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Tire proveito da históriaDespertai! — 1974 | 22 de outubro
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se acham obviamente pontilhados de preconceitos e de lealdades pessoais, certo material descritivo e a evidência circunstancial poderão ser corretos e bem valiosos.
Ao invés de abandonar a história e pô-la toda de lado como inútil, é preciso desenvolver aquela qualidade importante — o discernimento.
Discirna a História Proveitosa
Necessariamente, a maioria dos leitores modernos precisam depender do que outros aprenderam por ler antigas fontes históricas. A pessoa mediana não dispõe do tempo para pesquisar todas as fontes e compará-las, uma com a outra, a fim de determinar por si mesma a verdade dum assunto. Ainda assim, deseja tirar proveito da história. Portanto, a pessoa de discernimento, ao ler obras históricas, terá presente algumas perguntas como as seguintes:
Como estão os fatos (que podem ser corretos) sendo usados pelo escritor? Tem ele um ‘interesse pessoal’? Pede-se-lhe que creia em algo que sabe, por seu próprio senso de justiça, que está errado? Ou se lhe pede que aceite como assuntos verídicos o que sabe, por sua própria experiência, que se choca com a natureza humana? Usa o escritor o passado de alguma forma para glorificar um sistema de religião ou política, ou um modo de vida, que já resultou incapaz de resolver plenamente os problemas que confrontam a humanidade? Há tentativa de glorificar indevidamente uma nação ou raça, ou de rebaixar outra? Se assim for, a pessoa de discernimento saberá que precisa definitivamente ter cautela ao ler tais histórias.
Há uma fonte de história antiga, contudo, para a qual nos podemos voltar com plena confiança.
A Bíblia Como História
Essa história honesta é encontrada na Bíblia. Quanto mais decididamente a pessoa temente a Deus estudar a história, tanto mais chegará a avaliar as narrativas históricas da Bíblia. É a mais antiga história conjuntada a que o homem tem acesso. Admite o historiador H. E. Barnes: “A honra de ter primeiramente produzido uma verdadeira narrativa histórica de considerável âmbito . . . precisa ser atribuída aos hebreus da antiga Palestina”, que foram usados para ajuntar a Bíblia.
Mas, alguns perguntam, como se pode dizer que a história da Bíblia é tão notável? Não glorificou uma nação, Israel? Não nos pede que creiamos no incrível, até mesmo no miraculoso?
É verdade que grande parte da Bíblia diz respeito à história de Israel. Mas, quem pode negar que a apresentação de Israel na Bíblia é honesta, As características ruins de Israel, e não apenas as boas, são francamente admitidas. Usam-se a nação e seu povo para ilustrar as penalidades impostas a todos que se recusam a viver segundo os elevados padrões de Deus. A história da Bíblia mostra como Deus castigou severamente Israel, por fim rejeitando por completo a nação como Seu povo especial pactuado.
Não, a história da Bíblia não glorifica nenhuma nação ou raça terrestre. Antes, declara plenamente: “Em cada nação, o homem que o teme [a Deus] e que faz a justiça lhe é aceitável.” — Atos 10:35.
É verdade, também, que há elementos miraculosos em sua história. Mas, antes de a pessoa a rejeitar por esta razão, deve lembrar-se de que o arcabouço em que tais milagres se acham é definitivamente histórico e crível. De que modo? No sentido de que se declaram o tempo e o lugar.
Pode-se ilustrar isto pelo relato histórico da Bíblia sobre a abertura do Mar Vermelho para permitir que a nação de Israel deixasse o Egito. Alguns acham difícil de aceitar este relato, escrito por uma testemunha ocular, Moisés. Amiúde as pessoas que o rejeitam jamais leram, elas mesmas, o relato de perto.
Mas, quem considerar cuidadosamente esta matéria (que se encontra em Êxodo, capítulos 12 a 15) observará que os nomes de pessoas e de lugares são registrados. — Compare com Números 33:1-8.
O tempo em que a permanência de Israel no Egito se aproximava do fim é também declarado: “A morada dos filhos de Israel, que haviam morado no Egito, foi de quatrocentos e trinta anos. E sucedeu, ao fim dos quatrocentos e trinta anos, sim, sucedeu neste mesmo dia, que todos os exércitos de Jeová saíram da terra do Egito.” — Êxo. 12:40, 41; compare com 1 Reis 6:1.
Assim, um arcabouço inteiramente crível de tempo e lugar para o incidente do Mar Vermelho se acha incluído na história bíblica. O que mais poderia qualquer historiador, que vivesse em qualquer época, em qualquer lugar, ter possivelmente fornecido em seu relato para provar que escreveu o que realmente viu? Nada. Em que base, então, pode ser posto de lado este relato da Bíblia como não sendo histórico? Em nenhuma!
Os relatos históricos da Bíblia são fidedignos. Eles, como nenhuma outra história, destacam exatamente a certeza da Palavra profética de Deus, a superioridade de suas leis morais e seu contínuo interesse na criação. Os maiores benefícios advêm aos homens que se familiarizam com os tratos do Deus da história, que se encontram na Bíblia. — Rom. 15:4.
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A Palavra de Deus pode enriquecer a vida das pessoasDespertai! — 1974 | 22 de outubro
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A Palavra de Deus pode enriquecer a vida das pessoas
QUER o reconheçam, quer não, os humanos têm necessidades espirituais. “O homem tem de viver, não somente de pão” disse Jesus Cristo ao rejeitar a tentação do Diabo “mas de cada pronunciação procedente da boca de Jeová”. (Mat. 4:4) É por isso que até mesmo as pessoas que dispõem de consideravelmente mais do que as necessidades da vida talvez sintam vividamente certo vazio quando suas necessidades espirituais não são satisfeitas. Embora compreendendo que algo lhes falte definitivamente, amiúde não sabem exatamente o que é, e o tumulto existente no mundo aumenta sua sensação de insatisfação.
Esta era a experiência dum senhor, na Califórnia, EUA. Ele conta sobre suas circunstâncias e sentimentos:
“Eu e minha esposa tínhamos um bom casamento, dois ótimos garotos, uma casa, carros, um barco a vela, todas as amenidades da vida e dois empregos de boa renda para cuidar de tudo isso. Mas, ambos nos sentíamos dessatisfeitos com o jeito em que o mundo ia — o incessante desgaste de obter e reter os bens materiais. Tínhamos um pressentimento ruim quanto ao futuro da humanidade.
“Sentíamos a necessidade de escapar. Ambos gostávamos do oceano, e, assim, pensamos em construir um barco e velejar para uma ilha, onde nossos filhos estivessem a salvo, em virtual isolamento. Naturalmente, pensávamos também em nós mesmos. Sempre líamos livros sobre outros que haviam velejado e sonhávamos constantemente com lugares distantes, onde poderíamos ficar livres do smog e do mundo da labuta diária. Começamos a construir um grande barco a vela em 1969, tentando esquecer as dificuldades que nos cercavam.
“Muitas vezes as testemunhas de Jeová visitaram nossa casa. Minha esposa usualmente atendia a porta, porque eu trabalhava em dois empregos para tentar pagar tudo. Num sábado, contudo, uma Testemunha veio à nossa porta e eu atendi. Começamos a considerar a Bíblia, e ele fez algumas perguntas que não consegui responder.”
Esta palestra suscitou o interesse desse senhor. Pouco depois, tanto ele como sua esposa
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