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MesaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Mesa atribui todo o crédito ao deus Quemós. Mesa também conhecia a Jeová, o Deus de Israel, pois na décima oitava linha deste documento, encontra-se o Tetragrama. Ali, Mesa se jacta: “Tomei então os vasos de Yahweh e os arrastei perante Quemós.” [The Bible and Archæology (A Bíblia e a Arqueologia), de Frederic Kenyon, 1940, p. 166] No entanto, são omitidos, como seria de esperar, a própria derrota dele e o sacrifício de seu filho.
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MesaqueAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MESAQUE
Nome babilônio dado pelo principal oficial da corte de Nabucodonosor a Misael, companheiro de Daniel. O significado deste novo nome é incerto, mas, às vezes, é igualado a “Quem é o que Aku é?”, similar a Misael (“Quem é o que Deus é?”). O novo nome dado a Misael e a três outros cativos de destaque aparentemente incorporava os nomes das deidades babilônicas, em lugar do nome ou título de Jeová. — Dan. 1:7; veja Abednego.
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MesopotâmiaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MESOPOTÂMIA
[Gr., terra entre os rios]. O termo grego para a extensão de terra situada entre os rios Tigre e Eufrates. Pelo que parece, corresponde à designação hebraica de significado similar, Arã-Naaraim (Sal. 60, título). Com efeito, os tradutores da Septuaginta grega usualmente verteram “Arã-Naaraim” como “Mesopotâmia”.
A aplicação do termo “Mesopotâmia” varia, tanto no seu emprego antigo como no moderno. Basicamente, em sentido amplo, abrange a inteira região situada entre o Tigre e o Eufrates, e se estende do golfo Pérsico, ao S, até às montanhas da Turquia e do Irã, ao N. Isto incluiria a planície aluvial do antigo país de Babilônia, que se estende a c. 400 km ao S de Bagdá. [Veja Babilônia (País).] Num sentido mais restrito, contudo, exclui o país de Babilônia, apenas a região ao N sendo denominada Mesopotâmia. Esta região setentrional consiste em uma baixada ondulante, dotada de numerosas bacias encaixadas. É também uma área rochosa.
Evidência do emprego dessa designação em sentido amplo no primeiro século EC é encontrada em Atos 7:2, onde Estêvão falou de Abraão como residindo na “Mesopotâmia”, enquanto ainda estava em Ur, uma cidade de Babilônia. Mas não é possível determinar-se com certeza se o hebraico “Arã-Naaraim” igualmente incluía o país de Babilônia. Sempre que existe uma base para se determinar a localização geográfica geral, mencionada nas Escrituras Hebraicas, a área setentrional ao redor de Harã (Gên. 24:2-4, 10), ou a região montanhosa setentrional em torno de Petor (Deut. 23:4; compare com Números 23:7), é incluída sob a designação “Arã-Naaraim” (Mesopotâmia). Embora a extensão da área sob controle do rei mesopotâmio Cusã-Risataim (o opressor de Israel no tempo do juiz Otniel) seja incerta, a sede de seu governo talvez também se situasse ao N. (Juí. 3:8-10) Foi provavelmente no norte da Mesopotâmia que o rei amonita, Hanum, alugou carros e cavaleiros para combater o Rei Davi. — 1 Crô. 19:6, 7.
Entre os judeus e os prosélitos presentes em Jerusalém para a festividade de Pentecostes de 33 EC havia também habitantes da Mesopotâmia. (Atos 2:1, 2, 9) Estes poderíam incluir residentes da parte S desta terra, a saber, do país de Babilônia. Neste sentido, é digno de nota que o historiador Josefo relata que “grandes números” de judeus se achavam no pais de Babilônia no primeiro século AEC. — Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro XV, cap. II, par. 2.
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MessiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MESSIAS
Da raiz verbal hebraica masháhh, que significa “besuntar”, e, assim, “ungir”. Messias (Mashíahh) significa “ungido” ou “o ungido”. O termo grego equivalente é Khristós, ou Cristo.
Nas Escrituras Hebraicas, a forma adjetiva mashíahh é aplicada a muitos homens. Davi foi oficialmente designado para ser rei por ser ungido com azeite, e, assim, é mencionado como “o ungido” ou, literalmente, “messias”. (2 Sam. 19:21; 22:51; 23:1; Sal. 18:50) Outros reis, incluindo Saul e Salomão, são chamados de “o ungido”, ou “o ungido de Jeová”. (1 Sam. 2:10, 35; 12:3, 5; 24:6, 10; 2 Sam. 1:14, 16; 2 Crô. 6:42; Lam. 4:20) O termo também é aplicado ao sumo sacerdote. (Lev. 4:3, 5, 16; 6:22) Os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó são chamados de “ungidos” ou meshihhím (LXX, khristoí) de Jeová. (1 Crô. 16:16, 22) O rei persa, Ciro, é chamado de “ungido”, no sentido de que foi designado por Deus para certa tarefa. — Isa. 45:1.
Nas Escrituras Gregas Cristãs, a forma transliterada Messías ocorre no texto grego em João 1:41, com a explicação, “que, traduzido, quer dizer: Cristo”. (Veja também João 4:25.) Às vezes, a palavra Khristós é usada sozinha, com referência àquele que é, ou que afirma ser, o Messias ou o Ungido. (Mat. 2:4; 22:42; Mar. 13:21) Na maioria de suas ocorrências, porém, Khristós é acompanhado pelo nome pessoal Jesus, como “Jesus Cristo” ou “Cristo Jesus”, para designá-lo como o Messias. Por vezes a palavra é usada sozinha, mas se referindo, especificamente, a Jesus, sendo entendido que Jesus é O Cristo, como a declaração: ‘Cristo morreu por nós’. — Rom. 5:8; João 17:3; 1 Cor. 1:1, 2; 16:24.
MESSIAS NAS ESCRITURAS HEBRAICAS
Em Daniel 9:25, 26, a palavra mashíahh se aplica exclusivamente ao vindouro Messias. (Veja Setenta Semanas.) No entanto, muitos outros textos das Escrituras Hebraicas também apontam para este Vindouro, mesmo que não o façam de modo exclusivo. Para exemplificar, Salmo 2:2 evidentemente teve sua primeira aplicação na época em que os reis filisteus tentaram destronar o ungido Rei Davi. Mas uma segunda aplicação, ao predito Messias, é estabelecida por Atos 4:25-27, onde o texto é aplicado a Jesus Cristo. Também, muitos dos homens chamados “ungidos”, em vários sentidos, prefiguraram ou representaram a Jesus Cristo e a obra que ele faria, entre estes achando-se Davi, o sumo sacerdote de Israel e Moisés (mencionado como Cristo em Hebreus 11:23-26).
Profecias que não empregam “Messias”
Numerosos outros textos das Escrituras Hebraicas que não mencionam especificamente o termo “Messias” eram entendidos pelos judeus como sendo profecias aplicáveis a ele. O dr. A. Edersheim localizou 456 trechos a que a “antiga Sinagoga se referia como sendo messiânicos”, e havia 558 referências nos mais antigos escritos rabínicos que apoiavam tais aplicações. [Life and Times of Jesus the Messiah (A Vida e a Época de Jesus, o Messias), Vol. 1, p. 163; Vol. 2, pp. 710-737] A título de exemplo, Gênesis 49:10 profetizava que o cetro governante pertencería à tribo de Judá, e que Siló viria através dessa linhagem. O Targum de Onkelos, o Targum de Jerusalém e o Midraxe reconhecem todos a expressão “Siló” como se aplicando ao Messias.
As Escrituras Hebraicas contêm muitas profecias que fornecem pormenores sobre a formação, as atividades, o tempo do aparecimento do Messias, o tratamento que outros lhe dariam, e o seu lugar no arranjo de Deus. Os vários indícios sobre o Messias combinavam- se para formar um grandioso quadro que ajudaria os adoradores verdadeiros a identificá-lo. Isto forneceria uma base para a fé nele como sendo o verdadeiro Líder enviado por Jeová. Embora os judeus não reconhecessem a priori todas as profecias que se relacionavam ao Ungido, a evidência contida nos Evangelhos mostra que eles, os judeus, dispunham de suficiente conhecimento através do qual poderiam reconhecer o Messias, quando ele surgisse.
ENTENDIMENTO DAS PROFECIAS MESSIÂNICAS NO PRIMEIRO SÉCULO EC
As informações históricas disponíveis revelam um quadro geral da amplitude de entendimento sobre o Messias que prevalecia entre os judeus no primeiro século da Era Comum. Tais informações são primariamente colhidas dos Evangelhos.
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