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  • Micmas
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    • Para pôr fim a esta ameaça, Jonatã decidiu cruzar o desfiladeiro, que (se for o uádi Suweinit) forma profunda garganta com penhascos quase que verticais a E de Jeba (Geba?). Duas destacadas colinas esféricas, com íngremes encostas rochosas, surgem num ponto em que o uádi Suweinit faz uma curva acentuada. Talvez sejam os ‘rochedos em forma de dentes’, Bozez e Sené, suas pontas dentadas talvez tendo sido arredondadas pelas forças erosivas de uns trinta séculos. (1 Sam. 14:1-7) Percorrer um estranho esta trilha no meio dum labirinto de montes de terra, cômoros e rochas aguçadas no uádi seria algo quase que impossível. Mas Jonatã, criado em território benjamita, aparentemente o conhecia bem. Durante o tempo em que o acampamento de seu pai se achava em Micmás, e o dele mesmo em Geba, Jonatã sem dúvida teve repetidas oportunidades para fazer melhor reconhecimento do terreno.

      Jonatã e seu escudeiro investiram em direção de Micmás, e então se expuseram à vista do posto avançado filisteu. Ao avistá-los, os filisteus bradaram: “Subi a nós e nós os deixaremos saber uma coisa!” Depois disso, andando de quatro, Jonatã, acompanhado de seu escudeiro, subiu pela passagem íngreme até o posto avançado filisteu. Qual dupla, abateram cerca de vinte filisteus a uma distância de cerca da metade da medida de terra que uma junta de bois consegue sulcar num dia. — 1 Sam. 14:8, 11-14; compare com nota do V. 14 da NM, ed. 1955, em inglês.

      Um terremoto divinamente enviado, cujos efeitos foram observados pelos vigias de Saul, lançou em tumulto o acampamento filisteu. Quando Saul e seus homens chegaram ao local, muitos dos filisteus se tinham matado uns aos outros na confusão, e os restantes tinham fugido. O exército de Saul, provavelmente então equipado de armas filistéias encontradas no local, perseguiu as forças inimigas. Recebendo a adesão dos israelitas que se haviam ocultado, e dos que se tinham bandeado para os filisteus, “continuaram a golpear os filisteus desde Micmás até Aijalom”. — 1 Sam. 14:15-23, 31.

      De acordo com 1 Samuel 13:5, as forças filistéias em Micmás incluíam 30.000 carros de guerra. Este número é bem superior ao envolvido em várias outras expedições militares (compare com Juízes 4:13; 2 Crônicas 12:2, 3; 14:9), e é difícil imaginar como tantos carros de guerra poderiam ter sido usados em terreno montanhoso. Por este motivo, 30.000 é geralmente considerado como um erro de cópia. A Versão Siríaca e a Edição Lagardiana da Septuaginta rezam 3.000, e numerosas traduções da Bíblia fazem o mesmo. (CBC; PIB, Vozes) No entanto, têm-se sugerido totais ainda menores.

      EVENTOS POSTERIORES

      A profecia de Isaias menciona Micmás como o local em que o conquistador assírio ‘depositaria seus objetos’. (Isa. 10:24, 28) Depois da volta dos israelitas do exílio babilônico, em 537 AEC, Micmás foi, pelo que parece, reocupada pelos benjamitas. — Esd. 2:1, 2, 27; Nee. 7:31; 11:31.

  • Mictão
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    • MICTÃO

      [talvez, salmo de expiação]. Palavra hebraica de significado obscuro e de etimologia incerta, contida nos cabeçalhos de seis salmos atribuídos a Davi. (Sal. 16, 56-60) Fizeram-se várias tentativas de definir o termo hebraico mikhtám. Os lexicógrafos Koehler e Baumgartner indicam que mikhtám pode estar relacionada com o acadiano katamu, que significa “cobrir”, e fornecem “salmo de expiação” como possível definição. [Lexicon in Veteris Testamenti Libros (Léxico dos Livros do Velho Testamento), p. 523] Por isso, “mictão” talvez designe um cântico ou salmo que tencione cobrir ou expiar o pecado, a culpa ou a impureza. Parece que se subentende a expiação, porque os salmos de mikhtám de Davi contêm lamentações até certo ponto, embora também reflitam gratidão pela ajuda de Jeová e confiança nele.

  • MIDIÃ
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    • MIDIÃ

      [lugar de julgamento], MIDIANITAS.

      1. Os descendentes de Midiã, filho de Abraão, são coletivamente designados como “Midiã” e “midianitas”. (Núm. 31:2, 3) Às vezes, a Bíblia se refere aparentemente a eles como ismaelitas. (Compare com Gênesis 37:25, 27, 28, 36; 39:1; JuÍzes 8:22,  24. ) Isto talvez subentenda que os descendentes de Abraão por meio de seus filhos, Ismael e Midiã, eram bem semelhantes em seu modo de vida, e talvez tenha havido maior fusão entre eles mediante casamentos entre os dois povos. Parece também que pelo menos alguns dos queneus eram conhecidos como midianitas. Visto que os queneus já são mencionados como um povo antes do nascimento de Midiã, isto pode significar que Hobabe, cunhado queneu de Moisés, era um midianita simplesmente dum ponto de vista geográfico. — Gên. 15:18, 19; Núm. 10:29; JuÍ. 1:16; 4:11; veja QUENEU.

      Os midianitas eram, primariamente, habitantes de tendas, nômades. (JuÍ. 6:5, 6; Hab. 3:7) Nos dias de Moisés, porém, relata-se que também moravam em cidades. (Núm. 31:9, 10) Nesse tempo, eram bem prósperos, possuindo jumentos e animais de rebanhos e de manadas que atingiam as dezenas de milhares. (Núm. 31:32-34) Suas riquezas incluíam ornamentos de ouro que alcançavam um peso total de mais de 190 quilos. — Núm. 31:50-52.

      Sem dúvida os midianitas obtiveram grande parte de sua riqueza através do comércio e do saque. (Compare com Gênesis 37:28; Juízes 6:5, 6.) Já no tempo de José, caravanas de mercadores midianitas viajavam para o Egito. Foi a uma de tais caravanas que se dirigiam para o Egito e que transportavam resinas aromáticas que José foi vendido pelos seus irmãos unilaterais. — Gên. 37:25, 28.

      Provavelmente algum tempo antes da entrada de Israel na Terra Prometida, o rei edomita, Hadade (filho de Bedade), obteve vitória sobre os midianitas, no campo de Moabe. — Gên. 36:35; 1 Crô. 1:46.

      MOVEM ISRAEL A PECAR

      Mais tarde, os midianitas manifestaram hostilidade para com os israelitas. Cooperaram com os moabitas em contratar o profeta Balaão para amaldiçoar Israel. (Núm. 22:4-7) Quando isto falhou, os midianitas e os moabitas, aconselhados por Balaão, astutamente empregaram suas mulheres para induzir milhares de varões israelitas a se envolverem em imoralidade sexual e em idolatria, em conexão com Baal de Peor. (Núm. 25:1-9, 14-18; 31:15, 16; 1 Cor. 10:8; Rev. 2:14) Depois disso os israelitas, em obediência à ordem divina, vingaram-se de Midiã. As cidades e os acampamentos murados dos midianitas naquela área foram consignados ao fogo. Milhares de animais domésticos e muitos artigos de ouro foram tomados como despojo. Com a exceção das virgens, todos, incluindo os cinco reis de Midiã — Evi, Requém, Zur, Hur e Reba — foram mortos. — Núm., cap. 31.

      Menos de três séculos mais tarde, os midianitas se tinham recuperado deste golpe o suficiente para poderem oprimir os israelitas por sete anos. (Compare com Juízes 6:1; 11:25, 26.) Junto com os amalequitas e os “orientais”, estes habitantes de tendas nômades, com seu gado e inumeráveis camelos, penetraram na terra de Israel até Gaza, saqueando os animais domésticos dos israelitas e também consumindo suas colheitas. — Juí. 6:2-6

      ESMAGADORA DERROTA IMPOSTA POR GIDEÃO

      Por fim, quando Israel invocou a ajuda de Jeová, Ele suscitou Gideão para livrá-los. (Juí. 6:7-16) O desarraigamento que Jeová realizou por meio de Gideão foi tão completo que não existe nenhum registro de qualquer fustigamento posterior por parte dos midianitas. (Juí. 8:28) Seus príncipes, Orebe e Zeebe, foram mortos, como também o foram os seus reis, Zeba e Zalmuna. (Juí. 7:25; 8:5, 21) Séculos depois, ainda se fazia alusão à vitória sobre Midiã, ao ilustrar-se o esmagamento do poderio inimigo. — Isa. 9:4; 10:24-26; veja também Salmo 83:9-11.

      Em contraste com a anterior inimizade dos midianitas, uma profecia de restauração apontava para o tempo em que “os machos novos dos camelos de Midiã e de Efá” trariam dádivas a Sião. — Isa. 60:5, 6, 11-14.

      2. O território ocupado pelos midianitas era conhecido como “Midiã” ou a “terra de Midiã”. (1 Reis 11:18; Hab. 3:7) Concorda-se geralmente que os descendentes de Midiã se estabeleceram mormente na parte NO da Arábia, logo a E do golfo de Acaba. Mas não se tem certeza quanto à amplitude de suas posses de terra, e esta deve ter variado no decorrer de sua história. No período de vida de Moisés, muitos midianitas aparentemente moravam perto do território moabita e na vizinhança da região controlada pelo rei amorreu, Síon. — Núm. 22:4; 31:8-12; Jos. 13:21.

      O próprio Moisés passou cerca de quarenta anos na terra de Midiã. Ali se casou com Zípora, uma das sete filhas de Jetro, sacerdote de Midiã. (Veja JETRO. ) Com ela, teve dois filhos, Gersom e Eliézer. O trabalho de Moisés como pastor para seu sogro o conduziu à área montanhosa ao redor de Horebe, o que sugere que Moisés morava na vizinhança do golfo de Acaba. No entanto, não se pode determinar se a região em torno de Horebe fazia então parte da “terra de Midiã”. — Êxo. 2:15-22; 3:1; 4:18-20; 18:1-4; Atos 7:29, 30.

      Aparentemente, o território perto de Parã e a E de Edom era também parte de Midiã. Foi ali que certos servos reais e o filho do rei de Edom procuraram refugiar-se quando os edomitas foram inteiramente subjugados pelos israelitas, durante o reinado de Davi. — 1 Reis 11:14-18.

  • Miguel
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • MIGUEL

      [Quem é semelhante a Deus?]. O único santo anjo, além de Gabriel, cujo nome é mencionado na Bíblia, e o único que é chamado de “arcanjo”. (Judas 9) A primeira ocorrência deste nome se acha no capítulo 10 de Daniel, onde Miguel é descrito como “um dos mais destacados príncipes” que veio ajudar um anjo de categoria inferior que sofria oposição da parte do “príncipe do domínio real da Pérsia”. Miguel foi chamado de ‘o príncipe do povo de Daniel’, “o grande príncipe que está de pé a favor dos filhos de teu povo [o de Daniel]”. (Dan. 10:13, 20, 21; 12:1) Isto aponta para Miguel como o anjo que conduziu os israelitas através do deserto. (Êxo. 23:20, 21, 23; 32:34; 33:2) Apóia esta conclusão o fato de que ‘Miguel, o arcanjo, teve uma controvérsia com o Diabo e disputava acerca do corpo de Moisés Judas 9.

      A evidência bíblica indica que o nome Miguel se aplicava ao Filho de Deus antes de este deixar o céu para se tornar Jesus Cristo, e também depois de sua volta. Miguel é o único mencionado como sendo o “arcanjo”, que significa “anjo principal” ou “anjo de ordem superior”. O termo ocorre na Bíblia apenas no singular. Isto parece dar a entender que só existe um a quem Deus designou chefe ou cabeça das hostes angélicas. Em 1 Tessalonicenses 4:16, a voz do ressuscitado Senhor Jesus Cristo é descrita como sendo a dum arcanjo, sugerindo que ele é, efetivamente,

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