Divulgação das verdades proféticas de Deus
1. Que informações vitais provê Jeová aos seus servos? Por quê?
JEOVÁ DEUS sabe a verdade sobre o futuro. Ele diz: “Seguramente, assim como tencionei, assim terá de acontecer; e assim como aconselhei, deste modo se efetuará.” (Isa. 14:24) Jeová esclarece os que lhe obedecem como governante com informações vitais sobre acontecimentos futuros: “Estou contando coisas novas. Antes de começarem a surgir, faço que as ouçais.” (Isa. 42:9) Estas coisas novas são reveladas progressivamente: “A vereda dos justos é como a luz clara que clareia mais e mais até o dia estar firmemente estabelecido.” (Pro. 4:18) Este conhecimento sobre o futuro fortalece a fé dos servos de Deus. Jesus disse: ‘Eu vos tenho dito isso antes que ocorra, a fim de que, quando ocorrer, acrediteis.” (João 14:29) Também, Jeová quer que seus servos saibam estas verdades proféticas para que possam transmiti-las a outros, dando também a estes a oportunidade de ter vida eterna. — João 17:3.
2. Quem deve ter as verdades proféticas de Deus?
2 Já examinamos alguns dos principais sinais de identificação, ou frutos, que os que conhecem a verdade sobre Deus precisam ter. Vimos que as testemunhas de Jeová têm estes sinais de identificação. Por isso é de se esperar que tenham as verdades proféticas de Deus. É isso corroborado pela evidência? Vejamos o que as testemunhas de Jeová têm dito durante os anos e o comparemos com o que disseram os líderes políticos, religiosos e comerciais deste sistema de coisas. Quem falou a verdade? Quem merece hoje nossa confiança quanto a falar de acontecimentos do futuro muito próximo?
3. Que conceito sobre as condições mundiais foi adotado amplamente antes da Primeira Guerra Mundial?
3 No livro 1914 (em inglês), James Cameron descreve o conceito que prevalecia antes da Primeira Guerra Mundial em 1914 E. C. Ele diz: “Nunca antes havia a Europa apresentado um aspecto tão próspero e animado; . . . tratava-se duma era esclarecida . . . Não era apenas o futuro que estava cheio de promessas; o próprio presente merecia congratulações, e caso interviesse um momento de incerteza, havia o registro que todos podiam examinar — veja o automóvel, veja o telégrafo de Marconi, veja a máquina voadora . . . A guerra quase não estava nem mesmo em cogitação, . . . A Europa Ocidental não conhecera a guerra por quase duas gerações.” Os elementos políticos, religiosos e comerciais deste mundo adotavam amplamente tal conceito.
4, 5. Que conceito adotavam as testemunhas de Jeová?
4 No entanto, as testemunhas de Jeová mantinham um conceito completamente contrário! No número inglês de julho de 1879 de sua publicação oficial, A Sentinela (naquele tempo conhecida como A Torre de Vigia de Sião), informou os seus leitores: “Deus ensina em muitos Textos que sobrevirá às nações um tempo de grande tribulação.” No número de outubro daquele mesmo ano, A Sentinela dizia: “Coisas ‘grandes e terríveis’ sobrevirão ao mundo — transtornando todos os governos, a lei e a ordem — arruinando completamente a sociedade” humana. Falava de um “tempo de tribulação tal como nunca houve desde que há nação”. Em todos os anos que se seguiram, as testemunhas de Jeová (então conhecidas como “Estudantes da Bíblia”) pregaram constantemente esta mensagem, que o mundo se encaminhava para a pior tribulação de todas. Traziam à atenção a Palavra profética de Deus em Daniel 12:1, que fala de “um tempo de aflição tal como nunca se fez ocorrer, desde que veio a haver nação até esse tempo”. Observavam a profecia de Jesus, de que “então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. — Mat. 24:21.
5 As testemunhas de Jeová, à base da cronologia bíblica, já em 1877 apontavam para o ano de 1914 como sendo de grande significado. A Sentinela (em inglês) de março de 1880 dizia: “‘Os Tempos dos Gentios’ se estendem até 1914, e o reino celestial [de Deus] não dominará plenamente até então.” Embora ainda não tivessem certeza de quais seriam exatamente os pormenores, durante as quase quatro décadas antes de 1914 proclamavam o aviso de que o futuro deste atual sistema não era de paz, segurança e prosperidade para a humanidade, mas que em 1914 o mundo entraria no tempo da maior tribulação de todas. Em 1897, o livro A Batalha do Armagedom (em inglês; primeiro intitulado “O Dia da Vingança”), publicado pelas testemunhas de Jeová, dizia que esta tribulação seria “mais generalizada e ampla, e mais destrutiva, conforme sugere expressivamente a máquina da guerra moderna. Em vez de se restringir a uma só nação ou província, seu alcance será o de todo mundo, especialmente o mundo civilizado, a cristandade”.
6. O conceito de quem mostrou ser veraz, em vista dos acontecimentos que começaram em 1914?
6 Veio então o ano momentoso de 1914 e com ele a Primeira Guerra Mundial, o transtorno mais amplo da história até aquele tempo. Trouxe consigo matança, fome, pestilência e quedas de governos, sem precedentes. O mundo não esperava eventos tão horríveis como ocorreram. Mas as testemunhas de Jeová esperavam tais coisas, e outros reconheceram que as esperavam. Em 30 de agosto de 1914, o jornal World, de Nova Iorque, dizia: “O horrível irrompimento da guerra na Europa tem cumprido uma profecia extraordinária. No último quarto de século, por meio de pregadores e pela imprensa, os ‘Estudantes Internacionais da Bíblia’ . . . têm proclamado ao mundo que o Dia da Ira profetizado na Bíblia amanheceria em 1914. ‘Olhem bem para 1914!’ tem sido o brado dos . . . evangelistas.”
7. Como sabem as testemunhas de Jeová estas coisas?
7 Como podiam as testemunhas de Jeová saber com tanta antecedência o que nem os próprios líderes do mundo sabiam? Apenas por meio do espírito santo de Deus, que lhes dava a conhecer tais verdades proféticas. É verdade que alguns afirmam hoje que tais acontecimentos não eram tão difíceis de predizer, visto que a humanidade por muito tempo tem conhecido diversas tribulações. Mas, se aqueles acontecimentos não eram tão difíceis de predizer, por que não o fizeram todos os políticos, líderes religiosos e peritos de economia? Por que diziam ao povo o contrário? E por que perseguiam as testemunhas de Jeová por falarem de coisas que mais tarde se mostraram verazes?
PREGAÇÃO DA VERDADE APÓS A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
8. Que conceito sobre o futuro prevalecia depois da Primeira Guerra Mundial?
8 A Primeira Guerra Mundial acabou em 1918. E daí? Mais uma vez, os elementos de destaque desse mundo começaram a predizer um futuro de paz, segurança e prosperidade. No Saturday Review de 9 de novembro de 1968, o professor de história Henry Steele Commager, observando que a Primeira Guerra Mundial fora travada para “tornar o mundo seguro para a democracia”, declarou: “Por certo, o mundo tinha o direito de exultar quando finalmente chegou ao término esta maior e mais terrível das guerras. O militarismo havia sido esmagado, a agressão frustrada, a tirania acabada, a injustiça corrigida, a democracia vindicada e a paz assegurada; pois agora, depois de séculos de anseio e esforço, homens de boa vontade tinham estabelecido uma liga para preservar a paz. Não haveria mais guerras, nem haveria mais tirania — a humanidade havia por fim navegado para os portos seguros da paz.” Quando se estabeleceu a Liga das Nações, alguns dos clérigos da cristandade até mesmo a aclamaram como ‘expressão política do reino de Deus na terra’.
9, 10. Qual era a mensagem das testemunhas de Jeová depois da Primeira Guerra Mundial?
9 No entanto, o que diziam as testemunhas de Jeová? De novo, exatamente o contrário! O número inglês de 19 de março de 1919 da Sentinela declarava: “O alívio duradouro para a humanidade sofredora não virá nem por meio do soerguimento humano, nem pelo socialismo, nem pela regulamentação governamental, nem por meio de qualquer liga de nações, não importa quão desejável seja tal arranjo, mas apenas por meio do poder do Cristo, Jesus e sua igreja, introduzindo ordem no caos pelo estabelecimento do reino universal de paz e justiça. . . . Ao passo que os homens, por meio das experiências aflitivas agora na terra, passarem a dar-se conta da futilidade da felicidade duradoura no meio do egoísmo e da depravação humanos, aumentará o número dos que anseiam acolher de volta o Rei. Chegarão a reconhecer que a erradicação do egoísmo de cima da terra é um trabalho para o grande Médico celestial, muito além do poder do homem mortal imperfeito.”
10 A partir de 1919, as testemunhas de Jeová começaram a campanha de pregação mais ampla da história do mundo. Advertiram que este sistema iníquo de coisas havia entrado nos seus “últimos dias”. Pregaram com força e números crescentes que as condições do mundo continuariam a piorar até que Deus eliminasse da existência todo o sistema iníquo de coisas, substituindo todos os governos do homem por um único governo de Deus, seu reino celestial sob Cristo. (Dan. 2:44) Salientaram o ensino bíblico de que o reino de Deus é a única esperança segura do homem para ter paz duradoura e vida eterna. — Mat. 6:10.
11, 12. Quem foi provado como dizendo a verdade?
11 Agora que já se passou mais de meio século desde a Primeira Guerra Mundial, quem é que mostrou falar a verdade? Estavam corretas as predições dos elementos políticos, religiosos e comerciais? Não, não estavam. O Professor Commager mostra o que aconteceu realmente, dizendo: “Cinqüenta anos depois do armistício que devia tornar o mundo seguro para a democracia, os homens ‘que podiam controlar o próprio grande globo’ são incapazes de se controlar a si mesmos. . . . Raras vezes na história foram esperanças tão elevadas abatidas tanto . . . Mil novecentos e dezoito não introduziu o milênio, introduziu meio século de conflito — turbulência, guerra, revolução, desolação e ruína, numa escala jamais vista antes ou sequer imaginada . . . A era que devia presenciar o fim da guerra, introduziu em vez disso a mais terrível das guerras, que chegou ao clímax na mais terrível das armas; a era que devia presenciar o triunfo da democracia, presenciou em vez disso o triunfo da tirania . . . Como podemos explicar esta longa série de disparates e tragédias quase sem paralelo na história?”
12 Não podiam explicar isso. Mas as testemunhas de Jeová o explicaram verazmente — antes de acontecer, enquanto acontecia e depois de acontecer. Não, não pela sua própria inteligência, mas por terem sido avisadas de antemão pela Palavra de verdade de Deus e orientadas pelo Seu espírito santo puderam dizer aos que buscavam a verdade para onde se encaminhava este mundo. Em 1925 E. C., tornaram conhecido que, depois de começarem os “últimos dias” em 1914, haveria grande tribulação, porque, após uma guerra no céu, foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada . . . Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo”. — Rev. 12:9-12.
A VERDADE SOBRE O MATERIALISMO
13. Que perspectivas contrastantes se consideravam quanto ao materialismo?
13 Já por quase um século, as testemunhas de Jeová têm advertido os que procuram obedecer a Deus como governante para que não pusessem sua confiança na riqueza material, mas que se contentassem com as necessidades da vida, pois é isto o que a Bíblia diz. (Mat. 6:11, 33, 34) Salientaram repetidas vezes o ensino bíblico de que a riqueza financeira não é realmente satisfatória, nem segura, e que ela deixaria de existir junto com este sistema de coisas. Todavia, durante todo este tempo, os peritos em economia do mundo promoviam um plano após outro, prometendo segurança financeira.
14. O que tem acontecido realmente?
14 Com que resultado? Em 1929 começou a pior depressão econômica da história. E só houve certa medida de alívio quando as nações começaram a fazer empréstimos e gastos para financiar a Segunda Guerra Mundial. Qual tem sido a situação econômica desde a Segunda Guerra Mundial? É verdade que tem havido um aparente aumento na prosperidade material em diversos países, mas grande parte dela tem sido o resultado de financiamento deficitário, contraindo-se dívidas para se comprar coisas. Quão genuína e segura é tal prosperidade? A publicação intitulada O Espantoso Dólar em Ação, publicada em inglês em 1969, declara: “Nunca, nos últimos 18 anos, foram os donos inocentes do meio circulante sujeitos a perdas tão gigantescas do valor monetário como durante os últimos doze meses. . . . Não há um único caso na história dos últimos 50 anos em que obrigações do governo ou de outro tipo tenham sido resgatadas pelo valor de compra, pelo qual o comprador os adquiriu. E todos os juros pagos por caixas econômicas e bancos comerciais, bem como a maioria dos dividendos, foram anulados durante os últimos 28 anos pelos impostos e pela perda do poder aquisitivo.” Durante apenas uma das muitas recentes perturbações econômicas, o Times de Nova Iorque, de 24 de novembro de 1968 noticiou: “O mundo ocidental se debateu na semana passada numa crise monetária que abalou as suposições financeiras e políticas básicas do período do pós-guerra. . . . no último ano houve uma série de quase-catástrofes no que se destinava a ser um sistema que assegurasse estabilidade. . . . Foi uma semana de pesadelos para os peritos financeiros do mundo.”
15. Mostrará o futuro ser melhor para o materialismo deste mundo e seus apoiadores?
15 Nenhuma destas dificuldades econômicas surpreendeu os que eram obedientes a Deus como governante. Eles esperavam tais coisas. E acreditavam que viria o pior colapso econômico que jamais houve, baseados no princípio expresso neste texto: “A própria prata deles lançarão nas ruas e o próprio ouro deles tornar-se-á uma coisa abominável. Nem a sua prata nem o seu ouro poderá livrá-los no dia da fúria de Jeová.” (Eze. 7:19) Acontecerá assim como diz a Palavra de Deus: “Quem confia nas suas riquezas — ele mesmo cairá; mas os justos florescerão como a folhagem.” — Pro. 11:28.
A VERDADE SOBRE A CIÊNCIA
16. Como corroboraram os eventos o conceito dos servos de Jeová sobre a ciência?
16 Durante este século, a ciência tem sido aclamada como salvador. Afirmou-se que ela forneceria a tecnologia para sujeitar a terra e para prover abundância e conforto para todos. Entretanto, as testemunhas de Jeová advertiram que, apesar das boas intenções e de alguns benefícios, a ciência era uma esperança falsa, porque não podia solucionar os problemas da humanidade. Aconteceu assim? O Professor Commager declara: “No fim de uma geração de progresso sem paralelo na ciência e na tecnologia, a humanidade verificou que a fome se acha mais difundida, a violência mais implacável e a vida mais insegura do que em qualquer tempo do século. Tampouco se restringia este desapontamento aos povos subdesenvolvidos do globo: Até mesmo na América, que se gaba de recursos quase ilimitados e da tecnologia mais avançada, a pobreza era conhecida de milhões de famílias, tanto brancas como negras; as cidades entravam em decadência, a zona rural estava espoliada, o ar e os rios poluídos; a violação da lei, de modo oficial e particular, era contagioso; e a guerra e a ameaça de guerra enchiam a mente dos homens de ódio e de medo.” E agora, outros começam a reconhecer a veracidade do que as testemunhas de Jeová têm dito, pois U. S. News & World Report, de 9 de fevereiro de 1970, observou: “Os cientistas, depois de colherem a admiração pelos avanços na tecnologia, que conseguiram nas recentes décadas, agora se estão defendendo contra insultos. São cada vez mais as pessoas que parecem achar que a pesquisa científica está criando mais problemas do que está solucionando. . . . A crítica . . . atingiu o ponto em que muitos dos principais cientistas da nação estão profundamente preocupados.”
17, 18. Pôde a medicina mudar as verdades contidas na Bíblia quanto à doença e a morte?
17 Que dizer das realizações no campo da medicina? Muitos afirmavam que ela forneceria as respostas à condição doentia e moribunda do homem. Em evidência disso, salientam orgulhosamente que a duração da vida do homem foi grandemente aumentada nos últimos tempos. Foi mesmo? Scientific American, de março de 1968, dizia: “A impressão comum de que a medicina moderna prolongou a duração da vida humana não é apoiada nem pelas estatísticas demográficas nem pela evidência biológica. Por certo, os progressos do Século 20 no controle de doenças infecciosas e de certas causas de morte melhoraram a longevidade da população humana como um todo. Tais consecuções na medicina e na saúde pública, porém, estenderam meramente a duração da vida em média por permitirem que mais pessoas alcançassem o limite máximo que, para a grande maioria da humanidade, ainda parece ser aproximadamente as quatro vintenas bíblicas de anos. . . . O envelhecimento de tais populações celulares normais se deve aparentemente a um processo intrínseco, não a uma deficiência nas condições de crescimento.”
18 Embora os homens mereçam ser elogiados pelos esforços sinceros que fazem para ajudar os doentes e moribundos, a verdade é que nada mudou: o homem ainda adoece e morre. E a duração da sua vida é ainda aproximadamente a mesma como era quando a Palavra de Deus declarou, há séculos atrás: “Os dias dos nossos anos são em si mesmo setenta anos; e se por motivo de potência especial são oitenta anos, mesmo assim a sua insistência é em desgraça e em coisas prejudiciais; pois tem de passar depressa, e lá saímos voando.” (Sal. 90:10) O homem, pelos seus próprios esforços, não pode vencer a doença e a morte. Ainda é verdade que “por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens”. (Rom. 5:12) Não os homens, mas sim Deus causará a cura permanente do corpo e da mente por intermédio do seu reino sob Cristo. — Rev. 21:3, 4.
A SITUAÇÃO RELIGIOSA
19, 20. O que têm os servos de Jeová aguardado quanto às religiões deste mundo?
19 Qual tem sido a realidade da situação religiosa do mundo, especialmente aquela da cristandade? A Sentinela (em inglês) de novembro de 1879 dizia: “Toda igreja que afirma ser virgem casta desposada com Cristo, mas que na realidade está unida ao mundo e é apoiada por ele . . . temos de condenar como sendo, em linguagem bíblica, uma igreja meretrícia. . . . Sim, acreditamos que a igreja nominal de hoje seja a Babilônia do nosso texto, que está caindo. . . . A queda que esperamos não será instantânea; terá início e aumentará em ímpeto durante a queda até que seja despedaçada.” Embora naquele tempo não fosse claro como se daria isso, os servos de Jeová, avisados de antemão pelas verdades proféticas de Deus a respeito da religião falsa, diziam aos seus ouvintes que deviam sair das religiões deste mundo, porque estas religiões não serviam a Deus e receberiam o seu julgamento adverso.
20 Os sistemas eclesiásticos não acreditavam nisso e instigavam repetida perseguição das testemunhas de Jeová. De fato, na década de 1950, pareciam passar por uma reanimação do interesse religioso. Depois, os líderes religiosos aclamaram o Concílio do Vaticano, na década de 1960, como um grande passo para a frente na unificação e no fortalecimento das igrejas. Mas durante todo este tempo, as testemunhas de Jeová continuavam a dar o aviso, de que estas religiões mundanas deixariam de existir, e isso muito em breve.
21. Qual é a verdade sobre a religião falsa hoje em dia?
21 A evidência está agora bem clara de que as testemunhas de Jeová estavam dizendo a verdade. Tiveram realmente, todo o tempo, a orientação do espírito santo de Deus. Agora, todas as autoridades admitem que as religiões deste mundo estão em grandes dificuldades. Estão sendo abandonadas por crescentes números de pessoas e clérigos, baixando assim o apoio financeiro que recebem. Conforme observou o Times de Nova Iorque, de 25 de março de 1969: “A religião institucional está acabando, disse hoje um perito alemão em sociologia de religião.” Esta fermentação na religião induziu um editorial do Post de Nova Iorque, de 14 de março de 1969, a dizer: “O setor em que a velha ordem parece desenrolar-se diante de nós com a velocidade da luz é a religião. . . . Ninguém se atreve a dizer até onde irá esta revolução religiosa.” As testemunhas de Jeová o tem dito — com força cada vez maior e já por mais de noventa anos!
ENCARAR O FUTURO COM CONFIANÇA
22, 23. (a) Por que não compartilham hoje os servos de Jeová da angústia das nações? (b) O que continuarão a fazer os que conhecem as verdades proféticas de Deus?
22 De modo que em todos os campos do empenho humano há indícios inconfundíveis de deterioração. As nações se encontram na situação exata que Jesus predisse quando falou dos nossos dias: “E na terra angústia de nações, não sabendo o que fazer por causa do rugido do mar e da sua agitação, os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada.” (Luc. 21:25, 26) Mas esta angústia de coração não é compartilhada pelos servos de Jeová, pois Jesus disse também: “Quando estas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos e levantei as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando.” — Luc. 21:28.
23 A esperança dos que divulgaram tais verdades proféticas da parte de Deus torna-se cada vez mais luminosa, ao passo que as condições existentes no velho sistema de coisas pioram. Por que se dá isso? Porque estes servos de Deus sabem que tudo isso significa que “o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. (1 João 2:17) Aguardam com crescente fé e confiança um futuro maravilhoso na nova ordem de Deus, após o fim deste sistema iníquo, fortalecidos pelo conhecimento de que as verdades proféticas de Deus que defendem se estão cumprindo e continuarão a cumprir-se. Nunca abandonarão as preciosas verdades proféticas de Deus em troca das promessas vãs daqueles que promovem o presente sistema de coisas. Acatam o conselho do apóstolo Paulo: “Que venhais a ser inculpes e inocentes, filhos de Deus sem mácula no meio duma geração pervertida e deturpada, entre a qual estais brilhando como iluminadores do mundo, mantendo-vos firmemente agarrados à palavra da vida.” — Fil. 2:15, 16.
24. Em vista do tempo, qual é a coisa mais satisfatória que se pode fazer?
24 Há muitas pessoas sinceras que ainda não sabem a verdade sobre Deus e seus propósitos. Estão aflitas por causa do que vêem acontecer no mundo, mas não sabem para onde se virar. Estas também precisam da verdade procedente de Deus. Mas a hora já é bem avançada para este sistema moribundo. Reconheça a urgência dos tempos e tome o tempo, sim, arrume tempo para divulgar a verdade a outros. Não há nada que possa fazer neste tempo da história humana que poderia ser mais satisfatório. Por quê? Porque a Palavra de Deus promete: “Presta constante atenção a ti mesmo e ao teu ensino. Permanece nestas coisas, pois, por fazeres isso, salvarás tanto a ti mesmo como aos que te escutam.” — 1 Tim. 4:16.