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Livro bíblico número 33 — Miquéias“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
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contra estes “odiadores do que é bom e amantes da maldade” que oprimem o povo. Eles ‘despedaçaram até os seus ossos’. (3:1-3) Incluídos entre eles estão os falsos profetas que não fornecem orientação correta, fazendo com que o povo de Deus ande sem destino. É preciso mais do que mera coragem humana para proclamar esta mensagem! Mas Miquéias declara confiantemente: “Eu mesmo fiquei cheio de poder com o espírito de Jeová, e de justiça e de potência, a fim de contar a Jacó a sua revolta e a Israel o seu pecado.” (3:8) Sua denúncia contra os governantes culpados de sangue atinge um clímax fulminante: “Seus próprios cabeças julgam apenas por suborno e seus próprios sacerdotes instruem somente por um preço, e seus próprios profetas praticam a adivinhação meramente por dinheiro.” (3:11) Portanto, Sião será arada como um campo e Jerusalém se tornará nada mais do que um montão de ruínas.
12. Que grandiosa profecia é dada para a “parte final dos dias”?
12 Em outro súbito contraste, a profecia se volta para a “parte final dos dias” para dar uma grandiosa e comovente descrição da restauração da adoração de Jeová no seu monte. (4:1) Muitas nações subirão para aprender os caminhos de Jeová, pois a sua lei e palavra procederão de Sião e de Jerusalém. Não mais aprenderão a guerra, mas cada qual se sentará debaixo da sua videira e de sua figueira. Não sentirão medo. Que os povos sigam cada um a seu próprio deus, mas os verdadeiros adoradores andarão no nome de Jeová, seu Deus, e ele reinará sobre eles para sempre. Primeiro, porém, Sião tem de ir ao exílio em Babilônia. Só quando ela for restaurada é que Jeová pulverizará os inimigos dela.
13. Que tipo de governante sairá de Belém, e semelhantes a que serão “os remanescentes de Jacó”?
13 Miquéias passa então a predizer que o governante em Israel “cuja origem é desde os tempos primitivos” sairá de Belém Efrata. Ele governará como ‘pastor na força de Jeová’ e será grande, não só em Israel, mas “até os confins da terra”. (5:2, 4) O êxito do invasor assírio será efêmero, pois será rechaçado e a sua própria terra ficará desolada. “Os remanescentes de Jacó” serão como “orvalho da parte de Jeová” entre o povo e como leão entre as nações, pela sua coragem. (5:7) Jeová desarraigará a adoração falsa e executará vingança sobre as nações desobedientes.
14. (a) Com o uso de que ilustração começa a parte 3 de Miquéias? (b) Que requisitos de Jeová deixou de cumprir o povo de Israel?
14 Parte 3 (6:1-7:20). Apresenta-se a seguir uma impressionante cena de tribunal, em forma de diálogo. Jeová tem “uma causa” com Israel, e ele convoca os próprios morros e montanhas para servirem de testemunhas. (6:1) Desafia Israel a depor contra ele, e relembra seus atos justos em favor deles. O que exige Jeová do homem terreno? Não uma grande quantidade de sacrifícios de animais, mas sim ‘que exerça a justiça e ame a benignidade e ande modestamente com o seu Deus’. (6:8) É exatamente isso o que falta em Israel. Em vez de justiça e bondade há “balança iníqua”, violência, falsidade e insídia. (6:11) Em vez de andarem de modo modesto com Deus, andam nos conselhos iníquos e na adoração de ídolos praticada por Onri e Acabe, que reinaram em Samaria.
15. (a) O que deplora o profeta? (b) Que apropriada conclusão tem o livro de Miquéias?
15 O profeta deplora a decadência moral de seu povo. Ora, até mesmo “o mais reto deles é pior do que uma sebe de espinhos”. (7:4) Há traição entre amigos íntimos e entre membros de família. Miquéias não fica desalentado. “Ficarei à espreita de Jeová. Mostrarei uma atitude de espera pelo Deus da minha salvação. Meu Deus me ouvirá.” (7:7) Ele alerta os outros a que não se alegrem com a punição de Jeová contra Seu povo, pois a libertação virá. Jeová pastoreará e alimentará seu povo e lhe mostrará “coisas maravilhosas”, deixando as nações atemorizadas. (7:15) Ao encerrar seu livro, Miquéias reflete o sentido de seu nome por louvar a Jeová por Sua deleitosa benevolência. Sim, ‘quem é Deus como Jeová?’ — 7:18.
POR QUE É PROVEITOSO
16. (a) Como se mostrou proveitosa a profecia de Miquéias nos dias de Ezequias? (b) Que poderosas admoestações contém para os dias atuais?
16 Quase 2.700 anos atrás, o profetizar de Miquéias mostrou ser muito ‘proveitoso para repreender’, pois o Rei Ezequias, de Judá, acolheu a sua mensagem e conduziu a nação ao arrependimento e à reforma religiosa. (Miq. 3:9-12; Jer. 26:18, 19; compare com 2 Reis 18:1-4.) Hoje, essa profecia inspirada é ainda mais proveitosa. Que todos os que professam adorar a Deus ouçam os explícitos avisos de Miquéias contra a religião falsa, a adoração de ídolos, a mentira e a violência! (Miq. 1:2; 3:1; 6:1) Paulo corrobora estes avisos em 1 Coríntios 6:9-11, onde diz que os cristãos verdadeiros foram purificados, e que ninguém que se entregue a tais práticas herdará o Reino de Deus. De modo simples e claro, Miquéias 6:8 diz que o requisito de Jeová para o homem é que ande com Ele em justiça, bondade e modéstia.
17. Que encorajamento fornece Miquéias para os que servem a Deus sob perseguição e dificuldades?
17 Miquéias transmitiu a sua mensagem entre um povo tão dividido que ‘os inimigos do homem eram os homens da sua casa’. Os cristãos verdadeiros não raro pregam em circunstâncias similares e alguns até mesmo se deparam com traições e amarga perseguição dentro de sua própria relação familiar. Precisam sempre esperar pacientemente em Jeová, o ‘Deus de sua salvação’. (Miq. 7:6, 7; Mat. 10:21, 35-39) Sob perseguição, ou quando confrontados com uma designação difícil, os que confiam corajosamente em Jeová ficarão, como Miquéias, ‘cheios de poder com o espírito de Jeová’ ao proclamar a Sua mensagem. Miquéias profetizou que tal coragem seria especialmente evidente nos “remanescentes de Jacó”. Estes seriam como ‘leão entre as nações, no meio de muitos povos’ e, ao mesmo tempo, como orvalho e chuvas refrescantes da parte de Jeová. Tais qualidades eram certamente manifestas nos ‘remanescentes de Israel (Jacó)’ que se tornaram membros da congregação cristã do primeiro século. — Miq. 3:8; 5:7, 8; Rom. 9:27; 11:5, 26.
18. Que profecia de Miquéias está ligada com o domínio do Reino de Deus por meio de Cristo Jesus?
18 O nascimento de Jesus em Belém, em cumprimento da profecia de Miquéias, não só confirma a inspiração divina do livro, mas também ilumina o contexto do versículo como sendo profético da vinda do Reino de Deus sob Cristo Jesus. Jesus é aquele que vem de Belém (Casa de Pão) com benefícios vitalizadores para todos os que exercem fé em seu sacrifício. É ele quem ‘pastoreia na força de Jeová’ e se torna grande e leva a paz até os confins da terra entre o restaurado e unificado rebanho de Deus. — Miq. 5:2, 4; 2:12; João 6:33-40.
19. (a) Que encorajamento inspirador de fé se fornece para os que vivem na “parte final dos dias”? (b) Como exalta Miquéias a soberania de Jeová?
19 Deriva-se grande encorajamento da profecia de Miquéias sobre a “parte final dos dias”, quando “muitas nações” buscam instrução da parte de Jeová. “E terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantarão espada, nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra. E realmente sentar-se-ão, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os faça tremer; porque a própria boca de Jeová dos exércitos falou isso.” Abandonando toda adoração falsa, juntam-se a Miquéias em afirmar: “Nós, da nossa parte, andaremos no nome de Jeová, nosso Deus, por tempo indefinido, para todo o sempre.” Realmente, a profecia de Miquéias inspira fé fornecendo um vislumbre desses momentosos acontecimentos. É notável, também, em exaltar a Jeová como Soberano e Rei eterno. Quão emocionantes são estas palavras: “Jeová realmente reinará sobre eles no monte Sião, desde agora e por tempo indefinido”! — Miq. 4:1-7; 1 Tim. 1:17.
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Livro bíblico número 34 — Naum“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
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Livro bíblico número 34 — Naum
Escritor: Naum
Lugar da Escrita: Judá
Escrita Completada: Antes de 632 AEC
1. O que se sabe da antiga Nínive?
“PRONÚNCIA contra Nínive.” (Naum 1:1) A profecia de Naum começa com estas ominosas palavras. Mas, por que fez ele essa declaração condenatória? O que se sabe sobre a antiga Nínive? Sua história é resumida por Naum em cinco palavras: “Cidade de derramamento de sangue.” (3:1) Duas elevações localizadas na margem leste do rio Tigre, defronte da moderna cidade de Mossul, no Norte do Iraque, marcam a localização da antiga Nínive. Era altamente fortificada por muralhas e fossos e era a capital do Império Assírio na parte final de sua história. Contudo, a origem da cidade remonta aos dias de Ninrode, o “‘poderoso caçador em oposição a Jeová’. . . . [Ninrode] saiu para a Assíria e pôs-se a construir Nínive”. (Gên. 10:9-11) Portanto, Nínive teve um mau começo. Ficou especialmente famosa durante os reinados de Sargão, Senaqueribe, Esar-Hadom e Assurbanipal, no período final do Império Assírio. Por meio de guerras e conquistas, enriqueceu-se com despojos e ficou famosa por causa do tratamento cruel e desumano que seus governantes infligiam à multidão de cativos.a Diz C. W. Ceram, nas páginas 231-2 de seu livro Deuses, Túmulos e Sábios (1959): “Nínive gravou-se na consciência dos homens quase unicamente por estar ligada a assassinato, saque, repressão, violação dos fracos, guerra e terror de toda sorte; a uma série de soberanos sanguinários que reinaram pelo terror e que raramente morreram
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