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  • Um sonho desconcertante que lhe diz respeito
    A Sentinela — 1984 | 1.° de outubro
    • Um sonho desconcertante que lhe diz respeito

      O SONHO amedrontou-o e o deixou perplexo. ‘Já tive sonhos antes’, sem dúvida refletiu o rei, ‘e meus sacerdotes, com sua magia, me forneciam suas interpretações. Se não conseguiam revelar o significado oculto dum sonho, então eu convocava meus conjuradores para explicá-lo a mim. Se eles falhassem, certamente meus astrólogos desvendavam o mistério. Mas este sonho, por que é tão desconcertante?’

      Nabucodonosor de Babilônia, o governante da maior potência mundial do sexto século AEC, pode muito bem ter-se feito essa pergunta. Não conseguiu encontrar em todo o seu império um intérprete para seu estranho sonho, exceto um — o prisioneiro estrangeiro Daniel, de Judá. Certa ocasião anterior, este adorador do Deus Jeová explicara a Nabucodonosor um sonho que ninguém mais foi capaz de desvendar. — Daniel 2:1-45.

      Mas, você talvez pergunte: ‘Por que deve isto me interessar? Os sonhos são parte normal da vida humana. Por que deve este ser diferente?’ Bem, este é diferente. Em que sentido? É que seu significado afeta você e todos os que têm vivido desde 1914.

      O SONHO DO REI

      Enquanto descansava em seu palácio rodeado de jardins dispostos em terraços, Nabucodonosor sonhou com uma árvore extraordinariamente grande:

      “Ora, aconteceu que eu estava vendo as visões da minha cabeça, sobre a minha cama, e eis que havia uma árvore no meio da terra, sendo enorme a sua altura. A árvore tornou-se grande e ficou forte, e a própria altura dela por fim atingiu os céus, e ela era visível até a extremidade da terra inteira. Sua folhagem era bela e seu fruto abundante, e havia nela alimento para todos. Debaixo dela os animais do campo procuravam sombra e nos seus galhos habitavam as aves dos céus, e toda a carne se alimentava dela. — Daniel 4:10-12.

      O que o rei viu a seguir em seu sonho o amedrontou; um anjo bradou a ordem:

      “Derrubai a árvore e cortai-lhe os galhos. Sacudi a sua folhagem e espalhai os seus frutos. Fujam os animais de debaixo dela e as aves dos seus galhos. Todavia, deixai-lhe o próprio toco na terra, sim, com banda de ferro e de cobre, entre a relva do campo; e seja molhado pelo orvalho dos céus e seja seu quinhão entre a vegetação da terra. Mude-se-lhe o coração daquele do gênero humano e dê-se-lhe um coração de animal, e passem sobre ele sete tempos. A coisa é por decreto dos vigilantes e o pedido é pela declaração dos santos, para que os viventes saibam que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser, e estabelece nele até mesmo o mais humilde dos homens.” — Daniel 4:13-17.

      O SIGNIFICADO DO SONHO PARA O REI

      O tema do sonho do rei é o governo do mundo. O sonho possui um significado duplo. Um deles envolvia Nabucodonosor. O outro afeta você. Daniel explicou o que representava para Nabucodonosor a árvore cuja altura atingia os céus: “És tu, ó rei, porque te tornaste grande a ficaste forte, e tua grandiosidade cresceu e atingiu os céus, e teu domínio, a extremidade da terra.” — Daniel 4:22.

      A seguir, Daniel desvendou o significado do restante da visão do orgulhoso rei: Nabucodonosor sairia temporariamente do governo devido a uma doença que o faria agir como o animal selvático que come vegetação. Isso duraria sete anos. Mas, uma vez que se passassem esses “sete tempos”, sua sanidade seria restabelecida e também o seu trono. Isto era retratado pelas duas bandas constritivas de metal que envolviam o toco da árvore do sonho. Removidas as bandas, imediatamente a árvore brotaria outra vez. O motivo de tudo isso, diz Daniel, é provar “que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser”. — Daniel 4:23-26.

      Doze meses após Daniel interpretar o sonho do rei, este se cumpriu — Nabucodonosor repentinamente perdeu a razão e a coroa. Sete anos depois, novamente fiel às palavras de Daniel, a sanidade de Nabucodonosor foi restaurada e ele foi restabelecido no seu trono com “extraordinária grandeza”, destarte induzindo o rei a admitir: “Agora, eu, Nabucodonosor, louvo, e enalteço, e glorifico o Rei dos céus, porque todas as suas obras são verdade e seus caminhos são justiça, e porque ele é capaz de humilhar os que andam em orgulho.” — Daniel 4:29-37.

      Aprendera-se a lição. O Deus Todo-poderoso, Jeová, tinha a palavra final quanto a quem governaria a terra, e quando. Mas, o significado do sonho de Nabucodonosor não se limitava a afetar o povo de Babilônia. Seu significado profético do governo mundial atinge o atual século 20 e diz respeito até mesmo a você.

  • 1914 um ano marcado — por quê?
    A Sentinela — 1984 | 1.° de outubro
    • 1914 um ano marcado — por quê?

      ONDE estava você em 1914? Responderia: ‘Eu não havia nascido ainda’? Mas, alguns milhões de pessoas hoje ainda conseguem lembrar-se do ano de 1914.

      Em 1914, Mary cursava o último ano da escola secundária, estudava alemão, e aguardava recompensadora carreira como professora. Em meados do ano, antes de partir para a universidade, estava nos campos da fazenda do pai, na costa nordeste dos Estados Unidos, tirando bichos da superfície dos lustrosos tomates que amadureciam, quando, do outro lado do mundo, em Sarajevo, a bala disparada por um assassino pôs fim à vida dum arquiduque austríaco. Esse foi o estopim da Primeira Guerra Mundial. Quando Mary soube das notícias da guerra, pensou: ‘Aconteceu! Aconteceu exatamente o que os Estudantes da Bíblia diziam; 1914 será um ano marcado!’

      Mary não foi a única a se sentir assim quanto aos acontecimentos mundiais. Em 30 de agosto de 1914, o impressionante cabeçalho “Fim de Todos os Reinos em 1914” estampou a página 4 do suplemento de domingo do The World, um dos principais jornais nova-iorquinos. “O horrível irrompimento da guerra na Europa tem cumprido uma profecia extraordinária”, declarou este artigo de destaque. “No último quarto de século, por meio de pregadores e pela imprensa, os ‘Estudantes Internacionais da Bíblia [Testemunhas de Jeová]’, melhor conhecidos como ‘Auroristas do Milênio’, têm proclamado ao mundo que o Dia da Ira, profetizado na Bíblia, amanheceria em 1914. ‘Olhem bem para 1914!’ — tem sido o brado das centenas de evangelistas viajantes que, representando este estranho credo, percorreram o país de alto a baixo, enunciando a doutrina de que ‘está próximo o Reino de Deus’.”

      Quer estivesse vivo naquele ano, quer não, 1914 deve significar para você mais do que uma folha de calendário engelhada e amarelada com o tempo, ou um cabeçalho na carcomida página duma revista. Trata-se dum ano momentoso que afeta hoje sua vida.

      POR QUE É 1914 UM ANO MARCADO?

      Como sabiam as Testemunhas de Jeová, com mais de 30 anos de antecedência, que 1914 seria importante data para o governo divino? Embora na ocasião as Testemunhas não compreendessem a plena implicação dos eventos que estavam prestes a ocorrer, a revista Sentinela (em inglês), já em dezembro de 1879, indicava 1914 como data marcada com respeito à profecia bíblica. E a edição de março de 1880 da Sentinela ligou o governo do Reino de Deus com o término do que Jesus Cristo mencionou como “os tempos designados das nações”, ou “os tempos dos gentios”. (Lucas 21:24; Almeida) Essa Sentinela dizia: “‘Os Tempos dos Gentios’ se estendem até 1914, e o reino celestial não dominará plenamente até então.”

      O que se quer dizer com a expressão ‘Tempos dos Gentios’, ou “tempos designados das nações”? E como se relaciona isso com o Reino de Deus? Para respondermos a estas perguntas, examinemos melhor as palavras de Jesus. Ele disse: “Jerusalém será pisada pelas nações [pelos gentios], até se cumprirem os tempos designados das nações [dos gentios).” — Lucas 21:24.

      O que se quer dizer com “Jerusalém”? Alude ao Reino de Deus. Como sabemos? O antigo Israel foi o povo escolhido de Deus desde 1513 AEC até o primeiro século de nossa Era Comum. (Êxodo 19:6; Mateus 23:37, 38) Jeová organizou-os sob um típico governo teocrático, ou domínio de Deus. Jerusalém tornou-se a capital. Foi ali que a linhagem de reis ungidos por Deus, a partir de Davi, sentou-se “no trono de Jeová”. Reinavam por Jeová. (1 Crônicas 29:23; 2 Crônicas 9:8) A Cyclopœdia de M’Clintock e Strong declara: “Jerusalém havia sido constituída em residência imperial do rei de todo o Israel; e o Templo, muitas vezes chamado de ‘casa de Jeová’, constituía ao mesmo tempo a residência do Rei dos reis, o chefe supremo do estado teocrático.”

      Quando e de que modo foi Jerusalém pisada pelos gentios? O pisoteio começou em 607 AEC. Como? Pelo fim abrupto da dinastia davídica. O Rei Zedequias foi destronado e a cidade de Jerusalém foi destruída por ondas de babilônios invasores comandados por Nabucodonosor. Em Ezequiel 21:26, 27, a Bíblia predizia este rompimento na linhagem davídica de reis por dizer: “Retira a coroa . . . certamente não virá a ser de ninguém, até que venha aquele que tem o direito legal, e a ele é que terei de dá-lo.” O governo de Deus ficou sob restrição até terminarem “os tempos designados das nações”. Assim, os Tempos dos Gentios foram um período em que as nações governaram sem que Jeová Deus tivesse um governo para representar seu domínio na terra.

      Quando terminassem os Tempos dos Gentios, Jeová havia de dar Àquele “que tem o direito legal”, Jesus Cristo, o poder para governar. Portanto, 1914 marcaria o tempo em que Cristo começou a reinar no Reino celestial de Deus, e, visto que seu governo se estende até nossos dias, isso diz respeito a você.

      Como foi a cronologia calculada de modo a marcar 1914? A edição em inglês de junho de 1880 da revista A Sentinela explica: “O longo período de 2520 anos e sua experiência amarga sob o domínio de feras (governos humanos, Dan. vii.) é claramente representado em Dan. iv. pelos ‘sete tempos’ de Nabucodonosor e sua experiência amarga entre as feras.” Portanto, precisamos retornar ao sonho desconcertante do rei babilônio para traçar sua cronologia até 1914.

      PADRÃO PROFÉTICO

      Jeová, mediante seus profetas, sempre forneceu ao Seu povo um padrão profético a seguir. “Pois o Soberano Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado seu assunto confidencial aos seus servos, os profetas”, declara Amós 3:7. Por exemplo, Noé foi o mensageiro especial de Deus há mais de 4.000 anos. Jeová deu a Noé um aviso profético da destruição por águas que havia de sobrevir àquele mundo iníquo. (Gênesis 6:3; 7:4) O que ocorreu naquele tempo foi também modelo duma destruição futura dos ímpios durante a “presença do Filho do homem”, Jesus Cristo. (Mateus 24:37-39) Portanto, não deve parecer extraordinário que o que Daniel traçou para o governo mundial de Nabucodonosor — sua queda e seu retorno ao poder — fosse também uma ilustração em pequena escala de variações na dominação teocrática mundial pelo Rei ungido de Deus.

      O que vemos quando examinamos o modelo profético de Daniel 4:10-17? A árvore gigantesca, que atinge os céus, representa o governo divino. A árvore foi derrubada quando o Reino de Deus de Judá, com sua capital em Jerusalém, caiu em 607 AEC. Após passados “sete tempos” de governo animalesco por parte das nações, as duas bandas constritivas de metal foram soltas, e o governo divino foi restabelecido quando Jesus Cristo começou a reinar no governo celestial de Deus em 1914.

      UM DIA POR UM ANO

      Como sabemos que os “sete tempos” são 2.520 anos? Os cálculos são feitos de maneira similar aos feitos pelo primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), C. T. Russell, em 1877, e registrados no livro intitulado Os Três Mundos, escrito em conjunto com outro autor. Faz-se o cálculo do seguinte modo: Em Revelação, capítulo 12, versículos 6 e 14, descobrimos que 1.260 dias correspondem a “um tempo [isto é, 1 tempo], e tempos [isto é, 2 tempos], e metade de um tempo”, ou o total de 3 1/2 tempos. Portanto, “um tempo” corresponderia a 360 dias. “Sete tempos” seriam 360 multiplicado por 7, ou 2.520 dias. Agora, se contarmos um dia por um ano, segundo certa regra da Bíblia, os “sete tempos” equivaleriam a 2.520 anos. (Números 14:34; Ezequiel 4:6) Por conseguinte, a duração dos “sete tempos”, os Tempos dos Gentios, vai de 607 AEC até 1914 EC.

      Que razões há para se crer que o sonho da árvore profética de Nabucodonosor se estende até o século 20 e tem seu cumprimento no Reino de Deus? Um dos motivos é o seguinte: Grande parte do livro de Daniel envolve profecias que têm cumprimento no governo do mundo e no Reino de Deus após os dias de Daniel. Leia, a título de exemplo, o capítulo 2 de Daniel. Este retrata uma estátua multimetálica que representa potências mundiais sucessivas que são pulverizadas. Por meio do quê? Pelo Reino de Deus! (Daniel 2:44) Ou então leia o capítulo 7 de Daniel, onde sucessivos governos mundiais são representados por feras que saem do mar e finalmente são substituídos por um único governo. Qual? O Reino de Deus! (Daniel 7:14) Ou leia os capítulos 11 e 12 de Daniel. Nesses capítulos o rei do norte e o rei do sul persistem em medir as forças um do outro numa batalha pela supremacia mundial, até sua derrota às mãos do príncipe Miguel. (Daniel 12:1) Quem é este Miguel? Jesus Cristo, governante do Reino de Deus!

      Assim, o ano de 1914 foi marcado com toda a razão. Assinalou o início do governo justo para com a terra mediante o Reino de Deus. Pressagiou o fim para os iníquos. Indicou os “últimos dias” do atual sistema ímpio de coisas. (2 Timóteo 3:1) Assinalou a contagem regressiva para o início duma terra paradísica.

      Há outros motivos de 1914 ser um ano marcado que lhe diz respeito. Estes serão considerados em futuras edições de A Sentinela.

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