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Deve seu bebê ser batizado?A Sentinela — 1961 | 1.° de julho
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vós seja baptizado em nome de Jesus Christo para remissão de vossos peccados.” Ali, Pedro, em Pentecostes, estava falando aos que tinham pecado contra Jesus. Como podiam obter perdão? Precisavam arrepender-se e aceitar Jesus e seu sangue purificador, mostrando isso por serem batizados em nome de Jesus. Não era que a própria água batismal lavasse os seus pecados; se este tivesse sido o caso, teriam de ter sido batizados novamente depois de cada fosse pecado. Mas, conforme explica Atos 22:16: “Agora, por que demoras? Levanta-te, sê batizado e lava os teus pecados por invocar o seu nome.” (NM) Como se lavam os pecados? Não pela própria água, mas “por invocar o seu nome”.
Portanto, o batismo em água, para os cristãos, é símbolo do arrependimento dos pecados e da aceitação de Jesus, bem como da dedicação da vida da pessoa a fazer a vontade de Jeová fielmente, assim como Jesus fez.
PRECISA-SE DE FÉ E DE CONHECIMENTO
O mandamento dado por Jesus foi: “Ide e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado.” — Mat. 28:19, 20, NM.
Incluem-se neste termo, “pessoas de todas as nações”, também os bebês? Evidentemente que não, pois isso teria mudado o significado do batismo instituído por Jesus! Os bebês não podem fazer uma dedicação de si mesmos a Deus, baseada em fé e conhecimento. Outrossim, o batismo não é o que remove os pecados. O apóstolo escreveu: “Sem derramamento de sangue não há remissão.” (Heb. 9:22) O que torna possível tal perdão é o sacrifício de resgate de Cristo e o arrependimento do cristão, bem como sua aceitação deste resgate, conforme provada pela sua mudança na vida, que torna possível tal perdão. Ainda mais, o apóstolo explica: “Pois ‘qualquer que invocar o nome de Jeová será salvo’. Entretanto, como invocarão aquele em quem não depositaram fé? Como, por sua vez, depositarão fé naquele de quem não ouviram? Como, por sua vez, ouvirão sem que alguém pregue?” (Rom. 10: 13, 14, NM) Não, as “pessoas de todas as nações”, que haviam de ser balizadas, não incluíam bebês; estes tinham de crescer primeiro, para que pudessem entender o valor do sacrifício de resgate de Jesus e exercer fé nele, depois de ficarem sabendo do Messias.
Uma das razões dos mal-entendidos sobre o batismo cristão é a crença de que a “água” de que Jesus falou em João 3:5 seja a água do batismo. Jesus disse: “A menos que alguém nasça da água e do espírito, ele não pode entrar no reino de Deus.” (NM) Os que lêem mais adiante vêem que esta água não é a água do batismo. Esta água é mencionada em João 4:14 e também em Apocalipse 22:1, 17 como “água da vida”. (NM) Em cada um destes casos não se trata da água do batismo, mas de algo que é simbòlicamente para beber. Em vez de ser a ‘água do batismo, é a água da verdade, o conhecimento refrescante, vitalizador e purificador da Palavra de Deus. Esta água da verdade modifica a disposição de ânimo da pessoa e abre o caminho para a vida eterna.
Investigue as Sagradas Escrituras como quiser, mas nunca encontrará mesmo um único exemplo do batismo duma criança recém-nascida! Os que apoiam o batismo de criancinhas procuram defender a doutrina por dizer que, nos dias dos apóstolos, famílias inteiras aceitaram o cristianismo e foram batizadas. Mas, se estas famílias incluíam bebezinhos, os apóstolos deixaram de mencionar isso — apesar da excelente oportunidade que isto lhes daria para destacar a importância de tal doutrina.
AS CRIANÇAS SÃO SANTAS SEM BATISMO
Mas, que acontece quando um bebê morre antes de poder desenvolver-se e aprender o caminho de Deus para a salvação? Em resposta a esta pergunta, as Escrituras focalizam uma razão destacada por que o batismo de bebês não é necessário: Deus considera o bebê como “santo” em virtude de ter pais cristãos crentes. Que se dá quando apenas um dos pais é crente? O apóstolo Paulo declara: “O marido incrédulo é santificado em relação à sua esposa, e a esposa incrédula é santificada em relação ao irmão; de outro modo, vossos filhos seriam realmente impuros, mas agora são santos.” (1 Cor. 7:14, NM) De modo que os bebês se tornam “santos” aos olhos de Deus,’ não por uma cerimônia de aspersão, mas por ter pai crente ou mãe crente.
Em vez de se preocupar com o batismo de seu bebê, os pais cristãos atenderão o conselho das Escrituras inspiradas e criarão seu filho “na disciplina e no conselho de autoridade de Jeová”. (Efé. 6:4, NM) Ensine ao filho a vontade e os mandamentos de Jeová Deus. Faça como diz o provérbio inspirado: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele.” (Pro. 22:6, ALA) Se os pais forem diligentes em ensinar a seus filhos a verdade de Deus, então estes, ao crescerem, poderão fazer uma decisão pessoal de dedicar as suas vidas a Deus. Depois de terem feito esta decisão, simbolizarão esta dedicação, iguais a Jesus, pela imersão em água. Por serem fiéis a esta dedicação, mostrar-se-ão dignos de usufruir a vida eterna na terra, debaixo do reino dos céus.
Que acontece se a criança morrer antes de ter bastante idade para fazer á sua dedicação a Deus? Podemos estar certos, em vista de Deus considerar como “santos” os filhos de pais crentes, de que qualquer filho de pais fiéis, que por acaso morrer, será certamente ressuscitado dentre os mortos. Os pais que obedecem ao exemplo de Jesus e o imitam nunca erram. Até mesmo o malfeitor que foi morto numa estaca de tortura ao lado de Jesus recebeu a promessa duma ressurreição e da oportunidade de ganhar a vida eterna no novo mundo justo. “Estarás comigo no Paraíso”, disse Jesus (Luc. 23:43, NM.) Se este malfeitor, até então não batizado, estará no paraíso quando este estiver restabelecido na terra, então certamente os filhos de pais crentes, que seguem o exemplo de Jesus, em vez de os fazerem batizar como bebês, gozarão de bênção similar.
Para os verdadeiros cristãos, as palavras e o exemplo de Jesus Cristo têm muito mais autoridade do que as tradições dos homens. Os verdadeiros cristãos seguem de perto o exemplo de Cristo. Eles vêem, do estudo das Escrituras Sagradas, que a evidência sobrepujante no sentido de que (1) nunca se batizaram bebês, pelos cristãos do primeiro século; (2) o batismo cristão não é para a lavagem dos pecados, mas é símbolo da dedicação pessoal a Deus, e (3) as crianças de pais crentes, sem batismo, são consideradas por Deus como “santas”.
Portanto, os bebês não precisam nem devem ser batizados. O batismo é uma cerimônia que assinala um compromisso pessoal, um compromisso que ninguém mais pode assumir para a pessoa e que, ‘certamente, crianças de peito não podem assumir por si mesmas. A doutrina bíblica do batismo em água, e portanto o único batismo em água que Deus realmente aceita, permanece hoje a mesma como quando Jesus iniciou o batismo.
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A maior questão da vidaA Sentinela — 1961 | 1.° de julho
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A maior questão da vida
“O único tema real e profundo do mundo e da história humana . . . é o conflito entre a crença e a descrença”, disse Johann von Goethe. O apóstolo Paulo reconheceu esta questão da fé ao dizer: “Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” — Heb. 11:6, ALA.
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