propôs a destruição dêstes “dez chifres” simbólicos, assim como há muito êle o havia predito. Era então seu pensamento manobrá-los à destruição, destruindo-os em conjunto, todos de uma vez. Concordemente, mediante sua manobra invisível, “Deus pôs nos seus corações executarem o pensamento dêle”. Como executariam o pensamento de Deus, para que entrassem em oposição conjunta contra êle? Por êles chegarem a uma unidade de idéia e estabelecerem uma organização internacional para paz e segurança do mundo e então se unirem a ela como uma família de nações, unindo-se especialmente às Nações Unidas de hoje. Então, em vez de darem seus reinos a Deus, entregando a soberania terrestre deles ao Seu govêrno messiânico, êles prosseguiram, segundo Apocalipse 17:17 diz, a “executarem um só pensamento dêles por darem o seu reino à fera, até que se tenham efetuado as palavras de Deus”.
57. Como as nações deram poder e autoridade à “fera”?
57 Assim, de 1919 em diante, quando a Carta da Liga das Nações foi redigida, êles começaram a dar seus reinos à “fera” côr de escarlate. Deram-lhe o poder e a autoridade dêles. Tornando-se nações membros da organização internacional pró paz e segurança do mundo, a oitava Potência Mundial, “êles recebem autoridade como reis por uma hora, junto com a fera”. (Apo. 17:12, 13) Em sentido comparativo, só falta “uma hora” para a destruição da fera. Ela só tem “uma hora” de vida.
58. Como se sentiu Babilônia a respeito desta “fera” e qual será o resultado final para ela e para a fera?
58 Babilônia, a Grande, que estava ansiosa para cavalgar esta “fera”, aprovou a ação internacional, muito embora ela fôsse contra o reino celestial pelo Cordeiro de Deus proclamado pelas testemunhas cristãs de Jeová. Qual é e será o resultado desta entrega de poder nacional e autoridade à “fera”, o animal de estimação de Babilônia, a Grande? Apocalipse 17:14 responde: “Êstes batalharão contra o Cordeiro, mas, porque êle é Senhor dos senhores e Rei dos reis, o Cordeiro os vencerá. Também o farão com êle os chamados e escolhidos, e fiéis.” Dêste modo ou por isso, a “fera” escarlate que agora existe, tendo saído do abismo, “vai à destruição”. Quando isto acontecer, ter-se-ão “efetuado as palavras de Deus”. — Apo. 17:8, 17.
59. Todavia, quem vai primeiro à destruição e às mãos de quem?
59 Será que Babilônia, a Grande, a cavaleira da “fera” escarlate, é destruída ao mesmo tempo que a “fera”, desfrutando assim qual meretriz a sua cavalgadura até o fim? Não! Não segundo a decisão judicial já registrada por Jeová Deus. A sentença que êle já deu é que o próprio objeto do amor dela deve destruí-la, antes que êle mesmo seja destruído. Há muito ela tem amor egoísta de meretriz ou fornicária pela “fera” e seus dez chifres. Ela acha que sempre lhes será atraente e que será capaz de manter o patrocínio dêles por lhes satisfazer o prazer imoral e egoísta. Mas nisto ela se engana e se expõe a uma surprêsa chocante.
60. Descreva o fim desastroso da meretriz.
60 O Deus Todo-poderoso quebrará a unidade entre a meretriz e a fera de dez chifres. Êle mudará seu amor egoísta em ódio desrespeitoso e apresentará razões para a fera e os dez chifres odiarem a meretriz que os cavalga e se desabafarem furiosamente nela. Êles a levarão de um paraíso religioso a uma devastação religiosa. Tirarão suas vestes de púrpura e de escarlate, os seus adornos de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, e lhe derrubarão das mãos o copo de ouro cheio de coisas repugnantes. Ela será exposta nua como fraude religiosa. A sua carne não mais será atrativa para carícias nem para união imoral, mas a “fera” e os seus dez chifres se alimentarão de modo bestial de suas partes carnais. Seus ossos êles reduzirão a mera cal, queimando-os no fogo. Assim será reduzido a cinzas o império mundial da religião babilônica para ser calcado aos pés pelos sobreviventes adoradores do verdadeiro Deus Jeová, os fiéis seguidores do seu Filho reinante, Jesus Cristo. — Mal. 4:3.
61. Quem cuidará de que a “fera” escarlate vá à destruição?
61 Depois disto a “fera” escarlate e os seus dez chifres irão, não, não de volta para o abismo, mas para a destruição total e eterna. O Cordeiro vencedor, contra quem êles lutaram, cuidará disto.
62. Que conselho é dado para os que não desejam participar no destino de Babilônia?
62 Sabendo já de antemão o julgamento que será executado em breve sobre a falsa religião, que faremos? A meretriz babilônica senta-se sôbre “muitas águas”, muitos povos, multidões, nações e línguas. Ainda está ela sentada sobre quaisquer de nós? Se estiver, então, para escaparmos de ser destruídos com ela na hora da execução do julgamento divino, só há uma coisa a fazermos sem demora: Por amor da única religião verdadeira, saiamos de sob ela! Ela está condenada! Babilônia, a Grande, pelo julgamento de Jeová Deus, levou uma queda em 1919, sendo que desde aquêle ano mais de um milhão de homens, mulheres e crianças marcharam para fora dela, para a liberdade religiosa como testemunhas cristãs de Jeová. Agora, em sua condição decaída, ela se aproxima da terrível destruição eterna. Pois então dizemos aos que buscam a Deus e que ainda estão sob a influência dela: Abandonem Babilônia, a Grande!
63, 64. A quem não se unirão êles para escaparem do destino de Babilônia, mas o lado de quem tomarão para a salvação eterna?
63 Isto não significa unir-se aos “dez chifres” e à “fera” na destruição violenta do império mundial da religião babilônica. Tal ação violenta da “fera” e dos “dez chifres” não resultará em salvação para êles nem para alguém que se alie nesta violência. Deixe que aquêles desiludidos poderes políticos façam isto como agentes visíveis de Deus na execução do seu julgamento divino sôbre a falsa religião. Mas tal trabalho não é nosso!
64 A única religião verdadeira é a nossa salvação, sendo que por ela adoramos o único Deus verdadeiro e vivo que nos oferece salvação mediante seu Filho Jesus, o Messias, o Cristo. Lembre-se das palavras de Jesus em oração a Jeová Deus: “A tua palavra é a verdade.” (João 17:17) É esta verdade que nos liberta de Babilônia, a Grande. Adquiramos tal liberdade religiosa, abraçando a palavra de Deus em sua Bíblia Sagrada e então seguindo as pisadas do vitorioso Cordeiro de Deus. Êle conquistará os amantes políticos de Babilônia, a Grande, e nos conduzirá à completa liberdade sob o triunfante reino de Deus. Que domine para sempre o reino messiânico de Deus!
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A verdade vem em socorroA Sentinela — 1964 | 15 de maio
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A Verdade Vem em Socorro
UMA linda manhã de domingo, uma testemunha de Jeová foi visitar uma senhora, cujo enderêço lhe tinha sido dado por outra Testemunha. Quando a Testemunha bateu palmas, a dona da casa veio atender e logo que soube que se tratava de uma testemunha de Jeová, convidou-a a entrar. Sentaram-se num banco debaixo de uma jaqueira. Mas antes que a Testemunha pudesse dizer algo, a senhora contou o seguinte:
“Num domingo à tarde, eu estava de pé no portão e passou uma senhora desconhecida perguntando-me se eu gostava de ouvir a palavra de Deus. Quando eu disse que sim, ela me convidou a ir com ela a uma conferência numa praça pública ali perto. Eu disse que iria se se tratasse da mesma religião de um livro que possuo, Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado, e que queria seguir a religião ensinada por êste livro. Ela me disse que era a mesma religião e insistiu em esperar para que eu me aprontasse para ir junto com ela à conferência. Portanto, fomos.
“No fim da conferência, o pregador perguntou quem queria ‘aceitar Jesus’ e mandou que esse viesse para frente. Embora eu não entendesse muito do que estava sendo dito, fui para a frente e ‘aceitei Jesus’, conforme êles disseram. Dai̇́, fui convidada a ir à igreja. Mas, oh, que dor no coração quando descobri que eu tinha sido enganada e que não se tratava da mesma religião do livro Paraíso, mas da Igreja Pentecostal, onde vi todos falar ao mesmo tempo e não podia entender coisa alguma. Imediatamente mandei minha neta escrever uma carta ao pastor daquela igreja, pedindo-lhe que tirasse o meu nome do rol dos membros. O pastor e outros da igreja vieram visitar-me em casa. Contaram-me o que pode acontecer a uma pessoa que abandona a Igreja Pentecostal. Passaram a relatar diversos casos. Um dêles era de uma senhora que havia abandonado a igreja e um raio caíra na sua casa, matando-a. Isso parecia aterrador para mim, pois durante tôda a minha vida tive muito mêdo de raios. De modo que continuei a ir à igreja, sentindo ao mesmo tempo um terrível pesar por tudo o que me acontecera. Fiquei doente e por diversos dias estive acamada e não sabia o que fazer e o que não fazer.”
Ouvindo-a pacientemente, a Testemunha pôde ver imediatamente que se encontrava diante de uma pobre “ovelha” que havia sido oprimida. Podia-se ver no seu semblante o sofrimento. Dai̇́, ela se levantou, entrou dentro da casa e voltou com o livro Paraíso.
Nesse ínterim, a Testemunha que ainda não abrira a bôca, orou silenciosamente a Jeová. Quando a senhora voltou, a Testemunha disse-lhe que Jeová é um Deus de amor e nunca causará dano algum aos que o amam. Antes, êle enxugará toda lágrima dos seus olhos. (Apo. 21:4) O Diabo é quem causou tanto sofrimento e dor, disse a Testemunha, mostrando a ilustração no livro Paraíso a respeito da queda do homem e o Paraíso recuperado. Embora essa senhora não soubesse ler muito bem e tivesse a vista fraca, ela pôde entender a explicação. Seus olhos começaram a brilhar e seu rosto estava radiante. Disse ela: “Quando a senhora fala, bem como aquêle senhor que me trouxe o livro, sinto-me tão bem, mas quando os da Igreja Pentecostal falam, eu sinto queimar-me os miolhos.”
A Testemunha convidou-a a ir ao Salão do Reino para ouvir um discurso público. Ela foi naquele mesmo dia, juntamente com diversos membros da sua família. Nunca mais ela voltou para a Igreja Pentecostal, apesar das diversas visitas que lhe fizeram para a levarem de volta. Começou a assistir a tôdas as reuniões e fêz bom progresso. Mais de 15 membros da sua família assistem ao estudo bíblico em sua casa e não obstante a sua idade e saúde foi do Rio de Janeiro à Assembléia Nacional, em São Paulo, onde foi batizada.
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