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Promovem-se os interesses de Deus pela jogatina?A Sentinela — 1960 | 15 de agosto
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dinheiro para cobrir as suas perdas no jogo.
Cria a igreja respeito pela moral cristã quando emprega um meio moralmente degradante para obter dinheiro? É isso ensinar o amor à verdade e à honestidade, quando patrocina algo que faz as esposas enganarem seus maridos?
As trezentas e cinco mulheres naquele jogo de bingo em Nova Iorque ficaram muito indignadas quando um inspetor da cidade procurou impedir o jogo por razões legais. Noticiando isto, o Times de Nova Iorque disse: “Um coro de apupos e vaias, e o barulho de pés batendo, saudou os intrusos. . . . O inspetor Meyer tentou apresentar ao deão uma citação: Mas o sacerdote nem deu atenção ao inspetor e continuou a proclamar os números. . . . As senhoras no jogo de ontem não queriam ser identificadas porque achavam que seus maridos objetariam ao jogo de bino à tarde. . ‘Haverá sempre algum jogo de bingo’, disse certa mulher solenemente, ‘e nós sempre saberemos onde encontrar um jogo’.” Entreer-se-ia uma mulher, com tal amor pelo jogo, sem hesitação ao que é considerado jogo ilegal? Em vez de lhe ajudar a resistir à perigosa febre do jogo, a igreja derruba esta resistência.
Um júri de Brooklyn, encarregado da pronúncia dos réus num caso de explorações ilegais, declarou: “A jogatina tem-se tornado o alicerce do crime organizado, tanto em escala local como nacional.” O júri lamentou a indiferença demonstrada pelo público em geral para com este mal social. Não contribuem os jogos patrocinados pelas igrejas para, esta indiferença? Os esforços dos órgãos policiais para, erradicar este mal social são enfraquecidos pelas igrejas que insistem em patrocinar a jogatina.
Tais igrejas não podem isentar-se da responsabilidade pelo aumento geral das violações da lei e dizer que isto se deve à falta de instrução religiosa. Elas contribuem para esta falta por usarem meios para angariar fundos, que podem levar à desintegração pessoal, social, política e econômica.
Não se pode servir a Deus por meio de práticas que pervertem a moral, que produzem maus frutos e que escravizam as pessoas aos desejos e aos prazeres. Os que realmente promovem os interesses de Deus esforçam-se continuamente a fortalecer o respeito pelos princípios bíblicos e ajudar os outros a se livrar dos desejos e das práticas prejudiciais deste mundo corruto. “Pois até nós éramos outrora insensatos, desobedientes, enganados, escravos de vários desejos e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros.” “Porque não continuais a correr com eles neste rumo para o mesmo antro vil de devassidão, eles se admiram e continuam a falar de vós abusivamente. Mas estas pessoas darão conta ao que está pronto para julgar os vivos e os mortos.” — Tito 3:3; 1 Ped. 4:4, 5, NM.
O fim, obter dinheiro para uma igreja, não justifica os meios. Um instrumento usado pelo mundo do crime não tem lugar entre os que professam servir a Deus. A jogatina não pode promover os interesses de Deus, e nenhuma espécie de raciocínio deturpado pode justificar o seu uso. Trata-se dum mal social que os verdadeiros cristãos deixam para trás ao se separarem dos desejos insensatos e prejudiciais deste mundo corruto.
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“O último verão”A Sentinela — 1960 | 15 de agosto
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“O último verão”
Boris Pasternak, no seu livro intitulado O Último Verão, escrito em 1934, referiu-se ao verão de 1914 como “o último verão em que a vida ainda parecia fazer caso das pessoas, e em que era mais fácil e mais natural amar do que odiar”.
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