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    • tal nascimento, desta forma provando que o assunto tinha significado profético. O nome dado ao menino, por ordem de Deus, foi Maer-Salal-Hás-Baz, que significa “Apressa-te, ó despojo! Ele veio rapidamente à pilhagem.” Foi-lhe dito que, antes que este filho soubesse chamar: “Meu pai!”, e “Minha mãe!”, seria removida a ameaça que pairava sobre Judá, por parte da conspiração da Síria e do reino de dez tribos de Israel. — Isa. 8:1-4.

      A profecia indicava que em breve viria o alívio para Judá; o alívio deveras veio quando a Assíria interveio na campanha contra Judá, movida pelo Rei Rezim, da Síria, e pelo Rei Peca, de Israel. Os assírios capturaram Damasco, e, mais tarde, em 740 A.E.C., despojaram e destruíram o reino de Israel, cumprindo plenamente o significado profético do nome do menino. (2 Reis 16:5-9; 17:1-6) No entanto, em vez de confiar em Jeová, o Rei Acaz tentou livrar-se da ameaça feita pela Síria e por Israel por subornar o rei da Assíria, para obter a proteção deste. Devido a isto, Jeová permitiu que a Assíria se tornasse grande ameaça para Judá e realmente a inundasse com grandes números até a própria Jerusalém, conforme Isaías avisara. — Isa. 7:17-20.

      SINAIS

      Isaías falou muitas vezes de “sinais” que Jeová daria, entre eles estando os seus dois filhos e, em um caso, o próprio Isaías. Jeová lhe ordenou que andasse de uma parte para a outra despido e descalço por três anos, como sinal e portento contra o Egito e contra a Etiópia, significando que seriam levados cativos pelo rei da Assíria. — Isa. 20:1-6; compare com Isaías 7:11, 14; 19:20; 37:30; 38:7, 22; 55:13; 66:19.

      PROFECIAS SOBRE O EXÍLIO E A RESTAURAÇÃO

      Isaías também teve o privilégio de predizer que a Assíria não seria a nação que destronaria os reis de Judá e destruiria Jerusalém, mas que isto seria feito por Babilônia. (Isa. 39:6, 7) Na ocasião em que a Assíria inundara Judá “até o pescoço”, Isaías transmitiu confortadora mensagem ao Rei Ezequias, de que as forças assírias não conseguiriam penetrar na cidade. (Isa. 8:7, 8) Jeová manteve Sua palavra por enviar um anjo a fim de destruir 185.000 dos poderosos homens e líderes do exército assírio, destarte livrando Jerusalém. — 2 Crô. 32:21.

      O que, sem dúvida, proporcionou a Isaías o máximo de alegria foi o privilégio concedido a ele por Jeová de falar e de escrever muitas profecias de restauração de sua amada Jerusalém. Embora Jeová permitisse que o povo fosse para o exílio em Babilônia devido à sua rebelião e revolta contra Ele, Deus, com o tempo, julgaria Babilônia, porque ela agiu de forma maldosa, e tencionava reter o povo de Deus no cativeiro para sempre. Várias profecias de Isaías estão devotadas ao julgamento de Deus sobre Babilônia, e à ruína desolada que ela se tornaria, para jamais ser reconstruída. — Caps., 13; 14; 21; 45:1, 2; 46; 47; 48.

      As profecias de restauração encontradas em todo o livro de Isaías glorificam a bondade imerecida e a misericórdia de Jeová para com seu povo, e para com toda a humanidade. Predizem o tempo em que Jerusalém seria elevada a uma nova posição junto a Jeová, uma glória que seria vista por todas as nações, e ela seria uma bênção para todas as nações. Jerusalém foi deveras restaurada e reconstruída, e foi abençoada com a presença do Messias, que “lançou luz sobre a vida e a incorrupção por intermédio das boas novas”. (2 Tim. 1:10) A restauração de Jerusalém também teria um futuro cumprimento, maior e mais grandioso. — Rom. 15:4; 1 Cor. 10:11; Gál. 4:25, 26.

      CONSEQUÊNCIAS DE LONGO ALCANCE DA OBRA DE ISAÍAS

      Isaías escreveu não apenas o livro bíblico que leva seu nome, mas, evidentemente, pelo menos um livro histórico, o dos assuntos do Rei Uzias, que, sem dúvida, constituía parte dos registros oficiais daquela nação. (2 Crô. 26:22) Ao executar fielmente o trabalho profético que Jeová lhe atribuiu, exerceu forte influência sobre a História daquela nação, especialmente em resultado dos conselhos e da orientação que deu ao Rei Ezequias. Muitas das profecias de Isaías também têm um cumprimento maior com relação ao Messias e seu reino. O livro de Isaías é citado, ou a ele se faz referência, muitas vezes nas Escrituras Gregas Cristãs. Em muitos casos, os escritores cristãos aplicam as profecias de Isaías a Jesus Cristo, ou apontam para um cumprimento das profecias de Isaías nos dias deles. — Veja página 804.

  • Isaías, Livro De
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    • ISAÍAS, LIVRO DE

      O livro de Isaías exalta de forma notável a Jeová como “o Santo de Israel”, aplicando tal expressão a Ele num total de vinte e cinco vezes. Também aponta com inequívoca clareza para o Messias ou Ungido de Jeová, por meio do qual viria a libertação para o povo de Deus.

      UNIDADE DE ESCRITA

      Nos tempos modernos, certos críticos bíblicos contenderam que o livro de Isaías não foi todo ele escrito por Isaías. Alguns afirmam que os capítulos 40 a 66 foram escritos por certa pessoa não-identificada que vivia por volta da época do fim do cativeiro babilônico. dos judeus. Outros críticos excluem trechos adicionais do livro, teorizando que outra pessoa diferente de Isaías deve tê-los escrito. Mas a própria Bíblia não concorda com tais alegações.

      Os escritores inspirados das Escrituras Gregas Cristãs creditaram a matéria agora designada como capítulos 1-39, e a numerada como capítulos 40-66, a “Isaías, o profeta”. Jamais insinuaram que havia duas pessoas que tinham este nome ou que o nome do escritor de parte do livro era desconhecido. (Para exemplificar, compare Mateus 3:3 e 4:14-16 com Isaías 40:3 e 9:1, 2; também João 12:38-41 com Isaías 53:1 e 6:1, 10.) Em aditamento, há numerosos outros lugares em que os escritores das Escrituras Gregas Cristãs deram o crédito específico pela matéria citada da última, parte do livro de Isaías, não a um escritor não-identificado, mas a “Isaías, o profeta”. (Compare Mateus 12:17-21 com Isaías 42:1-4; Romanos 10:16 com Isaías 53:1.) O próprio Jesus Cristo, quando leu do “rolo do profeta Isaías”, na sinagoga de Nazaré, estava lendo Isaías 61:1, 2. — Luc. 4:17-19.

      Ademais, o Rolo do Mar Morto de Isaías (que se crê datar do primeiro ou segundo século A.E.C.) contém evidência de que o copista que o redigiu nada sabia de qualquer suposta divisão da profecia no fim do capítulo 39. Ele iniciou o capítulo quarenta na última linha da coluna da escrita que contém o capítulo 39.

      O inteiro livro de Isaías foi transmitido através dos séculos como uma só obra, não como duas ou mais. A continuidade do capítulo 39 para o 40 é evidente no que está registrado em Isaías 39:6, 7, que é uma transição óbvia ao que se segue, pavimentando o caminho para as profecias do período do julgamento de Babilônia.

      Os que gostariam de creditar tal livro a mais de um escritor não acham possível que Isaías predissesse, com quase dois séculos de antemão, que um regente chamado Ciro libertaria os judeus cativos; por conseguinte, especulam que isto foi escrito numa época posterior, pelo menos depois de Ciro iniciar suas conquistas. (Isa. 44:28; 45:1) Mas falham em captar a essência de toda esta parte do livro, porque a matéria trata especificamente da presciência, a habilidade de Deus de dizer de antemão o que aconteceria com seu povo. Esta profecia registrava, com quase duzentos anos de antecedência, o nome da pessoa, ainda não nascida, que conquistaria Babilônia e libertaria os judeus. Seu cumprimento mostraria definitivamente que tinha origem divina. Não se tratava de estimativa do futuro, por parte de Isaías, mas como ele próprio escreveu: “Assim disse Jeová.” (Isa. 45:1) Atribuir a escrita desta parte de Isaías a um escritor do tempo de Ciro ainda não resolveria o problema para os críticos. Por que não? Porque esta parte do livro também predisse em pormenores os eventos da vida e do ministério terrestres do Messias, Jesus Cristo — coisas ainda mais no futuro. O cumprimento destas profecias sela a profecia de Isaías como divinamente inspirada, e não como uma coleção de obras de impostores.

      Aqueles que negam que Isaías escreveu os capítulos 40 a 66 usualmente negam, por razões semelhantes, que ele tenha escrito o capítulo 13, a respeito da queda de Babilônia. Todavia, o capítulo 13 é introduzido com as palavras: “A pronúncia contra Babilônia, vista em visão por Isaías, filho de Amoz.” Obviamente, este é o mesmo “Isaías, filho de Amoz” cujo nome aparece no versículo inicial do capítulo 1.

      INTER-RELAÇÃO COM OUTRAS PARTES DA BÍBLIA

      Os escritos de Isaías acham-se extensamente interligados com muitas outras partes da Bíblia. Um século ou mais após o tempo de Isaías, Jeremias escreveu o registro encontrado nos livros dos Reis, e é interessante observar que o que se acha registrado em 2 Reis 18:13 a 20:19 é essencialmente o mesmo que o encontrado em Isaías, capítulos 36 a 39. Não só outros profetas abrangem matérias similares às consideradas por Isaías, mas existem numerosas referências específicas, feitas aos próprios escritos de Isaías por outros escritores bíblicos.

      Entre as mais notáveis e mais freqüentemente citadas profecias do livro de Isaías acham-se as que predizem pormenores a respeito do Messias. Muitas delas são especificamente citadas e aplicadas pelos escritores inspirados das Escrituras Gregas Cristãs. Isaías 7:14, por exemplo, profetizou seu nascimento de uma donzela, uma moça virgem. (Mat. 1:23) Foi predito que ele nasceria da linhagem familiar de Davi, filho de Jessé (Isa. 9:7; 11:1, 10; Luc. 1:32, 33; Rom. 15:8, 12); que alguém clamaria no ermo, preparando o caminho diante deste representante de Jeová. (Isa. 40:3; Mar. 1:1-4) Sua comissão foi registrada em Isaías 61:1, 2 (Luc. 4:17-21), e se predisse que, como resultado de seu ministério, as pessoas da Galiléia veriam uma grande luz. (Isa. 9:1, 2; Mat. 4:13-16) Foi profetizado que ele carregaria nossas doenças (Isa. 53:4; Mat. 8:16, 17); que não creriam nele (Isa. 53:1; João 12:37, 38); que não altercaria nas ruas (Isa. 42:1-4; Mat. 12:14-21); que seria rejeitado, que seria uma pedra de tropeço, mas se tornaria a principal pedra angular (Isa. 8:14, 15; 28:16; 1 Ped. 2:6-8); que ficaria calado perante seus acusadores, embora golpeado e condenado (Isa. 50:6; 53:7, 8; João 19:3, 9; Mar. 14:53-65; 15:1-15); que seria contado entre os transgressores (Isa. 53:12; Mat. 26:55, 56; 27:38); que morreria uma morte sacrificial para levar os pecados e abrir o caminho para que muitos tivessem uma posição justa perante Deus (Isa. 53:5, 8, 11, 12; Rom. 4:25), e seria sepultado junto com os ricos. (Isa. 53:9; Mat. 27:57-60; João 19:38-42) É interessante observar que Jesus Cristo e seus apóstolos citaram Isaías com muita freqüência, para deixar clara a identificação do Messias.

      Esta não é, de jeito nenhum, a plena extensão com que outros inspirados escritores bíblicos citaram a profecia de Isaías, mas salienta algumas das profecias pelas quais Isaías é mais amplamente destacado. Tais profecias, junto com o restante do livro, magnificam a Jeová, o Santo de Israel, como Aquele que provê esta salvação para Seu povo mediante seu Filho ungido.

      ESBOÇO DO CONTEÚDO

      I. A culpa de Judá e Jerusalém; comissão de Isaías (1:1 a 6:13)

      A. Nação doente de pecados abandonou Jeová, que rejeita seus sacrifícios, observâncias e orações, e a convida a vir, endireitar os assuntos (1:1-23)

      B. Depuração, restauração de Sião em justiça, com juízes e conselheiros (1:24 a 2:22)

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