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‘Seja Feita a Tua Vontade na Terra’ — Parte 29 da sérieA Sentinela — 1960 | 15 de junho
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comunicações imperiais, ele disse: “O futuro da Alemanha está nas águas.” A tonelagem total de sua marinha era inferior apenas à britânica. O rei do sul observava isso com nervosismo.
11. Como se iniciou finalmente a conflagração mundial, e como se deu isso no “tempo determinado”?
11 Em vista de tanto material inflamável acumulado, era preciso apenas uma faísca para fazer estourar a conflagração mundial. Isto aconteceu em 28 de junho de 1914, com o assassinato do arquiduque austríaco, Ferdinando e sua esposa, na Bósnia, que a Áustria-Hungria, aliada da Alemanha, tinha anexado em 1908. O rei do norte aproveitou-se disso para executar seu plano de dominação mundial às custas do rei do sul. O anjo de Jeová dissera: “Ao tempo determinado voltará, e entrará no sul; porém não sucederá na última como na primeira ocasião.” (Dan. 11:29) O “tempo determinado” foi o ano de 1914, ano marcado pela tabela de tempo de Deus para o fim dos 2.520 anos dos “tempos designados das nações” no outono daquele ano. Naquele tempo findou a concessão da parte de Jeová Deus para exercerem o domínio terrestre sem a interferência do reino de Deus. Isto se deu “sete tempos” depois de 607 A. C., desde que os gentios derrubaram o reino típico de Jeová em Jerusalém, quando se deu a destruição do santuário típico Dele naquela cidade e a desolação do domínio do reino de Judá. — 2 Crô. 36:17-21; Luc. 21:24, NM.
12. Para o restabelecimento de que chegou o tempo no outono de 1914?
12 No outono de 1914 chegara, portanto, o tempo designado de Jeová para que seu reino fosse restaurado, não na terra, em Jerusalém, mas no céu, à sua destra, onde seu Filho, Jesus Cristo, estivera esperando até que seus inimigos fossem postos por escabelo dos seus pés. — Sal. 110:1; Heb. 10:12, 13.
13. Participaram as nações da cristandade na alegria dos “vinte e quatro anciãos” por ocasião do estabelecimento do Reino em 1914?
13 Alegraram-se as nações da “cristandade”, em 1914, que chegara o tempo para o reino de Deus ser plenamente estabelecido, conforme proclamado pelo povo de Jeová, da classe do “santuário”? Os vinte e quatro anciãos simbólicos, sentados nos seus tronos diante de Deus, alegraram-se e disseram: “Graças te damos, Jeová Deus, o Todo-poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e, começaste a dominar como rei.” Mas a profecia disse que as nações mundanas não se alegrariam: “Mas as nações se iraram, e veio a tua ira, e o tempo designado . . . para arruinar os que arruínam a terra.” (Apo. 11:16-18, NM) Mesmo antes de expirarem os “sete tempos” no outono de 1914, as nações não se colocaram na situação de aclamar e aceitar o reino de Deus, então prestes a ser restaurado.
14. Como foi que o rei do norte ‘voltou e entrou no sul’, em 1914?
14 A Áustria-Hungria, com o assassinato do seu herdeiro do trono real, declarou guerra à Sérvia, em 28 de julho. Sua aliada no Dreibund; a Alemanha, apoiou-a e declarou guerra à Rússia, em 1.° de agosto, e depois à França, em 3 de agosto. No dia seguinte, o rei do sul, por meio da Grã-Bretanha, declarou guerra à Alemanha. A Itália, membro do Dreibund, declarou a sua neutralidade, mas juntou-se no ano seguinte ao rei do sul na guerra. A Turquia e a Bulgária juntaram-se à Alemanha. Depois disso, a Grã-Bretanha assumiu o controle do Egito como seu protetorado, para bloquear as tropas do Kaiser e da Turquia na Palestina e impedir que cortassem o Canal de Suez e invadissem o Egito, antiga terra do rei do sul. O Egito estando sob o controle da Grã-Bretanha, o rei do sul representava assim o sistema da democracia liberal ou de governo constitucional, junto com a livre iniciativa capitalista.
15. Por que não era esta ‘última’ ocasião assim ‘como a primeira’ para o rei do norte?
15 Assim, no que se refere ao rei autocrático do norte, nesta “ultima” ocasião, em 1914, não se deu “como na primeira occasião”, quando ele era a potência mundial imperial de Roma, a sexta potência mundial da história bíblica. Nesta ‘última’ ocasião, o rei do norte, inferior em categoria, tinha de enfrentar o rei do sul, que ocupava o lugar da sétima potência mundial, a maior das sete potências mundiais. Não só isso, mas, a partir de aproximadamente o 1.° de outubro de 1914, o rei do norte teve de enfrentar também o reino restaurado de Jeová Deus, governando nos céus, para a dominação universal.
(Continua)
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O comunismo, uma religião falsaA Sentinela — 1960 | 15 de junho
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O comunismo, uma religião falsa
O Dr. Robert Lindner, no seu discurso sobre “Crença e Caráter Políticos”, analisou a razão pela qual o comunismo tem atraído muitas pessoas: “Todos os pré-requisitos para se formar uma instituição em moldes de religião — uma religião secularizada, não resta dúvida, contudo ainda assim uma religião — acham-se presentes no comunismo. Quase desde o momento em que foi concebido, leva as marcas que identificam um sistema de fé ou adoração. Até nos mínimos pormenores satisfaz as condições necessárias para um sistema teológico autoritário, adaptando-se assim, sem nenhum esforço, às motivações mais profundas dos homens. Os paralelos entre a biografia do marxismo e a de qualquer religião grande são iniludíveis. Os portentos e uma época de tribulações — de guerras, de derramamento de sangue, de sofrimento e de desassossego alimentaram o solo que havia de ser o canteiro de uma nova fé. Um batedor e profeta . . . apareceu na forma de uma geração de pregadores, finalmente materializada na pessoa do filósofo alemão, Hegel. Sucedendo a ele, chegou o portador da Palavra, o messias, Karl Marx. A deificação dele não necessita de documentação. . . .
“Tampouco é só isso o que determina a verdadeira natureza do comunismo, como sendo na realidade uma religião. Junto com todas as outras teologias, possui uma escatologia que compreende um juízo e a visão das últimas coisas — os pastos verdes de um céu proletário, tempo em que o estado finalmente desaparece e prevalece uma sociedade, sem distinção de classes, de pessoas alegres, possuindo igualdade, e o inferno negro da exclusão social, até as gerações mais remotas, para os impenitentes. Pode incluir também uma hagiografia entre os seus atributos: o que equivale, com efeito, a um Registro de Santos e um rol de mártires canonizados constitui uma parte intrínseca de seu atrativo religioso. Uma coleção assertiva de dogmas encerrados em textos santificados inscritos com a Palavra inefável, uma hierarquia de sacerdotes e funcionários, a quem se confiaram os rituais e protocolos cerimoniais, uma série de mistérios e ritos de iniciação — estas e mais outras, completam eloqüentemente o quadro e proclamam o que se tem disfarçado como um sistema social e, político, que, na realidade, é uma autêntica religião, completamente equipada. Perceber esta natureza real do comunismo e entender como corresponde ponto por ponto a todo grande sistema teológico, conhecido por nós, é começar a desvendar o mistério de seu magnetismo com respeito a todos os homens, principalmente os que não têm crença, os que sofrem por não se satisfazer essa grande necessidade. . . . Não devemos ficar admirados do êxito do comunismo, pois muito do seu êxito é antes o da religião.” — Must You Conform?
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“Cada descoberta”A Sentinela — 1960 | 15 de junho
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“Cada descoberta”
Numa conferência sobre “José no Egito à Luz dos Monumentos”, o Professor A. S. Yahuda, de Londres, disse: “Em conclusão quero dizer o seguinte — Cada descoberta feita na Palestina, na Síria, na Mesopotâmia e no Egito tem confirmado a Bíblia, e agora, por fim, surge a evidência lingüística para apoiar e complementar a evidência arqueológica. Espero, ou melhor, estou seguro de que as descobertas, as escavações e as pesquisas arqueológicas futuras nos ajudarão ainda mais em estabelecer a exatidão do Livro dos livros.” — Journal of Transactions of the Victoria Institute, Tomo LXV, pág. 54.
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